Origem das Expressões Usando o Google

Posted in artigos, Devaneios with tags , on Fevereiro 20, 2021 by rsemente

Estimulado pelo Nerdcast – 765 – Não vale usar Google 3, fiz uma pesquisa dessas expressões bizarras do nosso português. Obs: não coloquei a explicação, para isso coloquei o link da origem em alguns, e em outros basta assistir o programa.

Peidar na farofa

A expressão original vem da expressão popular “se deve peidar na farofa”, ou seja, se você peidar em uma coisa, como a farofa, estraga o prato. Então, quem estragou alguma coisa, “peidou na farofa”.

Cú d’agua

A origem da expressão é a comparação com o nome dado a libélula, que parece muito feliz quando na presença de água.

http://www.filologia.org.br/xxii_cnlf/completo/cavalinho_de_judeu_THIAGO.pdf

de cú é rola”

A origem da expressão era conotação sexual mesmo, mas que após um tempo se transformou em uma substituição genérica de coisa que não se deseja.

https://pt.quora.com/Qual-o-sentido-da-express%C3%A3o-de-baixo-cal%C3%A3o-de-c-%C3%A9-rola-Eu-sei-como-usar-e-em-quais-situa%C3%A7%C3%B5es-mas-exatamente-o-que-estamos-dizendo-quando-a-usamos

Até o cu fazer bico

A expressão teve origem em outra expressão mais chula “dar até o cu fazer bico”, mas que com o tempo começou a ser utilizada para fazer outras ações de forma exagerada, como “dormir até o cú fazer bico”.

https://pt.wiktionary.org/wiki/at%C3%A9_o_cu_fazer_bico

Pego com a boca da botija

Antigamente as botijas eram usadas para guardar água ou vinho, mas também joias, e quando um ladrão era pego roubando a botija de alguém surgiu a expressão. Há diversas historias de lampião e suas botijas, verdadeiros tesouros do sertão.

http://www.agora.com.vc/noticia/-pegar-com-a-boca-na-botija-

Mais feliz que pinto no lixo

Um pinto no lixo fica muito feliz, pois devido a seu tamanho pequeno consegue entrar e explorar restos de comida inacessível a outros animais, ficando assim muito feliz. A expressão foi imortalizada pelo cantor Jamelão que definiu o estado de espírito do então presidente dos EUA de Bill Clinton que “Estava contente como pinto no lixo”, dançando com monumentais mulatas.

https://www.dicionariopopular.com/pinto-no-lixo/

A Rodo

Expressão original era “pegar a rodo”, que faz a comparação da pessoa com o rodo, que é usado para pegar muita água, pegar a rodo.

https://www.dicionarioinformal.com.br/passar+o+rodo/

Descer na banguela

O termo “banguela” vem da cidade angolana de Benguele, que segundo os relatos seu povo limava os dentes incisivos das crianças. Então o termo foi transponível para quando não se usa os dentes da transmissão em uma descida, para, erroneamente, tentar se economizar combustível, se usa o motor na “banguela”.

https://history.uol.com.br/videos/historia-das-palavras-banguela

Fazer de gato e sapato

A expressão “Fazer de gato e sapato” foi alterada ao longo dos séculos, a original usava o termo “gato-sapato”, que era uma brincadeira semelhante a cabra-cega (ou cobra-cega), onde uma criança era vendada e tinha que pegar outra criança que seria a próximo “gato”, enquanto isso as outras crianças podiam dar sapatadas a vontade no pobre do “gato”.

A brincadeira vendada teve origem na grecia e roma antigas, onde eram chamadas respectivamente de Chalké muia e Musca aenea (que significa Mosca de Latão, esse significado sim provavelmente perdido no tempo), onde a criança vendada tinha que descobrir quem era as demais tocando o rosto, mas poderia adquirir conotações mais ‘quentes’ quando praticada por adultos, o que lembra o gato mia, brincadeira semelhante no escuro.

https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/como-surgiu-a-expressao-fazer-gato-sapato-ou-seria-gato-e-sapato/

Vaca foi pro brejo

Em tempos de seca o gado geralmente vai procurar o pasto mais fresco, que se encontrava nos brejos, e por ser um animal pesado tinha grande chance de atolar e dava muito trabalho, podendo vir até a falecer.

https://www.soportugues.com.br/secoes/artigo.php?indice=57

Pensarna morte da bezerra

Tem duas tem duas histórias para a origem dessa expressão. A primeira e mais plausível, se refere a uma passagem da cultura hebraica, onde o filho do rei Absalão tinha grande apego por uma vaca que foi sacrificada por ordem do pai, e ficou pensando e chorando muito no animal até o fim da vida, ou até tenha morrido por conta da tristeza. A segunda se refere a um possível criminoso chamado de Bezerra em Portugal, que após ser pego por seus crimes teve morte horrível nas mãos da população, que após o ato ficou “pensando na morte do Bezerra”, e que depois se transformou na expressão conhecida.

https://www.significados.com.br/pensar-na-morte-da-bezerra/

Dar com os burros n’agua

Tem origem no fato da dificuldade que os tropeiros (condutores de gados) tentavam atravessar um riacho com os animais, o que era um entrave, “dando com os burros n’agua”.

https://www.gramatica.net.br/origem-das-palavras/origem-da-expressao-dar-com-os-burros-nagua/

A cobra vai fumar

Veio da entrada do Brasil na segunda guerra, onde se circulava na impressa e/ou no povo a expressão “É mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil entrar na guerra”. No entanto, é incerto quem a falou pela primeira vez a expressão, alguns atribuem ao Próprio Getúlio Vargas, que tinha inclinações Nazifascistas, outros a um jornalista carioca, bem plausível diante da sagacidade e malandragem desse povo fantástico, ou até mesmo a Hitler.

https://incrivelhistoria.com.br/a-cobra-vai-fumar-1944/

Fumar as vinte

“As vinte” é referência as vinte tragadas que supostamente consegue se dar com a última parte do cigarro, ou gimba. Não tem nada a ver com as 20 voltas de pólvora (acho que alguém tomou cafezinho de artista).

https://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2006/05/060524_ivanlessa

Nascer de bunda pra lua

Antigamente um bebê quando nasce com a bunda primeiro tinha grande chance de morrer, e caso sobrevivesse ao parto era conhecido uma pessoa sortuda desde criança.

