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Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte Final)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 12, 2011 by rsemente

Chegamos no final de mais um capitulo!!! E com isso vejam na integra um PDF com todo capitulo 3 (para quem não lê parte por parte essa é a melhor opção). Para quem já leu o capitulo 3 aqui no blog ele foi alterado em vários lugares. Então boa leitura a todos.

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… ANTERIORMENTE

– Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte Final)

Parecia que não tinha tempo de fugir, mas desistir sem tentar é apenas desistir, então tive que correr com toda minhas forças e tentar chegar na Columbiad, e talvez consigir fugir da ação desse pulso eletromagnético.

Passei de novo pelas exóticas plantas espaciais, percorri os corredores em micro-gravidade, passei pela entrada da nave e ativei o sistema de proteção contra radiação da Comlumbiad, que é praticamente o desligamento de todos os circuitos, para impedir descargas que causem curto circuito. Ainda tinha um pouco de tempo e com ele soldei a porta que arrombei no casco da Drake, corri para a cabine de pilotagem da Columbiad, e quando sentei, senti a descarga eletromagnética e quando olhei para a janela vi uma miríade de luzes partindo da ionização de poeira espacial pelo campo magnético do planeta.

Os efeitos diretamente em meu corpo foram quase nulos, principalmente por estar dentro da blindagem, mas logo de cara toda a energia da blindagem acabou, junto com a energia do maçarico elétrico para impedir que a nave Drake sofra descompressão, e percebo que alguns sistemas da Comlumbiad foram seriamente afetados, e era provável que ela não conseguisse mais reativar seus sistemas eletrônicos sem reparos adequados.

Nesse momento tive que pilotar a nave usando os sistemas de controle mecânicos, e precisei chegar a Fermi antes que o suprimento de ar acabe. Desci até a passagem da nave, e inicio a desconexão da nave Drake de forma manual, quando desconectei a Columbiad, sinti que algo saiu errado, algum gás se encontrava pressurizado no espaço entre as naves ou algo ainda pior pode ter acontecido, eu posso ter soldado de forma errada, e alguma brecha podia ter lançado um jato de ar na Columbiad.

Em todo o caso a nave foi empurrada e estava em constante e descontrolado movimento. Rezei para que não tivesse sido jogado em direção a Gliese 581g, a ponto de ser capturado pela gravidade do planeta.

Retornei para a cabine para descobrir o pior, estava sim entrando no campo gravitacional do planeta, e com os sistemas desligados não tinha como ativar o motor para fugir da reentrada.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 10)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 5, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

O computador ativa uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tento o comando de voz para ver se está ativado.

– Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 10)

“Ultima leitura realizada em um milhão, e sessenta e sete mil e noventa e sete dias terrestres. Contava com uma tripulação abordo de 231 pessoas abordo, antes do sistema de vida cessar a comunicação”

– Computador repta de novo a quanto tempo está desativado?

“O clock de contagem de desligamento do sistema indica tempo decorrido de um milhão, e sessenta e oito mil, e cinco dias terrestres sem ativação do sistema.”

– Computador, checar por falhas no sistema de contagem de tempo – o tempo era enorme, muito mais tempo do que realmente a nave tinha passado, será que o buraco de minhoca artificial gerou algum tipo de prisão temporal, algo inverso ao efeito de dilatação do tempo, e os prenderam por tanto tempo?

“Falha não detectada”

– Computador, pode ativar o sistema de inteligência artificial Drake?

“Impossível, fonte de energia escassa”

– Quais os últimos reportes de missão após a chegada no destino?

“Missão bem sucedida, destino alcançado. Reiniciando pane geral após passagem na singularidade. Sistema reiniciado com sucesso em 1 hora. Detecção de radiação eletromagnética em 3 horas e 14 minutos após re-inicialização. Segunda pane geral inicializada, sistemas não operantes. Desligamento do sistema de emergência em 2 horas.”

– Computador, qual a fonte da radiação eletromagnética?

“Interação de campo eletromagnética pulsante de alta freqüência e baixo alcance, a cada 4 horas.”

– Computador, quando deverá ocorrer o próximo evento?

“Próximo evento em 17 minutos.”

Nesse momento percebi em que estava me metendo. Como não fui capaz de perceber isso? Será que o campo magnético padrão do planeta realmente conseguiu ofuscar a pequena variação de alta freqüência? O planeta era uma verdadeira bomba eletromagnética e eu não percebi!

– Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 9)

Posted in contos with tags , , on Novembro 30, 2011 by rsemente

Infelizmente atrasei mais uma vez, mas como tive que viajar na segunda e ontem ainda estava cançado não deu. Desculpem-me e tenham uma boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 9)

Quando a abri a resposta foi mais do que impressionante. Uma enorme floresta formada por estranhas plantas crescia de forma desordenada por toda a esfera, crescendo em todas as direções e uma sobre a outra, absorvendo luz da estrela pelas poucas janelas da esfera.

Quanto tempo elas levaram para ocupar toda a área interna da esfera? As plantas deviam formar um ecossistema relativamente sustentável e habitável, se não fosse a extrema diferença de temperatura espacial. Será que elas eram umas das criações de minha mãe?

Felizmente um mapa de toda a esfera indicava para onde deveria seguir para encontrar a central de comando. Comecei a abrir caminho por entre a exótica vegetação, que quase tornavam impossível a passagem até meu objetivo, se não fosse a armadura demoraria horas para chegar em algum canto.

Arranquei vinhas por vinhas da teia de planta formada entre as passagens, rasgando suas raízes de superfícies enferrujadas pela ação do vegetal. Parecia haver, não décadas, mas séculos de deterioração aqui, sob a ação dessas plantas.

Minhas esperanças eram de alguém ter sobrevivido com essa vegetação, mas não encontro nenhum sinal de ocupação

Finalmente, com a ajuda de minha espada de mono filamento, cheguei ao prédio de controle central. Um prédio situado na base de uma das colunas radias da esfera, que sustentam em seu topo, o centro da esfera, um gerador de fusão que iluminava toda a esfera.

O prédio se encontrava bem conservado, o ambiente fechado impedira o crescimento das plantas em seu interior. Avançei sem problemas, e chegando na sala de controle.

Aquele ambiente parecia intocável, cadeiras vazias, telas de computadores sem nenhum arranhão, o projetor holográfico no centro estava desligado, mas imagino que poderia ligar se tivesse alguma fonte de energia.

Tentei acessar algum dos sistemas, conectando a força na armadura no computador principal.

– Eureca! – gritei entusiasmado com o que aconteceu, o sistema começou a se reiniciar, não imaginei que a sala toda fosse estar intacta, ela toda era como uma grande caixa preta.

“Sistema de emergência reativado”

O computador ativou uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tentei usar o comando de voz para ver se está ativado.

– Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 8)

Posted in contos with tags , , on Novembro 24, 2011 by rsemente

Antes de qualquer coisa: Desculpem-me! dessa vez o atrazo foi bem grande, mas isso se deve a dois fatores: aqui em natal foi feriado na segunda feira e voltei a dar aulas na quarta, então fiquei sobrecarregado. Mas como sempre o velho ditado diz: antes tarde do que nuca, aqui vai mais uma parte desse conto de ficção cinetífica.

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… ANTERIORMENTE

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 8

Com as luzes do meu traje prossegui, seguindo em direção a esfera habitacional, se algo estava vivo seria lá, e também lá deveria possuir uma estação de controle onde poderia retirar minhas dúvidas.

Antes de chegar no centro da nave todas as portas se encontravam fechadas, não parecia haver nenhum mantimento abordo, computadores não ligavam. Analisei alguns circuitos para tentar acessar algum dado, capacitores estavam estourados, e circuitos de acoplamento magnéticos queimados. A única pista que teria seria em algum computador completamente selado contra radiação, a caixa preta da nave.

No percurso encontrei uma sala que me chamou a atenção, era a sala de Criogenia. Será que alguém poderia ainda estar congelado aqui? Será que ainda estariam em conservação? A final a temperatura e o uso de nano tecnologia poderiam mantê-los em um estado criogênico por décadas, séculos ou até milênios.

A utilização dessas câmeras provavelmente seria uma forma de manter alguém vivo caso a viagem demorasse mais tempo do que o esperado. Talvez fosse para manter algum tipo de animal, da terra, ou capturado pela missão.

Quando entrei na sala, vi vários contêineres de criogenia, não chegam a ser centenas, mas algumas dezenas. Aproximei-me para ver o que encerra dentro de cada um, e para minha surpresa eram humanos. Provavelmente não era a tripulação original, afinal na sala tem muito menos homens que a tripulação.

