Arquivo de cenário

Segunda fase do concurso FVM e Rally Mortal está lá

Posted in Notícia with tags , , , , , on Março 19, 2012 by rsemente

Boa Noite pessoal, é com grande orgulho que venho lhes dizer que o RPG Rally Mortal se mostrou adequado para concorrer a segunda fase do Concurso faça Você Mesmo da Secular Games.

Para quem não sabe Rally Mortal é um jogo de RPG que desenvolvi na semana do carnaval e na seguinte para o concursos com uma pegada bem diferente, onde o jogador controla um piloto/capitão de uma equipe de Rally em um mundo pós apocalíptico, baseado em grande parte por Mad Max e Zombie Drive.

E VOCÊ PODE BAIXAR RALLY MORTAL AQUI AGORA!!!

A regra mais básica dele é que antes de fazer qualquer rolagem de dados o jogador deve descrever o que irá fazer, e só então o mestre decide quais características devem ser usadas e a partir delas jogar os dados. É claro que existe um sistema de regras simples, mas com várias características para o personagem o que deixa ele boa gama de customização dos personagens (característica que peca na maioria dos sistemas mais narrativistas).

Apesar disso acredito que o ponto que mais pequei na criação do jogo foi o tema tribo, abordado mais no cenário e menos nas regras (mais por tempo), onde a tribo define pouca coisa na ficha de personagem (atualmente apenas os itens mais fáceis de se conseguir).

OMNI: O Retorno (Versão 0.01)

Posted in cenário, regras with tags , , , on Julho 29, 2010 by rsemente

OMNI voltou.

Há algum tempo apresentei um cenário de ficção científica e fantasia aqui no blog, mas a muito tempo nada falei como andava o projeto. Isso por que estava fazendo o sistema, e as primeiras opções para a criação dos personagens jogadores.

Agora a primeira versão Beta está pronta. Apesar de permitir apenas Guerreiros Celestiais como personagens, alguns das características para Capitães de naves já estão esboçados, e em breve colocaremos detalhes de jogo para as naves.

Por enquanto basta clicar aqui para ver a versão mais recente de

OMNI

World of Death: Vampiros, Lobisomens e Zumbis (Parte 3)

Posted in artigos with tags , , , , , on Julho 20, 2010 by rsemente

Nas matérias passadas falamos sobre o conceito básico do cenário, zumbis invadem o mundo moderno com criaturas sobrenaturais, e sobre o histórico, como o apocalipse zumbi chegou ao mundo das criaturas das sombras.

Hoje apresentaremos mais conceitos sobre como começar campanhas do Mundo da Morte, e um pouco mais sobre como criar e utilizar zumbis no cenário.

Antes:

O Jogo no passado

“Não me lembro da ultima vez que comi uma refeição descente. Desde que me tornei um amaldiçoado não consigo mais ter mais comigo mesmo, sempre contando nos calendários quando será a próxima lua cheia. Quando ela chega tento apenas estar o mais longe possível de qualquer humano.

Já tive contato com vários bandos de lobisomens, mas nenhum me aceitou como igual, então permaneci sozinho, sobrevivendo como um andarilho. Na verdade esse termo não é tão bem aplicável, seria mais como um lobo solitário. Em uma moto. Um lobo solitário de rodas.

O maior motivo de não me aceitarem é era o fato de não conseguir controlar minha fúria e nem minha metamorfose. Eu era perigoso demais até para eles. Mas por isso mesmo eles me incumbiram uma tarefa: caçar vampiros.

Fui razoavelmente bem sucedido durante um tempo, derrotava-os um por um. Um em cada lua cheia. Cada um que eu matava rogava pela sua não-vida.

Com o tempo consegui controlar minha fúria, mas já tinha pegado o gosto pela caçada. Agora era difícil parar. E agora eu era muito mais eficiente, conseguindo matar muito mais vampiros.

Até que achei alguns vampiros estranhos, dizendo que precisávamos nos unir para O Fim que estava por vir. Deles a única coisa que consegui foi um estranho livro, uma espécie de bíblia codificada. Talvez tivesse algum valor no mercado negro. Isso foi há alguns anos atrás, achei apenas que era um bando de sanguessugas loucos.

Por acaso comecei a ler o livro, e falava de um fim próximo, onde zumbis destruiriam a todos, inclusive vampiros e outras criaturas sobrenaturais. Falava também de sinais sobre a chegada do fim, alguns já tinham acontecido, outros estavam por vir.”

Continua…

Os mestre se desejar pode iniciar uma campanha no passado, antes que tudo comece. Para isso inicie com uma trama leve, uma aventura pronta, e depois de duas ou três seções inicie com os eventos do apocalipse. Aqui ainda há a possibilidade de fazer com que os jogadores tentem prever o Dia do Inicio do Fim, mas quando descobrirem deverá ser tarde demais.

O Jogo nos dias obscuros

“Durante uma caçada trivial algo aconteceu. Uma enorme bomba explodiu na Ásia. E o pior de tudo é que o livro indicava esse acontecimento. Não havia mais duvidas, o livro estava certo. E deveríamos nos unir com os vampiros e humanos para sobreviver a pior parte.

Em todo caso, pelo menos uma ultima caçada. Aquela vampira, infelizmente, teria que ir para o saco.

Ela vinha fugindo com bom êxito a tempos, mas nas semanas após o impacto ela pareceu desistir. Até que sete dias depois ela finalmente encarou o destino final.

A luta começou, ela era rápida, mas não o suficiente, pouco a pouco minhas garras retalhavam sua pele, e logo logo minhas presas acabariam com o trabalho.

Mas o livro estava certo, e algo pior aconteceu. Uma guerra nuclear começou, e naquela mesma noite, durante a briga algo explodiu no horizonte, o forte brilho serviu apenas pra eu ter certeza que minha pele realmente estava queimando, a radiação não era boa para os lobisomens, a regeneração rápida também permitia que o câncer crescesse ainda mais rápido.

A dor tomava conta pouco a pouco de meu corpo, e clamei por ajuda daquela morta viva, era minha ultima esperança. Ela já ia embora, mas no ultimo instante ela voltou me ajudou.

Ela ajudou em minha cura, após alguns dias percebi que ela não estava bem alimentada, e ofereci meu próprio sangue. Ela o aceitou com hesitação. Minha consciência ainda não estava completamente boa, e cheguei a esquecer do livro.

Mas, como sempre, o livro estava realmente certo, e no sétimo dia.”

Continua…

O período entre o Dia do Inicio (do Fim) e o Dia dos Mortos, que antecederam a vida dos mortos, podem ser um bom pano de fundo para preparação da verdadeira ameaça que virá. Interpretar os sinais e descobrir a vinda dos mortos (e preparar para a vinda dos zumbis) pode ser o palco de uma ótima campanha. Guerras sobrenaturais, busca por textos sagrados, clima de tensão similar a uma guerra fria, e profetas do apocalipse são elementos importantes que devem ser usados aqui.

A estrutura previa das organizações ocultistas e das criaturas sobrenaturais estará ruindo, restando a cada um dos personagens jogadores sobreviver de guerras internas e externas.

Humanos podem ter essa época o palco de encontrar com várias criaturas sobrenaturais e até se tornar uma. O terror aqui será amplificado pelo tema de fim dos tempos.