http://meusditos.blogspot.com/2007/07/de-bunda-pr-lua.html

Chorar as pitangas

Existem duas explicações para esse termo. Segundo um filologo do século XIX, Antônio Carlos Lopes, o termo se refere ao significado pitanga em guarani significaria criança, e chorar como uma pitanga, seria como chorar como uma criança. A segunda origem relatada pelo grande brasileiro, e Potiguar, Luís Câmara Cascudo, se refere a expressão portuguesa “chorar lágrimas de sangue” que teria sido adaptada para a expressão em questão em substituição do sangue pela pitanga, que é um fruto pequeno, vermelho, doce e azedo, lembrando uma gota de sangue.

https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/de-onde-veio-a-expressao-chorar-pitanga/

Cheio de nove horas

Quem nos ajuda novamente nessa expressão é o natalense Luís Câmara Cascudo diz que muito antigamente as nove horas era o período limite em que todos deviam estar em casa, então era a partir da li que quem teimava em se encontrava nas ruas eram considerados boêmios e malandros, ‘pessoas cheias de nove horas’.

https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/de-onde-veio-a-expressao-cheio-de-nove-horas/

Onde Judas perdeu as botas

Se refere de fato ao Judas que traiu Jesus, que teria recebido 30 moedas e as guardado nas botas, onde teria escondido as botas em algum lugar muito distante devido a seu arrependimento pela traição, e possivelmente estariam amaldiçoadas (será que o Santo guerreiro de Eduardo Sporh as encontram nos próximos livros?).

https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/onde-judas-perdeu-as-botas.htm

Fazer um pé-de-meia

A expressão veio de fato de uma ação literal que as pessoas antigamente guardavam dinheiro na meia e costuradas e guardadas em gavetas e outros cantos.

https://pt.quora.com/Como-surgiu-a-express%C3%A3o-p%C3%A9-de-meia

Fulano é X9

Existem duas explicações, onde provavelmente uma levou a outra. A mais antiga se refere a um personagem de quadrinho de 1934, o agente X9, que foi publicado no Brasil até a década de 70, e contando com um filme. Nesse caso X9 seria um agente infiltrado. Na segunda explicação X9 era um pavilhão de presos do antigo presídio do Carandiru que teriam cometido crimes hediondos, e por isso tinham que ser isolados dos demais, e acabavam por se tornarem informantes da polícia (só não sei se receberam esse nome devido ao personagem da década de 30).

https://www.significados.com.br/x9/

Zé ruela, ou zé arruela

Possivelmente teve origem que muitos mecânicos acharem que a arruela não serve para nada (apesar de servir pra aumentar a vida útil dos parafusos), então o zé arruela viria a ser um cara que não serve para nada, um otário.

https://portuguese.stackexchange.com/a/5879/9206

Zé Mané

Mané vem de Manoel, e como geralmente Manoel é um nome considerado português, e erroneamente dizem que os portugueses são bobos, ser chamado de Manoel (da Padaria), Mané, ou Zé Mané, significaria uma pessoa abobalhada.

O ó do borogodó

A expressão pode ter sentido positivo ou negativo, dependendo da região ou uso. Mas a origem está na palavra borogodó (provavelmente de origem africana), que significa algo especial, algo que atrai. Dai, o “ó” seria nada demais dentro do borogodó (pois é a letra mais comum da palavra), adquirindo conotação negativa, ou seria a letra mais especial (por ser a última letra, e ser tônica, ou por ser o que liga as outras consoantes), gerando assim um sentido ainda mais especial para algo já atrativo.

https://sitiocasarao.blogspot.com/2015/07/mas-afinal-o-que-significa-o-o-do.html

Na aba

Vem de fato da expressão “aba do meu chapéu”, e foi imortalizada com o sentido de uma pessoa se aproveitando de uma situação na música de 1997 de Martinho da Vila. Mas a expressão também é encontrada em uma quadrinha, se referindo a gotas de chuva que ficaram presas na aba do chapéu.

http://www.qdivertido.com.br/verfolclore.php?codigo=19

Dor de cotovelo

O significado original dessa expressão significa inveja, e vem do ato que até hoje damos cotoveladas nas outras pessoas para que ela “se toque” de sua atitude que está causando inveja no outro.

https://www.soportugues.com.br/secoes/proverbios/dorcotovelo.php

Segurar vela

A origem da expressão é bem próxima da apresentada por Azaghal no Nerdcast, onde na frança medieval um criado era incumbido de segurar a vela para o senhor fazer relações com luz, onde o mesmo tinha que ficar de costas para manter a privacidade do senhor.

https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/segurar-vela.htm

Mapa de Kalymba

Posted in artigos, cenário, mapa with tags , on Fevereiro 17, 2021 by rsemente

Olá grandes Griôs e protagonistas desse novíssimo e grande cenário de RPG nacional!

Fiquei muitíssimo animado lendo as primeiras páginas da versão playteste, disponível para os apoiadores do financiamento, seja no financiamento inicial, que arrecadou com 596 apoiadores R$ 110.685, ou a pré-venda, que arrecadou com 92 apoiadores mais R$ 17.902, que ainda está disponível.

Tão animado que fiz um mapa durante o carnaval, incluindo todos as regiões e cidades descritas no livro, e tentando respeitar todos os pontos de referências, que felizmente, ou infelizmente, não são muitos (até para que cada griô possa criar sua campanha sem amarras).

Mas em fim, aqui está o mapa, que por enquanto conta só com o que tem no livro da parte que li (as primeira 40 páginas que descrevem as regiões de Aiyê, o mundo material), e deixando muitas regiões vazias, onde pode-se colocar novos perigos, regiões mais civilizadas ou o que quer que você queira.

Outro ponto importante é que também levei em consideração uma ilustração do universo cosmológico do cenário, que conta com as quatro andares. Como o mundo matéria fica em baixo, ficou ocultado pelos demais, mas tentei reproduzir com uma certa fidelidade a parte apresentada, criando a parte superior da minha cabeça.

Para finalizar, antes que vocês cheguem no mapa, levei em consideração as dimensões do próprio continente africano, com cerca de 8.000 km do ponto mais ao norte até o ponto mais ao sul, e coloquei uma régua lá em baixo do lado esquerdo. Depois quem sabe não coloco mais alguns detalhes, como uma borda, uma descrição dada por um Griô que criou o mapa, e etc…

É claro que tenho minhas próprias ideias para povoar mais ainda o cenário, e quem sabe vou colocando aqui aos poucos alguns pontos interessantes e atualizando em um mapa “expandido”.

E ai, o que acharam? comentem e mande sugestões, e para quem é apoiador indiquem contradições com o que já foi apresentado.

Kalymba RPG, um novo sopro ao RPG nacional.

