Arquivo de rpg

A Cidade Podre – Uma Aventura de Kalymba

Posted in artigos, campanha, Cinema, TV, e Vídeos with tags , , , , , , , on Agosto 31, 2021 by rsemente

Olá queriddos RPGistas do meu Brasil!

Hoje trago para vocês os vídeos de uma pequena aventura que rolou na ORGUM RPG (Youtube, @orgumrpg e tiwitch) com com Lukas Malk (@jlukas.malk), Beah Lyra (@beah_lyra), Fábio Cardoso (@escritorfabiocardoso) e Daniel Pirraça (nada menos que o criador do @kalymba.rpg).

Os personagens foram:

Rei Lucian, Lemure Mandigueiro (Luka Malk)

 Nala, Yumbo Caçadora (Beah Lyra)

Umsila, o Dooshura lutador (Fabricio)

Zafir, o devoto de Junagan (Daniel Pirraça)

Vídeos


Foram três sessões, mas devido a um problema na conexão na primeira ficou dividida em duas partes.

Hoje é só isso, mas deixe seu comentário quando terminar de assistir os vídeos.

Farash Al-Saim (Personagem de GURPS)

Posted in personagens with tags , , , , , on Julho 9, 2021 by rsemente

Hoje trago a vocês o personagem de GURPS com 200, para a campanha Os Contos de Thaluth, no cenário desértico feito pelo Patinho Amarelo (se ele quiser coloco aqui em um futuro o cenário dele que já tem mais de 20 páginas escrita). Sem mais delongas com vocês Farash Al-Saim.

Histórico

“100 luas se passaram e ainda hoje Farash tem o mesmo sonho.

Foi um dia sombrio e uma noite de trevas, sem lua. Apesar das graças que o povoado de Takmah pedia pelas sagradas chuvas, o que veio na verdade foi uma maldição.

Eles chegaram, destruíram e mataram. Quem eram eles? Demônios, feras em peles de homens, ou simplesmente o pior lado do coração das pessoas, ninguém sabe, nem os dois únicos sobreviventes, daquele evento.

Quando a mafraza (pelotão) de Maresh Saim chegou encontrou ainda vivo um dos Sawt do Dam Alsayf Sifan, crucificado de forma horrenda no topo de uma pilha de cadáveres, cujas as palavras misteriosas e desconexas proferidas antes de morrer minutos depois são mantidas até hoje em segredo de estado.

Um pequeno garoto, com pouco mais de 7 anos, foi encontrado em outro povoado, a dezenas de quilômetros de Takmah, a história que contou era ainda mais estranha e desconexa que a do Swat encontrado por Maresh, e poucos deram ouvidos, se tornando quase uma obscura lenda entre os moradores do povoado.

O garoto havia passado pelo inferno na terra, e não se lembrava mais do seu nome, e aparentemente detalhes do que acontecera no massacre de Takmah também estavam perdidos. Segundo ele, havia se escondido durante o dia e andado durante a noite, fugindo de homens, criaturas ou monstros, que 100 luas depois ainda assombram seus sonhos.

O certo é que Maresh Saim chegou ao povoado procurando por rastros do que causara o massacre de Takmah, e encontrou o menino. A princípio a pobre criança seria colocada aos cuidados de uma família qualquer, mas ao observar o comportamento selvagem em uma luta contra um aprendiz de 12 anos que o havia provocado e estava acompanhando a mafraza, decidiu ele mesmo criar o menino, mais como um mestre rigoroso do que como um pai, e o nomeou de Farash Saim.

Farash então foi treinado diretamente por Maresh Saim, e apesar de seus sonhos só puderem ser aliviados apenas por uma garrafa de vinho, se tornou um grande promessa dentro do Dam Alsayf Sifan, derrotando todos os aprendizes e até alguns guerreiros da região. E assim ele acredita.

O certo é que Farash tem apenas três aliados na vida: suas duas espadas e as areias do deserto.”

FICHA

Kalymba Forever – Sessão 01

Posted in campanha with tags , , , , , , , on Junho 18, 2021 by rsemente

“As pessoas já se reunião animosamente na clareira da vila arbórea de Konguhala, em sua maioria Obonianos e duas famílias de Yumbos se reuniam em círculo com uma velha orangotango no centro falando palavras de ordem. Apesar do conselhos de guerreiros liderar o local, os anciãos sempre foram respeitados como conselheiros, principalmente a Vovó, como todos chamavam a orangotango anciã.

– Já faz mais de uma semana e eles não voltaram! – a Vovó parava para recuperar o ar e voltava a gritar – nenhum de vocês é corajoso o suficiente para se arriscar novamente?

Ela falava do fato de que um grupo de quatro heróis saíram para descobrir o que tinha acontecido com os caçadores que haviam saído para savana e não retornaram.

A vila Konguhala ficava próxima às margens do rio Telele, que cortava de leste a oeste a planície de Kakhulu, e do outro lado se encontrava com um de seus afluentes, o menor rio que levava a vila Shimo. Escondidos em uma das poucas selvas densas da planície, o povo pacífico e devoto de Sosi da vila Konguhala tinha medo de que estivessem enfrentando algum perigo maior, que pudesse ameaçar a própria aldeia. Os caçadores eram responsáveis por trazer carne farta e saborosa para aqueles que não eram exclusivamente vegetarianos, assim como o mel, uma iguaria apreciada por todos e que permitia a fabricação de um saboroso licor.

Foi quando três figuras peculiares se apresentaram para ajudar…”

A vila de obonianos de Konguhala

—-

Assim começou nossa campanha de Kalymba, que batizei de Kalymba Forever, que contou com:

Abulê, um bufauros devoto de Xangô, que carregava uma grande espada cortal.

Mafoo, um lêmure caçador, de pelagem preta e branca e devoto de Sosi.

Agama, um pequeno dooshura azul e verde cheio das manhas e devoto de Odua.

Os três se prontificaram a averiguar a situação, e devido a sua presteza foram fornecidos dois cavalos para eles.

Quando estavam saindo, um pequeno Yumbu chamado Yonu queria participar da missão, mas o grupo não aceitou, e quando novamente todos estavam prestes a sair um velho humano, o único da vila, apareceu.

Era Kotango, um velho devoto de Oduã que se aposentou naquela pequena vila para descansar dos seus últimos dias de aventura. Ele disse que havia recebido uma mensagem dos orixás e que aquela devia ser sua última missão. Mas para isso ele cobrou algo em troca, uma parte de dez do que conseguissem deveria ser oferecida a Oduã caso ele não voltasse.

Os jovens aventureiros aceitam que ele vá com o grupo, mas novamente na saída percebem uma coisa se movendo na sacola de um dos cavalos, era novamente Ionu. Após muita conversa eles decidem que se a vovó permitisse ele poderia ir. O animadíssimo Yumbo voou como o vento e pouco tempo depois retornou dizendo que ela havia permitido.