Depois:

Os Zumbis

“Os mortos voltaram, e eu estava vivo. Eles queriam minha vida, eu ainda estava bem apegada a ela. Eu tinha uma vampira para me ajudar. Eles não.

A princípio matá-los era fácil, eram sacos de carne andantes, alvos fáceis para minhas garras. Tinha apenas que ficar longe de seus golpes, que poderiam me levar a morte pela infecção dolorosa e sobrenatural.

Para sobreviver nos juntamos com um grupo de humanos para sobreviver, a principio eles nos temeram mais que os zumbis quando viram nossos poderes no inicio, mas quando perceberam que nos seriamos mais úteis para eles que armas de fogos, eles nos ajudaram.

Nesse ponto já havia me esquecido do livro, ele já não era tão importante, o fim tinha chegado. Infelizmente eu estava errado.

Após nos acostumarmos com os zumbis, tudo começou a piorar novamente. Encontramos outro lobisomem. Durante um tempo ele nos ajudou bastante, mas era muito menos experiente que eu. Durante a defesa de nosso acampamento ele se deixou ser mordido pelas criaturas, no achamos que nada aconteceria. Mas algo aconteceu, um lobisomem se tornou o pior zumbi que nos vimos.

O pior é que esse não seria o pior dos zumbis que acharíamos, outros muito piores iriam surgir.

O Fim ainda estava para acontecer.”

Relatos de um lobisomem sobrevivente.

Aqui os zumbis podem ser qualquer tipo que o mestre desejar. Lentos, rápidos, inteligentes ou com poderes especiais, cada um pode ser adicionado na integra ou aos poucos, sempre adicionando um elemento a mais para aterrorizar os jogadores. A unica coisa em comum é que eles estarão em busca de carne, e lobisomens são como um grande filé com garras.

Vampiros são relativamente imunes a fome zumbi, podendo trafegar livremente por eles. Apenas em dois casos os zumbis os vêem como presas: Quando estão bem alimentados, ou quando os atacam. Mas a maior vantagem deles é a imunidade contra infecção zumbi.

Heöe, o mundo dracônico

Posted in cenário with tags , , , , , , , , , , , , on Fevereiro 10, 2010 by rsemente

“… e Heöe se tornou o lar/prisão dos dragões, e foi de onde eles iniciaram a conquista dos mundos”

Final do poema da Queda dos Dragões

Não se sabe como Heöe era originalmente, mas após a queda de Kistos o mundo mudou completamente, quase toda vida pré-existente morreu no impacto, dois grandes faixas de terra se ergueram, uma ao redor do impacto e outra no ponto oposto ao impacto no outro lado do mundo!

Essas faixas de terra se moveram ao passar dos milhões de anos e se tornaram como são hoje. Foi conquistada durante milhares de anos pelos dragões, servindo como o centro do império de vários mundos. Até seu imperador ser derrotado pelos grandes heróis, culminando na destruição do império. No dia 26 do 4º mês do 333 ano após a queda, os cartógrafos de Daris iniciaram a empreitada de desenvolver um Mapa de toda Heöe, concluindo sete anos depois.

Os 6 Continentes

Heöe possui seis continentes distintos, divididos geograficamente e culturalmente. Alguns podem ser até pequenos para serem chamados de continente como Fortemar, mas suas importâncias os classificaram a parte do restante do mundo.

Fortemar:Essa grande ilha sempre teve status de continente devido a sua importância, e é o centro das forças que se rebelaram contra o império dracônico. Hoje dividida em várias nações, seu coração possui a cicatriz da guerra contra o dragão imperador: uma cordilheira com picos íngremes que sobem como lanças a centenas de metros de altura.

Draconorte: O maior continente, onde se refugiou a maioria das forças remanescente do império. O maior fator que contribui para isso é a existência da grande cordilheira dos Picos da Destruição em seu centro lar dos dragões marrons: dragões vorazes, quase feras, que mesmo mais fracos, se reproduzem muito mais rápido que outros dragões, e por isso conseguiram manter seu território. Vários reinos circundam a cordilheira, como o Reino do Senhor demônio, e as terras de vários humanóides selvagens como Orcs e Goblinóides.


Continente Ginfu: Ginfu é o nome do continente dominado pelos Dragões de Jade, dragões que ajudaram a derrotar as Nagas e se mantiveram neutros durante a guerra. Três culturas se misturam no reino, com vários clãs lutando sempre pelos desejos de seus dragões de Jade.


Ilhas centrais: Esse continente insular é dividido em Seis grandes ilhas, aqui se mantiveram as frotas derrotadas do Império Dracônico, sobe supervisão direta das frotas do Reino de Renja e Fhankorn. Aqui muitas companhias mercenárias, piratas e dragões mantém escondidos nas milhares de ilhas que borbulham entre as 6 grandes ilhas e entre os dois grandes continentes.

Sulnária: O grande sul ou apenas Sulnária, um continente gêmeo de draconorte, só que praticamente invertido. Aqui a expulsão dos dragões foi quase completa, mantendo quase todos os territórios conquistados por Exércitos da libertação. mas em alguns pontos a barbárie e o mal prevalecem, como no Reino dos necromantes de Necória e a barbárie de Anúria. A grande cordilheira dos Picos Eternos se tornou o lar dos Titanides e uma civilização alpina se formou utilizando essas criaturas como transporte.

Antória:Esse continente isolado e selvagem não foi usado pelos dragões para construção de nenhuma cidade ou domínio humano. Dizem que por causa do terror da mais terrível batalha travada por eles contra os Deuses Abraxianos, ou pela ameaça constante de gigantes. Aqui se tornou o lar de reinos élficos vivendo ao lado dos antigos Artmorianos e do povo do deserto dos sete ventos.

Outros pontos notáveis

O Grande Poço: um redemoinho imenso, que até o vento é sugado para suas entranhas, e que impede a navegação pelo mar de Sulnária. Criaturas abomináveis saem de suas profundezas, tornando os mares ao seu redor ainda mais perigosos.

A Fenda Orochi: No extremo oriente do continente draconorte uma fenda abriga um dos lendários dragões primordiais, Orochi. Dizem que nascido com 16 cabeças foi dividido em dois por Tar’Angaradon para que não sobrepujasse o próprio pai, agora com 8 cabeças aterroriza o povo deDalram.

Dentes do Sol: Grande pedaço de terra do continente de Sulnária é banhado por chamas e devastação, incinerando as montanhas e criando uma fenda fumegante com rios de lava. Essa característica sempre impediu que qualquer forma de vida se estabelecesse nessa região, inclusive os dragões. A fonte dessa destruição é Nesil, o grande sol amarelo, que jorra labaredas de chamas todos os dias, fazendo um corte diário em um mesmo circulo em de Heöe. Os dentes do sol continuam também no oceano, impedindo a circunavegação.

O que é Guerras Dracônicas?

Guerras Dracônicas é um cenário de RPG de fantasia, criado inicialmente para D&D 3ª Edição, até hoje o projeto se encontrava totalmente parado mas pretendo retorna-lo a ativa com todas as forças, inclusive com possibilidade de troca de sistema de regras (ou talvez usando o novo  Tormenta D20, ou o OGL 20, ou um possível sistema mais simples que venho desenvolvendo).

Veja também:

Finalmente o mapa está pronto!

