Arquivo de capitulo 4

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte Final)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 12, 2011 by rsemente

Chegamos no final de mais um capitulo!!! E com isso vejam na integra um PDF com todo capitulo 3 (para quem não lê parte por parte essa é a melhor opção). Para quem já leu o capitulo 3 aqui no blog ele foi alterado em vários lugares. Então boa leitura a todos.

DOWNLOAD CAPITULO 1

DOWNLOAD CAPITULO 2

DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

– Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte Final)

Parecia que não tinha tempo de fugir, mas desistir sem tentar é apenas desistir, então tive que correr com toda minhas forças e tentar chegar na Columbiad, e talvez consigir fugir da ação desse pulso eletromagnético.

Passei de novo pelas exóticas plantas espaciais, percorri os corredores em micro-gravidade, passei pela entrada da nave e ativei o sistema de proteção contra radiação da Comlumbiad, que é praticamente o desligamento de todos os circuitos, para impedir descargas que causem curto circuito. Ainda tinha um pouco de tempo e com ele soldei a porta que arrombei no casco da Drake, corri para a cabine de pilotagem da Columbiad, e quando sentei, senti a descarga eletromagnética e quando olhei para a janela vi uma miríade de luzes partindo da ionização de poeira espacial pelo campo magnético do planeta.

Os efeitos diretamente em meu corpo foram quase nulos, principalmente por estar dentro da blindagem, mas logo de cara toda a energia da blindagem acabou, junto com a energia do maçarico elétrico para impedir que a nave Drake sofra descompressão, e percebo que alguns sistemas da Comlumbiad foram seriamente afetados, e era provável que ela não conseguisse mais reativar seus sistemas eletrônicos sem reparos adequados.

Nesse momento tive que pilotar a nave usando os sistemas de controle mecânicos, e precisei chegar a Fermi antes que o suprimento de ar acabe. Desci até a passagem da nave, e inicio a desconexão da nave Drake de forma manual, quando desconectei a Columbiad, sinti que algo saiu errado, algum gás se encontrava pressurizado no espaço entre as naves ou algo ainda pior pode ter acontecido, eu posso ter soldado de forma errada, e alguma brecha podia ter lançado um jato de ar na Columbiad.

Em todo o caso a nave foi empurrada e estava em constante e descontrolado movimento. Rezei para que não tivesse sido jogado em direção a Gliese 581g, a ponto de ser capturado pela gravidade do planeta.

Retornei para a cabine para descobrir o pior, estava sim entrando no campo gravitacional do planeta, e com os sistemas desligados não tinha como ativar o motor para fugir da reentrada.

CONTINUA…

Anúncios

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 10)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 5, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

O computador ativa uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tento o comando de voz para ver se está ativado.

– Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 10)

“Ultima leitura realizada em um milhão, e sessenta e sete mil e noventa e sete dias terrestres. Contava com uma tripulação abordo de 231 pessoas abordo, antes do sistema de vida cessar a comunicação”

– Computador repta de novo a quanto tempo está desativado?

“O clock de contagem de desligamento do sistema indica tempo decorrido de um milhão, e sessenta e oito mil, e cinco dias terrestres sem ativação do sistema.”

– Computador, checar por falhas no sistema de contagem de tempo – o tempo era enorme, muito mais tempo do que realmente a nave tinha passado, será que o buraco de minhoca artificial gerou algum tipo de prisão temporal, algo inverso ao efeito de dilatação do tempo, e os prenderam por tanto tempo?

“Falha não detectada”

– Computador, pode ativar o sistema de inteligência artificial Drake?

“Impossível, fonte de energia escassa”

– Quais os últimos reportes de missão após a chegada no destino?

“Missão bem sucedida, destino alcançado. Reiniciando pane geral após passagem na singularidade. Sistema reiniciado com sucesso em 1 hora. Detecção de radiação eletromagnética em 3 horas e 14 minutos após re-inicialização. Segunda pane geral inicializada, sistemas não operantes. Desligamento do sistema de emergência em 2 horas.”

– Computador, qual a fonte da radiação eletromagnética?