O grupo composto pelos cinco seguiram para o norte em direção a savana, e a alcançaram próximo ao meio-dia. 

No meio da savana presenciaram um bando de três leoas caçando um babuíno. Sem saber se era um oboniano desperto ou não decidiram ajudar. O babuíno solitário foram encurralado em uma árvore não muito alta, enquanto as leoas o cercavam.

Agama e Mafoo se aproximaram sorrateiramente, deixando os dois prontos para um disparo de arco com vantagem. Agama atirou (acertou ou não?), mas o destino sorriu para Mafoo, a vegetação alta pareceu se abrir entre ele e as leoas, e puxando duas flechas disparou uma com tanta precisão que uma delas caiu ali mesmo, ferindo a outra. As duas sobreviventes fugiram do oponente que acabara de matar sua irmã.

Livre do perigo, o babuíno desceu da árvore e fugiu na direção oposta às leoas e aos aventureiros.

Após carregar a leoa como caça no cavalo seguiram então mais algumas horas, e já no final da tarde avistaram uma fumaça no horizonte. Eles decidiram mandar Ionu verificar o que estava acontecendo, e cortando o vento o pequeno yumbo retornou avisando que tinha um grande buraco e algo queimava na borda.

Os aventureiros seguiram em frente, mandando Ionu se esconder, e encontraram o fosso, um buraco com uns vinte metros de largura e uns seis de profundidade, cheio de cadáveres no fundo. O cheiro de podre nauseava os mais fracos. Em uma das bordas uma fogueira queimava levantado a fumaça escura e na frente dela um montículo pedras parecia ter sido erguido. 

Analisando a cena descobriram dois tipos de pegadas. A primeira era de um grande animal, mais pesado que um elefante, que havia seguido em direção a savana. A segundo era evidentemente bem recente e seguia para sul, em direção a floresta e a vila, onde algo parecia se arrastar e outra três pegadas seguiam o que se arrastavam.

Os aventureiros decidiram seguir as pegadas mais recentes, o forte Abulê levava Agama e o ágil Mafoo seguia na frente sem problemas, atrás vinha Kotango. Cerca de quinze minutos depois avistaram uma cena inusitada.

Um pequeno abatwá evidentemente muito ferido e de três braços arrastava três pessoas, eram os heróis desaparecidos. E  atrás deles seguiam três criaturas humanoides, lembravam oboniano caçadores, mas estavam em um estado de putrefação. Eram Nzumbis.

Os aventureiros atacaram sem hesitação, a proximidade deles atraiu as criaturas. Enquanto Agama e Mafoo atiravam flechas que atingiam em cheio os Nzumbis. Mafoo novamente acertou uma criatura que logo caiu, fazendo outra criatura tropeçar. Abulê partiu para cima da única criatura de lança que estava em pé, desferido um poderoso golpe com sua espada que derrubou sem problemas. O Nzumbi restante se levantou e atacou Abulê com a lança o atingindo não muito gravemente, apenas para a última flecha disparada por Mafoo aceitasse a cabeça da criatura.

Enquanto isso, Kotango correu para os heróis, tocando o corpo dos três caídos. Uma luz envolveu seus corpos, como se saísse do velho aventureiro para os heróis, e um por um os ferimentos mortais dos heróis foram  desfeitos e eles se despertavam da morte que em Aiyê nem sempre é definitiva.

Mas no final Kotango caiu no chão sem vida. Ele havia cumprido a última missão dada a ele por Oduã…

Crônicas de Akala, parte 0

Posted in artigos, cenário, contos with tags , , , , , , on Junho 6, 2021 by rsemente

Um conto interativo no mundo de Kalymba RPG

Hoje trago a vocês o início de uma saga no cenário de Kalymba criado pelo Daniel Pirraça, onde você escolhe o que acontecerá com Akala, a meia Aziza de cabelos vermelhos e fogo nas veias.

Sem mais delongas, vamos à primeira parte.

——–


As chamas trepidavam em uma miríade de cores de uma forma que Golã nunca tinha visto na vida. 

– Por Bao! – a bouda era uma mandingueira da vila e já estava em sua meia idade. Ela vestia uma armadura de anéis de ferro entrelaçada em um tecido colorido, e segurando um cajado reforçado com cilindros de metais e figuras entalhadas em toda madeira. Seus olhos brilhavam com a luz da fogueira que revelava formas que se moviam junto com o fogo.

As figuras se moviam com a fogueira, apresentando no centro uma pessoa com asas coloridas que pareciam bater junto com o tremular das chamas. Logo abaixo duas outras imagens pareciam lutar brutalmente. Então uma quarta figura surgiu debaixo da figura alada, só que menor, e logo foi abraçada pela primeira. 

As janelas de contas da casa de Golã balançaram violentamente, deixando um forte vento entrar que percorreu toda o ambiente circular, derrubando objetos das prateleiras e que logo fez a fogueira se apagar.

Demorou só um instante para que seus olhos de predadores se adaptassem à escuridão da cabana, revelando que, onde antes havia o fogo, restava apenas um bebê.

Golã esperou apenas o tempo suficiente para sua filha se fortalecer para poder rumar para um lugar mais apropriado para criar uma bebê como aquela. 

Apesar de praticamente careca, as feições dela, assim como a penugem vermelha que começava a crescer, demonstraram sem sombra de dúvida que Akala, como havia batizado a bebê, era meio-aziza, e apesar do preconceito para com os mestiços que geralmente havia nas comunidades daquele povo, a criança deveria crescer junto aos seus, e Golã estaria lá para protegê-la.

Além disso, Golã, que não parecia muito com seu povo, ainda era uma bouda, e sabia que crescer em um ambiente competitivo ajudaria Akala a se tornar uma adulta forte e resistente, da forma que Bao gostava.

Durante sua vida de aventureira Golã visitou quase toda Aiyê, ela olhou seu velho mapa enquanto amamentava a pequena Akala, e pensou nas tribos, vilas ou cidades de azizas que havia conhecido, e que seria recebida com o mínimo de aceitação necessária, o que já era bem difícil entre aquele povo xenófobo. Para qual delas deveria seguir?

Ela pensou em três opções: seguir para as terras elevadas e quentes da Etierra; para as montanhas geladas da Cordilheira Branca; ou para a Kokori, a colossal árvore sagrada na Savana Dourada?

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Uma bolda, uma das raças de Kalymba.

Agora é com vocês, onde Golã criará Akala, a bebê Aziza? Qual região você quer ver mais?

Comente abaixo, ou no nosso Instagram, onde você quer que nossa aventura comece, lembrando que o mapa de Aiyê que estou utilizando é esse aqui.