Posted in artigos on Fevereiro 8, 2021 by rsemente

Introdução (ou porque RPG de fantasia medieval nunca mais)

Já fazem anos que perdi interesse pelo RPG de fantasia medieval clássico. É um gênero que já foi repetido à exaustão, pelo menos 50% de tudo que é produzido sobre RPG é sobre um mundo medieval tipo europeu com uma pegada fantástica tolkieniana.

Esse blog mesmo era pra ser sobre um mundo tipo D&D, onde de início não haveria muitas novidades pra ser sincero. Cheguei a mestrar algumas aventuras no D&D 3.5 e outras aventuras no Old Dragon, essa segunda já com o viés dos Grandes Guardiões, mas que não cheguei a executar na íntegra. A proposta de Grandes Guardiões era mais inovadora, onde os personagens dos jogadores poderiam ter acesso a companheiros animais realmente poderosos para os jogadores e desafios titânicos, uma mistura de Shadow of Colossus com The Last Guardian. Mas em geral ainda era um mundo D&D like.

Dessa forma, os mundos ‘mediavalóide’ não me agradavam mais. Cavaleiros com armaduras pesadas, magos com robes e chapéus pontudos, elfos tolkienianos…Se for pra jogar em um mundo assim, por que não contar a história em um mundo  clássico, como a Terra Média (cuja campanha que joguei mais saudosista se passou na Primeira Era usando o D&D 3.0), Forgotten Realms, ou até os clássicos nacionais Tagmar e Tormenta?

Talvez por conta disso é que propostas de cenários não medievais, como horror, tenham crescido tanto nos últimos tempos.

Obs: posso estar errado, qualquer coisa coloquem o que acham nos comentários e podemos continuar o debate e até expandi-lo em outras matérias.

Mas…

Kalymba

De quando em quando surgem RPGs que trazem a vasta e rica história e cultura brasileira.  A muito tempo atrás, na verdade um dos primeiros materiais de RPG brasileiros, traziam elementos nacionais como o Desafio do Bandeirantes, e também alguns cenários de mini-gurps, como Entrada e Bandeiras e Descobrimento do Brasil. Algum tempo depois vi um cenário que recriava um Brasil fantástico, o Hi-Brasil. Mais recentemente A Bandeira do Elefante e da Arara e o Orbe de Libra (ainda em financiamento coletivo).

Mas o RPG que mais me chamou atenção foi de afrofantasia Kalymba, “um RPG de ação e aventura épica inspirado nas culturas e mitologias do continente africano”, de autoria do Daniel Pirraça.

De início, o que me chamou mais atenção foi a capa, que de cara me atraiu pelos elementos da cultura africana, como tatuagens, máscaras e até um homem-hiena modafoka!

Pesquisando mais vi que realmente se tratava de uma proposta diferenciada em relação aos outros RPGs de fantasia medieval. Nenhuma das chamadas “raças clássicas” estão no cenário, chega de elfos, anões e halflings/hobbits. Em seguida todo o vocabulário teve um cuidado de apropriar de vários termos trazido pelos africanos em suas diversas culturas e mantido a custo de sangue e luta pelos seus descendentes. O sistema escolhido foi um sistema simulacionista, mas simples e ao mesmo tempo maleável, o +2D6, do Tio Nitro, um sistema que já estava pensando em usar para a nova versão do Omni (em breve).

Apesar do ‘Hack’ ser mais na estética do que nas mecânicas e tipos de histórias, ela é um novo ar para o cenário de aventuras medievais. Ainda vemos armaduras de placas e espadas longas, mas basta imagina-las com desenhos e decorações com motivos africanos. A magia também foi completamente alterada para dar um ar mais africano, com o uso de termos como mandinga, axé e no nome da maioria das magias.

Ainda não li todo o material, que pode ser encontrado parcialmente e gratuitamente no fastplay (56 páginas) na página do catarse para quem quiser conferir, e para quem ajudar no financiamento coletivo pode ter acesso a versão playteste (189 páginas) que está sensacional.

O livro básico conta com 10 raças, algumas com mais de uma variação, como os Azizas e os Obonianos (primatas humanóides), 21 orixás (deuses), 86 mandingas (magias), uma lista bem completa e interessante de equipamentos, regra de criação de personagem, descrição do cenário (mais de 60 páginas), sessão do mestre e 13 criaturas.

Somado a isso tudo é claro que o grande sucesso do financiamento coletivo permitiu trazer uma série de outros produtos, como o livro de aventuras oficiais (acredito que serão 5 aventuras), o livro de contos, o livro para campanhas vilanescas, o Malditos & Mirongas, que também permite ao mestre criar vilões para a campanha tradicional e contar com um bestiário expandido. E ainda tem a HQ, um livro jogo infanto juvenil e um hack de jogo de bolso ou solo (o Kalymbinha).

É claro que é um cenário novo, mas que já começa super parrudo, e tem tudo para ser um dos maiores RPGs nacionais ao longo do tempo, e que finalmente trás um novo sopro de vitalidade cheio da cultura nacional e africana ao nosso querido hobbies.

P.S. Estou ansioso para ver os futuros financiamentos coletivos, quem sabe uma cultura de homens felinos (thundercats?) ou uma adicionando a cultura nativo americana, em específico a tupi guarani, tão importante e ainda mais esquecida que a cultura africana.

Conan, o cimério

Posted in artigos, resenhas with tags , , , on Fevereiro 1, 2021 by rsemente

Como meu primeiro post, de verdade, do ano queria algo que fosse nada mais nada menos épico. E não existe nada mais épico, eu disse NADA, do que Conan, o cimério, o bárbaro, o rei, o ladrão, o mercenário, o pirata, Amra, o leão, o comandante…

Esse personagem do gênero Espada e Magia criado por Robert E. Howard e publicado pela primeira vez dezembro de 1932 foi um sucesso imediato na revista pulp Weird Tales (Contos Estranhos), e foi ao longo dos próximos 5 anos publicado em 26 edições da revista, em 17 histórias onde ele viajava pelo mundo da Era Hiboriana, uma era perdida no tempo de nossa terra, 10.000 ou até 32.000 atrás, onde a magia e criaturas fantásticas andavam lado a lado dos homens e mulheres.

Robert E. Howard (1906-1936), em 1934.

Após a morte trágica do Howard foram descobertos mais 4 histórias, um deles publicado em 1934 em outra revista com um nome que Conan recebeu quando viajou ao lado de seu grande amor, Bêlit, a rainha da costa negra, Amra, o leão. Outros três foram descobertos e publicados décadas depois.

Acredito que, como a maioria das pessoas de minha idade, conheci Conan pelos filmes estrelados pelo astro Arnold Schwarzenegger, ‘Conan, o Bárbaro’ (1982) e ‘Conan, o Destruidor’ (1984), esse segundo reprisado várias e várias vezes na globo, e o primeiro que me lembro.