“Interação de campo eletromagnética pulsante de alta freqüência e baixo alcance, a cada 4 horas.”

– Computador, quando deverá ocorrer o próximo evento?

“Próximo evento em 17 minutos.”

Nesse momento percebi em que estava me metendo. Como não fui capaz de perceber isso? Será que o campo magnético padrão do planeta realmente conseguiu ofuscar a pequena variação de alta freqüência? O planeta era uma verdadeira bomba eletromagnética e eu não percebi!

– Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 9)

Posted in contos with tags , , on Novembro 30, 2011 by rsemente

Infelizmente atrasei mais uma vez, mas como tive que viajar na segunda e ontem ainda estava cançado não deu. Desculpem-me e tenham uma boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 9)

Quando a abri a resposta foi mais do que impressionante. Uma enorme floresta formada por estranhas plantas crescia de forma desordenada por toda a esfera, crescendo em todas as direções e uma sobre a outra, absorvendo luz da estrela pelas poucas janelas da esfera.

Quanto tempo elas levaram para ocupar toda a área interna da esfera? As plantas deviam formar um ecossistema relativamente sustentável e habitável, se não fosse a extrema diferença de temperatura espacial. Será que elas eram umas das criações de minha mãe?

Felizmente um mapa de toda a esfera indicava para onde deveria seguir para encontrar a central de comando. Comecei a abrir caminho por entre a exótica vegetação, que quase tornavam impossível a passagem até meu objetivo, se não fosse a armadura demoraria horas para chegar em algum canto.

Arranquei vinhas por vinhas da teia de planta formada entre as passagens, rasgando suas raízes de superfícies enferrujadas pela ação do vegetal. Parecia haver, não décadas, mas séculos de deterioração aqui, sob a ação dessas plantas.

Minhas esperanças eram de alguém ter sobrevivido com essa vegetação, mas não encontro nenhum sinal de ocupação

Finalmente, com a ajuda de minha espada de mono filamento, cheguei ao prédio de controle central. Um prédio situado na base de uma das colunas radias da esfera, que sustentam em seu topo, o centro da esfera, um gerador de fusão que iluminava toda a esfera.

O prédio se encontrava bem conservado, o ambiente fechado impedira o crescimento das plantas em seu interior. Avançei sem problemas, e chegando na sala de controle.

Aquele ambiente parecia intocável, cadeiras vazias, telas de computadores sem nenhum arranhão, o projetor holográfico no centro estava desligado, mas imagino que poderia ligar se tivesse alguma fonte de energia.

Tentei acessar algum dos sistemas, conectando a força na armadura no computador principal.

– Eureca! – gritei entusiasmado com o que aconteceu, o sistema começou a se reiniciar, não imaginei que a sala toda fosse estar intacta, ela toda era como uma grande caixa preta.

“Sistema de emergência reativado”

O computador ativou uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tentei usar o comando de voz para ver se está ativado.

– Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 8)

Posted in contos with tags , , on Novembro 24, 2011 by rsemente

Antes de qualquer coisa: Desculpem-me! dessa vez o atrazo foi bem grande, mas isso se deve a dois fatores: aqui em natal foi feriado na segunda feira e voltei a dar aulas na quarta, então fiquei sobrecarregado. Mas como sempre o velho ditado diz: antes tarde do que nuca, aqui vai mais uma parte desse conto de ficção cinetífica.

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 8

Com as luzes do meu traje prossegui, seguindo em direção a esfera habitacional, se algo estava vivo seria lá, e também lá deveria possuir uma estação de controle onde poderia retirar minhas dúvidas.

Antes de chegar no centro da nave todas as portas se encontravam fechadas, não parecia haver nenhum mantimento abordo, computadores não ligavam. Analisei alguns circuitos para tentar acessar algum dado, capacitores estavam estourados, e circuitos de acoplamento magnéticos queimados. A única pista que teria seria em algum computador completamente selado contra radiação, a caixa preta da nave.