1) Seguir para as terras elevadas e quentes da Etierra; 

2) Seguir para as montanhas geladas da Cordilheira Branca, ou; 

3) Seguir para a Kokori, a colossal árvore sagrada na Savana Dourada?

Cada escolha tem uma consequência na personagem Akala, seja na ficha, seja na personalidade, na aparência ou até nos equipamentos, e influenciará os próximos capítulos da história. Também ajude, comentando o que achou, e dúvidas, sugestões ou reclamações (mas de forma educada, plz).

Um Aziza, a raça alada de Kalymba.

O Legado: RPG de fantasia urbana épico!

Posted in artigos, Notícia with tags , , , , , , , , on Maio 25, 2021 by rsemente

Hoje estou correndo o risco de pecar por atraso, pois o Financiamento Coletivo de O Legado em 3h bateu a meta inicial. Ou seja, o jogo não é uma proposta, mas uma realidade!

O projeto já vai publicar um livro físico inteiramente colorido, capa dura e 300 páginas!

O Legado é um RPG de fantasia urbana onde os jogadores interpretam os Herdeiros, que despertaram poderes de origem divina, como anjos, demônios ou feérica. O jogo utiliza um sistema próprio que usa 1d10 (ou 2d10) para decidir as ações com base em porcentagens, permitindo múltiplas ações o que tenta simular batalhas dinâmicas como as vistas em jogos tipo Devil May Cry, Bayonetta, Castlevania (os mais recentes é claro), entre outros (eu mesmo penso em um jogo cuja a missão final seria enfrentar um monstrão como o Godzilla!).

APOIE O LEGADO AQUI

Além disso diversos outros produtos serão lançados, ou em formato digital ou em formato físico, dependendo do nível do financiamento, como duas aventura e um baralho do destino, que poderá ser usado dentro das mecânicas do jogo, além de diversos outros acessórios (dados, miniaturas, marcadores de página, escudo do mestre…).

Dito isso, passados já dois dias do inicio do financiamento, o projeto já bateu duas metas extras: mais uma ancestralidade, que é uma nova “fonte” de poderes para os personagens, que ainda será decidida; e a continuação da campanha “Dízimos da Guerra” online com o mestre Ximu, um dos mais famosos mestres profissionais do Brasil!

Quer assistir o que já rolou na campanha, ela está disponível logo a baixo:

Se você que saber antes como será o cenário e o sistema, e até jogar com seus grupo, basta fazer o download do fastplay gratuitamente.

DOWNLOAD DO FASTPLAY GRATUITO

A próxima meta extra é o Documento do Sistema, o que permite que caso você queira adapte facilmente as regras em outros cenários, seja no passado, futuro, ou um cenário de fantasia completamente novo que não seja a terra. Outras metas extras incluem mais uma parte da campanha Dízimos de Guerra, mais uma casta (espécie de classe do sistema), e mais um livro de bestiário, o Sombras e Ameaças (nome provisório).

Na dúvida, assista os jogos (na página do financiamento existem vários disponíveis), leia e jogue o fastplay, e apoie esse RPG nacional, com apoios que vão de 57 r$ (recompensas digitais, e que dividindo em até 6 vezes fica a custo de troco da padaria) e até 497 r$ (com todos os produtos físicos, incluindo três dados, quatro miniaturas, 1 baralho do destino, escudo do mestre em MDF e outras mestras extras físicas).

Amra Umukara, o Leão Negro

Posted in artigos, personagens with tags , , , , , , on Março 8, 2021 by rsemente

1º Personagem de Kalymba

Olá devotos de Olodum, o supremo, hoje vou mostrar como foi fazer meu primeiro personagem de Kalymba, utilizando a versão de playtest. Vou colocar aqui as ideias que levaram a criação do personagem e que guiaram as decisões das características escolhidas.

O personagem que quero criar servirá para utilizar em alguma mesa de Kalymba como protagonista, ou servir de base para contos que imagino criar no cenário, ou NPC em algumas aventuras que venha a se tornar Griô.

O personagem seria baseado em Conan, e seu nome seria Amra Umukara, o Leão Negro. Amra é um nome que Conan ficou conhecido quando se tornou pirata ao lado de Belith, a rainha da costa negra, e Umukara é Preto na língua Kinyarwanda de Ruanda. Não quero uma cópia fiel de Conan, mas vou tentar seguir a mesma linha desde que respeite as regras e o conceito do personagem.

Para não ser apenas uma versão negra do personagem, como diferença principal pensei que o mesmo usaria uma pele de um leão negro, um item de herança que poderia ter recebido de seu pai, e tanto pode ter vindo de um animal lendário ou de um animal que pode existir nas regiões montanhosas de onde veio o personagem (e baseado no meu personagem de L5R). Procurando por uma imagem do personagem achei algumas bem interessantes, e imaginei ele tendo um leão negro como companheiro, mas não sei se as regras vão permitir.

Então vamos para a construção. 

Atributos

Distribuindo os pontos de personagem, com apenas 10 pontos, Força, Agilidade e Vigor são os mais importantes. Amra é um cara bruto, mas está longe de ser burro, mas, principalmente no inicio de sua carreira, não consegue articular suficientemente bem com a arte da lábia. E apesar de usar uma magia em um conto, seria um gasto a mais para ter que ter Ori (a não ser que alguma habilidade precise mais tarde). Então por enquanto ficamos assim:

Força: 4 (3 +1 humano) – Sua força é impressionante, principalmente para sua idade.

Agilidade: 3 2 – Ele é rápido, não o mais rápido, mas o suficiente para atacar quase sempre primeiro.

Vigor: 3 4 (2 3 + 1 jovem) – Ele é resistente, um dos mais resistentes.

Intelecto: 1 (2 – 1 jovem) – Ele não é burro, mas devido a inesperiencia da idade é facilmente enganado.

Ginga: 0 – Ele é um bárbaro, não sabe lidar com os outros povos, se sente mais à vontade com alguns animais do que moradores das cidades de Aiyê.

Ori: 0 – Ele não reza ou faz oferendas para os deuses, apesar de respeitá-los.

Edit: Depois de ler um pouco mais as regras achei melhor equilibrar o Vigor e Agilidade, deixando ambos 3.

Pericias

Luta 3, Esquiva 3, Iniciativa 3, Potência 2, Corrida 1, Escalada 3, Furtividade 2, Intimidação 1, Percepção 2, Vontade 1, Forja 3, Fortitude 1, Criação de Animais 1, Sobrevivência 2

Idade: Jovem (15 anos) – ele é muito jovem, está no início de sua carreira, apesar de já ter participado de uma guerra contra invasores.

