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Godzilla vs. Kong, eu gostei!

Posted in Cinema, resenhas with tags , , , , , on Maio 10, 2021 by rsemente

Sim, eu gostei!

Assisti o filme semana passada, depois de passar o Hype do lançamento e de ver as várias chamada para vídeos que diziam que o filme era uma bomba (mas não assisti nenhum).

É claro que não assisti nenhum desses vídeos, e esperei o meu tempo para assistir. mas se engana quem acha que só gostou do filme quem estava com a expectativa baixa. Minha expectativa estava alta sim, é tanto que assisti no inicio do ano o Godzilla (2014), Kong: Ilha da caveira (2017) e o Godzilla: Rei dos monstros (2019). Além de assistir as três animações em CG da netflix: Godzilla: Planeta dos Monstros (2017) e Godzilla: A Cidade no Limiar da Batalha (2018) e Godzilla: Devorador de Planetas (2018).

Vejam só, antes de falar da batalha dos titãs tenho que falar um pouco dos filmes anteriores. Eles trouxeram uma versão dos dois monstros mais realista e brutal com uso pesado de uma computação gráfica de extrema qualidade. Em nenhum momento você fica achando que os monstros são CG. É claro que essa franquia do Monsterverse da universal tem seus altos e baixos.

O Godzilla de 2014 sofreu por mostrar muito mais os humanos do que os monstros. O Kong: Ilha da Caveira de 2017 acertou em todos os pontos, colocando os humanos para sofrerem com o poder da natureza que é o King Kong. O Godzilla: Rei dos Monstros (2019) errou um pouco menos que o primeiro, mas ainda errou colocando humanos na trama sem sofrer quase nada com os monstros (e colocando uma criança como ponto focal em uma situação de adultos). Dito isso posso falar sobre Godzilla vs. Kong.

O supracitado filme simplesmente, para mim, está entre o Kong: Ilha da Caveira e Godzilla: Rei dos Monstros. Se engana quem espera de um filme de monstro gigantes cuspidores de radiação realismo roteiro profundo e super atuações. Nos temos quase os mesmos problemas de Godzilla: Rei dos Monstros, mas acredito que são problemas menores que o antecessor (apesar de ter não uma, mas duas crianças!).

Tivemos muito mais tempo de tela em cima do Kong, mas para mim isso não é um problema, Kong é o pai dos monstros, antecedendo Godzilla e vários anos (primeiro filme de Kong é de 1933 e o de Godzilla é de 1954) e além disso é americano, e isso conta muito para os americanos, infelizmente.

Para quem não sabe os dois rei dos monstros já se encontraram uma vez nos cinemas, em King Kong vs. Godzilla (1962), onde o Kong saiu vitorioso após ser ressuscitado por um raio divino depois de ter morrido para o lagartão. Mas Godzilla sem dúvida é o maior dos monstros, ele possui 36 filmes (muitos de qualidade a baixo de duvidosa), sendo um dos personagens mais famosos e clássicos do cinema.

Além disso, nessa franquia já tivemos dois filmes do rei lagarto, e só um do Kong, então não me incomodei em ver mais do gorilão, e o visual da terra oca ficou foda, apesar das milhares de inconsistências em todos os aspectos (principalmente na forma de acessar e na mais que ilógica “inversão gravitacional”).

Também gostei das lutas, de fato temos várias porradarias entre os dois monstrões, que era isso que queria ver, e a lógica de quem venceria foi a mais acertada em todos os casos. Talvez a forma que o Mechagodzilla foi apresentada seja o maior dos problemas do filme para mim (o visual dos braços ficou meio zoado), mas como seu tempo em tela é minúsculo não me causou tanto problema.

No final queria jogar uma campanha de RPG só dos monstros, ou, sem essa possibilidade, pelo menos mais uma partida de King of Tokyo, mas que infelizmente devido a pandemia fica impossível jogar boardgames de forma presencial.

Então fica a dica: assista sem preconceito, apenas com a vontade de ver um filme pipoca de monstros se batendo.

Atributos e Raças de Kalymba

Posted in artigos, personagens, raças, resenhas with tags , , , , , , , , , , , on Maio 8, 2021 by rsemente

Olá grandes leitores desse pequeno blog!

Hoje com mais uma matéria de Kalymba (fazer o que pessoal, estou viciado nesse RPG), e dessa vez uma análise das raças do jogo, que, na campanha de Kalymba Forever, estão bombando, até agora nenhum humano! (em breve devo começar a postar aqui uma matéria sobre os personagens).

Atributos

Primeira coisa que tenho para falar é sobre os atributos. Atualmente quando estou criando personagens não penso nos bônus raciais como “bônus”, e sim como limitantes de máximo e mínimo, o que permite criar personagens maximizados para algum objetivo (atacar corpo-a-corpo, atacar a distância, lançar magias, sobreviver…). Diante disso explico para que serve cada atributo em Kalymba.

Força: Serve principalmente para acerto e dano. Assim como feitos físicos como potência, natação, escalada. Também é limitante para uso de algumas armas.








Agilidade: Serve principalmente para esquiva, iniciativa e acerto a distancia (perícia tiro). Também é usado em várias perícias importantes, como salto, equilíbrio, furtividade, fuga, cavalgada e corrida. Varias mandingas usam a pericia Tiro, sendo importante para acerta-las.









Vigor: Serve principalmente para ganhar pontos de vida e resistir a alguns efeitos físicos com a perícia fortitude. Também serve para quantidade de tempo que as raças que voam pode voar.







Intelecto: inicialmente serve principalmente para muitas perícias – todos os conhecimentos e quase todos os ofícios. Outra uso importantíssimo é na quantidade é que impacta diretamente na quantidade de mandingas iniciais e no Poder Mágico (PM). Outra característica menor é que ela é um limitante na quantidade de línguas que pode-se aprender.









Ginga: Ela seria o equivalente ao atributo carisma em outros jogos. Serve para para todas as perícias sociais e para dois ofícios importantes, música e dança. Ela também impacta no calculo do PM.












Ori: Talvez um dos principais atributos do jogo. Seria mais ou menos o equivalente a sabedoria do D&D, sendo que impacta diretamente para todos os conjuradores, pois soma na PM e na quantidade de Axé, uma espécie de ‘mana’ do jogo. Também é jogada em percepção e vontade, duas perícias muito importantes.











Modificadores de Idades

Para finalizar uma coisa importante é o modificador de idade. Caso os personagens desejem ser jovens, provavelmente entre uns 12 e 18 anos para humanos, recebem -1 em intelecto, e +1 em vigor, o que permite raças que ganham vigor chegarem até 5, mas ter intelecto no máximo 2 (ou três se a raça der INT).

Mas do outro lado da idade temos os personagens com Meia-idade (entre 40 e 55 anos), que recebem -1 VIG e +1 INT , e os Idosos (55 anos ou mais), que recebem +2 INT, -1 VIG, -1 FOR e -1 AGI. Isso significa que personagens podem ter até +5 de INT ou +6 caso sejam de uma raça que dê INT. É claro que ficam com a capacidade máxima de 2 nos atributos físicos, ou 1 ou 3 caso tenham penalidade ou bônus, respectivamente. Isso impacta muito nos conhecimentos que o personagem pode atingir, até +9 (3 perícia + 6 intelecto), sem contar os bônus de raças ou dons de orixás. E principalmente para que for mandingueiro, pois já pode começar com até 7 mandingas, para quem tem apenas Arcanismo I, ou 9 mandigas, para quem tem Arcanismo II.

Raças

1 – Abatwá

Seria esse Click?

São pequenas (80 cm, -1 em luta e +1 em esquiva) formigas humanoides, fazem as vezes dos anões no jogo. Ganham +1 força, +1 agilidade e -1 em inteligência. Como tem quatro braços ganham uma ação de movimento extra, que pode ser usada para dar dois ataques com armas leves, ou podem segurar armas grandes com o apoio dos quatro braços podem segurar armas de duas mãos. Também podem escalar paredes e tetos sem dificuldades. Outra pequena vantagem é que veem no escuro, e uma desvantagem é que recebem por serem incultos desvantagem em testes de intuição e todas as pericias que usem o intelecto.

Em resumo é uma raça boa para combate, ocupando o posto dos anões no cenário, mas o faz de maneira muito mais eficiente, mas também pode ter um Abatwá mandingueiro, como o Oyeru, a formiga branca.

2 – Aziza

Essa aziza com seis asas não é nem um pouco apelona…

São a raça alada do jogo, criados pela orixá dos ventos e das almas, Uyá. Ganham +1 agilidade e +1 ori e -1 de vigor. Outra habilidade está relacionada a seu aspecto de aventureiros e protetores dos céus de Aiyê, podendo uma vez por sessão refazer um teste em situação de risco de morte, e visão noturna.