Conto: O Início Parte 1

Omni – Introdução – Parte final

Posted in cenário, contos with tags , , , , , , , on Novembro 11, 2009 by rsemente

Conto I – Parte final

“A guerreira observou o céu, feixes de raios podiam ser percebidos mesmo do outro lado da fumaça preta encobrindo as estrelas, e mesmo a milhares de quilômetros, uma influência eletromagnética ionizava a atmosfera, causando raios aparentemente sobrenaturais. A guerra ainda ocorria muito acima da atmosfera, e ela começou então a se preparar para partir, limpando o sangue de suas mãos com um pano qualquer e caminhando calmamente em direção a ultima pirâmide restante.

Antes de conseguir chegar a sua nave, uma luz começou a envolver-la e toda a vila, se tornando cada vez mais intensa, formando um campo branco, exceto pelas áreas ocupadas por ela e as pirâmides, eles pareciam sugar a estranha luz para si.

A invasora então olhou para traz, buscando a fonte de tal energia, apenas para ser cegada pela imagem de relance do jovem colono em prantos com um corpo nos braços, para finalmente ser desintegrada instantaneamente. Ele emanava uma poderosa luz, como se ele próprio fosse uma estrela.

A luz então cessou completamente, o jovem então observou surpreso toda a destruição causada por ele. Mas o perigo ainda não tinha acabado. Da ultima pirâmide restante construtos vermelhos voltavam a sair, e vinha rapidamente em direção dele.

Antes que conseguissem atacá-lo, raios atingiram os construtos, um a um. Alrius estava levitando, e com seu poder, destruindo os inimigos restantes. Ele pousou lentamente ao lado do rapaz. Concentrou-se um pouco e disparou um raio para o céu, abrindo uma janela entre a fumaça negra, possibilitando a visualização da batalha cósmica.

apocalypse1Duas enormes naves como luas se digladiavam, a de Alrius, uma Nave Galáctica, capaz de singrar o espaço entre as galáxias, energizada pelo poder de uma estrela, e a nave invasora, uma devoradora de sóis, uma ferramenta de uma misteriosa, poderosa e antiga espécie alienígena, com o único propósito aparente de destruir todo o universo. Então Alrius disse:

– Venha! A guerra ainda não acabou – Segurou a mão do colono, e em um globo de luz cortou o céu em um raio ascendente, para auxiliar na luta a milhares de quilômetros acima da atmosfera do planeta onde a sangrenta batalha ocorreu.”

J.A.N – IA da Nave Galáctica “Ouroborus”

Inicialmente gostaria de agradecer a todos os leitores que agüentaram esperar até o fim desse pequeno conto, e espero que não tenham se decepcionado, e que possivelmente continuarei com o mesmo.

Chegamos ao fim de nosso material de introdução do cenário, e falaremos um pouco mais sobre a programação futura do projeto. Em primeiro lugar estou terminando o sistema de regras, um sistema simples que usa dados de 6 faces e bem similar ao storyteller (e com menos dados). Como já falei, iniciei continuações para esse conto, e ainda possuo uma idéia de um conto ainda maior (posso dividir em vários pequenos contos ou ir lançando como um romance).

Finalmente irei abrir espaço para contribuição plena dos leitores, aceitando contos, e iniciando uma história que será construída de forma colaborativa. Ainda não determinei os detalhes dessa empreitada, mas aceito sugestões. Para dar  terem noção do que é isso vi um exemplo no RPGS e parece que o Google writer permite algo assim. Imagino se dá também para incluir algo de RPG em uma empreitada desse tipo.

Aguardo sugestões, reclamações, duvidas e contribuições.

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Omni – Introdução – Parte 5

Posted in cenário, contos with tags , , , , , on Novembro 9, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 5

“Os defensores partiam para as duas ultimas pirâmides, cada um a seu modo, como deuses implacáveis e onipotentes. De uma das construções, um casal de jovens colonos saiu para observar seus salvadores em ação, confiando plenamente nos guerreiros e esquecendo o medo que os assolavam a momentos atrás.

O alienígena conjurava novamente um poderso raio, enquanto Caran lutava para romper o escudo da ultima nave. Repentinamente o escudo que Caran lutava desapareceu, e de uma das reentrâncias da pirâmide um raio de energia negra foi disparado, atingindo o alienígena de cabelos azuis.

– Alrius, não!!!! – Caran gritou desesperadamente ao ver seu colega de inúmeras batalhas sendo atingido inesperadamente.

– Nunca dê as costas para um inimigo – Essas palavras foram feitas por uma voz feminina, uma nova inimiga surgira traiçoeiramente, e com aquelas palavras enunciava o erro do guerreiro. Então o peito de Caran se rompeu em uma explosão vermelha, e ele caiu lentamente, escorregando pelo braço de uma bela mulher, só não tão bela, pois sua face possuía reentrâncias negras, por onde energia púrpura percorria de instantes em instantes, da mesma forma que sua armadura negra e púrpura.

– Traidora! Vocês venderam sua alma, mas perderam suas vidas, isso será o fim de vocês! – Caran caiu, mesmo em seu ultimo suspiro demonstrar que diante da morte certa a derrota não era uma opção.

O casal de colonos observava a cena aterrorizado, e em um piscar de olhos a bela guerreira surgiu na frente deles.

– Apreciando o show garotos? – Com essas palavras a guerreira perfurou com as mão a região entre os olhos da jovem colona, fazendo a parte de traz do crânio explodir.

hordaaA mancha de sangue espirrou no rosto do rapaz paralisado, imaginando que aquilo não pudesse acontecer.

– Você! Fale alguma coisa, grite! – Com a outra mão ela o agarrou pelo, levantando-o com a mesma facilidade de uma criança levantando um boneco de pano, enquanto o sangue do rosto do jovem escorria pelo braço dela.

– Chato! – Com total desprezo a mulher o arremessou brutalmente contra uma parede.”

O verdadeiro inimigo

O maior poder da Horda é na verdade outros guerreiros celestiais. Tomados pela arrogância e poder, caso sejam capturados são transformados em lacaios sem vontade da horda. Há relatos que até o corpo de Guerreiros mortos podem ser capturados e retornados a vida como aberrações.

Esses guerreiros corrompidos apresentam marcas de energias nefastas percorrendo seus corpos, com diversas cores, como vermelho, púrpura e preto.

Esses Guerreiros são um dos grandes desafios para os personagens jogadores, tão, ou mais, poderosos que eles, esses guerreiros mantêm o mesmo poder de suas vidas anterior, mas com um poder significativamente maior, além de contar com táticas traiçoeiras e mortais, não demonstrando nenhuma piedade pela vida.

O grande mistério é descobrir que fatores contribuem para a corrupção desses guerreiros. Muitos acreditam que a quantidade de poder que um guerreiro celestial possui é o fator crucial.

“Nenhum mortal deveria ter tanto poder”.

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Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 19, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 4

“O ser era um homem, aparentando pouco mais de 20 anos, trajando uma armadura incandescente, que aos poucos se resfriava, perdendo o brilho anterior.

No céu da colônia raios e explosões podiam ser avistados singrando o cosmo, uma guerra implacável também ocorria muito acima da fumaça e destruição causada pelos invasores.

Outra porta então se abriu do veiculo esférico, de seu interior um ser humanóide, alto e esguio, de cabelos longos e azuis, de beleza impar, se ergueu. Trajava uma armadura similar ao do guerreiro, mas de forma simplificada e aparentemente mais frágil. A criatura falou com uma voz potente e limpa:

– Quantas são Caran?