Pontos de vida: 24 27

Axé: 0

Línguas: Savânico e Comum – Ele veio de uma região conhecida como as cinco montanhas, próximo da Savana Dourada com o Platô do Capeta, onde existem os leões da montanhas. Esse povo isolado, chamado de Kilembos, venerando apenas um orixá, Kuraum Kuromo, que alguns muitos acreditam (os poucos estudiosos dos Kilembos, pois eles mesmos não ligam para isso) ser apenas uma variação local de Mugô, devido a seu aspecto belicoso, ou de Sosi, devido a seu aspecto ligado à caça e aos leões. Isso gera grandes rivalidades entre os indivíduos da mesmas vilas ou até guerra entre elas. (em termos de jogo o protagonista pode escolher as vantagens e desvantagens de um ou de outro, dependendo do aspecto seguido, ao qual os demais seguidores dos orixás o reconhecerão como irmãos ou inimigos dependendo do aspecto).

Raça: Humano. +1 em um atributo (que vai em força é claro), tamanho médio, e +3 pontos de perícias (que vamos distribuir para forja, como explicado a seguir) 

Habilidades: Linguista (savânico)(1), amor da bicharada (2), Abençoar Metal (2)

Primeiro as linguas, conan é conhecido por conhecer várias linguas, como o personagem é limitado a três pontos de habilidade nosso Leão Negro só poderá ter linguista (1). Imagino que poderia ser uma perícia e não uma habilidade.

Para representar bem um personagem estilo conan, outra coisa que conta é dar porrada. Mas como não quero fazer uma cópia fiel, pensei em ter um leão negro como companheito animal. Vendo a lista de habilidades Amor da Bicharada (2) me chamou a atenção, o que custaria os dois pontos finais. 

Outra habilidade bem interessante pra dar porrada é Dois por um (1), que permite um segundo ataque depois de um crítico (uma espécie de trespassar, mas segundo o texto não há impedimento no mesmo inimigo!).

Mas logo depois vem os vínculos, habilidades que os orixás concedem mediante oferendas e gastar os pontos de habilidades.

Como já havia definido que a cultura do povo Kilembo das cinco montanhas cultuam Mugô ou Sosi, vamos ver o  que esses dois Orixás tem para dar. Mugô tem uma habilidade muito boa Ganhei (2) e custa 2 axés para usar (que o personagem não tem!). Essa habilidade permite ter sucesso em um ataque, mesmo quando for impossível! Vitória Revigorante (2) que ganha PVs após a vitória em um combate (ótimo para muitas lutas). E a última é Abençoar Metal (2), na qual o personagem pode forjar uma arma, e ganhar duas de três habilidades nela, como +1d6 de dano, retornar para a mão, e acuidade (que aumenta a taxa de crítico. Fiquei super tentado nessa habilidade. Essa habilidade poderia representar bem o “segredo do aço” que apesar de só existir no filme é fodabagarai.

Sosi tem Sentido bestial (2) e 1 axé, que deixaria o personagem com um baita poder sobrenatural de super sentidos. Oxotakan (2) e 3 axé, que é mais poderoso que vença de mugô, porque além de acertar com um ataque à distância esse ataque conta como crítico. Mas só pode ser usado uma vez por sessão de jogo. Mas Conan não é famoso pelo uso de armas a distância (é tanto que tive que tirar a perícia). E o ultimo é Companheiro Selvagem (2), que permitiria ter o companheiro (que no caso seria um leão negro jovem). 

Então em termos de regra ficaria ou com Abençoar Metal, ou com Companheiro Selvagem, ao invés de Amigo da Bicharada. Para abençoar o metal, o personagem teria que ter pontos altos na perícia Forja, que seria onde gastaria os 3 pontos de perícias de humano. A indecisão é grande, um companheiro animal logo de início permite muitos pontos positivos para interpretação. Já escolher Mugô deixaria o personagem muito bom no combate. 

A longo prazo outras habilidades de Mugô são mais úteis em combate, e a Oxotakan não se encaixa muito no personagem. Vendo a longo prazo, para simular melhor Conan a melhor escolha seria Mugô. Outra coisa que contou foi que escolher Mugô não o impediria de no futuro tentar ter um companheiro animal domado, talvez tendo que comprar Amor da Bicharada e alguns níveis em Criação de Animais.

Vinculo: Mugô [Abençoar Metal (2)]

Equipamento

Para finalizar  o equipamento. São 100G. E começando com as armas. A melhor opção por enquanto parece ser uma Espada Reta (65G). E como armadura só dá pra comprar a armadura de Protetores de Couro (30G). Vendo os equipamentos fiquei surpreso com a Fura-todos (100G), que apesar do dano baixo possui grande vantagem nos críticos, mas fica para outro personagem. Restam 5G para comprar outros equipamentos de acordo com a aventura.

Histórico

Finalizando vamos fazer o Histórico do personagem (ou background):

“Nas cinco montanhas solitárias, onde bandos de leões negros reinam soberanos nos vales e escalam as rochas para se abrigar e caçar bizões da montanha, vivem o povo barbáro dos Kilembos.

Nesse ambiente hostil, as crianças da tribo dos Kilembos não recebem nome até serem reconhecidas como dignas de sobreviver sozinhas, sendo nomeadas apenas por apelidos, como Mamulengo, Cabeçaoca, Pédemoleque, Zoidoido, entre tantos outros.

Cocoanamão era o filho do ferreiro, e desde pequeno era forte e valente, onde contam os griôs até hoje que nasceu no campo de batalha contra grupos de caça-escravos Boudas vindos do Platô do Capeta. Forte como um touro e brabo como um leão, ele não via a hora de provar que era digno de sobreviver sozinho, então com apenas 12 anos partiu, sob o olhar rígido do pai e as lágrimas contidas da mãe, para passar uma semana sozinho nas sombras das montanhas solitárias.

Uma semana depois, os caçadores da vila viram um leão negro se aproximando da vila, mas antes que as lanças fossem arremessadas perceberam que se tratava de Coconamão, que andava coberto com a pele de um leão negro, marcados por feridas por todo o corpo e uma espada forjada por ele próprio, comprovando que, não só sobrevivera, como se tornara o mais jovem devoto de Kuromo. Como aquilo ocorreu ninguém sabe, além dele, afinal, o que acontece no ritual de passagem fica no ritual de passagem.

Assim ele se tornou Amra, o Leão Negro, onde passou os próximos três anos aprendendo com os melhores, e ficou conhecido como o maior dos maiores (uma forma de dizer que é o mais promissor, pois o bichão ainda é moleque) da tribo dos Kilembos, chegando a participar da luta bouda contra um forte construído nas margens das cinco montanhas. Quando completou 15 anos decidiu partir em uma jornada em busca de aventuras e riquezas, em busca de se tornar o mais forte guerreiro de Aiyê.”

Impressões

O sistema de criação de personagem é bastante simples e intuitivo, e com as regras do sistema de jogo apresentadas em cerca de 15 páginas não é difícil achar um conceito ou outro e tirar dúvida de como as coisas funcionam. 