O diferencial da raça é claro é o Vôo, que podem voar (10 x Vigor) em minutos, como recebem -1 de vigor, só podem alcançar 3 de vigor caso sejam jovens, podendo voar 30 minutos sem parar.

3 – Bouda

Esse bouda sem duvida é discípulo de Yoimi

São as mulheres Hienas do jogo. Mulheres pois suas sociedades são geralmente matriarcais, e os homens geralmente são feitos de buchas de canhão. Esses mais ou menos possuem o lugar dos orcs ou meio-orcs, mais pelo temperamento da raça, pois o bônus racial não é em força e sim em Vigor e Ori, com penalidade na Ginga.

Como possuem garras, podem dar ataque desarmados com bônus de +2 (ficando +5 no início), podem comer comida crua ou estragada sem problema, e ganham vantagem nos testes de intimidação.

Outra vantagem importante são para os devotos de Yoimi, a orixá que os criou, pois o dom de orixá Impulso Selvagem [custa todos os 3 pontos de habilidades especiais], que dá vantagem em luta e percepção e +2d6 de dano e ignora armadura. Isso só dura 3 turnos, e custa 3 de axé, mas como estão com vantagem podem dar dois ataques por turno sem desvantagem (a vantagem do poder anula a desvantagem do ataque).

4 – Bufauro

Essa mamãe bufauro talvez também seja discípula de Yoimi

Os homens bufálos criados por Mugô, o orixá da guerra, para vencer os fraturianos durante a primeira Hecatombe. Ganham +1 em força e vigor e -1 em Ori. Também recebem a habilidade Puro Músculo, que dá vantagem em teste de potência e +2 PV por nível. Eles também podem refazer um teste que tenham falhado uma vez por dia e recebem +2 em forja (podendo chegar até +5 no nível moleque!).

Dito isso, são ótimos para fazer personagens combatentes, pois podem ter grandes acertos e grande resistência, e apesar da penalidade do Ori também podem fazer mandigueiros mais resistentes, como clérigos, que se escolher mandingas de cura podem fazer personagens quase imortais.

5 – Dooshuras

Esse dooshura já deve ter salvado o mundo umas três vezes

Essa é a raça mais poderosa do jogo. Os Dooshuras são pequenos homens anfíbios que recebem +1 em vigor e Ginga e -1 em força. Por serem pequenos, como os Abatwás, recebem -1 em luta e +1 em esquiva. Eles se adaptam a qualquer clima, não sofrendo com frio e calor, podem respirar debaixo d’agua e ver no escuro, e regeneram membros perdidos, e caso fiquem com zero ou menos pontos de vida começam a regenerar 2 pontos de vida por hora. E recebem +1 em testes de perícias que não sejam treinados e até +3 caso estejam sendo bajulados.

Tudo isso permite que sejam os personagens mais resistentes do jogo, e os mais versáteis (e por consequência poderosos!).

6 – Humanos

Os humanos são os humanos. Dito isso eles recebem +1 em algum a tributo a escolha, e +3 pontos de perícias, que imagino pode ser distribuído em perícias diferentes, podendo ficar com +4 em pelo menos 3 perícias. Mas a verdadeira vantagem é que ganham +1 ponto de habilidade cada vez que sobem um nível (de nível moleque para valente, de valente para veterano e assim por diante). Isso no dará aos humanos, ao longo de campanhas longas, até +3 pontos de habilidades, o que pode ser muita coisa.

Não sei se os bonus em três perícias os tornam tão atrativos, talves devessem ganhar +1 ponto de habilidade extra no primeiro nível, afinal esse humano saiu

7 – Jengus

Eita que a festa esta boa!

As mulheres do mar. Ou sereias, como pode preferir chamar. Elas ganham +1 em Ginga e Ori, e -1 em constituição. Respiram debaixo d’agua, e podem converter axé em PV quando estão debaixo d’água (1 axé em três PV por hora). Mas sua melhor habilidade é a Melodia de Sereia, que dá um bônus em +1 nas perícias Persuasão e Sedução, e principalmente +1 no PM.

Tudo isso as tornam ótimas conjuradoras, pois com o bônus de atributo podem chegar em Ori 4, o que dá 12 de axé, no início do jogo. E com bônus tanto em Ori quanto em Ginga, podem começar com até PM 12, sem usar nenhum equipamento (foco arcano) e sem contar nenhuma habilidade ou dom de devoto, se o jogador quiser arriscar muito, pois começaria com vigor -1 e só 12 pontos de vida. Mesmo assim esse bônus racial no PM permite irem onde nenhuma raça já mais esteve no mundo das mandingas.

8 – Lêmures

Lêmures aventureiros adoram viajar.

Esses são realmente Lêmures que evoluíram e se tornaram inteligentes, ganhando +1 agilidade e vigor e -1 em intelecto. Eles ganham vantagens em testes de perícias escalada, salto e sobrevivência, possuem visão noturna, e ganham +1 em esquiva.

Isso os torna grandes caçadores em qualquer situação, e grandes guerreiros, pois conseguem +1 em esquiva além dos humanos, ou das raças pequenas (que acabam perdendo em luta).

7 – Obonianos

Oboniano porradeiro sim senhor.

São símios despertos. Gorilas, chipanzés, bonobos babuínos e mandril que ganharam consciência e inteligência. Dessa forma na verdade são como 3 raças em uma, pois dependendo da base de símio ganham bônus e vantagens diferentes. Os gorilas ganham +1 em força e vigor e -1 em ori, os chipanzés e bonobos ganham +1 em intelecto e ginga e -1 em ori, e os babuínos e mandriles +1 em agilidade e ori e -1 em ginga. Mas apesar dessa diferença eles geralmente formam sociedades mistas, e aparentemente podem se reproduzir entre si sem nenhum problema.

Todos ganham vantagem em testes de Vontade, se forem da sociedade oboniana. Os chipanzés, mandriles, bonobos e babuínos ganham vantagens em teste de escalada. E os gorilas ganham vantagem em potencia e +2 PV por nível (igual a vantagem dos bufauros).

8 – Yumbo

Essa yumbo deve adorar mel.

Por fim temos o povo fada, que são pequenos (+1 em esquiva e -1 em luta), voam como os azizas. Ganham +1 na agilidade e ginga e -1 na força. Tem a habilidade de mudar a cor do cabelo e a cor de objetos gastando 1 axé. Eles também recebem +1 nos testes de Enganação e Persuasão.

Dessa forma se tornam ótimos personagens trapaceiros, mas também podem dar bons arqueiros (o problema que por serem pequenos não podem usar o arco longo).

TABELA

Pois é depois de tudo isso acho melhor trazer uma tabelinha dos bônus de atributos de cada raça, para facilitar a escolha em relação aos atributos, que ajudam a definir o mínimo e o máximo.

Raça+1-1
AbatwáForça e AgilidadeIntelecto
AzizaAgilidade e OriVigor
BoudaVigor e OriGinga
BufauroForça e VigorOri
DooshuraVigor e GingaForça
HumanoUm atributo a escolha
JengusGinga e OriVigor
LêmuresAgilidade e VigorIntelecto
Chipanzés e BonobosIntelecto e GingaOri
Babuínos e MandrilAgilidade e OriGinga
GorilasForça e VigorOri
YumboAgilidade e GingaForça

Resumo

Como disse as raças balizam mais o máximo e mínimo que podem ter em algum atributo, até por que colocar +4 em dois atributos é muito custoso, pois só restaria 3 para colocar em todos os demais, ou 4 se escolher ter um atributo negativo, que não recomendo em nenhum caso (o menos problemático seria força para personagens não combativos).

Dessa forma, o atributo que traz uma diferença grande para os conjuradores é o Ori, pois determina quantas mandingas soltaram em um dia, e depois a Intelecto, que define quantidade de mandingas. Dessa forma, os Azizas, Boudas, Jengus, Humanos, Mandriles ou Babuínos são ótimas pedidas para mandingueiros.

Em termos de combate quase todos podem fazer bons combatentes, mas os Abatwás serão os melhores, pois ganham uma ação de movimento que pode ser usada para atacar duas vezes. Ainda nesse aspecto os Yumbos e Dooshuras por serem pequenos e terem -1 na força terão maiores restrições no tamanho das armas que poderão usar (que dependendo da arma não gera problemas).

Kalymba RPG, um novo sopro ao RPG nacional.