Parece que o sistema os armazenou bem, não era possível identificar os sinais vitais, mas a sala permanecia em uma temperatura baixa o suficiente para mantê-los “vivos”, e pela aparência as nano-máquinas ainda faziam seu trabalho de manutenção e armazenamento de informação. Provavelmente a natureza molecular das mesmas não foi afetada pelos pulsos eletromagnéticos.

Infelizmente não possuía recursos no momento para descongelar nenhum dos homens, e possivelmente o computador de controle de descongelamento esteja queimado. Na volta poderia levar um dos corpos e descongelá-lo, pois a Fermi tinha os recursos necessários.

Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 7)

Posted in contos with tags , , on Novembro 14, 2011 by rsemente

Ufa! por pouco não sai a tempo. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 7)

A sensação era estranha, era como se tivesse finalmente livre, e ainda mais sozinho. Ao mesmo tempo uma sensação de claustrofobia ia crescendo, isso por que sabia que agora não tinha muitos cantos para ir. Estava livre e preso ao mesmo tempo.

Controlei minhas emoções e ativei os sistemas de navegação. Agora definitivamente estava no controle de uma nave, sem nenhuma inteligência artificial controlando 100% de toda a minha vida. Na verdade Columbiad possuía um sistema de navegação inteligente, mas era apenas um escravo do piloto. Eu estava completamente no comando.

Após algumas manobras de orientação, ativei o sistema de propulsão VASIMR, e segui diretamente para a orbita do planeta Gliese 581g, para trajetória de abordagem da grande nave Drake.

 …

 A columbiad navegou perfeitamente os milhares de quilômetros entre Fermi e Drake, poucos em termos espaciais, desacelerando suavemente próximo a nave destino. Agora manobrava com cuidado para fazer uma ancoragem na doca de forma forçada, sem nenhuma ajuda da nave maior.

Nesse momento a palavra certa era calma, esperar para ajustes a cada segundo, corrigir imperfeições, parar e reiniciar a atracagem, levou tempo, mas consegui realizar o procedimento com sucesso.

Agora teria que arrombar a porta de segurança da doca, visto que a mesma não poderia ser aberta pela nave Columbiad. Realizei essa tarefa sem muito problema com lamina de mono filamento de minha espada e minha força combinada com a da armadura.

Do outro lado a atmosfera do interior de Drake parecia ainda em condições respiráveis, mas a temperatura indicada era de vários graus abaixo de zero, o que me congelaria ao contato com aquele ar, mesmo assim poderia utilizar o traje para esquentá-lo e assim poder respirar dentro da armadura em caso de acabar a reserva.

A armadura começou o processo de reposição do CO2 pelo ar da nave. Quando o ar chegou quase engasguei, conseguia respirar, mas tinha um odor sombrio e velho como poeira estelar, ele não era usado a anos, a nave parecia estar desativada a mais de 20 anos.

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 6)

Posted in contos with tags , , on Novembro 7, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

– Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

– Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 6)

– Agora sobre você …Você era meu projeto secreto, não tinha intenção de telo assim, de forma tão anômala e no espaço, sozinho e sem uma mãe ou pai. Sinto muito por você, no momento dessa gravação você era apenas um bebê, agora você já deve ser um homem.

– Me perdoe filho, tome muito cuidado com qualquer missão, tente a todo custo voltar a terra, não desgaste sua vida em um mundo inóspito na infinitude do espaço, na solidão completa. Volte a terra e tenha filhos, se encontrar algum sobrevivente, cuidado, o que quer que tenha acontecido conosco pode ter acontecido com eles, eles podem ser perigosos. Em todo caso, resgate quem você puder, coloque-os nas câmeras de criogenia e volte para terra, não é seu dever completar essa missão.

– Cuidado meu filho, saiba que amei você até o ultimo momento, espero que um dia sua vida seja melhor que a que a que você viveu até agora, boa sorte, e que tenhas uma longa vida e prospera.

Antes mesmo dela terminar suas palavras eu já não a via mais, não agüentava, baixei a cabeça, virei, e escutei suas palavras, tentando não chorar, já havia chorado demais, já havia me recuperado, e já tinha voltado a chorar algumas vezes, mas agora não deveriam haver mais lágrimas, o futuro me aguardava.

Mesmo assim, percebi meus olhos molhados, e uma furtiva lágrima escapou, desgrudando de meu olho e flutuando em minha frente, até evaporar completamente.