Apesar disso, algumas coisas poderiam ser organizadas de forma ainda melhor para facilitar esse processo, como colocar as habilidades classificadas separadas níveis. 

Outra coisa, essa menos problemática, foi como as raças foram apresentadas, ficando depois de todas as regras de criação de personagem, poderiam ser apresentadas depois ou das perícias ou dos atributos; ou quem sabe fazer como os vínculos dos griôs, com a descrição das raças no capítulo anterior e apenas as estatísticas de jogo nesse capítulo.

No geral foi bem bacana criar o personagem, primeiro definindo um conceito e depois escolhendo as características que mais casassem com ele.

Quem sabe uma imagem do futuro Rei Amra

D&D 5E em português de Graça

Posted in Notícia, personagens, regras with tags , , , , , on Janeiro 20, 2016 by rsemente

capa 1

A capa da versão nacional!

Olá a todos!

Mais uma matéria de notícia velha, mas que para mim é novidade, um material gratuito de D&D 5E, que não acompanhei nada.

Na verdade o titulo é um pouco sensacionalista e deveria ser: Regras Básicas para D&D 5E para jogadores em português e de graça feito pela Wizards of the Coast, e traduzido pelo pessoal do grupo do Facebook D&D Next.

Os links para baixar o manual básico são:

http://www.4shared.com/postDownload/Oca8Zj2ice/DD_5E_-_Regras_Bsicas_para_Jog.html

E as versões em ingles, que também te o manual do mestre, com alguns mosntros:

http://media.wizards.com/2015/downloads/dnd/BasicRules_Playerv3.4.pdf

http://media.wizards.com/2015/downloads/dnd/DMBasicRules.pdf

Aqui você também encontra a ficha editável, com um personagem já incluso (veja a baixo).

D_and_D_5th_-_Ficha_Traduzida_e_Editavel

Nessa ficha coloquei Heödred, que publiquei na matéria análoga de GURPS 4E. E também fiz ele para D&D 5E (mas sem link para materiais e tal).

E fiquem de olho no blog que em breve vou colocar aqui o conto que prometi baseado no mapa que coloquei da nova coluna, os mapas draconicos.

capa 2.png

E a “capa” da versão america.

L5R: Matsu Raidan

Posted in personagens with tags , , , , , , , , , , on Janeiro 15, 2016 by rsemente

Personagem para Legend of Five Ring 4 Edição

Seguindo com mais um artigo sobre personagem, como o de Commalinus Iron Wood, Esse personagem foi criado para uma campanha que começou em novembro de 2015, uma campanha com personagens já relativamente experientes (80 pontos iniciais). Mas para ter uma boa quantidade de material resolvi fazer a ficha dele como se fosse um personagem básico inicial, e com o tempo ir atualizando a ficha do inicio do jogo e a ficha em andamento.

Ele é um Bushi do clã de Leão, da família Matsu, por enquanto esses são os dados básicos do personagem. Então podem ficar com a ficha em PDF.

Matsu Raidan (Ficha em PDF)

O desenho do personagem segue a baixo.

Raidan 2

Na próxima matéria sobre o personagem o histórico mais detalhado e um pouco sobre a campanha.

RPG: Racismo, Preconceito e Gay.

Posted in artigos, Devaneios with tags , , , , , , , , , , , on Janeiro 8, 2016 by rsemente

Obs: não abordarei todas os tópicos do título, pelo menos não nesse artigo, e serviu por enquanto mais como uma forma de  trocadilho com o nosso Roleplaying Game (RPG).

Antes de continuar a conversa gostaria de que nesse exato momento pensem, e respondam: Eu sou branco ou negro?

Agora pensem se sou heterosexual ou homosexual. Homem ou Mulher.

Depois coloquem nos comentários as respostas que dariam sinceramente.

Esse post não me veio para seguir a onda puramente dos embates e debates que estão ocorrendo sobre preconceitos no geral, seja racial, sexual ou religioso.

O estopim para escreve-lo foi esse vídeo dos Melhores do Mundo:

E vendo as imagens das prateleiras algo dentro de mim estalou (e me fez escrever essa matéria).

Devo revelar agora que meu filho é negro, e agora vocês ainda devem manter a suspensão de dúvida, e não se devem influenciar por isso ao continuarem a pensar nas respostas das perguntas iniciais, afinal existe um mundo de possibilidades onde qualquer um possa ter um filho negro.

Quando vi o vídeo do MdM, lembrei de quando nesse natal de 2015 ele ganhou um boneco do Mace Windu, e se impressionou quando percebeu que o boneco era negro. E também percebi com o passar dos dias que se tornou um dos bonecos prediletos dele.

Voltando um pouco no tempo, durante todo esse ano de 2015, apresentei a série de Star Wars, começando pela trilogia clássica, depois um pouco dos desenhos legos do youtube, mas ainda não apresentei a trilogia prequel nem os desenhos, e só agora recentemente levei ele para ver O Despertar da Força (ou seja, ele não ainda não viu a segunda trilogia).

Mas nada disso fez com que ele não criasse um vinculo com o boneco do Mace Windu.

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Personagens bons por si só (e atores bons é claro), que poderiam ser interpretados por atores brancos sem diminuir seu papel na trama.

A questão do reconhecimento da cor dele, em relação ao mundo que ele vive que é predominantemente “branco”, seja na família, escola, e entretenimento em geral, já o fez questionar a própria cor algumas vezes, isso sem ele ser perguntado diretamente sobre o assunto, o que demonstra de forma inequívoca a polarização do mundo em que vive ser “branco” e de predominantemente de classe média alta.

Também acredito que ele nunca tenha sofrido preconceito diretamente, ou pelo menos não que eu tenha visto (ele estuda na mesma escola com a mesma turma desde 2 anos, e agora está com 5 anos), ele sentiu de alguma forma que o mundo ao seu redor excluí sua etnia, e se sentiu incomodado por isso.

Alguns podem comentar que estamos vendo problema onde não tem, onde o caso não é preconceito, e sim que o personagem não é tão legal e por isso não vendeu. Vejam que as vendas começaram bem antes da estréia do filme, e que segundo os trailers mostrava ele como um Jedi que encarava o Kylo Ren em uma luta de sabres. Vendo por esse aspecto ele deveria ser o protagonista e ter vendido bonecos por causa disso.

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Outros podem tentar justificar que quando o filme foi lançado e essas expectativas não foram atingidas, acabou gerando o encalhe. Mas ele ainda assim é um personagem importante, com um pouco de alivio cômico (que achei desnecessário, pois o leva próximo ao limite do Obligatory black guy, mas o Han Solo também era um pouco assim, certo?), e também tem grande importância para o sucesso da trama, e inclusive conseguindo acertar um golpe no Kylo Ren -STAR WARS OFF TOPIC MODE ON- que aparentemente usa uma boa armadura sith para não cair aos pedaços como acontece com nos outros filmes. Acho que ou isso ou os sabres de luz do próprio Kylo e do Anakin estavam com problema, sendo que este ultimo pode estar com a pilha fraca 😛 -STAR WARS OFF TOPIC MODE “OFF”.