Posted in artigos, cenário, resenhas with tags , , , on Fevereiro 8, 2021 by rsemente

Introdução (ou porque RPG de fantasia medieval nunca mais)

Já fazem anos que perdi interesse pelo RPG de fantasia medieval clássico. É um gênero que já foi repetido à exaustão, pelo menos 50% de tudo que é produzido sobre RPG é sobre um mundo medieval tipo europeu com uma pegada fantástica tolkieniana.

Esse blog mesmo era pra ser sobre um mundo tipo D&D, onde de início não haveria muitas novidades pra ser sincero. Cheguei a mestrar algumas aventuras no D&D 3.5 e outras aventuras no Old Dragon, essa segunda já com o viés dos Grandes Guardiões, mas que não cheguei a executar na íntegra. A proposta de Grandes Guardiões era mais inovadora, onde os personagens dos jogadores poderiam ter acesso a companheiros animais realmente poderosos para os jogadores e desafios titânicos, uma mistura de Shadow of Colossus com The Last Guardian. Mas em geral ainda era um mundo D&D like.

Dessa forma, os mundos ‘mediavalóide’ não me agradavam mais. Cavaleiros com armaduras pesadas, magos com robes e chapéus pontudos, elfos tolkienianos…Se for pra jogar em um mundo assim, por que não contar a história em um mundo  clássico, como a Terra Média (cuja campanha que joguei mais saudosista se passou na Primeira Era usando o D&D 3.0), Forgotten Realms, ou até os clássicos nacionais Tagmar e Tormenta?

Talvez por conta disso é que propostas de cenários não medievais, como horror, tenham crescido tanto nos últimos tempos.

Obs: posso estar errado, qualquer coisa coloquem o que acham nos comentários e podemos continuar o debate e até expandi-lo em outras matérias.

Mas…

Kalymba

De quando em quando surgem RPGs que trazem a vasta e rica história e cultura brasileira.  A muito tempo atrás, na verdade um dos primeiros materiais de RPG brasileiros, traziam elementos nacionais como o Desafio do Bandeirantes, e também alguns cenários de mini-gurps, como Entrada e Bandeiras e Descobrimento do Brasil. Algum tempo depois vi um cenário que recriava um Brasil fantástico, o Hi-Brasil. Mais recentemente A Bandeira do Elefante e da Arara e o Orbe de Libra (ainda em financiamento coletivo).

Mas o RPG que mais me chamou atenção foi de afrofantasia Kalymba, “um RPG de ação e aventura épica inspirado nas culturas e mitologias do continente africano”, de autoria do Daniel Pirraça.

De início, o que me chamou mais atenção foi a capa, que de cara me atraiu pelos elementos da cultura africana, como tatuagens, máscaras e até um homem-hiena modafoka!

Pesquisando mais vi que realmente se tratava de uma proposta diferenciada em relação aos outros RPGs de fantasia medieval. Nenhuma das chamadas “raças clássicas” estão no cenário, chega de elfos, anões e halflings/hobbits. Em seguida todo o vocabulário teve um cuidado de apropriar de vários termos trazido pelos africanos em suas diversas culturas e mantido a custo de sangue e luta pelos seus descendentes. O sistema escolhido foi um sistema simulacionista, mas simples e ao mesmo tempo maleável, o +2D6, do Tio Nitro, um sistema que já estava pensando em usar para a nova versão do Omni (em breve).

Apesar do ‘Hack’ ser mais na estética do que nas mecânicas e tipos de histórias, ela é um novo ar para o cenário de aventuras medievais. Ainda vemos armaduras de placas e espadas longas, mas basta imagina-las com desenhos e decorações com motivos africanos. A magia também foi completamente alterada para dar um ar mais africano, com o uso de termos como mandinga, axé e no nome da maioria das magias.

Ainda não li todo o material, que pode ser encontrado parcialmente e gratuitamente no fastplay (56 páginas) na página do catarse para quem quiser conferir, e para quem ajudar no financiamento coletivo pode ter acesso a versão playteste (189 páginas) que está sensacional.

O livro básico conta com 10 raças, algumas com mais de uma variação, como os Azizas e os Obonianos (primatas humanóides), 21 orixás (deuses), 86 mandingas (magias), uma lista bem completa e interessante de equipamentos, regra de criação de personagem, descrição do cenário (mais de 60 páginas), sessão do mestre e 13 criaturas.

Somado a isso tudo é claro que o grande sucesso do financiamento coletivo permitiu trazer uma série de outros produtos, como o livro de aventuras oficiais (acredito que serão 5 aventuras), o livro de contos, o livro para campanhas vilanescas, o Malditos & Mirongas, que também permite ao mestre criar vilões para a campanha tradicional e contar com um bestiário expandido. E ainda tem a HQ, um livro jogo infanto juvenil e um hack de jogo de bolso ou solo (o Kalymbinha).

É claro que é um cenário novo, mas que já começa super parrudo, e tem tudo para ser um dos maiores RPGs nacionais ao longo do tempo, e que finalmente trás um novo sopro de vitalidade cheio da cultura nacional e africana ao nosso querido hobbies.

P.S. Estou ansioso para ver os futuros financiamentos coletivos, quem sabe uma cultura de homens felinos (thundercats?) ou uma adicionando a cultura nativo americana, em específico a tupi guarani, tão importante e ainda mais esquecida que a cultura africana.

Conan, o cimério

Posted in artigos, resenhas with tags , , , on Fevereiro 1, 2021 by rsemente

Como meu primeiro post, de verdade, do ano queria algo que fosse nada mais nada menos épico. E não existe nada mais épico, eu disse NADA, do que Conan, o cimério, o bárbaro, o rei, o ladrão, o mercenário, o pirata, Amra, o leão, o comandante…

Esse personagem do gênero Espada e Magia criado por Robert E. Howard e publicado pela primeira vez dezembro de 1932 foi um sucesso imediato na revista pulp Weird Tales (Contos Estranhos), e foi ao longo dos próximos 5 anos publicado em 26 edições da revista, em 17 histórias onde ele viajava pelo mundo da Era Hiboriana, uma era perdida no tempo de nossa terra, 10.000 ou até 32.000 atrás, onde a magia e criaturas fantásticas andavam lado a lado dos homens e mulheres.

Robert E. Howard (1906-1936), em 1934.

Após a morte trágica do Howard foram descobertos mais 4 histórias, um deles publicado em 1934 em outra revista com um nome que Conan recebeu quando viajou ao lado de seu grande amor, Bêlit, a rainha da costa negra, Amra, o leão. Outros três foram descobertos e publicados décadas depois.

Acredito que, como a maioria das pessoas de minha idade, conheci Conan pelos filmes estrelados pelo astro Arnold Schwarzenegger, ‘Conan, o Bárbaro’ (1982) e ‘Conan, o Destruidor’ (1984), esse segundo reprisado várias e várias vezes na globo, e o primeiro que me lembro.

Capa do filme de 1982, Conan, o Bárbaro, estrelando Arnold Schwarzenegger.

É claro que mais tarde comecei a ler Conan pelos quadrinhos, no inicio da década de 90, e em 2006 adquiri dois livros de Conan da edição da editora Conrad.

Mas só em 2020 que tive acesso a edição brasileira mais fiel da obra original, ‘Conan, o Bárbaro’ da editora Pipoca e Nanquim. Todos os contos originais publicados na revista Weird Tales, assim como os outros quatros contos, e outros textos de Howard, como o poema que descreveu pela primeira vez a terra da Ciméria e outros textos sobre a era hiboriana e seus povos, foram lançados em três livraços, cujas capas estão nessas imagens abaixo, com ilustrações feitas pelo mestre Frank Frazzeta.

Nessas imagens Conan é retratado de forma brutal, com cicatrizes e feições quase bestiais, que como Howard imaginou não era um galã, um pouco diferente do que foi fundamentado nos quadrinhos da Marvel ou no Conan aloirado de Swazernegar.

Outro grande mérito de Howard foi retratar o herói em períodos diversos de sua vida. A primeira e segunda história, ‘A Fênix da Espada’ e ‘A Cidadela Escarlate’, ele já se encontrava como rei da Aquilônia, a maior nação da era hiboriana, na terceira história, ‘A Torre do Elefante’, ele se encontrava como um jovem ladrão na cidade Zamoriana de Arejun, e em seguida ele estava como mercenário no pequeno reino de Khoraja. Isso forneceu um misterioso background de sua vida, onde não existe uma cronologia certa, e muitos lapsos dos relatos das viagens do gigante de músculos de aço através do mundo, onde geralmente ele vem de algum lugar e outras aventuras brevemente mencionadas e termina as histórias em direção ao desconhecido.