Capa do filme de 1982, Conan, o Bárbaro, estrelando Arnold Schwarzenegger.

É claro que mais tarde comecei a ler Conan pelos quadrinhos, no inicio da década de 90, e em 2006 adquiri dois livros de Conan da edição da editora Conrad.

Mas só em 2020 que tive acesso a edição brasileira mais fiel da obra original, ‘Conan, o Bárbaro’ da editora Pipoca e Nanquim. Todos os contos originais publicados na revista Weird Tales, assim como os outros quatros contos, e outros textos de Howard, como o poema que descreveu pela primeira vez a terra da Ciméria e outros textos sobre a era hiboriana e seus povos, foram lançados em três livraços, cujas capas estão nessas imagens abaixo, com ilustrações feitas pelo mestre Frank Frazzeta.

Nessas imagens Conan é retratado de forma brutal, com cicatrizes e feições quase bestiais, que como Howard imaginou não era um galã, um pouco diferente do que foi fundamentado nos quadrinhos da Marvel ou no Conan aloirado de Swazernegar.

Outro grande mérito de Howard foi retratar o herói em períodos diversos de sua vida. A primeira e segunda história, ‘A Fênix da Espada’ e ‘A Cidadela Escarlate’, ele já se encontrava como rei da Aquilônia, a maior nação da era hiboriana, na terceira história, ‘A Torre do Elefante’, ele se encontrava como um jovem ladrão na cidade Zamoriana de Arejun, e em seguida ele estava como mercenário no pequeno reino de Khoraja. Isso forneceu um misterioso background de sua vida, onde não existe uma cronologia certa, e muitos lapsos dos relatos das viagens do gigante de músculos de aço através do mundo, onde geralmente ele vem de algum lugar e outras aventuras brevemente mencionadas e termina as histórias em direção ao desconhecido.

Com isso centenas de histórias foram escritas de forma semioficiais ao longo das décadas, os famosos ou infames pastiches, muitas vezes escritas por autores que, não bastando tentar criar uma crônica “oficial”, editavam e republicavam as histórias originais para se encaixar em seus próprios “fanfics”, amenizando a violência e “corrigindo-os” a seus bel-prazeres.

Então, exatamente hoje, 01/02/2021, terminei a 21ª história de Howard sobre o maior herói de uma era perdida, onde ninguém se quer chegou a se igualar, mas muitos percorreram seus próprios caminhos guiados por TwoGun Bob (um apelide de Howard), um trágico homem imortalizado por sua obra, e que inspirou gerações após gerações com heróis não menos notáveis. Entre alguns que se inspiraram em Howard, e mais especificamente em Conan, estão Michael Moorcock e seu Elric de Menilboné, Fritz Leiber e sua dupla Fafhrd e Gatuno (que inspiraram fortemente o D&D, tanto quanto Tolkien).

Em fim, se você tem alguma dúvida se deve ler ou não as histórias de Conan, não tenha dúvida, sente em seu trono, e leia como se estivesse diante do próprio Conan contando suas fantásticas façanhas!

O Pergaminho retornou!

Posted in artigos, Devaneios on Janeiro 31, 2021 by rsemente

Ultimo dia do primeiro mês do segundo ano da década e da pandemia.

Mas, como a ave fênix retornando das cinzas, é o primeiro dia do retorno desse humilde blog.

Fazem 37 meses exatos que alguma coisa saiu aqui, isso por que em 2017 só tivemos uma matéria!

O que aconteceu com esse pobre autor nesses meses todos?

Muita coisa, mas talvez seja melhor elaborar o que não aconteceu.

1) Joguei relativamente pouco RPG, e só mestrei mesmo uma vez no mês passado, até por que 2020 foi bem difícil para todos, e espero que todos estejam bem.

2) Não acompanhei quase nada dessa “Blogosfera RPGistica”, até por que muita coisa mudou, os financiamentos coletivos bombaram pelo pouco que acompanhei, e muitos blogs pararam a atividade ou mudaram de rumo, e sem dúvida os vídeos sobre RPG é que cresceram. Posso até estar errado, a final não estava por dentro, mas vejo diversas campanhas gravadas e compartilhadas on-line, e matérias completas sobre o RPG (resenhas, artigos sobre aspectos específicos do D&D, novos sistemas…).

3) Não comprei nada de RPG. Não por que nada foi lançado, mas porque senti um pouco a polarização do RPG para três coisas: os games retros, sistemas narrativistas, e D&D 5E. Gosto muito dos jogos retros, e o Old Dragon foi havia sido uma das minha ultimas aquisições. Já os sistemas narrativistas joguei algumas vezes mas infelizmente não deu pra sentir a vibe do negócio, mas quem sabe consiga ter uma experiência mais estimulante (quem souber de uma mesa interessante de um sistema assim pode avisar). E o D&D 5E simplesmente não me atraiu, na verdade simplesmente não fui atrás de nada, pois perdi o interesse por jogos ‘D&D like’. Cansei de matar dragões.

E o que esperar do blog daqui pra frente?

Sinceramente não sei, mas vou tentar fazer um slow blog, com resenhas de umas coisas que comprei, fichas de alguns personagens que joguei, e algumas histórias que escrevi.

No mais, se alguém ainda estiver ai lendo alguma coisa, me mandem algumas novidades do que está ocorrendo pela blogosfera rpgística!

GURPS Star Trek

Posted in adaptações, artigos, campanha, raças on Dezembro 31, 2017 by rsemente

Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos… para explorar novos mundos… para pesquisar novas vidas… novas civilizações… audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

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Pois é pessoal, 2017 se passou e esse blog este vagando no limbo do espaço cibernético mais inerte do que a nave de carga Botany Bay!

Se 2016 foi um ano ruim, 2017 foi bem pior, e por isso não consegui ter tempo de produzir nada, exceto preparar um material para uma breve one-shot de Star Trek (um várias one-shots).

E aqui apresento a compilação desse material, ainda bem incipiente para essas aventuras para GURPS.

Materiais Bases

Como o Thiago Hackbath apresentou em sua matéria homônima no rpgista, existem várias tentativas de adaptar esse universo para GURPS, mas a melhor de todas é a adaptação do Marcio Silva, cuja a pagina original não está mais disponível, então por isso o faço aqui (com todo respeito, de fã pra fã):

GURPS Jornada nas Estrelas

Ele contem material detalhado para quase todos os aspectos da série (todas as series até 2000, raças, naves, equipamentos, resumos, uma aventura…), mas como cada fã tem uma ideia própria desse universo é natural que pensemos em alterar um ponto ou outro, então aqui vai minhas adaptações das três espécies mais importantes.