O homem então gritou:

– Faltam ainda mais quatro! – apontando para a direção das demais pirâmides.

O Alienígena parou por um instante e então levantando seus braços. Ele começou a brilhar e então uma coluna de luz surgiu, dele até os céus. Em um movimento rápido os seus braços desceram, e com eles a coluna de luz desabou como um raio divino, despedaçando a mais distante das pirâmides.

Os construtos vermelhos, percebendo a presença dos dois atacantes, começavam a correm em suas direções.

– Aaaaahhhhhh! – Gritou Caran, e com um enorme salto alcançou a nave invasora mais próxima, atingindo e escorregando o escudo de energia púrpura, e com golpe de suas mãos limpas conseguiu abrir um grande talho no escudo entrando velozmente em seu interior. Da pirâmide ainda saiam mais construtos, e ele sem hesitar atacava constantemente, lançando-os para todos os lados com apenas um golpe. A luta continuou até Caran entrar no interior da nave, causando explosões internas consecutivas até o topo da mesma, abrindo um rombo em sua ponta por onde surgiu Caran.

3ddd0b8a777b0d417940ee4c4cf178e5Enquanto isso o alienígena de cabelos longos começou a flutuar, e calmamente partiu em direção a outra pirâmide, atingindo com raios pulverizantes os construtos que tentavam alcançá-lo. Sem perder tempo, ele atingiu definitivamente com um raio a estrutura, se dividindo em duas, e explodindo logo em seguida.”

As estrelas do cenário

Os Guerreiros Celestiais (nome provisório) são estrelas do cenário, membros de várias raças alienígenas que através de uma misteriosa conexão com os astros são capazes de feitos quase divinos.

Eles são divididos em 5 ordens distintas, cada uma definida pelo tipo de astro que tem afinidade, concedendo poderes variados e alguns exclusivos a cada uma das ordens. As ordens são: Estrelares (estrelas), Planetários (planetas), Visionários (cometas), Temporais (Buracos Negros), Novas (Super novas).

Apesar de muito poderosos ainda são mortais e de poder finito, acreditasse que são tão poderosos como Naves Galácticas. A interação deles com as Naves Galácticas também é importante, permitindo ajuda em combate mútua.

Obs: Eles são evidentemente inspirados em outros tipos de personagens, como Cavaleiros do Zodíaco e Guerreiros Z de Dragon Ball, ou até os Lanterna Verdes, mas acredito que isso não seja um problema, e sim um atrativo.

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Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 14, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 3

“Os construtos vermelhos então começaram a atacar os robôs de segurança, rasgando o metal de sua blindagem, desmontando-os pedaço por pedaço. Os enormes robôs tentavam resistir, atacando os invasores com golpes e raios, conseguindo atingir um ou outro, que, ao serem danificados parcialmente, entravam em frenesis suicidas, causando auto-explosões, destruindo ainda mais os robôs de segurança. O massacre cibernético continuava até os robôs de segurança fossem todos desativados, um a um.

red robotsMais alguns minutos se passaram, a baixando pouco a pouco a temperatura do planeta, os invasores não agiam apenas nas colônias, uma nave de proporções colossais sugava a energia da própria estrela como um buraco negro.

Para quem olhava para o espaço, nesse dia uma nova estrela surgiu no céu negro da colônia, antes que qualquer invasor iniciasse a coleta sistemática de cada um dos colonos. Uma Nave Galáctica se encontrava no ponto certo, e em prontidão, preparada para a defesa e ataque contra a inexorável horda do Armageddon.

As ilógicas preces dos colonos foram atendidas.

Uma estrela cadente em chamas cortou o céu, descendo direto em uma das naves invasoras, dividindo-a em três novas colunas despedaçadas. Uma nevoa de destruição e guerra foi levantada, se acumulando no interior do escudo púrpuro da pirâmide ainda ativo.

De repente a névoa começou a se dissipar por impactos que ocorriam dentro da redoma energética. Os impactos consecutivos desvaneciam cada vez mais a nevoa. Um construto vermelho foi jogado em frangalhos para longe da batalha, explodindo ainda no ar e enfraqueceu o escudo, fazendo o falhar aos poucos. A cada falha um pouco da nevoa era liberada, até ser possível observar seu interior.

podNo centro da cratera formada pela queda do segundo objeto, a pirâmide agora jazia dividida em três destroços distintos, um ainda elevado como uma torre inclinada, e se encontrava uma cápsula esférica com uma de suas portas aberta, e no topo do destroço ainda em pé se encontrava um ser irradiando calor, como um anjo feito de estrelas.”

Qual a esperança de Omni?

Apesar da tecnologia avançada, o universo de Omni é limitado, e a força destruidora da Horda é quase imbatível. Apenas duas coisas são capazes de lutar de forma efetiva contra ela.

A primeira são as Naves Galácticas são alimentadas por um núcleo em fusão, quase como uma pequena estrela, a energia gerada por essa estrela é absorvida e dividida entre as várias partes da nave, como Escudos, Canhões primários, Canhões secundários e Propulsão. As figuras mais importantes das naves galácticas são o Capitão, responsável por toda a nave, e os Artilheiros, guerreiros treinados de forma exaustiva para controlar os canhões principais de uma nave.

Na próxima parte apresentaremos a segunda coisas capazes de enfrentar a Horda.

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Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 9, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 2

“Essa síndrome só conseguia ser superada por dois sentimentos no universo: A sensação de que mesmo insignificante você podia fazer a diferença em todo ele, e a própria vida, com sua vontade de viver e todos os seus sentimentos, em especial o amor.

Assim a colônia continuava a crescer e prosperar.

Inesperadamente os sensores de segurança ativaram alertando toda a colônia, em menos de 1 minuto a escuridão tomou conta de todo aquele sistema estrelar. As labaredas de fogo vieram logo em seguida. Uma mensagem, um pedido de ajuda, já havia sido transmitida automaticamente, a expectativa de sobrevivência dependia apenas da existência de uma Nave Galáctica estar em prontidão no sistema de salto espacial certo, e então elas poderiam chegar antes da destruição completa.

estrelas cadentesCinco pirâmides negras, lembrando esguios obeliscos com reentrâncias desconexas caíram da atmosfera, incendiando o céu. A onda de destruição do impacto foi barrada pelos escudos individuais das construções, mas os aleatórios pontos de impacto na colônia foram pulverizados. Todos que se encontravam nas estruturas atingidas sumiram como pó, restando deles apenas suas criações em sua existência, em dados espalhados pelo universo, ou nos genes de possíveis descendentes.

Enormes robôs de segurança se levantaram de pontos escondidos da vila, e caminharam em direção das torres, na esperança de conseguirem barrar por tempo suficiente os invasores. Seus pesados passos estremeciam toda a região, mas ao chegarem às pirâmides um escudo de energia púrpura bloqueava qualquer impacto realizado por eles. De seus peitorais, canhões de energia foram montados automaticamente e começaram a castigar o escudo das estruturas negras.

Já se passavam alguns minutos, e a esperança dos colonos era cada vez maior.

As pirâmides então começaram a emitir barulhos bizarros, tão fortes que penetravam as construções locais e podiam ser ouvida por todos, fazendo o medo percorrer os nervos daqueles mortais. Na base delas abriram-se portas e de seu interior seres artificiais vermelhos, de aparência medonha, começavam a sair.”