Não sei quanto tempo havia ficado ali, não sabia quanto tempo a gravação terminara. Abri o portão, e flutuei pelo corredor, até a nave Columbiad, abri a porta de segurança, e entrei nela, escalei até a sala de pilotagem, e sentei, chequei os sistemas de vôo, não podia perder tempo, ela não deveria ser tratada como um lar, mais do que alguns dias e o ar e água dessa nave acabariam e ela se tornaria meu sarcófago.

– Fermi, solicitando desengate da nave Comlumbiad.

– Desengate autorizado.

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 5)

Posted in contos with tags , , , , on Outubro 31, 2011 by rsemente

Sem mais delongas mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Em condições normais de funcionamento ela (Columbiad) pode até servir de veiculo de lançamento ao espaço, se utilizando de capacidade de vôo, e um sistema de pós-empuxo nuclear capaz de fugir da gravidade de um planeta com massa de até 10 vezes ao da terra. Se quisesse não ter a mesma sina que Drake e sua tripulação, essas características seriam indispensáveis.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 5)

 Vesti o traje robótico e me dirigi calmamente para a doca de Fermi. Aqui já não havia gravidade artificial, pois seria bastante problemática o engate e lançamento de naves em uma área em constante rotação.

Lá estava o portão 2, logo atrás estaria o corredor de acesso para a cabine de controle da pequena nave columbiad.

– Filho!

– Mãe!? – Me surpreendi com a voz, seria a primeira vez que ouvi sua voz em anos, achei que nunca mais a ouviria, que ela já tinha me ensinado tudo.

– Filho, chegastes ao meu objetivo, agora posso falar novamente com você, Isto não é uma simples simulação, mas sim uma gravação, por isso não faça mais perguntas pois Fermi não poderá simular nenhuma resposta.

– Mas mã…

– Como falei, chegar nesse sistema solar era meu objetivo, e do resto da tripulação. Seu nascimento não foi planejado, e muito menos a morte de toda a tripulação original – Sem quase dar nenhuma pausa ela me interrompeu, continuando a falar e falar sem dar chances para minha despedida, mesmo que saiba que ela não escutaria.

– Minha missão primaria era simplesmente ser médica da tripulação, tanto a nível físico e celular, quanto genético. Principalmente por isso era uma especialista em genética espacial, criando diversos organismos para viver no espaço e em outros planetas do sistema solar. Inclusive muitas de minhas criações e alunos estavam na nave Drake,  quando ela foi perdida e soube que haveria outra missão eu mesma quis ir, tive medo que algumas de minhas criações pudesse ter sido a culpada pela falha da missão, mesmo que todos os estudos indicassem que não era minha culpa.

– A verdadeira culpa era provavelmente de algum efeito relativista, provavelmente a falta de um portal estabilizador em tão longa distancia poderia de certa forma tornar o buraco de minhoca perigoso.

– Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

– Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 4)

Posted in contos with tags , , on Outubro 24, 2011 by rsemente

Mais uma parte do conto na faxa. Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Provavelmente toda a tripulação se mudou para o planeta depois de algum desastre na nave, mesmo assim não consegui detectar nenhuma geração de energia na superfície do planeta, algo como uma cidade. Talvez fosse o campo magnético do planeta, ou que simplesmente não tenham conseguido sobreviver.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 4)

O que cada vez me deixava mais triste, era não identificar nenhum campo elétrico na nave. Isso significava que a nave estava morta.

– Fermi, mantenha-se afastado do planeta e da nave, prepare o modulo de viagem de alta segurança.

– Nave Columbiad esta pronta.

– Prepare também o traje T.A.S.C.

– Preparado Arthur. Posso lhe perguntar uma coisa Arthur?

– Prossiga Fermi.

– Você almeja ir pessoalmente a nave Drake. Não vá, é mais seguro realizar uma sondagem remota, ou até enviar uma sonda robô.

– Não. O que quer que tenha desativado a nave ou destruído a tripulação ainda pode estar ativado. Por isso devo levar a Columbiad, pois ela possui sistemas robustos o suficiente para garantir minha vida até em uma reentrada, e o traje T.A.S.C deve me proteger de qualquer ameaça biológica.

– Entendo, bem pensado senhor, mas devo acrescentar que não possui treinamento adequado para pilotar a nave Columbiad.

– Eu tenho a teoria, e a pratica em simuladores de mais de dez anos, eu saberei pilotar o mínimo para escapar de qualquer problema até você me resgatar. Em todo casso o próprio traje T.A.S.C. pode se tornar minha nave, então não se preocupe velha nave, eu estarei bem, basta que aguarde com calma meu retorno.

Da bala...