Espécies

Aqui apresento as três espécies mais recorrentes tanto na série original, quanto na séries posteriores. Outras espécies interessantes são os Andorianos, Betazoids e Farengs (para jogos que se passem em 2364 ou depois).

Vulcanos – Adepto da Lógica (136)

ST+7 [+70]
IQ+2[+40]
HT+2[+20]
Vantagens: Noção exata do tempo [+2]*, Audição Aguçada 4 [+4], Longevidade ampliada x2 [2], Cálculos Instantâneos [+2]*, Controle de metabolismo 1 [+5]*, Consumo Reduzido (apenas agua) 2 [+2], Membrana Nictante [+1], Telepatia 2 [+10], Tolerância a Temperatura 1 [+1], Língua: Vulcano (materna) [+6]
Desvantagens: Honestidade [-10]*, Sem senso de humor [-10]*, Pacifismo (apenas auto defesa) [-15]*, Veracidade [-5]*
Peculiaridades: Vegetarianos.
*Caso o personagem não siga a lógica vulcana ele não possuirá as características marcadas. A espécie fica custando 166 pontos.

Klingons (90 pontos)

ST+3 [+30]
HT+4 [+40]
Vantagens: Reflexo em combates [+15], Resistência a dano 1 [+5], Duro de matar 2 [+4], Hipoalgia [+10], Língua: Klingon (materna) [+6]
Desvantagens: Briguento (12 ou menos) [-10], Código de honra (klingon) [-10]

Romulanos (123 pontos)

ST+7 [+70]
IQ+1[+20]
HT+2[+20]
Vantagens: Audição Aguçada 4 [+4], Longevidade ampliada x2 [2], Tolerância a Temperatura 1 [+1], Língua: Romulano (materna) [+6]
Desvantagens: Intolerância [-10]

Naves (em breve)

Também estou tentando adaptar as naves para um sistema, mais simples e intuito, parecido com o sistema de veículos de GURPS 4E. Mas isso fica pra depois.

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Sense 8: Especial de Natal (Resenha)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , , , on Dezembro 25, 2016 by rsemente

Sense 8 foi para mim uma das séries mais fodas de 2016. Ficção científica, ação, crítica social, sexo, drama, aventura, música, humor…qual tema da arte cinematográfica ficou de fora? (Talvez apenas terror ou horror).

A espera por uma nova temporada é um processo longo, meses e meses, principalmente no casos dessas séries do Netflix que todos os episódios saem ao mesmo tempo. E o episódio extra de natal foi uma ótima maneira de revivermos e relembrarmos essa experiência.

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2h, o equivalente a dois episódios e mais um pouquinho, sem muito avanço na trama, apenas aquela tirada: o tempo passou entre uma temporada e outra, mas veja mais ou menos como as coisas se passaram.

Não é um episódio perfeito, não trouxe muita coisa de novo a trama, nem avanços significativos na mesma, mas houveram grandes mudanças nas vidas de alguns personagens.

Também percebemos o dedo das irmãs wachowski em algumas cenas que lembram Matrix, e fico pensando “será que veremos alguma batalha com poder total ou um chosen one?”. É difícil imaginar o que a nova temporada trará de novo, exceto talvez o encerramento dos problemas. Alguma outra anomalia pisiquica, desdobramento temporal dá consciência, aparição de mutantes ou tecnologias mentais novas…bom, já estou divagando demais, agora só me resta se acalmar e esperar pela próxima temporada.

Resenha: A Chegada (Sem Spoilers, Please!)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , on Dezembro 14, 2016 by rsemente

2016 foi um ano singular. Começou ruim e terminou pior. Mas hoje (quando assisti o filme), pelo menos um raio de luz chegou até mim com A Chegada.

Como um filme pode ser tão importante assim dentro de um ano com “terríveis” acontecimentos históricos de enorme importância no Brasil e no Mundo? Esse é o poder que uma arte pode despertar em um ser humano.

Baseado em um conto “A História de Sua Vida”, o escritor abordou no conto teorias cientificas modernas como relatividade e linguística em uma história sobre amor, luto e livre arbítrio que assombra a maioria de nós, usando de pano de fundo o contato com uma raça alienígena.

O filme reproduz esses conceitos, adicionando uma camada sobre politica internacional e como o ser humano é guiado pelo medo em suas ações.

Então como relatividade, politica internacional, linguística, livre arbitrário, politica internacional, contato alienígena e medo podem coexistir em uma obra cinematográfica só? É ai onde acredito residir a genialidade da obra, e a percepção profunda de como tudo isso se encaixa, sem necessariamente ser dito explicitamente no filme, que pode influenciar em quanto o filme pode significar para cada um.

No meu caso muito.

Visualmente o filme é belo, minimalista e sombrio, o que enaltece indelevelmente a mensagem principal do filme.

Para mim entra no topo de filmes de ficção científica como “Contato”, “2001: uma Odisseia no Espaço”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Gattaca” e “A Árvore da Vida”.

Agora é esperar o ano acabar, e desejar que os sonhos para 2017 sejam na verdade previsões…

Resenha Episódio Piloto de Jornada nas Estrelas: A Jaula

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas, TV with tags , , , , on Dezembro 13, 2016 by rsemente

Foi com uma grande surpresa que eu finalmente assisti o primeiro episódio da série audaciosamente responsável por levar mais pessoas à carreira de cientistas e engenheiros que nenhuma outra mídia jamais conseguiu.

A história que me levou a assistir esse episódio apenas agora é longa. Em meados da década de 2000 baixei esse episódio, mas não possui legendas, e nunca cheguei a assistir esse. A uns três anos quando testei a netflix por um mês, pensando na promessa de assistir algumas séries, mas as intempéries da vida não permitiram e a netflix não se manteve. Quando finalmente reassinei a netflix, na expectativa de assistir a série, não a encontrei mais. Cheguei até a reclamar e ligar para a netflix Brasil que me explicou ou que aconteceu (problemas de direitos de distribuição em cada pais).

Então o grande problema da terra ter apenas 24 horas se manteve e não consegui parar para procurar a série e assisti-la…o tempo passou e semana passada recebi a noticia de que a série tinha voltado a netflix!

Assisti o primeiro episódio despretensiosamente, mas fui surpreendido por um roteiro fantástico. Não foi a toa que a série foi aprovada e mantida no ar por três temporadas, apesar de ser sumariamente boicotada pela própria emissora por motivos desconhecidos.