Com isso centenas de histórias foram escritas de forma semioficiais ao longo das décadas, os famosos ou infames pastiches, muitas vezes escritas por autores que, não bastando tentar criar uma crônica “oficial”, editavam e republicavam as histórias originais para se encaixar em seus próprios “fanfics”, amenizando a violência e “corrigindo-os” a seus bel-prazeres.

Então, exatamente hoje, 01/02/2021, terminei a 21ª história de Howard sobre o maior herói de uma era perdida, onde ninguém se quer chegou a se igualar, mas muitos percorreram seus próprios caminhos guiados por TwoGun Bob (um apelide de Howard), um trágico homem imortalizado por sua obra, e que inspirou gerações após gerações com heróis não menos notáveis. Entre alguns que se inspiraram em Howard, e mais especificamente em Conan, estão Michael Moorcock e seu Elric de Menilboné, Fritz Leiber e sua dupla Fafhrd e Gatuno (que inspiraram fortemente o D&D, tanto quanto Tolkien).

Em fim, se você tem alguma dúvida se deve ler ou não as histórias de Conan, não tenha dúvida, sente em seu trono, e leia como se estivesse diante do próprio Conan contando suas fantásticas façanhas!

Sense 8: Especial de Natal (Resenha)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , , , on Dezembro 25, 2016 by rsemente

Sense 8 foi para mim uma das séries mais fodas de 2016. Ficção científica, ação, crítica social, sexo, drama, aventura, música, humor…qual tema da arte cinematográfica ficou de fora? (Talvez apenas terror ou horror).

A espera por uma nova temporada é um processo longo, meses e meses, principalmente no casos dessas séries do Netflix que todos os episódios saem ao mesmo tempo. E o episódio extra de natal foi uma ótima maneira de revivermos e relembrarmos essa experiência.

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2h, o equivalente a dois episódios e mais um pouquinho, sem muito avanço na trama, apenas aquela tirada: o tempo passou entre uma temporada e outra, mas veja mais ou menos como as coisas se passaram.

Não é um episódio perfeito, não trouxe muita coisa de novo a trama, nem avanços significativos na mesma, mas houveram grandes mudanças nas vidas de alguns personagens.

Também percebemos o dedo das irmãs wachowski em algumas cenas que lembram Matrix, e fico pensando “será que veremos alguma batalha com poder total ou um chosen one?”. É difícil imaginar o que a nova temporada trará de novo, exceto talvez o encerramento dos problemas. Alguma outra anomalia pisiquica, desdobramento temporal dá consciência, aparição de mutantes ou tecnologias mentais novas…bom, já estou divagando demais, agora só me resta se acalmar e esperar pela próxima temporada.

Resenha: A Chegada (Sem Spoilers, Please!)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , on Dezembro 14, 2016 by rsemente

2016 foi um ano singular. Começou ruim e terminou pior. Mas hoje (quando assisti o filme), pelo menos um raio de luz chegou até mim com A Chegada.

Como um filme pode ser tão importante assim dentro de um ano com “terríveis” acontecimentos históricos de enorme importância no Brasil e no Mundo? Esse é o poder que uma arte pode despertar em um ser humano.

Baseado em um conto “A História de Sua Vida”, o escritor abordou no conto teorias cientificas modernas como relatividade e linguística em uma história sobre amor, luto e livre arbítrio que assombra a maioria de nós, usando de pano de fundo o contato com uma raça alienígena.

O filme reproduz esses conceitos, adicionando uma camada sobre politica internacional e como o ser humano é guiado pelo medo em suas ações.

Então como relatividade, politica internacional, linguística, livre arbitrário, politica internacional, contato alienígena e medo podem coexistir em uma obra cinematográfica só? É ai onde acredito residir a genialidade da obra, e a percepção profunda de como tudo isso se encaixa, sem necessariamente ser dito explicitamente no filme, que pode influenciar em quanto o filme pode significar para cada um.

No meu caso muito.

Visualmente o filme é belo, minimalista e sombrio, o que enaltece indelevelmente a mensagem principal do filme.

Para mim entra no topo de filmes de ficção científica como “Contato”, “2001: uma Odisseia no Espaço”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Gattaca” e “A Árvore da Vida”.

Agora é esperar o ano acabar, e desejar que os sonhos para 2017 sejam na verdade previsões…

Resenha Episódio Piloto de Jornada nas Estrelas: A Jaula

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas, TV with tags , , , , on Dezembro 13, 2016 by rsemente

Foi com uma grande surpresa que eu finalmente assisti o primeiro episódio da série audaciosamente responsável por levar mais pessoas à carreira de cientistas e engenheiros que nenhuma outra mídia jamais conseguiu.

A história que me levou a assistir esse episódio apenas agora é longa. Em meados da década de 2000 baixei esse episódio, mas não possui legendas, e nunca cheguei a assistir esse. A uns três anos quando testei a netflix por um mês, pensando na promessa de assistir algumas séries, mas as intempéries da vida não permitiram e a netflix não se manteve. Quando finalmente reassinei a netflix, na expectativa de assistir a série, não a encontrei mais. Cheguei até a reclamar e ligar para a netflix Brasil que me explicou ou que aconteceu (problemas de direitos de distribuição em cada pais).

Então o grande problema da terra ter apenas 24 horas se manteve e não consegui parar para procurar a série e assisti-la…o tempo passou e semana passada recebi a noticia de que a série tinha voltado a netflix!

Assisti o primeiro episódio despretensiosamente, mas fui surpreendido por um roteiro fantástico. Não foi a toa que a série foi aprovada e mantida no ar por três temporadas, apesar de ser sumariamente boicotada pela própria emissora por motivos desconhecidos.

O episódio conta a história de supostos sobreviventes de uma nave espacial cientifica desaparecida a 20 anos, ao qual seu pedido de resgate é detectado pela Enterprise (a nave principal da série). Ao chegar no planeta o Capitão da nave (que ainda não era o famoso Kirk) é atraído por uma armadilha e a verdade é revelada (não vou revelar aqui para não conter mais Spoilers).

O que se segue é uma batalha mental que pode ter inspirado dezenas de obras posteriores, apesar de acreditar que a ideia já tenha sido utilizada anteriormente (obs: não necessariamente devido a esse episódio, mas a outros episódios da série que utilizaram conceitos semelhantes) . “O Homem Que Tinha Tudo (1985)”, “Cidade das Sombras (1998)” e “Matrix (1999)” são alguns exemplos de obras que utilizam alguns conceitos utilizados nesse episódio.

Para ainda fechar com chave de ouro o episódio aborda temas sobre a natureza do espirito livre dos seres humanos, apresenta mulheres capazes de estarem de igual de igual para um homem, e apresenta uma trama cheia de reviravoltas brilhantes. É um episódio que me fez revisitar diversos questionamentos sobre a natureza humana.

Para uma história criada a mais de 50 anos, foi uma grande surpresa, e vale a pena assistir para ter um vislumbre de toda a genialidade do Gene Roddenberry, o eterno pai da série.

Resenha de Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força

Posted in artigos, Cinema, resenhas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on Dezembro 17, 2015 by rsemente

SW-THE-FORCE-AWAKENS

(Sem Spoiler)

Depois de uma jornada intensa de muito trabalho, estudo, dedicação, provas, disciplina, noites mal dormidas, ida a academia, emagrecimento, pausa na academia, voltar a engordar, trabalho novo, greve, viagens internacionais, viagens intermunicipais mais longas que viagens internacionais,  doenças misteriosas quase incuráveis, e um final de anos dos horrores, estou de volta com chave de cocô ouro.

Depois de uma semana com viagens com mais de 1400 km de viagens de carro, de ônibus, de dia e de noite, e compreendendo quatro estados do nordeste, cheguei algumas horas antes desse dia definitivos para os fãs da maior franquia dos cinemas de todos os tempos.

A expectativa estava alta, tinha parado de assistir os trailers, SpotTVs, Teasers e a porra toda que lançaram nos últimos meses pra não estragar ainda mais a experiência, pois começava a achar que já estava decifrando quase toda a trama.

E finalmente as estrelas brilharam na tela, e letras amarelas e inclinadas começaram a voar pela tela de cinema.

Depois de mais de duas horas de película a sensação de alivio foi a predominante, alivio porque não estragaram a franquia, é definitivamente um bom filme, alivio porque agora espero um futuro anda mais brilhante que este filme, que pecou em diversos aspectos em relação a trilogia clássica, mas também a superou em outros aspectos, mas além de tudo superou ainda mais em relação a trilogia prequel.