Quais os desafios de OMNI?

Neste novo cenário o maior inimigo é chamada apenas de “A Horda”, uma legião de poderosas naves de combates, cuja tripulação é composta por aqueles que dominam, os corrompendo e modificando. Possuem tecnologia de viagem mais rápida que a luz, mas completamente diferente da tecnologia de portais estrelares usados pela humanidade e outras espécies conhecidas no universo. Essa tecnologia permite viajar com relativa velocidade em uma galáxia, mas com demora significativa entre galáxias, fator decisivo para sobrevivência da humanidade.

Além desse inimigo universal em Omni, existem outros problemas, como piratas espaciais e ditaduras escravocratas, e outros problemas menos palpáveis, como intolerância entre espécies, e  a insignificância do homem perante o universo.

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Posted in cenário, contos with tags , , , on Outubro 7, 2009 by rsemente

OMNIConto I – Parte 1

“A pequena vila colonial era totalmente independente, algumas poucas dezenas de famílias viviam em paz. Os colonos geralmente chegavam muitos jovens, fascinados pela beleza da paisagem de seus futuros lares, imagens tais transmitidas em comercias por todas as galáxias unidas, sempre interligadas com algum interesse cientifico ou para extração de recurso natural raro ou abundante no sistema estrelar da colônia.

Uma vez instalados, a população local, as fábricas e vilas coloniais, eram 100% automatizadas, e estavam em relativo isolamento e paz. Cada colono tratava de seus interesses pessoais. Arte, jogos, culinária, ciência, viagens, filosofia e prazer. Mais cedo ou mais tarde os jovens tendiam a formar uma família, não necessariamente uma família baseada na paixão ou sexo, mas podem ser baseadas na amizade, ou apenas em interesses em comum, como ciência, e mesmo quando a paixão era a regra, nem sempre os frutos dessa união são desejáveis ou possíveis.

gwanggyo-city-centre-by-mvrdv-2mvrdv-gwanggyo-power-centrMas com o tempo a colônia começava a crescer, era um organismo social vivo, desenvolvendo ciência e cultura, produzindo tecnologia e matéria prima, com cada um vivendo suas vidas. Pouco mais de 1000 famílias, dedicadas apenas a viver.

E sobreviver.

Apesar da necessidade do trabalho não existir plenamente, a sobrevivência exigia uma eterna prontidão. Qualquer grande problema nas instalações coloniais ou nas fábricas autônomas poderia levar ao completo isolamento, ou a completa disfunção de toda a colônia. Apesar disso, esses eram apenas os únicos problemas que eles poderiam controlar por si próprios.

A insignificância de perante o universo era sentida por cada um. Bilhões de estrelas se espalhavam nas galáxias, centenas de milhares de anos luz de área preenchida com incontáveis estrelas. Entre cada galáxia, mais milhões de anos luz, formando uma malha infinita de galáxias, não bilhões de trilhões de galáxias, mas infinitas. A mente mortal não pode compreender o tamanho do infinito sem perceber sua infinita insignificância.”

O que é Omni?

Omni é um cenário de ficção cientifica, a exatos 1000 anos no futuro, onde a humanidade já passou por pelo menos duas “Idades” ou “Eras” diferentes, A Era Espacial, onde colonizamos o sistema solar, A Era Interestrelar, Onde viajamos pela via lactea encontrando outras especies alienigenas, e estariamos em uma terceira era Era Intergalactica, onde conseguimos viajar entre as galaxias.

Ficamos por aqui, e a cada parte falaremos um pouco mais do cenário, e do sistema que estou criando para comporta-lo.

Outros posts de OMNI:

Omni – Introdução – Parte final

Omni – Introdução – Parte 5

Omni – Introdução – Parte 4

Omni – Introdução – Parte 3

Omni – Introdução – Parte 2

Reinos Infinitos II

Posted in cenário with tags , , , , , , , , , , , , on Fevereiro 13, 2009 by rsemente

Continuando o terceiro artigo publicado no Blog, apresentamos mais 10 reinos do mundo de Heöe. Agora com o mapa de Heöe, é possível acompanhar cada região/reino em sua localidade e vizinhanças.

Vale ressaltar que as descrições simplista não apresentar detalhes do governo, das relações entre reinos e cultura da população, isso ficará para futuros artigos onde descreveremos cada reino individualmente em mais detalhes.

Essas matérias também servirão de base para a campanha War Game Online que estarei organizando em breve, aguarde.

1. Argória: Fortalezas de pedras empilhadas desordenadamente perfazem todo o território dominado pelos hobgoblins, os mais organizados dos seres da corrupção chamados de goblinóids. Argória foi um centro militar para o maior líder hobgblim que existiu, Brakur, e após sua morte se esfacelou, sobrando uma minguada rixa entre os seus supostos filhos. Várias outras espécies de goblinóides são mantidas sob a ordem de alguma tribo hobgoblin, e alguns ogros ainda servem os descendentes de Brakur.

2. Augemor, o reino das nuvens: Os gigantes entraram em guerra contra os dragões a milhares de anos, muitos gigantes foram escravizados, mas alguns poucos territórios foram conquistados pelos gigantes. Um desses territórios foi uma grande conquista, o reino das nuvens Augemor. No solo, Dormor é uma região desolada e rica em magia selvagem, escura e sombria devido às constantes nuvens negras, povoada pelos artmorianos, mas acima delas um reino de maravilhas floresce. Misteriosamente as nuvens dessa região são formadas por um gelo diferente, leve e duro, capaz de suportar seres vivos e até construções. Augenor foi domínio de dragões brancos, que perderam a guerra para os gigantes, estes se tornaram os gigantes das nuvens.arvores2

3. Enária, o Reino das árvores eternas: Após as cordilheiras dos picos eternos, o que parece um grande planalto verdejante prossegue por várias milhas, mas o que parece nem sempre o é, e o planalto na verdade é um grande vale de arvores enormes. Essas árvores chamadas de Miarias, possuindo uma base larga, na qual dezenas de homens são precisos para abraçá-las. Seus caules são extremamente longos, mais de uma centena de metros, e nelas cidades foram construídas e povos mortais se refugiaram nessas árvores, criando grandes cidades nelas. Os atuais organizadores das cidades são Herons, que se refugiaram nelas há muito tempo, pois apesar de acharem todas as árvores fantásticas (em seu mundo não existem árvores), eles acharam essas as mais fantásticas de todas.

4. Esmain: Os vários rios que alimentam a região do reino de Esmain são fonte de prosperidade e poder, poder esse centralizado e controlado por Ourobor, o avatar supremo de deus. Espalhando sua religião fervorosa, Ourobor pacificou os vários povos que outrora guerreavam entre si, domou os selvagens rios do vale, e construiu a sede de seu poder: a fortaleza dourada. Seus cavaleiros mantêm a ordem com mão de ferro entre as diversas etnias da população.

5. Karahull (montanhas castelos): Nas perigosas montanhas ao leste da cordilheira dos picos eternos, os elfos Cristalen construíram várias fortalezas nas montanhas, e utilizando da mesma arquitetura que criou a cidade de Celebrian, construíram pontes ligando cada uma delas a outra, pontes dos mais diversos materiais e formatos, formando uma rede de fortalezas.