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Felizmente acredito que o mundo, nesse aspecto, está melhorando, e que esse racismo não é consciente (o que pode ser até mais perigoso que o racismo consciente). Hoje temos até mulheres e negros como presidentes de grandes países, mas devemos ficar atentos, e aprender a tolerar o diferente, seja a cor de pele, o sexo, preferencia sexual, religião ou o que for, e mesmo que se sintamos atacados por algum grupo de alguma forma.

Não devemos agir da mesma forma, combatendo preconceito com ódio, por mais que o preconceito seja realmente forte. só devemos levantar o dedo se for para nos defender de ataques que possam prejudicar nossa integridade física, pois a integridade moral deve continuar inabalável independente das palavras e ações, e nos balizar pelas leis para punir quando adequado, mas sem nunca descer a mesma lama que alguns chafurdam.

Outro ponto que sei, e gostaria de deixar claro, é da origem histórica do problema da existência de poucos negros na classe alta/classe média alta, e que apesar das políticas anti-racistas serem relativamente recentes, devemos tentar acelerar esse processo de inclusão social, certo. E também concordo que devemos resolver outros problemas, como a descriminação com pobres, mulheres e outras minorias em geral.

Sobre o “RPG” no RPG, bem vou deixar outras questões sobre isso para uma segunda parte da matéria (como a falta de bonecas da Rey), pois está já está enorme, e até a próxima.

Sim, também não vou revelar agora as respostas da perguntas iniciais, isso pode ficar com vocês em vossas imaginações.

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Linha de bonecos menores e mais articulados. Será que os dois primeiros encalharam?

BLOGOSFERA RPGistica, cadê você?

Posted in artigos with tags , , , , , , , on Janeiro 6, 2016 by rsemente

Pois é nerdaida, voltamos com o blog, e uma das coisas mais legais do hobby era socializar com os outros autores. Veja bem, isso não dá lucro, você gosta de jogar RPG, produz material (tanto se for mestre, quanto jogador), e aquilo vira pilha de papel empoeirados ou dados esquecidos em seu HD já intupido de coisas. Então o que você faz? Pensa em publicar tudo isso na internet para mais alguém aproveitar e fazer amigos. É mais ou menos assim que fiz o blog.

Mas quando voltei, qual foi minha surpresa ao procurar os “grandes blogs de RPG” e ver que eles simplesmente desapareceram!

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Difícil como achar um Hobbit nessa dungeon!

Então fui para a antiga lista de e-mail dos blogs (acho que o pessoal novo não sabe nem o que é lista de e-mail mais, certo?), e também sem postagens, e uma das ultimas era sobre uma matéria de como a blogosfera estava morrendo, mas na época muitos disseram que isso não procedia e tal e o assunto morreu (assim como a lista praticamente).

Depois mandei um e-mail para dois amigos aqui da região, o Fernando Fenrir e o Franciolli, antigos autores de blogs, o e-mail segue a seguir 😛

Olá Pessoal,

 Eu estou voltando com meu blog, mas quando fui procurar outros blogs para acompanhar e tal acabei encontrando um grande vazio, exceto pelo rpgista.com.br e uns dois novos (depois da época que parei de blogar) não encontrei quase nada.

 Onde o pessoal está discutindo RPG pela internet?

Existe algum hype de RPG acontecendo no momento?

Quais as grandes editoras?

 Se puderem me ajudar a redescobrir o hobby na internet que parece ter mudado muito desde que parei de surfar o dado virtual…

Então tirando minhas próprias conclusões, e lembrando da rápida evolução que ocorre com o mundo virtual,  as pessoas simplesmente acessam outros tipos de conteúdo (vlogs no youtube, posts do facebook, grupos do whatzup), o que fez com que não houvesse renovação dos autores (é natural autores se cansarem disso e partirem para outra).

Assim a BLOGOSFERA RPGistica hoje é mais um “TAGLINE RPGistica”, onde o que antes era de nicho, hoje é ainda menor.

Outro fator que ainda estou estudando é um encolhimento do Hobby como um todo. Cadê as publicações, Hypes das novas edições de D&D, brigas entre edições e editoras concorrentes, novos cenários…se souberem me avisem que estou procurando mais conteúdo para consumir.

Continuando a dar minha opinião fecal, hoje temos outros mercados de nicho crescendo ainda mais, como o de Board Games. Inclusive a forma como as pessoas gastam suas horas vagas sozinhas mudou, é facebook, vlogs incríveis, whatzup, jogos de celular, infinitas séries…tudo isso deixa pouco espaço para aquele hobby trabalhoso onde a simples tarefa de marcar um jogo consiste em: Esperar que grande parte dos jogadores esteja disponível no dia e horário, que todos se locomovam para um mesmo espaço, façam/atualizem fichas de personagens, para então começar o jogo (cansei até de escrever), seja muito mais complexa do que as outras atividades mais rápidas e tão divertidas quanto.

Mas para fechar de forma mais otimista essa matéria terá uma segunda parte, com minha peneira dos links dos blogs da barra lateral, e ver quantos sobraram nesses tempos escuros para os jogos de interpretação de papel nacional.

OBS: Se você leu até aqui comente o que achou da matéria, e o que acha sobre o assunto, e até a próxima.

OBS2: A imagem que coloquei vi pela primeira vez lá nos Cavaleiros das Noites Insones.

O RPG Como você nunca viu antes…

Posted in artigos with tags , on Janeiro 22, 2014 by rsemente

Huahuauhauha

Campanha de financiamento para o Véu da Verdade – RPG de Sci-Fi

Posted in Notícia with tags , , , on Maio 31, 2012 by rsemente

Copiando do News RPG:

“Foi nos últimos anos do século 21, enquanto a Humanidade foi imerso em uma nova Guerra Fria, que tropeçou em cima deles. Nós não estávamos sozinhos. Pior: que tinha estado sob a supervisão por estrangeiros durante séculos, considerada demasiado primitivo para lidar com a verdade.

E logo lhes deu razão.

A Terra estava mergulhada no caos. Nações quebradas, religiões extinguiram-se, revoltas consumiram o mundo. Milhares de pessoas morreram e a face do planeta mudou.

Mas os seres humanos são adaptáveis. Nós sobrevivemos e estamos forçados a nós mesmos na sociedade galática. Somos espécies subdesenvolvidas da galáxia, a raça inferior, o cidadão de segunda categoria.”