O episódio conta a história de supostos sobreviventes de uma nave espacial cientifica desaparecida a 20 anos, ao qual seu pedido de resgate é detectado pela Enterprise (a nave principal da série). Ao chegar no planeta o Capitão da nave (que ainda não era o famoso Kirk) é atraído por uma armadilha e a verdade é revelada (não vou revelar aqui para não conter mais Spoilers).

O que se segue é uma batalha mental que pode ter inspirado dezenas de obras posteriores, apesar de acreditar que a ideia já tenha sido utilizada anteriormente (obs: não necessariamente devido a esse episódio, mas a outros episódios da série que utilizaram conceitos semelhantes) . “O Homem Que Tinha Tudo (1985)”, “Cidade das Sombras (1998)” e “Matrix (1999)” são alguns exemplos de obras que utilizam alguns conceitos utilizados nesse episódio.

Para ainda fechar com chave de ouro o episódio aborda temas sobre a natureza do espirito livre dos seres humanos, apresenta mulheres capazes de estarem de igual de igual para um homem, e apresenta uma trama cheia de reviravoltas brilhantes. É um episódio que me fez revisitar diversos questionamentos sobre a natureza humana.

Para uma história criada a mais de 50 anos, foi uma grande surpresa, e vale a pena assistir para ter um vislumbre de toda a genialidade do Gene Roddenberry, o eterno pai da série.

D&D 5E em português de Graça

Posted in Notícia, personagens, regras with tags , , , , , on Janeiro 20, 2016 by rsemente

capa 1

A capa da versão nacional!

Olá a todos!

Mais uma matéria de notícia velha, mas que para mim é novidade, um material gratuito de D&D 5E, que não acompanhei nada.

Na verdade o titulo é um pouco sensacionalista e deveria ser: Regras Básicas para D&D 5E para jogadores em português e de graça feito pela Wizards of the Coast, e traduzido pelo pessoal do grupo do Facebook D&D Next.

Os links para baixar o manual básico são:

http://www.4shared.com/postDownload/Oca8Zj2ice/DD_5E_-_Regras_Bsicas_para_Jog.html

E as versões em ingles, que também te o manual do mestre, com alguns mosntros:

http://media.wizards.com/2015/downloads/dnd/BasicRules_Playerv3.4.pdf

http://media.wizards.com/2015/downloads/dnd/DMBasicRules.pdf

Aqui você também encontra a ficha editável, com um personagem já incluso (veja a baixo).

D_and_D_5th_-_Ficha_Traduzida_e_Editavel

Nessa ficha coloquei Heödred, que publiquei na matéria análoga de GURPS 4E. E também fiz ele para D&D 5E (mas sem link para materiais e tal).

E fiquem de olho no blog que em breve vou colocar aqui o conto que prometi baseado no mapa que coloquei da nova coluna, os mapas draconicos.

capa 2.png

E a “capa” da versão america.

Mapas Dracônicos – 01

Posted in mapa with tags , , , , , on Janeiro 18, 2016 by rsemente

Vou iniciar nessa fase do blog uma nova sessão, uma sessão de mapas, mas com a proposta de trazer mapas mais funcionais e bonitos do que dungeons aleatórias. Evidentemente terá algumas um pouco aleatórias, mas que tenham alguma coisa muito especial, além da arte.

Minha inspiração foi procurando por fotos para um personagem, e encontrando um mapa legal em forma de tutorial. Então fuçando um pouco mais fui achando mais e mais mapas, e inclusive encontrando uma sessão de mapas similar a que estava planejando da Confraria de Arton.

Então nada mais junto do que colocar aqui o mapinha tutorial que me levou para esse revival de mapas (antigamente a internet não compartilhava mapas tão bem).

Sim vale a pena dizer que esses mapas não serão meus em sua maioria, e que tentarei trazer um pouco da ideia do criador (e o link para a ideia original), e um opção nova criada por mim.

MAP 1:Tutorial do Dyson

draw-dungeons-like-dyson

Esse mapa é bem simples, mas mostra de forma interessante o processo de criação do grande Dyson, do site Dyson’s Dodecahedron. Ele explica esse processo com ainda mais detalhes aqui.

A forma mais simples de usa-lo é como  como uma torre em ruínas, que foi construída perto de uma caverna, e os criadores foram escavando até encontrar a caverna e utiliza-la como ponto de  fuga, mas algo terrível aconteceu e a mesma foi abandonada.

O por que um grupo se esconderia ai podem ser diversos: Covil de ladrões com uma pessoa sequestrada? O tesouro do antigo dono? Seria uma torre de um mago? um templo de um deus morto? Uma torre de vigia de uma antiga civilização? Um simples torre que foi destruída para se tornar o covil de um dragão jovem-adulto?

Espero que gostem das idéias e possa utilizar ou se inspirar nos seus próximos jogos de RPG!

OBS: Vou ver se utilizo esse mapa de inspiração para a criação de um pequeno conto do Matsu Raidan, personagem de L5R que descrevi na matéria passada, o que será um desafio, pois não tem nada a ver com um mapa oriental 😛

L5R: Matsu Raidan

Posted in personagens with tags , , , , , , , , , , on Janeiro 15, 2016 by rsemente

Personagem para Legend of Five Ring 4 Edição

Seguindo com mais um artigo sobre personagem, como o de Commalinus Iron Wood, Esse personagem foi criado para uma campanha que começou em novembro de 2015, uma campanha com personagens já relativamente experientes (80 pontos iniciais). Mas para ter uma boa quantidade de material resolvi fazer a ficha dele como se fosse um personagem básico inicial, e com o tempo ir atualizando a ficha do inicio do jogo e a ficha em andamento.

Ele é um Bushi do clã de Leão, da família Matsu, por enquanto esses são os dados básicos do personagem. Então podem ficar com a ficha em PDF.

Matsu Raidan (Ficha em PDF)

O desenho do personagem segue a baixo.

Raidan 2

Na próxima matéria sobre o personagem o histórico mais detalhado e um pouco sobre a campanha.

RPG: Racismo, Preconceito e Gay.

Posted in artigos, Devaneios with tags , , , , , , , , , , , on Janeiro 8, 2016 by rsemente

Obs: não abordarei todas os tópicos do título, pelo menos não nesse artigo, e serviu por enquanto mais como uma forma de  trocadilho com o nosso Roleplaying Game (RPG).

Antes de continuar a conversa gostaria de que nesse exato momento pensem, e respondam: Eu sou branco ou negro?

Agora pensem se sou heterosexual ou homosexual. Homem ou Mulher.

Depois coloquem nos comentários as respostas que dariam sinceramente.