6. Mamukar: Na região desértica de Colaria, os dragões azuis dominantes daquela região tomaram apreço por uma iguaria singular: comer elefantes. Então obrigaram os humanos dela a criar a maior quantidade possível desses animais. Com o passar do tempo eles viram o animal como um ser sagrado, que impedia os dragões de os destruírem. Assim após a libertação, o recém formado reino de Mamukar tratou os elefantes como irmãos e os usam nas mais diversas áreas: agricultura, transporte/comércio, guerra, religião, mineração. Grandes festivais são realizados em honra desses animais, que são muito bem tratados.

7. Montanhas das águias: Na belíssima floresta Thaueryd, picos se elevam fantasticamente no meio dela, onde os Elfos Celenbrefeis se instalaram. Com suas águias gigantes, amigas eternas, eles montaram diversas torres e fortalezas nos mais altos picos, e no centro dos 7 picos das sombras criaram sua maravilhosa cidade: Celenbrian. Construída entre os 7 picos, pontes elevadas ligam cada um deles. cada bases das pontes são fantásticas torres, onde os famílias élficas vivem em segurança e conforto. Apesar de preferirem as verdejantes montanhas, muitos elfos vivem nas florestas mais baixas, principalmente outras famílias, sempre dispostas a ajudar os nobres Celenbrenfeis.

8. Moarnia: No extremo sul de Fortemar uma pequena comunidade cresceu imensamente nos últimos anos, batizada de Moarnia devido a seu idealizador, o misterioso orc Moar Moer. Após servir anos como mercenário comandando neutralmente sua pequena tribo de orcs montados em lobos atrozes, ele consegui um acordo com as cidades estados Nicanderianas e fundou seu próprio reino. Aceitando todos os tipos de humanóides, sua pequena vila agora já se tornava um grande centro multicultural, com influencia comercial e militar. Moar Moer recrutou ainda mais tropas, incluindo anões mercenários e navios corsários para manter atividades militares, e fundou uma tropa para manter a ordem, treinada pessoalmente, chamada de escudo da presa. O comércio e os serviços militares de Moarnia são suas principais fontes de recurso. Quando a tribo dos dentes vermelhos, tribo original de Moar Moer, avança em um campo de batalha até os cavaleiros mais corajosos a temem.picos

9. Picos da destruição: No centro do continente Draconorte várias montanhas e picos pontilham as nuvens, trespassando-as e apontando misteriosamente para as estrelas. Esses picos servem de abrigo para centenas de dragões marrons (não, não são os mesmos dragões de D&D 4ª edição), que dominam toda a região com garras e fogo. A guerra contra esses dragões ainda não acabou, mas eles pouco estão interessados em invadir novos territórios, passando maior parte do tempo guerreando entre si por que será seu mais novo Rei. Rumores dizem que esse dia está próximo, e a horda dracônica poderá voltar a atacar, e parece não haver mais ninguém vivo capaz de enfrentar um novo dragão Rei.

10. Sartor: Na região pantanosa de Tardor, os povos humanos se estabeleceram para cultivo do Cerente. O Cerente é uma espécie de planta aquática, cujos frutos são utilizados largamente para fabricação de uma farinha de gosto adocicado. Mas devido à pouquíssima existência de áreas secas seus povos constroem suas casas acima da água, se utilizando de troncos de arvores longas como suporte. A visão das cidades de Sartor são incríveis, com suas ruas aquáticas e canoas servindo de transporte.

Veja também:

Finalmente o mapa está pronto!

Sobre Guerras Dracônicas

Reinos Infinitos

Elfos

Finalmente o mapa está pronto!

Posted in cenário with tags , , , , , , , , , on Dezembro 20, 2008 by rsemente

Olá bravos visitantes, lhes apresento o enorme mapa de Heöe. Mesmo sendo apenas um rascunhos, este mapa contem cerca de 50 regiões, sendo cada uma delas considerada um reinos, cultura, ou acidente geográfico notável. Infelizmente ainda não é hora de descrever todos, mas podem acessar o antigo  artigo Reinos Infinitos, que descrevo dez deles.

As regiões demarcadas por linhas ou linhas pontilhadas não são necessariamente o limite desse povo, podem estar  invadindo outros reinos, ou retraídos por conta de algum mal. Como Heöe é quase do mesmo amanho que a terra, as regiões são enormes, algumas podendo ser maiores até que o Brasil! Portanto, muito pouco terreno de fato está ocupado, mesmo que todo ele esteja demarcado.

O proximo passo é fazer mapas tão bonitos quanto os mapas de Aldetoron.

Clique em cima da figura para ver o mapa inteiro:

Aviso: Mapa Enorme.

Agora vamos a um joguinho: Quem localiza primeiro as 10 regiões descritas no artigo Reinos Infinitos?

Um pouco mais sobre o cenário:

Heöe é o mundo principal do cenário Guerras Dracônicas. Nele humanos são a principal raça, sendo cerca de metade da população humanóide. Mesmo assim ainda são bastante diversificados, com culturas e tecnologia muito diferente umas das outras, e alguns reinos mesmos os povos sendo humanos em sua maioria, são na verdade dominados dragões, ou grupos de seres poderosos.

Praticamente os pontos verdes são as grandes florestas do mundo, e nelas se encontram os elfos, exceto na floresta das arvores eternas. O mundo possui muitas montanhas, e duas enormes cordilheiras, onde a existência de dragões ainda pode ser grande (em uma delas praticamente só existe dragões).

Os mares ainda não estão nomeados, aceito sugestões.

Veja também:

Reinos Infinitos

Anões: Gelo, Pedra, Fogo e Aço!

Elfos

MAIS DO MESMO: Será que dá para inovar?

Posted in dicas de mestre with tags , , , , , , , , , , on Novembro 25, 2008 by rsemente

Na ótima matéria do Shido no .20, que falava sobre os temas escolhidos pelo publico do novo cenário do RPG Online e do POP Dices, fiz o seguinte comentário:

“O tema foi muito bem abordado, Shido. Mas as bases do cenário podem esconder o X da questão”.

OBS: As partes de vermelho são milhas correções, citei o Antonio quando queria ter citado o Shido, e não conectei bem minha frase, pois queria dar um outro lado.

Então o Antonio do POP Dices me perguntou em um e-mail (Alguém ainda usa isso? 🙂 ):

“Vi sua resposta lá no .20 mas não entendi o que vc quis dizer. Poderia ser mais claro?”

Então fui respondendo o e-mail do Antonio, e vi que tinha tido umas idéias bem bacanas. Lhe enviei um e-mail com elas, e espero ter contribuído para construção do cenário.

Japones é tudo igual!

Japones é tudo igual!

Mas não achei o e adicionei mais alguns detalhes nas respostas e criei essa matéria. Então vamos ao ponto ao que interessa:

Mas sabem inovar como niguem!

Mas sabem inovar como ninguém!

MAIS DO MESMO?

Estamos em uma era onde coisas inovadoras são raras, idéias repetidas, misturas de temas para inovar, juntar o bizarro com o bizarro, como diria Mikhail Lomonosov: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Essa frase é tão certa que na verdade foi copiada e POPularizada por Lavoisier, que a “roubou” e hoje a conhecemos como Lei de Lavoisier.