Ele poderia ter arriscado mais em alguns pontos, mas não é possível dizer que ele não arriscou nada. Ele arriscou muito com algumas de suas escolhas, e nunca saberemos como poderia ter sido, pois agora o Episódio VII é o que assisti nessa madrugada do dia 17 de dezembro de 2015.

E o episódio VII é um ótimo filme, é Star Wars, do inicio ao fim,  e é apenas o início de uma nova trilogia que agora sim poderá arriscar muito mais do que arriscou.

E se for para dar uma nota seria 8 de 10.

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(A partir daqui Com Spoilers!!!)

Gostaria de que o titulo desse post fosse “Resenha de Star Wars Episódio VII: A esperança do contra ataque de um novo império”, pois é praticamente um reboot do Star Wars original com Star Wars Episódio V: O Império Contra ataca.

Tudo está lá: Um segredo escondido no Droid, que cai em um planeta deserto, e é encontrado por um zé ninguém, que se mete em uma encrenca contra o governo maligno e forma um grupo improvável, que fogem para o espaço e que tem que entrar na base inimiga destruidora de mundos e sair de lá, para finalmente poder destruí-la e salvar a galáxia, não sem antes um dos membros morrer no processo.

No meio de tudo isso  o drama familiar, entre pai e filho, contra o bem e o mal, é a cola especial que torna o filme um bom filme, digno de um dos épico da sétima arte.

Mas o diretor foi um mestre, distorcendo alguns conceitos de forma surpreendente, e criando novos ícones que durarão por mais várias décadas.

No meio a isso, um mundo surpreendente, batalhas épicas jamais vistas antes no cinema, seres fantásticos, todos apresentados em uma amalgama quase perfeita entre efeitos práticos e computacionais dão a credibilidade a um universo que adoraríamos que fosse verdade.

Infelizmente a história não é perfeita, os quinze primeiros minutos parecem que voltaríamos para a “nova trilogia”, com um grave agravante de transformar o herói negro em um simples alivio cômico (sim, ainda é um alívio cômico, mas não apenas isso), mas depois de passado o susto, vemos um grande vilão surgir, apenas para ser desconstruído até se tornar uma frágil sombra do que já foi o maior vilão de todos, diminuído pela apresentação de uma nova ameaça introduzida de forma gratuita, e representada pelo pior efeito especial de todo o filme. Snoke Sucks!

Um grande ponto que acredito diminuir o filme foi o fim da base Star Killer, que causa dois grande problemas: criar três filmes com basicamente o mesmo fim e transformar novamente os vilões em incompetentes plenos. Você pode retrucar que tudo não passa de ser o desejo da força, que após um grande mal (como a destruição de Alderan e  de uns quatro planetas da republica – entre eles Coruscant) a força age quase que instantaneamente para que ele não ocorra novamente. Mas ninguém nos filmes jamais falou algo do tipo e isso seria só especulação.

Acredito que fora essas duas grandes falhas, criação de um novo imperador super mal feito, e criação e destruição de uma nova estrela da morte, o filme segue de forma espetacular, com cenas fantásticas, tanto de lutas de sabre, tiroteios e naves, quanto nas fugas, torturas, reencontros e diálogos dramáticos. Todas superiores aos seis filmes anteriores.

O ponto mais extraordinário do filme é a força, representada em toda sua essência pela Rey, que mesmo sem treinamento algum consegue vencer um jedi corrompido pelo lado sombrio, tanto quanto mentalmente quanto em um duelo de sabres. Nesse filme vemos realmente o poder na força como em nenhum outro anteriormente, não na forma de super telecinese, mas na forma de como a calma e meditação conseguem sobrepujar ódio e medo, sendo um grande acréscimo na filosofia que fundamenta toda a série.

Não vou mais me prolongar, mas todas as pontas soltas que foram criadas e deixadas em abertas podem ser muito bem trabalhadas nos próximos filmes, e com o sucesso permitir muito mais liberdade ao J.J. Abrahms.

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Robocop: Um ponto de vista pessoal

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , on Fevereiro 28, 2014 by rsemente
Olá pessoal, gostaria de apresentar uma camada do filme bem sutil que não foi abordada em nenhum lugar que tenha visto. Vou falar de uma experiência pessoal que me fez ver esse filme com outro ponto de vista.
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OBS: COM SPOILERS!!!
Tenho um filho de 3 anos, e quando ele tinha 4 meses descobrimos uma doença grave no coração. Felizmente havia uma solução, uma arriscada operação no coração…os sentimentos que me assombraram naquele momento são indescritíveis. Mas, como vocês já devem ter deduzido, felizmente a cirurgia foi um sucesso.
Quando assisti o filme, com a expectativa mais merda possível, a experiência estava sendo “mediana”, mas de leve o Padilha foi construindo a relação do Murphy com a família, mas excepcionalmente com o filho, quando ele não fala com o menino mas fala com a esposa, a rejeição do filho quando vê pela primeira vez “aquela maquina” que se parece com meu filho.
Ainda depois, quando sua esposa tenta falar com ele na saída da delegacia e ele quase a atropela, mas a maquina começa a vasculhar os arquivos sobre aquela mulher e vê o próprio filho e detecta os sentimentos do filho, é o ponto de virada.
Ali meu coração apertou, só de sentir que aquele menino poderia estar sentido o que eu senti quando estive prestes a perder meu filho, essa dor que o Robocop poderia estar sentindo naquele momento, vendo o filho sofrer (de forma ampliada pelos analisador de emoções), foi o momento para ele finalmente sobrepujar a maquina e seus 2% de dopamina e ir investigar a cena da tentativa de homicido contra ele.
Novamente, quando ele analisa as gravações do próprio atentado, e vê que seu filho viu o pai ser carbonizado quase completamente, e ali ele começa sua vingança, é o ponto alto, onde temos a história de um Pai em busca de vingança pelo que fizeram com sua família. E ainda afirmo que essa camada não foi criada de acidentalmente.
E, finalmente, quando no topo do prédio e ele não consegue atirar no Steve Jobs, mas ao ameaçar a sua esposa e filho, ele finalmente consegue vencer a maquina e dar o tiro final.
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O Espadachim de Carvão (Resenha SEM SPOILERS)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Outubro 11, 2013 by rsemente

Uma mistura de Conan e Uma Princesa de Marte seria como resumiria esta obra em forma de referencias. Mas é muito mais que isso.

As obras citadas aqui parecem ter alimentado a alma do autor (diretamente ou indiretamente) de forma profunda, permitindo que Affonso Solano criasse um mundo (#universolano) completamente original, se requerer aos clichês mais comuns vistos na fantasia mediavelóide que geralmente vemos por ai.

Não que a fantasia medievalóide seja ruim (adoro As Crônicas de Gelo e Fogo), mas se não inovar ao nível da grande obra de G.G. Martin, cai na imitação barata.

O personagem principal é para mim uma farta transpiração do ser do próprio autor, que sinto que conhecesse como um grande amigo de alguns anos através do podcast Matando Robôs Gigantes, tanto pelo apreço da mente + corpo, como pelo apreço de obras de fantasia de capa e espada consideradas “baratas”, e pela relação com o tema de “Eram os Deuses Astronautas” (atenção, o trecho grifado apropriadamente pode conter um pequeno Spoiler), relação com drogas e bebidas, e aparência (Sacanagem Hahaha).

A trama da história, com capítulos que intercalam o passado e o presente, também é um grande valorizador do livro, talvez o maior, item essencial que sem o livro se tornaria um pastiche de raças bizarras lutando entre si.

E chegamos as raças, para mim a parte mais controversa e ao mesmo tempo fascinante. No livro temos dezenas de raças fantásticas, todas completamente diferentes, e muitas fora do padrão humanóide (Elfos, Anões e Hobbits) que vemos por ai. Isso é fantástico, mas a forma como estas são apresentadas podem causar um pouco de confusão. Não são dadas em muitos casos descrições detalhadas da aparência de cada espécie, o que aparentemente foi feito de forma proposital. Inicialmente são explicadas algumas espécies, mas percebemos que a aparência é bem psicodélica (por assim dizer), e com isso o autor está querendo liberar o leitor a imaginar um mundo completamente diferente de tudo que já vimos e vivemos. Isso é ótimo, mas as vezes sentimos falta de algo mais. E isso trás uma vantagem, o gosto de querermos uma grande continuação, ainda mais épica que o primeiro.

Terminando esta resenha, faço apenas um apelo: Affonso Solano, escreva um dos contos de Tantum e Magano, PORFAVOR!!!!

Finalmente Terminei: A Batalha do Apocalipse (resenha)!

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Junho 28, 2013 by rsemente

Sim Nerds, depois de anos terminei de ler meu Batalha do Apocalipse, ainda da versão Nerdbooks!