Véu da Verdade – Natureza Humana é um livro de 64 páginas campanha que traz para você:

  • Um dicionário geográfico sobre cada um dos planetas sob controle humano, tanto dentro como fora do sistema solar;
  • Uma atualização em cada um dos principais governos humanos no século 22;
  • Entradas em cada uma das corporações mais poderosas o suficiente para obter a soberania pela ONU;
  • Colônias extra-solares e organizações que ousaram sair de Março Livre e entrar no desconhecido;
  • Regras de Pathfinder Roleplaying Game para o personagem humano, equipamentos de alta tecnologia e muito mais.

Voe para a zona de guerra Saturno, visitar as perigosas ruas de Marte, operar um dos ternos Lester-Campbell de energia e combater nas guerras corporativas das ruas. Ir mais longe do oceano mundial de Toliman, que a União Europeia, os Estados Unidos da América e da Liga dos Mundos lutam pelo controle.

Embora destinado a Pathfinder Roleplaying Game, este é um livro de regras compacta, de modo que não é só facilmente adaptável a qualquer sistema de jogo, mas também uma ótima leitura para os fãs de ficção científica!

Você vai ajudar a Humanidade alcançar as estrelas?

Colabore!
Clique aqui e ajude com o projeto! A meta é de R$3.000,00. Veja os prêmios abaixo:

Financiamento:
Esta campanha tem como objetivo reunir por crowdfunding R$3.000 (cerca de US$1,560) no pagamento de ilustrações do livro, bem como uma tiragem pequena e trabalho de revisão. É também um primeiro passo para produzir um número maior de produtos de qualidade profissional, como este é principalmente um projeto formado por um exército de um homem só. E, acima de tudo, ajuda-me convencer a minha mulher que este tipo de produto vende!

Datas:
Esperamos ter o e-book feito no início de julho (possivelmente mais cedo) e na versão impressa pronto para o envio de um mês depois. Recompensas que incluem as miniaturas não devem tomar mais do que isso.

Metas de crescimento:
O que se conseguirmos mais do que o nosso objetivo? Mais significa mais, é claro!

Se chegarmos a R$4.000 reais (Us$2.083, que, aliás, é o ano do primeiro contato!) Vou escrever uma novela exclusiva que será compartilhada como um PDF com todos os apoiadores. O tema da novela será votada pelos defensores de uma lista de possibilidades após o final da campanha.

Se chegarmos a R$6.000 reais ($ 3125), vou criar uma aventura exclusiva introdutório disponível apenas para patrocinadores. A aventura estará disponível como PDF para todos os patrocinadores e também na impressão de alguém prometer R$ 35 ou mais.

E se a gente conseguir mais? Bem, quem sabe? Vamos descobrir!

Créditos do video (o vídeo se encontra no link):
livro e música: JMBeraldo
Ilustrações: Ig Barros
Flags: K-4

Prêmios:
Por R$10.00 OU MAIS
Approximadamente Us$5. Uma cópia em PDF do Véu da Verdade – Natureza Humana e seu nome como um contribuidor.

For R$15.00 OU MAIS
Aproximadamente Us$8. A recompensa anterior mais uma cópia em PDF do Véu da Verdade – Space Opera Rules and Setting.

Por R$25,00 OU MAIS
Aproximadamente Us$13. Recompensas anteriores mais dois papéis de parede exclusivos!

Por R$35,00 OU MAIS
Aproximadamente Us$20. As recompensas anteriores mais uma cópia de capa mole Véu da Verdade – Natureza Humana. Para apoiadores fora do Brasil, por favor, adicionar um adicional de R$30 ($15) para o transporte e manuseio.

POR R$60,00 OU MAIS
Aprox. US$33. A recompensa anterior + a versão de capa mole Véu da Verdade – Regras Opera Espacial e Ambientação, incluindo uma reportagem exclusiva curto. Esta edição é exclusiva para esta campanha! Para apoiadores fora do Brasil, por favor, adicionar um adicional de R$30 ($15) para o transporte e manuseio.

POR R$130,00 OU MAIS
LIMITADO! Total de 5
Aprox. US$68. As recompensas anteriores e você começa a ajudar a criar uma das colônias extra-solares da Humanidade! Para apoiadores fora do Brasil, por favor, adicionar um adicional de R$30 ($15) para o transporte e manuseio.

POR R$200,00 OU MAIS
LIMITADO! Total de 5
Aprox. US$105. Softcover e versões em PDF da natureza humana e normas e estabelecer mais nossos artistas farão um dos VIPs do livro com base em sua foto! Seja o CEO de uma nação corporativa, um líder revolucionário ou o presidente de seu próprio país! Para apoiadores fora do Brasil, por favor, adicionar um adicional de R$30 ($15) para o transporte e manuseio.

SMRB Fase 2: CEN 022 – 1541

Posted in cenário, resenhas with tags , , , , , on Maio 8, 2012 by rsemente

Vamos ao quarto cenário, mais um sobre o “novo mundo”. Creio que essa tendencia quase ufanista em cerca de 6 cenários, e outros 2 ou 3 falam sobre um novo continente, seja algo valido e inusitado, mesmo quando pelo menos dois RPGs desse tipo se mostraram pouco viáveis (Desafio dos Bandeirantes e Hy-Brazil). Mas uma coisa é certa, desses cenários os que sobreviverem terão muitas novas idéias a introduzirem nos seus próprios cenários.

Ah! não se esqueça de votar aqui.

E veja as outras resenhas aqui.

CEN 022 – 1541

Resumo: 1541 não é como o Brasil que conhecemos nos livros. As riquezas estão lá para quem vencer suas florestas, nativos hostis, feras e monstros.

Quando comecei a ler o material de 1541 pensei: “putz, outro cenário de exploração de novo mundo”, mas principalmente depois que a história passou (praticamente idêntica a colonização do brasil na época das bandeiras e entradas) e começou a descrever os povos ficou evidente que o material estava sendo mais completo que a média.

Enquanto Tetzuseilaoque fala sobre as terras centrais, Terra em Brasa sobre um Brasil já bem colonizado, e Thordezilhas sobre a exploração marítima, 1541 fala sobre exploração de terras selvagens.

O material apesar de ser quase realista em relação a história e personagens, apresenta isso de maneira sóbria e jogável. São apresentadas as variações das classes de acordo com as etnias, e estas são Portugallenos, Hafrikans e Selvagens, mas todos são humanos.

Em seguida o material traz uma nova lista de armas, uma regra de veneno e uma regra de armadura (levando mais em conta o nível, já que não temos armaduras de metal). Por fim uma lista com nomes e alguns efeitos diferentes nas magias, para encaixar mais com o tema sobrenatural do que mistico medieval clássico.