Mas é claro que muitas coisas são inovadoras, principalmente as idéias, mesmo que sejam um apanhado de coisas que vimos de forma primitiva, e a transformamos em algo rebuscado e as trazemos para um novo “meio”, onde ela nunca foi usada. Exemplos: Matrix, Senhor dos Anéis, Star Wars, Cavaleiros dos Zodíacos, O próprio RPG… Claro, nem todas essas idéias forma exatamente as “originais”, mas foram as que tornaram populares , e vamos tratá-las como originais para devanearmos menos.

Nas opções do POP Dices, tivemos algumas idéias incomuns, mas nenhuma realmente original. São idéias tradicionais, algumas pouco abordadas, outras mais do que batidas. Mas foram essas escolhidas pelo publico (mesmo que muitos digam que o publico da internet ainda não seja o mais indicado para nenhuma pesquisa séria).

Mas poderiam essas idéias gera um cenário bom e inovador, ou teremos um novo Greyhawk brasileiro?

Então peguei cada uma das idéias mais batidas do RPG mundial e sugeri as opções abaixo:

ok

Há 1.000 anos fazendo a mesma coisa!

Tecnologia Medieval: O super tema batido do RPG!

Mesmo que a tecnologia seja apenas medieval, podemos trabalhar em cima do por que ela ser medieval, e ai teríamos duas grandes vertentes:

1. Criar uma história do por que de uma idade das trevas, desde uma história bacana da queda de um grande império decadente, como o império romano no mundo real. Nesse caso o legal imaginar que tipos de impérios poderiam ter existido: um império de magos caídos (veja mais abaixo); um império dracônico, como no meu cenário – mesmo não sendo medieval; Um mundo tecnológico, como o mundo de Thundar, o Bárbaro!; e assim por diante. Diante desse império deveremos construir uma história plausível sobre sua queda, e assim darmos sabor ao prato de cada dia.

A segunda vertente é explicar o por que dele ainda ser medieval durante milênios inteiros:

2. Os sacerdotes de um deus matam quem cria algo novo: Somos compostos por átomos? O mundo é redondo? Pólvora? Motores a vapor? Eletromagnetismo? 2 + 2 = 4? Morra infiel!

3. Os próprios deuses(!) matam quem desenvolve tecnologia avançada;

4. Um vilão ou grupo adquire as novas tecnologias desenvolvidas, matando os criadores e iniciando a construção de armas de guerras poderosíssimas!

5. Os lideres e a própria população são super tradicionalistas e tratam quem cria tecnologia como hereges (opção chata ao meu ver 🙂 )

A princípio o que poderia ser algo tão comum como pão, pode esconder um recheio digno de um brioche! Muitas idéias novas podem ser criadas tomando base esses dois ramos, mas pararemos por aqui e vamos para os próximos passos.

Magias é mais comum no mundo que escovar os dentes!

Tantos Magos, e todo ano chegam mais!

Tantos Magos, e todo ano chegam mais!

O mesmo pode ser feito com o fato de um mundo onde a magia é capaz de fazer um filme de Stra Trek Vs. Star Wars parecer ser um filme preto e branco. Basta perguntarmos e respondermos: Por que a magia é tão alta?

1. Não há deuses da magia a controlando, e um novo deus poderia acabar com a mamata de muitos conjuradores.

2. Os mortais estão roubando os poderes dos deuses pela magia. Nesse caso nem os deuses podem saber da verdade, mas uma vez sabendo poderíamos transformar o cenário em uma caça as bruxas!

3. Os mortais estão roubando a força da natureza (Dark Sun) e destruindo o mundo. Os druidas poderiam ser grandes antagonistas dos magos, levando tribos bárbaras a atacarem o reino de alta magia;

4. O uso da magia pelos mortais acaba por abrir portais a seres demoníacos, ou criar os próprios seres, que estão destruindo o mundo. Algo como a Tormenta (do cenário tormenta) ser culpa dos magos!

Nesse caso temos muitas possibilidades, e é onde muitos cenários pecam por não explicar a existência da alta magia, cenários onde elas existem apenas por existir, e permitir um sistema de regras com magias overpowers … Até agora meu cenário se encaixava nessa falta de criatividade, mas tive a idéias de que a magia existente foi roubada dos dragões, e penando em colocar os magos para ter acesso a círculos altos de magia precisam matar um dragão (assim justifica a caçada de dragões hehe!)

Os deuses são tantos que brigam constantemente por cada centímetro das nuvens!

E esses só são os lideres dos panteões!

A coisa mais bizarra que eu já vi nesse quesito foi Forgotten Realms, onde cada raça possui uma dúzia de deuses, e os humanos possuem quase uma centena deles, muitos vindos do planeta terra! São panteões ricos, multi-culturais, criam uma bela gama de possibilidades para clérigos, paladinos, druidas, rangers… mas acabaram por se tornar mais do mesmo.

Nesse caso ainda temos muitas possibilidades de inovar, e foi um dos temas perguntados pelo POP Dices que apresentava boas novas opções, mas o clássico foi novamente o escolhido. Aqui a grande jogada em como esse panteão é organizado, e “o que” de fato são os deuses. Respondendo a essas perguntas podemos trazer novas e fantásticas opções. Aqui vão algumas delas:

1. Os deuses são seres super poderosos, mas capazes de serem mortos – talvez mais facilmente que um Tarrasque – mas mais difícil que um Titã. Que brincam com a humanidade por mero prazer, colocando criaturas para desafiar os próprios seguidores. Nesse caso a luta contra eles pode ser o objetivo da missão, e criar tramas muito interessantes, como o clérigo/paladino do grupo descobrindo que seu deus que criou aquele monstro para lutar contra ele, como forma de torná-los um grande herói. Alem de explicar o por que das criaturas serem colocadas nos níveis certos de desafio para enfrentar os personagens, ou ninguém nunca percebeu a estranheza das aventuras prontas em não existir desafios impossíveis de serem vencidos?

2. Os deuses são seres super poderosos, mas com pouco tempo de vida, e que precisam ser substituídos por um de seus seguidores para passar o poder, algo como a mistura do estamos precisando de deuses da opção do POP Dices. Mas esse segredo poderia abalar a fé de muitos e gerar até o grande deus vilão do cenário, que após descobrir que seu deus da justiça e da verdade mentiu pra ele, e o “herói” acaba por se tornar o novo deus da justiça, mas agora se tornou “maligno” e luta contra os outros deuses para acabar com a “mentira”. Aqui existem muitas possibilidades de tramas, fiquem de olho.

3. Os deuses são seres criados pela força do coletivo imaginário, onde o vilão descobre isso, e inicia a construção de um novo deus do mal.

4. Os deuses são seres realmente divinos, mas protegidos por um pacto de não agressão (como em tormenta), onde os mortais entram em grandes guerras em nome dos deuses, destruindo cidades que cultuam deuses pequenos e os tornando esquecidos, mas escravos do deus que “comandou” as tropas que destruíram seus seguidores.

5. Os deuses são seres realmente divinos, e protegidos por um pacto de não agressão, como no anterior, mas misteriosamente há alguns anos, um dos deuses foi assassinado, ato que só pode ser frealizado por outro deus, só que isso voltou a acontecer, e agora todos, desde mortais até os deuses, procuram saber o que está acontecendo, quem matou o deus do mal e o deus da justiça? ou alguma combinação intrigante.

6. Os deuses são seres criados por outro(s) deus(es) imensamente mais poderosos, com o intuito de fazer as raças prosperarem e se reproduzirem, até o fatídico dia onde o(s) criador(es) volta(em) para se alimentar de sua fazenda de almas. Essa veio direto da viagem do Neil Gaiman na serie Os Eternos.