O nome Columbiad foi dado em homenagem ao canhão que no romance de Julio Verne “Da Terra a Lua” lançou o homem pela primeira vez ao espaço. O antigo ônibus espacial Columbia teve a mesma fonte de inspiração que a minha nave, e um destino trágico, vale ressaltar, sendo que a minha tem mais de um século de tecnologia avançada, utilizados quase que completamente para tornar a nave mais robusta que qualquer outra já conhecida.

Ela permite que o usuário seja capaz de mesmo sem controles eletrônicos ter um sistema de controle e propulsão espacial analógico, baseado em controles mecânicos e pneumáticos, permitindo a fuga de zonas perigosas mesmo em uma pane geral, e até aterrissar de forma relativamente segura.  Em condições normais de funcionamento ela pode até servir de veiculo de lançamento ao espaço, se utilizando de capacidade de vôo, e um sistema de pós-empuxo nuclear capaz de fugir da gravidade de um planeta com massa de até 10 vezes ao da terra. Se quisesse não ter a mesma sina que Drake e sua tripulação, essas características seriam indispensáveis.

... ao Foguete.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 3)

Posted in contos with tags , , on Outubro 17, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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Também fui capaz de analisar com mais detalhes os brilhos que captei anteriormente, e parecem estar atrelado a formações montanhosas espalhadas pelo planeta. Isso poderia indicar duas coisas, ou seriam a afloração de algum elemento emissor de luz, ou seriam sinal da existência de vida, tanto uma colônia de organismos bioluminescentes, quanto uma construção alienígena. Para descobrir teria que pousar e analisar pessoalmente., ou mandar uma sonda. É claro que preferiria a primeira opção.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 3)

Outra grande surpresa para mim foi a zona escura, onde se formou um enorme continente de gelo. Essa massa de gelo funcionava como um enorme imã, criando um campo magnético mais forte que o esperado, e gerando pulsos eletromagnéticos em todo o planeta e em sua orbita.

É claro que o meu foco principal seria a nave Drake, e a medida que se aproximava minhas esperanças iam se tornando temor. Não conseguia captar nenhum campo magnético, nenhum sinal de radiação, nenhuma transmissão de dados, nenhuma emissão de calor. Apesar dos pulsos do planeta serem danosos, não deveriam causar efeitos tão danos a ponto de desativar toda a nave.

A aparência externa parecer intacta, era bem diferente de Fermi, possuía em seu centro uma espécie de esfera, que funcionava de forma similar aos anéis de minha nave. Era uma esfera de Bernal.

A esfera deveria confinar um micro eco-sistema inteiro, terra, água, e no centro provavelmente um pequeno Sol artificial, um gerador de fusão cuja saída de energia era praticamente luz em composição similar a luz solar que chega a superfície da Terra. Outros módulos externos eram mais similares a Fermi, enormes propulsores VASIMR, tanques de combustível, sistemas de sensores, escudos de proteção, e modulo de carga e construção, só que proporcionalmente maiores.

Era uma grande nave, e quase tão avançada quanto Fermi. Muitos dos instrumentos na verdade eram quase idênticos a minha nave. A única grande diferença era a não existência dos propulsores de sub-luminais de anti-matéria.

Um detalhe que me chamou a atenção era que todas suas docas estavam vazias, nenhuma nave auxiliar se encontrava atracada a Fermi, e apesar de não possuir os projetos técnicos da nave, eles com certeza deveriam ter pelo menos duas naves, assim como a Fermi possui a Columbiad.

Diante desse fato procurei com atenção pelos casulos de sobrevivência, pequenas naves capazes de suportar vida por alguns dias, mas sem nenhum sistema de propulsão avançado, apenas o suficiente para manobrar e posicionar a nave para uma reentrada segura, coisa que são capazes de fazer com extrema segurança. Não demorou muito e achei onde os casulos deveriam estar, e como imaginei, todos estavam vazios.

Provavelmente toda a tripulação se mudou para o planeta depois de algum desastre na nave, mesmo assim não consegui detectar nenhuma geração de energia na superfície do planeta, algo como uma cidade. Talvez fosse o campo magnético do planeta, ou que simplesmente não tenham conseguido sobreviver.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 2)

Posted in contos with tags , , on Outubro 11, 2011 by rsemente

Trazemos esta matéria com um dia de atrazo, mas espero que gostem de mias uma parte do conto. Boa leitura!