OBS: Se ficar com preguiça de ler toda a resenha, leia pelo menos a parte final, que possui alguns recados importantes.

A Justificativa

O porque da demora: livros e mais livros fodásticos na frente. Exemplo: Os cinco livros da trilogia Uma Canção de Gelo e Fogo, Uma Princesa de Marte, diversos romances de Isaac Asimov (como a trilogia da Fundação)… sem contar os intempéries da própria vida, como entrar no doutorado, nascimento de um filho, doenças gravíssimas, mudança de empregos, final de mestrado, doutorado…vejam bem nerds, não tenho medo do volume, li livros alguns livros do George R.R. Martim em cerca de um mês, li os livros do Musashi do Eiji Yoshikawa sem temer, foram só os problemas da vida.

Também ouve a questão de empréstimo, que minha sogra pegou para ler o livro e acabou emprestando para sobrinha, e enquanto isso outros livros foram entrando na frente, quando queria ter lido ele antes, e o piro, não leram ele todo! (acho que nunca mais empresto livro).

Mas finalmente ele entrou na vez depois de terminar de ler a Dança dos Dragões.

Demorei um pouco para lê-lo, cerca de 3 meses, pois nesse meio tempo aconteceu de tudo, até do livro ter passado duas semanas perdido!

Terminando minhas justificativas, vamos a outro fator.

A Calibração

Primeiro tenho que fazer outro parênteses: Fui pego um pouco pelo monstro da expectativa e da comparação incomparável.

Passei metade de 2011, 2012 todo, e inicio de 2013 lendo os cinco romances da saga Uma Canção do gelo e Fogo, livros que estão sendo considerados o melhor dos melhores da atualidade (inclusive gostaria de ver a opinião do Vince Gloto sobre a saga), e logo depois comecei a Batalha.

Também nesse meio tempo, o livro foi lançado por uma editora grande e distribuído nas grandes livrarias do Brasil, se tornando um bestseller, e tendo direito a uma continuação em 2012 e outra lançada agora a pouco.

Então minha expectativa foi as alturas (também, depois de escutar tantos Nerdcasts sobre o assunto), e meus critérios de comparação estavam baseados em livros incomparáveis.

Dito isso quando comecei a ler achei pior do que imaginava, ainda assim um livro interessante que me levou a continuar. Mesmo assim acredito que posso realizar uma analise sensata, removendo da equação esses dois grandes monstros da crítica.

A Resenha

A história do livro para mim é bastante familiar, bebendo de fontes como RPGs In Nomine (e algum outro com castas bem parecidas do livro), e o conceito de planos e tecido da realidade é quase o mesmo do Lobisomem, O Apocalipse, que sou fanático. Sem contar de gostar bastante de filmes com anjos, assistindo filmes como da saga Anjos Rebeldes (que bebeu bonito da trama), e outros não tão bons, como Gabriel.

Isso tudo são pontos positivos para o livro, pontos que me facilitaram a compreensão da história, mas em alguns momentos me deixaram meio enfadado pela repetição, fato que, pelo que falaram, foi corrigido na versão de livraria.

A forma que a história é contada, em flashback e o tempo real (futuro próximo), é ótima, adorei a história da Torre de Babel, apesar que em um pequeno momento foi um pouco enfadonho, e acreditar que a batalha de Ninrod poderia ter sido mais emocionante (foi uma quebra de expectativa dentro do próprio livro).

Em seguida segue todo o ritual de Shamira, a visita o inferno, e de novo o grande flashback da Viagem da China a Roma (o maior se não me engano), que teve pontos altos e baixos. Apesar do desenvolvimento dos personagens talvez requisitar um pouco de detalhamento em momentos calmos da trama, a trama seguiu calma demais, apresentando um estilo bem Tolkien de viagem, apresentando cenários, mas em Tolkien sempre em algum da viagem acontece algo foda, nem que seja só visual sem ter ação, como a aparição dos Olifantes para Frodo e Sam.

Outro flashback importante é a viagem ao inferno, que também foi meio frustrante no momento crítico da ação, e também na parte inicial da floresta. Mas como toda essa parte é bem mais curta que a viagem do oriente ao ocidente fica menos pesado.

Em termos de ação o livro está na medida, apresentando bons combates, mesmo que quase sempre seja apenas com Ablon contra alguém, deixando-os sempre com uma novidade mais da parte do antagonista. As descrições do combate também são muito boas, não fincando atrás de muitos autores consagrados (que agora incluem o Dudu em suas fileiras).

Os personagens são bem legais, apesar de não serem famosas figuras lendárias e sim criadas para o romance, acredito que baseado na técnica utilizada nos romances de Bernard Cornwell, ao qual o autor é fã inquestionável (próximos na lista a serem adquiridos).

Em termos de história da Batalha do Apocalipse em si, sem considerar os flashbacks, tudo que acontece é bem bacana, e são plantadas peças fundamentais na trama desdo início, que repercutem em toda trama, deixando tudo ainda mais legal.

E finalmente chegamos na batalha, tudo é muito foda, bem detalhado, descrição de formações, movimentações de tropas (mais uma vez parece ser baseado no Cornwell), batalhas individuais, ações heroicas, e tudo mais, realmente uma batalha digna do apocalipse, e me fez terminar as 200 paginas finais em menos de uma semana.

A qualidade gráfica também é boa, mesmo com cagaço de meu suor das mãos estragar o livro, ele passou, nesse quesito, quase intacto, sofrendo apenas pela manipulação do leva e traz, e só foi mais danificado pelo empréstimo a contragosto.

Com certeza será um livro que ficará lembrado em minha memória, me inspirando a criar minhas jornadas de heróis, e, principalmente, como lição de vida e de sucesso (veja mais a baixo).

Parabéns Eduardo Spohr e todos que contribuíram para criar essa obra tupiniquim que nada fica a dever aos “superiores estrangeiros”.

Inspiração

Antes mesmo de começar a ler, já conhecia o universo pelos nerdcasts, o que me levou a criar o meu próprio universo que escrevo contos (como o dos desafios literários), e estou escrevendo mais e mais coisas (só sem tempo de formatar e colocar na skynerd).

Também me inspirei para jogar RPGs no estilo, inclusive voltar a desenvolver o OMNI, um RPG baseado nesse universo que estou criando.

Então, se alguém quiser entrear em contato para jogar um RPG, tirar dúvidas sobre os contos, fiquem a vontade (e se o Eduardo Ler isso aqui, também fica o convite do mesmo, e o pedido para ser convidado a jogar o RPG com ele).

RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 3)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Agosto 28, 2012 by rsemente

Continuando a resenha (até que em fim), agora apresentarei minhas opiniões sobre os capítulos de feitos e aparatos tecnológicos, poderes mentais e espaçonaves (o que mais esperei).

Os aparatos e feitos tecnológicos (Capitulo 8) são tataranetos das magias clericais, mas é um sistema completamente diferente. Como os cientistas em termos de regras é um clérigo, mas em termos de ambientação está mais para um mago, isso faz com que ele seja realmente uma classe completamente nova, e a mudança das regras de “magias” representa isso.

A princípio a regra parece ter ficado muito boa, na verdade é uma lista de equipamentos que o cientista pode criar, onde alguns só o cientista pode usar, outros o cientista e o homem do espaço e alguns por todos. Um aparato é um objeto, não basta criá-lo, mas precisa estar com ele para ativá-lo, e o feito é uma ação que o cientista realiza, faz o efeito ao completá-la (efeito que geralmente é permanente), e pronto.

O maior problema que achei nas regras foi a distinção pouco clara em termos de regra de feitos e aparatos. No texto diz que os feitos são mais demorados e não podem ser interrompidos. No texto também não é reforçado a necessidade do cientista precisa ficar dias, meses ou anos sem fazer mais nada, como se aventurar, criar aparatos etc… Para a regra ficar legal o cientista não poderia fazer apenas outro feito enquanto realiza o feito atual, mas poderia criar um aparato (talvez no dobro do tempo já que precisa ficar dando atenção a seu feito), e pausar para aventuras que demorem mais do que uns dois dias.

Sobre os poderes mentais (Capitulo 9) a regra ficou muito boa, mesmo mantendo o esquema de “mago com progressão geométrica”, e deixando isso mais evidente ao utilizar uma regra de pontos para lançar os poderes, e não de memorizar. É claro que o mentálico tem a grande desvantagem de não afetar muitas das criaturas em um jogo com mais exploração, e muitas das que são afetadas possuem Resistência Mental. No final os poderes também são bem bacanas e equilibrados, nenhum causa muito dano como uma chuva de meteoro, e poucos são apelativos como desejo (exceto morte cerebral que é muito parecido com palavra do poder matar). Ou seja, precisa usar a cabeça do jogador para que o Mentálico seja funcional.