No percurso encontrei uma sala que me chamou a atenção, era a sala de Criogenia. Será que alguém poderia ainda estar congelado aqui? Será que ainda estariam em conservação? A final a temperatura e o uso de nano tecnologia poderiam mantê-los em um estado criogênico por décadas, séculos ou até milênios.

A utilização dessas câmeras provavelmente seria uma forma de manter alguém vivo caso a viagem demorasse mais tempo do que o esperado. Talvez fosse para manter algum tipo de animal, da terra, ou capturado pela missão.

Quando entrei na sala, vi vários contêineres de criogenia, não chegam a ser centenas, mas algumas dezenas. Aproximei-me para ver o que encerra dentro de cada um, e para minha surpresa eram humanos. Provavelmente não era a tripulação original, afinal na sala tem muito menos homens que a tripulação.

Parece que o sistema os armazenou bem, não era possível identificar os sinais vitais, mas a sala permanecia em uma temperatura baixa o suficiente para mantê-los “vivos”, e pela aparência as nano-máquinas ainda faziam seu trabalho de manutenção e armazenamento de informação. Provavelmente a natureza molecular das mesmas não foi afetada pelos pulsos eletromagnéticos.

Infelizmente não possuía recursos no momento para descongelar nenhum dos homens, e possivelmente o computador de controle de descongelamento esteja queimado. Na volta poderia levar um dos corpos e descongelá-lo, pois a Fermi tinha os recursos necessários.

Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 7)

Posted in contos with tags , , on Novembro 14, 2011 by rsemente

Ufa! por pouco não sai a tempo. Boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 7)

A sensação era estranha, era como se tivesse finalmente livre, e ainda mais sozinho. Ao mesmo tempo uma sensação de claustrofobia ia crescendo, isso por que sabia que agora não tinha muitos cantos para ir. Estava livre e preso ao mesmo tempo.

Controlei minhas emoções e ativei os sistemas de navegação. Agora definitivamente estava no controle de uma nave, sem nenhuma inteligência artificial controlando 100% de toda a minha vida. Na verdade Columbiad possuía um sistema de navegação inteligente, mas era apenas um escravo do piloto. Eu estava completamente no comando.

Após algumas manobras de orientação, ativei o sistema de propulsão VASIMR, e segui diretamente para a orbita do planeta Gliese 581g, para trajetória de abordagem da grande nave Drake.

 …

 A columbiad navegou perfeitamente os milhares de quilômetros entre Fermi e Drake, poucos em termos espaciais, desacelerando suavemente próximo a nave destino. Agora manobrava com cuidado para fazer uma ancoragem na doca de forma forçada, sem nenhuma ajuda da nave maior.

Nesse momento a palavra certa era calma, esperar para ajustes a cada segundo, corrigir imperfeições, parar e reiniciar a atracagem, levou tempo, mas consegui realizar o procedimento com sucesso.

Agora teria que arrombar a porta de segurança da doca, visto que a mesma não poderia ser aberta pela nave Columbiad. Realizei essa tarefa sem muito problema com lamina de mono filamento de minha espada e minha força combinada com a da armadura.

Do outro lado a atmosfera do interior de Drake parecia ainda em condições respiráveis, mas a temperatura indicada era de vários graus abaixo de zero, o que me congelaria ao contato com aquele ar, mesmo assim poderia utilizar o traje para esquentá-lo e assim poder respirar dentro da armadura em caso de acabar a reserva.

A armadura começou o processo de reposição do CO2 pelo ar da nave. Quando o ar chegou quase engasguei, conseguia respirar, mas tinha um odor sombrio e velho como poeira estelar, ele não era usado a anos, a nave parecia estar desativada a mais de 20 anos.

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 6)

Posted in contos with tags , , on Novembro 7, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

– Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

– Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 6)

– Agora sobre você …Você era meu projeto secreto, não tinha intenção de telo assim, de forma tão anômala e no espaço, sozinho e sem uma mãe ou pai. Sinto muito por você, no momento dessa gravação você era apenas um bebê, agora você já deve ser um homem.