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 2)

O mais surpreendente é para onde apontavam os raios: Os planetas gêmeos de Gliese 581d, Gliese 581c e Gliese 581g, e mais algumas outros saiam do sistema estelar, apontando para algumas estrelas próximas, nenhuma para o Sol. Sim, algo havia, alguma espécie de rede de comunicação ou transmissão de energia entre os planetas, e só confirmaria isso absorvendo um pouco dessa energia, e detectando se havia transmissão em duas vias. Infelizmente se algum raio estiver chegando aqui não faria o mesmo efeito devido a atenuação sofrida pela longa distancia.

– Fermi, calcular rota para interceptação com o eixo da anomalia 1 de Gliese 581f.

– Rota calculada Arthur.

O monitor apresentava um desvio perigoso, e que afastaria em mais de uma semana a viagem. Desisti, quando chegasse em outro planeta poderia observar se o mesmo efeito ocorrerá, e a ansiedade de encontrar outros humanos na nave Drake superavam a curiosidade sobre o estranho fenômeno.

O próximo ponto seria o ponto final, Gliese 581g.

 …

 A medida que se aproximava do planeta minha ansiedade crescia. Eram centenas de dados a serem analisados, atmosfera, composição, raio exato, geografia, campo magnético, satélites, temperatura, e o principal habitabilidade.

Os dados confirmaram mais uma vez que o planeta era habitável, e que a faixa chamada de zona terminal, onde o sol sempre se encontra no horizonte ou um pouco abaixo dele, era um pouco mais longa que o esperado, onde uma zona de eterno inverno seria capaz de sustentar vida como um pólo norte, e zonas de eterno calor apesar de menores que a zona de inverno, poderiam suportar vida como em um deserto.

Também fui capaz de analisar com mais detalhes os brilhos que captei anteriormente, e parecem estar atrelado a formações montanhosas espalhadas pelo planeta. Isso poderia indicar duas coisas, ou seriam a afloração de algum elemento emissor de luz, ou seriam sinal da existência de vida, tanto uma colônia de organismos bioluminescentes, quanto uma construção alienígena. Para descobrir teria que pousar e analisar pessoalmente., ou mandar uma sonda. É claro que preferiria a primeira opção.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 1)

Posted in contos with tags , , on Outubro 3, 2011 by rsemente

Bom dia grandes leitores dos pergaminhos dourados, hoje tragomais um novo capitulo dessa saga (que espero que gostem, as coisas estão começando a esquentar).

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 1)

“Apenas fazendo o melhor que pudermos com o melhor que uma era oferece, é que nós encontraremos o caminho para fazer melhor no futuro”

Frank Drake, 1979.

Fermi se aproximava da orbita interior do sistema estelar, ela estava agora no espaço entre os planetas, um espaço que cálculos orbitais e cuidadoso sensoriamento e análise de detritos espaciais são realizados em tempo real, a fim de evitar colisões com nuvens de micro meteoritos, e distúrbio de rotas através de interação com grandes objetos como asteróides de alguns quilômetros de largura.

A analise telescópica, detecção de micro gravidade e manobras cuidadosas eram as ferramentas automáticas controladas pela nave, minha tarefa era simples, ditar apenas os pontos de destino e qual rotas percorrer: curtas, médias ou longas.

É claro que sempre escolho a rota mais curta, mesmo que possa significar mais gasto de combustível, ou risco. Mesmo assim o interessante é sempre se aproximar dos planetas e planar em suas orbitas para acelerar e desacelerar a nave até seguir para a próxima rota.

Isso me permitia analisar em detalhes a superfície de cada planeta, detectar composição e relevo, quando o caso, e quem sabe até indicio de vida ou civilização.

Estranhamente detectei alguns distúrbios na atmosfera de Gliese 581f, como vários pequenos jatos de radiação, coerente o suficiente para chamar de laser, e só fui capaz de detectar devido a difração do jato na atmosfera, se não só detectaria caso passasse diretamente em sua trajetória. Isso em um planeta praticamente composto de gás poderia significar não um traço de civilização, mas talvez alguma anomalia no núcleo e em seu campo magnético que poderia ejetar esse tipo de energia.

Mas prefiro a idéia mais simples, estava diante de um traço de civilização alienígena. Mas como sempre foi imaginado deveria ser completamente diferente de tudo que conhecemos, como uma civilização de organismos biológicos similares aos terráqueos, com carne e osso poderia sobreviver a esmagadora atmosfera, nem um equipamento poderia sobreviver a tal pressão.

CONTINUA…