Sobre as regras de naves (capitulo 10) ficou mais simples do que imaginei que seria possível, simples, funcional e provavelmente bem divertida, funcionando praticamente como uma criatura, sendo que os personagens precisam comandá-la para agir. O maior pecado é não ter explicado muito bem como rolar os d1000. O maior problema que achei é o fato do piloto não ajudar no acerto diretamente, um bom Homem do Espaço vai conseguir ativar mais a nave para atacar, mas não alterará o acerto na outra nave. Outra coisa legal é que é muito fácil uma nave atingir um personagem ou criatura, mas o dano não chega a ser enorme, o que permite manter uma tensão de sobreviver a nave e fugir antes que algum inimigo morra com um ataque só.

Pois bem, por hoje é só, próxima parte trarei a sessão do mestre, com suas criaturas e dicas para aventura. Inclusive você pode ver uma aventura que criei aqui (CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A AVENTURA).

Batman: Dark Knight Rises (SEM SPOILER)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , on Julho 31, 2012 by rsemente

Esta é mais uma das resenhas do blog, e a primeira matéria depois de um iato de 26 dias, o maior tempo que passei se publicar no Blog.

É claro que um dos filmes nerds mais esperado de todos os tempos não poderia faltar de ser comentado, principalmente se tratando de um filme de super-herói que saiu depois do grande épico que foi os Vingadores.

Apesar disso, pensar em comparações entre O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Vingadores é um pouco idiota, pois é como comparar De Volta para O Futuro com A Máquina do Tempo, ambos são filmes de viagem do tempo, mas o ritmo é diferente, e para quem não entendeu é como duas músicas sobre romance, mas uma é Rock e outra é um MPB!

É claro que como na música você pode comparar a letra, ver se os versos estão metricamente corretos, variedade de palavras, rimas, comparar a harmonia entre as notas musicais, acordes, variedade… etc. Mas são estilos diferentes, alguns gostam de um outros não, alguns gostam de pop outros gostam de pop, e mesmo quando se gosta dos dois é difícil comparar duas música.

Assim posso começar a resenha de fato.

São 2 horas e 40 minutos de filme, um filme menos escuro que os anteriores, um filme com menos Batman, mas ao mesmo tempo um filme com muito mais super heroísmo.

Aqui diferente do Cavaleiro das Trevas, que usou todas as 2h e 30 minutos, com uma história fechada fantástica, um vilão inesquecível, e uma reviravolta sem igual. Já no ultimo filme senti que houve quase 30 minutos de enrolação (principalmente no início), mesmo a história sendo muito mais épica que a dos filmes anteriores, os vilões extremamente mais perigosos e bem preparados, por se tratar de um filme de Batman, temos pouco dele nesse filme. Isso para mim foi um problema sério.

Mas antes de apontar outros problemas devo enaltecer os pontos fortes do filme.

O primeiro é o elenco. Todos os atores fazem grandes interpretações, de vilões a heróis, e até de pessoas comuns. Michel Kane roubaria todo o filme se pudesse. Cristian Bale continua o mesmo, uma interpretação que não é ótima, mas, mais que o suficiente para o Batman. O ator que faz o Bane realmente se mostra um vilão, mesmo não chegando aos pés do Heath Ledge, o único fator que atrapalhou ele foi o áudio (explico mais a frente). Anne Hateway, a Mulher-Gato, mostrou ser capaz de uma grande anti-heroína, mesmo o personagem sendo pouco sub-aproveitado. Os outros atores e personagens são muito bons, mas falar mais detalhes deles pode estragar o filme.

A história também é muito boa, sendo composta por três grandes arcos do morcego: A mini-série Cavaleiro das Trevas, A saga A Queda do Morcego e a Terra Devastada. A montagem da história é quase perfeita, montando inclusive marcos que permitem a audiência perceber a longa passagem de tempo dentro do filme.

De fato o filme possui outras características boas, como trilha sonora, e os 30 minutos finais serem perfeitos, não apresentando quase nenhum dos defeitos que aparecem no resto do filme.

Em falando de defeito vamos retornar a eles.

O segundo e grande problema do filme para mim foi o combate, que de uma nota de 0 a 10 removeria 1 ponto logo de cara. Vejam bem, eu gosto de artes marciais, eu pratico sempre quando posso, e para mim quase todas as lutas pareceram um telecat. É isso mesmo, um westreler lento, tosco, e repetitivo. Dos poucos combates com o Batman, apenas um é tragável, isso por que tem a mulher gato no meio, que adiciona mais agilidade na ação. Um deles é bem justificável ser lento, mas outro que deveria ser épico é horrível. E é só. Nisso ainda mantenho minha opinião de que o melhor combate “realista” é de Old Boy.

O terceiro grande problema é um conjunto de furos de roteiro, como um personagem está um dia em algum lugar da Ásia e no outro já estar nos EUA (e aparentemente sem nenhum dinheiro), ou esconder um equipamento gigante durante meses em um lugar acessível a qualquer um e voltar está tudo bem… são pequenos furos, erros de continuidade e coincidências pouco críveis. Lamentável, mas muitos parece ser obra da velha e triste edição.

Nesse filme Batman não faz nenhuma investigação (que não seja verificar em cadastros de fichas criminais), NENHUMA, isso é triste para um personagem que é considerado O MAIOR DETETIVE DO MUNDO, ter que depender de novos personagens para resolver todos os mistérios é mais que ridículo, inclusive um que é posto na cara dele mais de uma vez e ele não faz nada para descobrir! Difícil de aceitar (principalmente por que escuto toda semana uma musica do Toquinho que apresenta ele como “Eu Sou O Detetive Batman…”).

Outro grande problema é que em nenhum momento vemos um sangue, nenhum ferimento mais sério visível, uma queixa de dor após uma luta, nada, o Batman parece que está mais resistente que nos filmes anteriores, creio que deva ser alguma coisa da produtora para manter baixa a faixa etária do filme, me incomodou um pouco mas é um dos menores problemas.

 Agora acho que vou ficando por aqui, o filme é bom, talvez do nível do primeiro, ou um pouco melhor na história pela grandiosidade, nenhuma reviravolta marcante como no segundo filme, equipamento novo bacana, e um final surpreendente. Isso me faz dar uma nota final 8,5 de 10, de um filme com potencia de tirar uma nota 12 e ficar na história como ficou Batman: O Cavaleiro das Trevas.

Entendendo Prometheus (COM SPOILER)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , on Junho 21, 2012 by rsemente

Pois bem, assisti ontem esse grande filme de terror, ambientado em um cenário futurista (2093).

Quem viu o titulo precisa saber o que é Spoiler, eu vou contar detalhes sobre o filme, detalhes que estragarão sua experiência ao assiti-lo. Então se você ainda pretende ver o filme, vá e depois volte para aqui se quiser ver minhas opiniões (de merd..) sobre o filme.

O Prelúdio

Logo no inicio somos apresentados a um alien que fica em planeta e vê sua nave partindo, ele pega um recipiente e bebe um bagulho que o faz derreter, mas não é qualquer derretimento, suas células são destruídas e até seu DNA é destruído e dividido, caindo em uma cachoeira. Um dos detalhes quase imperceptíveis são que os DNA logo logo são transformados em células unicelulares.

Nessa cena, Ridley Scott nos mostra que os humanos foram evoluídos a partir do DNA deste alienígena, que caiu nas águas, gerou os primeiros organismos unicelulares, e estes já possuíam todas (ou quase todas) os cromossomos que nós humanos possuímos. Isso é confirmado quando os cientistas casam o DNA da cabeça com o nosso.

É provável que esta não tenha sido a única incursão dos alienígenas na Terra, e que eles possam ter guiado a evolução até gerar seres humanos ao passar dos milhares de anos (como a extinção dos dinossauros, evolução de uma espécie dominante indesejada). Outro fator que comprova isso são os pictogramas antigos do mapa estelar e dos gigantes apontando para as estrelas, confirmando que os alienígenas visitaram o início de cada civilização humana para que no dia que alcançássemos o espaço pudéssemos encontrar um de seus entrepostos de pesquisa.

O Fim dos Engenheiros

Até ai tudo bem, mas a cerca de 2000 anos atrás os alienígenas observaram uma coisa que não gostaram, e decidiram exterminar a humanidade. Esta coisa possivelmente foi o assassinato brutal de um de seus discípulos humanos (Jesus), e a dominância de um império amoral e belicoso (Roma). Sendo que alguma coisa deu errado, os alienígenas se infectaram com o vírus e acabaram todos mortos, e assim nós conseguimos sobreviver por tempo suficiente para alcançar as estrelas novamente no século XXI.