Esse post não me veio para seguir a onda puramente dos embates e debates que estão ocorrendo sobre preconceitos no geral, seja racial, sexual ou religioso.

O estopim para escreve-lo foi esse vídeo dos Melhores do Mundo:

E vendo as imagens das prateleiras algo dentro de mim estalou (e me fez escrever essa matéria).

Devo revelar agora que meu filho é negro, e agora vocês ainda devem manter a suspensão de dúvida, e não se devem influenciar por isso ao continuarem a pensar nas respostas das perguntas iniciais, afinal existe um mundo de possibilidades onde qualquer um possa ter um filho negro.

Quando vi o vídeo do MdM, lembrei de quando nesse natal de 2015 ele ganhou um boneco do Mace Windu, e se impressionou quando percebeu que o boneco era negro. E também percebi com o passar dos dias que se tornou um dos bonecos prediletos dele.

Voltando um pouco no tempo, durante todo esse ano de 2015, apresentei a série de Star Wars, começando pela trilogia clássica, depois um pouco dos desenhos legos do youtube, mas ainda não apresentei a trilogia prequel nem os desenhos, e só agora recentemente levei ele para ver O Despertar da Força (ou seja, ele não ainda não viu a segunda trilogia).

Mas nada disso fez com que ele não criasse um vinculo com o boneco do Mace Windu.

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Personagens bons por si só (e atores bons é claro), que poderiam ser interpretados por atores brancos sem diminuir seu papel na trama.

A questão do reconhecimento da cor dele, em relação ao mundo que ele vive que é predominantemente “branco”, seja na família, escola, e entretenimento em geral, já o fez questionar a própria cor algumas vezes, isso sem ele ser perguntado diretamente sobre o assunto, o que demonstra de forma inequívoca a polarização do mundo em que vive ser “branco” e de predominantemente de classe média alta.

Também acredito que ele nunca tenha sofrido preconceito diretamente, ou pelo menos não que eu tenha visto (ele estuda na mesma escola com a mesma turma desde 2 anos, e agora está com 5 anos), ele sentiu de alguma forma que o mundo ao seu redor excluí sua etnia, e se sentiu incomodado por isso.

Alguns podem comentar que estamos vendo problema onde não tem, onde o caso não é preconceito, e sim que o personagem não é tão legal e por isso não vendeu. Vejam que as vendas começaram bem antes da estréia do filme, e que segundo os trailers mostrava ele como um Jedi que encarava o Kylo Ren em uma luta de sabres. Vendo por esse aspecto ele deveria ser o protagonista e ter vendido bonecos por causa disso.

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Outros podem tentar justificar que quando o filme foi lançado e essas expectativas não foram atingidas, acabou gerando o encalhe. Mas ele ainda assim é um personagem importante, com um pouco de alivio cômico (que achei desnecessário, pois o leva próximo ao limite do Obligatory black guy, mas o Han Solo também era um pouco assim, certo?), e também tem grande importância para o sucesso da trama, e inclusive conseguindo acertar um golpe no Kylo Ren -STAR WARS OFF TOPIC MODE ON- que aparentemente usa uma boa armadura sith para não cair aos pedaços como acontece com nos outros filmes. Acho que ou isso ou os sabres de luz do próprio Kylo e do Anakin estavam com problema, sendo que este ultimo pode estar com a pilha fraca 😛 -STAR WARS OFF TOPIC MODE “OFF”.

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Felizmente acredito que o mundo, nesse aspecto, está melhorando, e que esse racismo não é consciente (o que pode ser até mais perigoso que o racismo consciente). Hoje temos até mulheres e negros como presidentes de grandes países, mas devemos ficar atentos, e aprender a tolerar o diferente, seja a cor de pele, o sexo, preferencia sexual, religião ou o que for, e mesmo que se sintamos atacados por algum grupo de alguma forma.

Não devemos agir da mesma forma, combatendo preconceito com ódio, por mais que o preconceito seja realmente forte. só devemos levantar o dedo se for para nos defender de ataques que possam prejudicar nossa integridade física, pois a integridade moral deve continuar inabalável independente das palavras e ações, e nos balizar pelas leis para punir quando adequado, mas sem nunca descer a mesma lama que alguns chafurdam.

Outro ponto que sei, e gostaria de deixar claro, é da origem histórica do problema da existência de poucos negros na classe alta/classe média alta, e que apesar das políticas anti-racistas serem relativamente recentes, devemos tentar acelerar esse processo de inclusão social, certo. E também concordo que devemos resolver outros problemas, como a descriminação com pobres, mulheres e outras minorias em geral.

Sobre o “RPG” no RPG, bem vou deixar outras questões sobre isso para uma segunda parte da matéria (como a falta de bonecas da Rey), pois está já está enorme, e até a próxima.

Sim, também não vou revelar agora as respostas da perguntas iniciais, isso pode ficar com vocês em vossas imaginações.

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Linha de bonecos menores e mais articulados. Será que os dois primeiros encalharam?

BLOGOSFERA RPGistica, cadê você?

Posted in artigos with tags , , , , , , , on Janeiro 6, 2016 by rsemente

Pois é nerdaida, voltamos com o blog, e uma das coisas mais legais do hobby era socializar com os outros autores. Veja bem, isso não dá lucro, você gosta de jogar RPG, produz material (tanto se for mestre, quanto jogador), e aquilo vira pilha de papel empoeirados ou dados esquecidos em seu HD já intupido de coisas. Então o que você faz? Pensa em publicar tudo isso na internet para mais alguém aproveitar e fazer amigos. É mais ou menos assim que fiz o blog.

Mas quando voltei, qual foi minha surpresa ao procurar os “grandes blogs de RPG” e ver que eles simplesmente desapareceram!

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Difícil como achar um Hobbit nessa dungeon!

Então fui para a antiga lista de e-mail dos blogs (acho que o pessoal novo não sabe nem o que é lista de e-mail mais, certo?), e também sem postagens, e uma das ultimas era sobre uma matéria de como a blogosfera estava morrendo, mas na época muitos disseram que isso não procedia e tal e o assunto morreu (assim como a lista praticamente).

Depois mandei um e-mail para dois amigos aqui da região, o Fernando Fenrir e o Franciolli, antigos autores de blogs, o e-mail segue a seguir 😛

Olá Pessoal,

 Eu estou voltando com meu blog, mas quando fui procurar outros blogs para acompanhar e tal acabei encontrando um grande vazio, exceto pelo rpgista.com.br e uns dois novos (depois da época que parei de blogar) não encontrei quase nada.

 Onde o pessoal está discutindo RPG pela internet?