– Me perdoe filho, tome muito cuidado com qualquer missão, tente a todo custo voltar a terra, não desgaste sua vida em um mundo inóspito na infinitude do espaço, na solidão completa. Volte a terra e tenha filhos, se encontrar algum sobrevivente, cuidado, o que quer que tenha acontecido conosco pode ter acontecido com eles, eles podem ser perigosos. Em todo caso, resgate quem você puder, coloque-os nas câmeras de criogenia e volte para terra, não é seu dever completar essa missão.

– Cuidado meu filho, saiba que amei você até o ultimo momento, espero que um dia sua vida seja melhor que a que a que você viveu até agora, boa sorte, e que tenhas uma longa vida e prospera.

Antes mesmo dela terminar suas palavras eu já não a via mais, não agüentava, baixei a cabeça, virei, e escutei suas palavras, tentando não chorar, já havia chorado demais, já havia me recuperado, e já tinha voltado a chorar algumas vezes, mas agora não deveriam haver mais lágrimas, o futuro me aguardava.

Mesmo assim, percebi meus olhos molhados, e uma furtiva lágrima escapou, desgrudando de meu olho e flutuando em minha frente, até evaporar completamente.

Não sei quanto tempo havia ficado ali, não sabia quanto tempo a gravação terminara. Abri o portão, e flutuei pelo corredor, até a nave Columbiad, abri a porta de segurança, e entrei nela, escalei até a sala de pilotagem, e sentei, chequei os sistemas de vôo, não podia perder tempo, ela não deveria ser tratada como um lar, mais do que alguns dias e o ar e água dessa nave acabariam e ela se tornaria meu sarcófago.

– Fermi, solicitando desengate da nave Comlumbiad.

– Desengate autorizado.

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 5)

Posted in contos with tags , , , , on Outubro 31, 2011 by rsemente

Sem mais delongas mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2

… ANTERIORMENTE

Em condições normais de funcionamento ela (Columbiad) pode até servir de veiculo de lançamento ao espaço, se utilizando de capacidade de vôo, e um sistema de pós-empuxo nuclear capaz de fugir da gravidade de um planeta com massa de até 10 vezes ao da terra. Se quisesse não ter a mesma sina que Drake e sua tripulação, essas características seriam indispensáveis.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 5)

 Vesti o traje robótico e me dirigi calmamente para a doca de Fermi. Aqui já não havia gravidade artificial, pois seria bastante problemática o engate e lançamento de naves em uma área em constante rotação.

Lá estava o portão 2, logo atrás estaria o corredor de acesso para a cabine de controle da pequena nave columbiad.

– Filho!

– Mãe!? – Me surpreendi com a voz, seria a primeira vez que ouvi sua voz em anos, achei que nunca mais a ouviria, que ela já tinha me ensinado tudo.

– Filho, chegastes ao meu objetivo, agora posso falar novamente com você, Isto não é uma simples simulação, mas sim uma gravação, por isso não faça mais perguntas pois Fermi não poderá simular nenhuma resposta.

– Mas mã…

– Como falei, chegar nesse sistema solar era meu objetivo, e do resto da tripulação. Seu nascimento não foi planejado, e muito menos a morte de toda a tripulação original – Sem quase dar nenhuma pausa ela me interrompeu, continuando a falar e falar sem dar chances para minha despedida, mesmo que saiba que ela não escutaria.

– Minha missão primaria era simplesmente ser médica da tripulação, tanto a nível físico e celular, quanto genético. Principalmente por isso era uma especialista em genética espacial, criando diversos organismos para viver no espaço e em outros planetas do sistema solar. Inclusive muitas de minhas criações e alunos estavam na nave Drake,  quando ela foi perdida e soube que haveria outra missão eu mesma quis ir, tive medo que algumas de minhas criações pudesse ter sido a culpada pela falha da missão, mesmo que todos os estudos indicassem que não era minha culpa.

– A verdadeira culpa era provavelmente de algum efeito relativista, provavelmente a falta de um portal estabilizador em tão longa distancia poderia de certa forma tornar o buraco de minhoca perigoso.

– Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

– Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

CONTINUA…