Um adendo: Gostaria de ver uma série animada sobre essa base de pesquisa dos Engenheiros, sera foda!

O Vírus “Alien”

Provavelmente nanomáquinas tecnorgânicas, este vírus pode ser programado pra diversos fins. O primeiro que vimos foi dividir o DNA de um ser vivo e a partir dele criar novos microorganismos primitivos, e possivelmente auxiliar a evolução destes organismos até a se tornarem humanos.

O Segundo uso é infectar os organismos e transformá-lo em uma maquina assassina com o objetivo de infectar outros indivíduos, sempre seguindo uma forma de infecção através da forma de reprodução do ultimo individuo infectado. Isso foi visto na infecção de vermes no chão da câmera com a cabeça gigante que tentaram parasitar os humanos, e ao conseguir tomaram controle do corpo do biólogo (mesmo estando praticamente morto) e tentou infectar mais indivíduos. Isto foi visto novamente na infecção do cientista Charlie Holloway, que por sua vez se reproduzir por Elizabeth Shaw (protagonista), que por sua vez infectou o engenheiro e se reproduziu dando origem a uma rainha alien (como mostra o infográfico a baixo).

Falando de rainha Alien, esta rainha alien será a responsável por colocar os ovos vistos em Alien o oitavo passageiro.

O Inconseqüente David

Primeiro gostaria de falar como esse personagem é foda, ele é praticamente o andróide de 2001 uma odisséia no espaço, mas com o nome do capitão da nave ao invés de Hall 9000, até sua voz parece monótona como a de Hall 9000, e também se mostra de alguma forma um vilão como em 2001.

O que mais me incomodou no filme foi a urgência em David encontrar uma forma de criar vida alienígena, o que me faz pensar em quem estaria dando ordens para ele de infectar Charlie. Seria o próprio Peter Wayland através dos sonhos, provavelmente dando uma ordem confusa e perigosa, que pôs em risco toda a missão e a própria vida de Wayland.

Os Engenheiros

Os engenheiros foram capazes de criar a espécie humana, mas quem os criou pode ser um mistério até para eles (vide o livro o Guia do mochileiro das galáxias e o restaurante no fim do universo). É fato que eles ficaram desgostosos com sua criação e decidiram exterminá-la, fato provado pelo massacre promovido pelo Engenheiro recém acordado e perceber que nós ainda éramos uma espécie belicosa, e sua perseverança em levantar vôo e destruir a terra, urgência pois provavelmente, mesmo com o abdomem explodido pela Alien rainha, ele  foi capaz de andar novamente até a nave e sentar na cadeira de pilotagem, mas morreu antes de conseguir levantar vôo novamente.

Outra coisa interessante é que provavelmente nem eles possuem a capacidade de comunicação mais rápida que a luz, levando-os a manter uma base próxima dos planetas estudados, 34.5 Anos-luz de distancia da terra, para pesquisar o andamento de suas pesquisas. Isso não justifica por que a humanidade nunca foi destruída nesses 2000 anos, tempo suficiente para a luz percorrer cerca de 5% do raio da via láctea e talvez chegar a outro entreposto dos Engenheiros, o que leva a ser válida a pergunta da Dr. Shaw “Por que eles não terminaram o serviço”. De duas uma, ou eles estão enfrentando algum outro problema (como uma falha dos aliens em escala galáctica) ou viram que a humanidade mudou (e boa parte seguiu os ensinamentos de um de seus aprendizes).

A Tecnologia

A tecnologia desse filme é muito bacana. Hoje em dia conseguimos ler de forma rudimentar os pensamentos de alguém, saber se está sonhando e que tipo de sonho, enviar informações visuais direto para o cérebro e outras coisas. Novas teorias de inteligência artificial nos aproximam de David rapidamente (principalmente se penarmos que o primeiro robô foi criado por volta da década de 60/70). A tecnologia da mesa de cirurgia é completamente viável até hoje em dia, pois médicos já fazem cirurgia a distancia, restando apenas a inteligência artificial para realizar o procedimento autonomamente, mas essa idéias nunca foi apresentada com tanto realismo. A nano-tecnologia já está começando a controlar nano máquinas para lançar medicamentos no ponto que eles são precisos ou destruir um tecido especifico. Tudo isso ganha pelo menos mais um ponto no filme.

Partes desnecessárias

O filme é quase perfeito, mas para mim tem algumas pequenas cenas desnecessárias, vamos a elas:

A primeira que me vem a cabeça é a morte da personagem de Cherlize Teron, de forma bem exagerada e apenas para satisfazer a idéia de morte ao vilão (e no final ela não é nem exatamente uma vilã! E como não mostrou o corpo pode ainda estar viva). A segunda foi a batalha do Alien-Fifield, que ajuda a fornecer apenas mais uma nova forma para o alien.

Conclusão

O filme é quase perfeito, ficando apenas uma atitude ou outra não realista (como quando você se perde evita se locomover para não se perder mais e não ficar rodando em círculos correndo o risco de se cansar e piorar a situação), ou cena gratuita de ação para animar as coisas (como o alien mutantes no traje espacial que vai até a nave para fazer só deus sabe o que).

O enredo é muito bom, e se Ridley Scott já possuía boa parte dessas idéias quando fez Alien o Oitavo passageiro, o filme ganha outro nível, se não pode melhorar ainda mais por não fazer uma história confusa que não explicasse nada e queimasse a franquia para sempre.

Com arrecadação de 225 milhões e custo de 130, e o filme deixando um final com possibilidade de seqüência, mas que não prejudica de maneira nenhum o filme, pois pode ser encarado como um daqueles finais aberto, é provável que a mesma ocorra, mas só espero que ocorra antes de 20 anos!

RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 2)

Posted in resenhas with tags , , , , on Junho 16, 2012 by rsemente

Continuando com a resenha do Space Dragon. Mas antes de continuar devo ressaltar que o livro está muito bem editado, já tendo lido metade dele e encontrei pouquíssimos erros, e nenhum influi com o entendimento do texto ou jogo, ou seja, todas as partes do jogo até agora estão corretas.

Outra coisa que ficou faltando comentar na primeira parte foi a arte interna com várias ilustrações internas de grande qualidade e outras retiradas diretas de capas de revistas pulps, geralmente com ótimas artes até para os padrões de hoje.

O quarto capítulo apresenta alguns subatributos dos personagens, apresentando regras exatamente iguais ao Old Dragon, mas com alguns exemplos a mais.

No capitulo cinco somos apresentados aos equipamentos, primeiro ao sistema monetário espacial hiper inflacionado (algo como PO mas sempre com três zeros na frente), em seguida as armas, em sua maioria bem legais, mas algumas parecem que ficou faltando alguma descrição mais detalhada (como funciona exatamente a pistola autodestrutiva, quando ela explode?), e outras fazem pouco sentido (qual a diferença da espada de lâmina para a espada de energia, a não ser por 1 kg?). As armaduras e outros equipamentos no geral são mais intuitivos que as armas, sendo facilmente entendidas.

No capitulo seis são explicadas alguns detalhes sobre aventuras no espaço, como tripulação de nave, tipos de problemas espaciais, viagens á pé (que segundo o próprio livro são raras), e condições e perigos diversos que os personagens podem encontrar, mas como no próprio capitulo diz são só exemplos das infinitas possibilidades. O único problema que vi é a regra de gravidade e carga x peso, que precisa calcular a porcentagem exata sobre carga e peso do equipamento para cada gravidade. Apesar de ser mais realista a maioria das pessoas pode ter dificuldade de calcular isso, e uma regra mais intuitiva com classes de gravidade (gravidade -1, -2, +1 e +2) alterando a tabela de carga e força efetiva do personagem ficaria mais simples e funcional do mesmo jeito (depois vou apresento detalhes dessa regra em um post).

No Sétimo capitulo vemos as regras de combate, que são quase as mesmas do Old Dragon. A primeira mudança é a regra de iniciativa, determinada por quem tem o menor valor para o maior. Assim quem ataca com arma joga o dano para saber sua posição (armas mais pesadas logo serão mais lentas), quem usa poderes e feitos tecnológicos, quão mais complexo mais lento, e para movimento e outras ações menores quanto maior a destreza melhor (10-destreza). As demais situações são bem semelhantes ao Old Dragon, mas sempre com adição de fatores espaciais, como gravidade alterada, efeitos de vácuo e ferimentos e cura para andróides.