Existe algum hype de RPG acontecendo no momento?

Quais as grandes editoras?

 Se puderem me ajudar a redescobrir o hobby na internet que parece ter mudado muito desde que parei de surfar o dado virtual…

Então tirando minhas próprias conclusões, e lembrando da rápida evolução que ocorre com o mundo virtual,  as pessoas simplesmente acessam outros tipos de conteúdo (vlogs no youtube, posts do facebook, grupos do whatzup), o que fez com que não houvesse renovação dos autores (é natural autores se cansarem disso e partirem para outra).

Assim a BLOGOSFERA RPGistica hoje é mais um “TAGLINE RPGistica”, onde o que antes era de nicho, hoje é ainda menor.

Outro fator que ainda estou estudando é um encolhimento do Hobby como um todo. Cadê as publicações, Hypes das novas edições de D&D, brigas entre edições e editoras concorrentes, novos cenários…se souberem me avisem que estou procurando mais conteúdo para consumir.

Continuando a dar minha opinião fecal, hoje temos outros mercados de nicho crescendo ainda mais, como o de Board Games. Inclusive a forma como as pessoas gastam suas horas vagas sozinhas mudou, é facebook, vlogs incríveis, whatzup, jogos de celular, infinitas séries…tudo isso deixa pouco espaço para aquele hobby trabalhoso onde a simples tarefa de marcar um jogo consiste em: Esperar que grande parte dos jogadores esteja disponível no dia e horário, que todos se locomovam para um mesmo espaço, façam/atualizem fichas de personagens, para então começar o jogo (cansei até de escrever), seja muito mais complexa do que as outras atividades mais rápidas e tão divertidas quanto.

Mas para fechar de forma mais otimista essa matéria terá uma segunda parte, com minha peneira dos links dos blogs da barra lateral, e ver quantos sobraram nesses tempos escuros para os jogos de interpretação de papel nacional.

OBS: Se você leu até aqui comente o que achou da matéria, e o que acha sobre o assunto, e até a próxima.

OBS2: A imagem que coloquei vi pela primeira vez lá nos Cavaleiros das Noites Insones.

Commalinus Iron Wood

Posted in artigos, personagens with tags , , , , , , , , , , , on Dezembro 30, 2015 by rsemente

Personagem para GURPS 4E Velho Oeste

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Este é um personagem pelo qual tenho grande apreço, foi meu primeiro personagem pra uma campanha de RPG após mais de dois anos sem jogar nada. O personagem foi criado tendo apenas alguns detalhes sobre a campanha, como seria GURPS 4E, 150 pontos (40 de desvantagens e -5 peculiaridades), e ambientada em 1867, chamada depois de The Last Frontier.

A Ficha inicial pode ser encontrada logo abaixo – acho (a ficha mais antiga que encontrei tinha 163 pontos, então removi alguns para dar 153). Fiz uma boa história (que se encontra mais abaixo), por isso ganhei mais 3 pontos.

O personagem foi fortemente baseado no Jonah Hex da DC, com as maiores diferenças que vestia preto (:P). Inclusive possuía a mesma aparência, mas se fosse recriar hoje, seria um pouco diferente, com a desfiguração de todo o maxilar inferior e não de metade do rosto (ilustrei isso na imagem a cima).

O mais legal desse personagem é que ao longo do jogo ele foi se moldando em algo completamente diferente do personagem do quadrinho (não tão diferente), até pela diferença da campanha que mostrarei em futuros artigos sobre a mesma. Isso fez com que eu começasse a escrever as aventuras sobre o ponto de vista dele em formato de pequenos contos (como se escritas pelo próprio personagem), o que gerou uns 10 contos, que postarei em matérias futuras.

Obs: Esse personagem tem um pequeno “easter egg”, se alguém descobrir e comentar eu revelo.

Ficha em PDF de Commalinus Iron Wood em 1987

cammalinus frente 1

cammalinus costas 1

História

1840 – Nasce no Kansas.

1855 – Começa o Kansas sangrento. Foge da fazenda de seu pai no Kansas.

1855 – Entra para o grupo de abolicionistas de John Brow.

1856 – Batalha de Osawatomie.

1859 – Consegue fugir após a derrota de John Brown.

1860 – Se alista ao exército da união.

1861 – Começa guerra civil

1864 – Rosto desfigurado. Fica em recuperação até o fim da guerra.

1865 – Fim da guerra civil. Matou sua esposa e amante.

1867 – Dias atuais. Compra do Alaska.

Em 1840 nasce Commalinus, filho de um fazendeiro escravista. Ainda quando jovem foi pego na cama com uma escrava eu foi chicoteada pelo seu pai, e vendida logo em seguida. Quando a guerra do Kansas Sangrento começa, inicialmente com pequenas escaramuças com pequenas baixas, ele não concorda com a escravidão e liberta escravos de seu pai, fugindo com eles.

Assim, em 1855, ele entra para o grupo de antiescravistas de John Brown, chegando a participar em 1856 da batalha de Osawatomie. Em 1859 ele participa do ataque de Harpers Ferry e consegue fugir após a derrota do grupo e prisão de John Brow, levando com ele as armas que até hoje carrega.

Em 1860 ele retorna para o Kansas após a morte do pai, herda sua fazenda e no final do ano se casa com uma moça local. Commalinus não se adaptou bem a vida da fazenda, e quando as movimentações de recrutamento durante as tensões pré-guerra civil começaram, ele entra para o exercito da união deixando sua esposa a cuidar de sua fazenda.

Durante a guerra ele galgou pouco a pouco os níveis hierárquicos do exercito da união, mas como teve uma criação mais próxima ao sul, sempre manteve um código de honra na batalha, isso o levou em 1864 a um trágico desfecho de sua carreira militar.

Quase ao final da guerra, quando seu oficial mandou a ordem para que seu pelotão utilizasse uma gatling contra solados inimigos que haviam se rendido, ele tentou impedir o massacre, o que fez o oficial grudar seu rosto na gatling enquanto massacrava os derrotados como punição, queimando e desfigurando seu rosto.

Em sua longa recuperação, e com metade de um hediondo rosto, ele foi dispensado, e retornou para casa em 1865, apenas para descobrir que sua esposa estava com outro. Durante a raiva ele foi matar o traidor, sua esposa tentou protegê-lo e morreu junto, os dois com um único tiro de sua colt dragon.

Foi preso e durante o julgamento foi parcialmente inocentado, mas não em sem indenizar a família das vitimas com o dinheiro da venda de sua fazenda. Mas o pior dano foi sua alma, que agora, assim como seu rosto, havia morrido pela metade.