É isso ai, espero ter ajudado a iniciativa do POP Dices e do RPG Online, assim como qualquer mestre que esteja criando seu novo cenário, e ele esteja ficando com a cara de outro mundo. Trate isso como uma caixa de surpresas, utilizando essas dicas para fertilizar um campo de idéias cujos nutrientes estejam exauridos.

Devaneios 2: Um mês do BLOG!

Posted in Devaneios with tags , , , , , , on Outubro 18, 2008 by rsemente

No dia 18/09/2008 Eu abri este Blog. Na verdade uma semana antes eu testei outro blog e achei muito “complicado”, e mesmo que tenha uma base para fuçar em tudo isso preferi algo mais amigável, e lembrei do de um Comentário ou Post do Rocha do Área Cinza que o wordpress dava muita liberdade – isso é apenas a racionalização do comentário, pois é algo bem mais “pesado” que isso. Então tentei o wordpress, achei legal, muitas ferramentas, aparência interessante, e estamos aqui até hoje.

Publiquei 10 artigos nesse tempo, incluindo esse devaneio, alguns tiveram uma ótima visualização, e em breve terão continuação, 9 comentários, boa parte respostas minhas, mas mesmo assim 9 comentários, e com cerca de 10 artigos em rascunhos.

Uma das coisas mais legais que gosto de ver é o gráfico de visitas, que no atual momento está assim:

Onde teve o pior dia na estréia e 4/10 com apenas 5 visitas e o melhor dia 30/09 com 27 visitantes!

E a quantidade total de visitantes, com até agora 447, visitas, e rumo a milésima, Mas 400 visitas no mês de estréia está ótimo. Para melhorar isso, estarei lançando artigos com mais para D&D 3.5, como armas, criaturas, NPCs, etc, talvez em conjunto com alguma matéria no REDE RPG para contribuir com esse portal que acho bem legal.

Mas nem tudo são flores.

Ainda queria que as mensagens não fossem inteira, apenas ao clique ela se apresentasse toda, o cabeçalho ainda está bem tosco ao meu gosto (Queria que fosse com letras douradas em vez de vermelhas), e ainda tive apendicite.

Mas o cenário está seguindo, tendo jogos esporádicos, mas legais, material interessante, e muita coisa mesmo a se fazer. Uma das coisas que pretendo fazer é a compra do Spore, jogo bem interessante que me permitirá criar toda a fauna dos planetas do cenário!

E finalizando, quem quiser participar da criação do cenário as portas estão abertas, prontas para qualquer um participar.

e Boa sorte no campo de batalha!

A Batalha dos Quinze

Posted in contos with tags , , , , , , , on Outubro 7, 2008 by rsemente

Paladino Hoffnung, e seurinoceronte de guerra

Paladino Hoffnung, e seu rinoceronte de guerra

“Naquela manhã, dezenas de goblins adentravam no território das planícies Hoffnung. Saídos da região conhecida como reinos decadentes, ou algum lugar próximo. Não importava, era uma região corrompida, banhada pelo mar sombrio, e pouca coisa boa sobrevivia em tal local sob as sombras de forças corruptoras”.

“Já havia um relato de devastação de uma fazenda, que por mero augúrio, espero, não havia nenhum cavaleiro guardando. Um pequeno grupo de cavaleiros seria suficiente, mas 15 seriam destacados para a missão, por segurança”.“Percorrendo a grande planície de hoffnung, no dia seguinte, já se encontravam os cavaleiros. Uma força imbatível, dedicada a proteção da vida contra os horrores da corrupção que os dragões geraram”.

“Montados em incríveis bestas de guerra, encontradas nas próprias planícies, os Rinocerontes Marrons são adaptados para sobreviver aos predadores corrompidos da região. Seus chifres são mortais para a maioria das criaturas vivas”.

“Armados com lanças abençoadas no templo do planalto Litigus, os cavaleiros são treinados para terem fé em seu deus da vida e da fertilidade, assim como são treinados na arte da sobrevivência: A Guerra”.

“Depois de quatro dias cavalgando, observaram por de traz de uma colina, fumaças negras manchando o céu, outra fazenda perecia diante da selvageria goblim. Armaram-se com suas lanças e escudos e partiram em velocidade para a batalha”.

“Ao subirem a colina observaram os golins saqueadores. Mas, diferente do que pensaram, deveria haver mais do que dez dezenas de goblins. Ainda no topo da colina os quinze paladinos de Hoffnung desmontaram de suas selas e rezaram por breves segundos. Os goblins já se encontravam ao sopé da colina, sedentos de sangue, e confiantes de sua superioridade numérica. Os paladinos foram então capazes de observar os goblins ainda ensangüentados, usando corpos restantes de humanos como escudo”.

“Apenas dez montaram seus rinocerontes marrons, e fincaram suas lanças para arremesso no chão, prontas para serem usadas pelos cinco restantes. Então desceram em carga alucinante contra aquele exército selvagem.”

“Os chifres bestiais, na fronte das montarias sagradas, foram os primeiros a se chocarem, destroçando a primeira coluna de goblins, apenas liberando espaço para as lanças abençoadas, forjadas especialmente para tal investida, ainda mais mortal que os brancos chifres”.

“Atordoados com o ataque fulminante, os goblins retiraram os corpos dos recém caídos e avançaram contra os dez cavaleiros, apenas para colidirem contra a parede formada pela couraça natural e armadura forjada de anéis e espinhos usadas pelos rinocerontes”.

“Os cavaleiros golpearam mais uma vez, causando baixas consideráveis, enquanto seus formidáveis companheiros arremessavam as lanças nos goblins que buscavam cercá-los pelo flanco direito”.

“Os cavaleiros, praticamente ilesos, deram meia volta, escalando mais uma vez o morro. Enquanto parte dos goblins já se amedrontava com as lanças caindo do céu”.

“Algumas dezenas de goblins continuavam a escalar, furiosos, apenas para se depararem com um novo avanço dos cavaleiros, que agora contavam com os lanceiros, prontos para uma investida”.

“Ao invés de um novo ataque direto, os cavaleiros se dividiram em dois e partiram para lados opostos. Os goblins confusos se dividiram ao encalço de cada um dos grupos, que agora já retornavam em galopar assassino, prontos para flanquearem o inepto inimigo”.

“O novo choque foi ainda mais mortal, cerca de trinta goblins gritavam em agonia pela ultima vez, enquanto os restantes, agora menos que a metade do bando inicial, buscavam fugir morro a baixo”.

“Os cavaleiros ainda em cavalgar incessante, partiram em busca dos goblins fugitivos, que pisoteavam seus aliados moribundos, apenas para serem alcançados pelos chifres e lanças que dizimaram os restantes das sanguinolentas infelizes criaturas”.

Relatos da batalha da colina dos quinze.

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Esse conto foi criado e publicado em conjunto com o netbook do sistema de batalhas em massa Campos de Batalhas, publicado pela Rede RPG a mais de um ano. De lá pra cá quas nada mudou, mas possuía alguns errinhos, e então atualizei o netbook.

Estou prestes a testar o sistema em uma grande batalha, com várias unidades desenvolvidas, que aos poucos serão apresentadas aqui, prontas para jogar.

Enquanto isso boa diversão com o conto.