No geral parece ser um cenário bem pé no chão, interessante, mas que ao mesmo tempo me pareceu mais limitado que os demais, já que não apresenta detalhes sobre as intrigas, deuses e futuros incertos. Ele também não apresenta muito bem “um Brasil diferente dos livros”, apenas alguns detalhes são diferentes, principalmente se compararmos com Terra em Brasa e Thordezilhas. Mas acho que o material “cumpriu o objetivo”.

O que fiquei pensando é que se juntássemos os quatro primeiros cenários teríamos um cenário de exploração, guerra (entre europeus e americanos), e aventuras muito melhor do que cada um individualmente, mas na verdade o principal aqui é realmente estamos conhecendo o corpo do que aquela silhueta dos 140 caracteres tentava mostrar.

SMRB Fase 2: CEN 010 – Terra em Brasa

Posted in cenário, promoção, resenhas with tags , , , , , on Maio 7, 2012 by rsemente

Continuando com as resenhas dos 31 cenários da Fase 2 do SMRB, sem contar com o meu (CEN-088 Grandes Guardiões), agora o segundo colocado da primeira fase.

Antes que alguém pergunte, não darei nota para os cenários, mesmo o esquema que a Redbox aprontou seja bem melhor que o da primeira fase e seja massaveiodemais. Mas é claro que todos poderão ver na minha “resenha imparcial” se o cenário ficou bom ou ruim, e principalmente levando em conta que o material deveria ser um mini-cenário para se jogar com o Pocket Dragon e que deveria respeitar o resumo da primeira fase.

CEN 010 – Terra em Brasa

Resumo: Um Brasil colonial fantástico: coronéis e cangaceiros, clérigos e pais do povo, elfos selvagens e anões escravos e os temidos trolls-brasa!

Um dos cenários que mais achei promissor e de inicio posso dizer que ainda é.

O material apresentou a descrição do cenário, abrangendo mais do que o resumo indicava. O cenário não ficou limitado ao nordeste/sertão brasileiro que aparentava focar o resumo, mas descreve um pouco mais colocando as outras regiões do Brasil, mas ainda respeitando a definição de “um Brasil colonial fantástico”.

Traz também uma descrição resumida das outras partes do mundo, o que permite aventuras fora do escopo básico do cenário, incluindo uma fantasia medieval mais clássica e até um cenário oriental elfíco. Isso é bom e ruim, pois as palavras gastas com isso pode ter tirado mais detalhes do cenário do Brasil colonial (como mais explicações sobre os pequenos com falarei a seguir).

Ele também apresentou as raças básicas no contexto do cenário, se encaixando quase que perfeitamente, exceto pelos “pequenos” que não entendi nenhum paralelo com etnia do Brasil colonial. Traz também os meio-elfos, e minha crítica é não ter nenhum meio-anão 🙂

As classes ficaram bem encaixadas, sem precisar de nenhuma modificação.

Traz também uma pequena lista de novas armas, inclusive armas de fogo, com a velha regra de armadura não ajudar a proteger. Terminando traz uma lista de quais criaturas não existem no cenário e quais as modificações das que existem.

Os nomes no geral ficaram bem bacanas, exceto talvez por Januária, Brasiléia e Paulicéia. A ideia da madeira-em-brasa também ficou bem interessante, mas os trolls-brasa apesar de temidos parecem ser criaturas fantásticas como outras, não havendo indicação de quantidade ou ameaça ativa (eles estão atacando os reinos?).

Comparando com o pouco que vi do famigerado Hi-Brazil este tem bem mias potencial, colocando o Brasil medieval com coisas fantásticas, sem apelar para simplesmente fazer um cenário de fantasia medieval com locais e temas brasileiros.

Como mini-cenário ele é muito bem aproveitável, com a únicas reclamações de não limitar muito o cenário e não trazer mais detalhes dos pequenos.

Ah! Não se esqueçam de votar AQUI.

Adaptando a Primeira Era para OD: Raças (Parte 3)

Posted in cenário, raças with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on Abril 19, 2012 by rsemente

Hoje vamos adaptar as raças da primeira era de senhor dos anéis para OD (Old Dragon). Bem na verdade vamos adaptar as raças de OD para a primeira era, devido a alguns problemas que vamos ver a seguir.

As raças do mundo de Tolkien são as mais clássicas possíveis: Humanos, Elfos, Anões e Halfligs/Hobbits. Vamos falar uma por uma e suas possibilidades.

Humanos

Humanos na obra de Tolkien os humanos quase sempre foram guerreiros, e alguns nobres (sem classe no OD – talvez tenhamos que remediar isso futuramente), mas isso não significa que todos devam ser guerreiros. Humanos ladinos apesar de não serem apresentados da forma clássica devem existir (assim como existem hobbtis ladinos), como Aragorn que é o ranger (e apresenta várias habilidades de furtividade e caça). Como falei na matéria passada, se colocarmos humanos com uma linhagem Maiar (assim como Melian gerou Luthien) ele poderá ser qualquer outra classe conjuradora sem problema. Os humanos de Tolkien apresentam todos os alinhamentos possíveis sem restrição.

Elfos

Elfos geralmente são guerreiros ou clérigos, existindo vários exemplos disso nos romances, sem nenhuma restrição. Já elfos magos existem poucos, mas Luthien pode ser considerada uma maga com pegada de barda (uma espécie de especialização). Quanto a um elfo “ladrão” é mais difícil, as os elfos ranges podem ser todos exemplos desse caso (poucos devem se tornar assassinos). Os elfos da primeira era geralmente são ordeiros ou neutros, mas existe um “elfo negro” que com certeza tem um alinhamento caótico.

Hobbits

Já os hobbits na primeira era são mais complicados, pois nunca foi abordada a existência deles nessa era. O relato mais antigo a eles são algumas alusões a eles no inicio da primeira era. Mas apesar disso não impossível de existir, e pode ficar ao cargo do mestre apresentar essa raridade, confundindo-os com crianças ou anões vindas do estremo oriente. Suas classes geralmente seriam guerreiros ou ladrões, mas um hobbit com uma missão divina é bem plausível, e um com poderes mágicos pode ser um descendente de Maiar. Seus alinhamentos poderiam ser os mais variados, apesar da maioria tender ao neutro.

Anões

Esses em sua maioria são guerreiros mesmos, apesar de na primeira era existir exemplos de anões ladrões. Já clérigos e magos é uma situação mais complicada, pois nos romances eles nunca soltam magias, se mostram forjadores de enorme habilidade, podendo seus itens sim causarem efeitos mágicos. Então ao interpretar um anão mago/clérigo jóias, armas e armaduras podem apresentar características mágicas, como o aprisionamento da luz da manhã em uma jóia que faz com que quando liberada confunda os inimigos (um exemplo de leque cromático). Os anões geralmente são bem honrados, mas diversas vezes sua honra exagerada é distorcida e os fazem caóticos.