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Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 6)

Posted in contos with tags , , on Março 12, 2012 by rsemente

As coisas começaram a esquentar em Gliese, então não perca mais uma parte deste conto.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 6)

Em questão de um minuto cheguei na borda da cratera, a luz enviesada da estrela já tingia a borda, permitindo ver qualquer vulto que chegasse próximo de mim, e isso não demorou.

Logo depois de minha chegada, vi pelos menos quatro criaturas de dois metros de altura, e um corpo esguio, quase achatado verticalmente. Suas bocas eram enormes, quase coladas ao tronco, tinham dentes enormes retorcidos de forma quase incompreensível para mim, e junto com uma cabeça que pareciam ter quatro olhos, dois de cada lado, formavam uma criatura aterrorizante impulsionada por suas quatro fortes patas e uma calda grossa, sempre serpenteando de forma repulsiva.

Elas provavelmente são mais adaptadas que eu a esse planeta, e se correr conseguirão me pegar mais cedo ou mais tarde, só me resta ficar e lutar contras tais criaturas, que não se pareciam nem um pouco civilizadas ou inteligentes para merecer minha compaixão. Com sorte precisarei penas de um golpe para cada uma.

Elas se moviam ao meu redor, se camuflando com a vegetação mais alta, e caminhando quase perpendiculares ao sol, tentando evitar que visse seu corpo esguio lateralmente. Procuravam sempre o lado frontal, cuja silhueta era bastante delgada e poderiam tentar não serem vistos.

Sabiam que eu não era tão indefeso, mas sabiam que podiam me abater. Parecia que teria pouca chance, tinha certeza que poderia abater dois, com sorte três, mas os quatro que estavam ao meu encalço seria bem difícil sair vivo, impossível sair ileso.

Eles continuariam seu movimento, até se aproximarem cada vez mais de mim, se quisesse ficar vivo teria que dar o primeiro passo e o primeiro ataque, e o fiz.

Dei o salto mais forte que conseguiria, em direção a criatura mais próxima que conseguia ver. Com esse movimento percebi que todos agora vinham em minha direção. Alcancei o meu primeiro alvo, e com um só golpe cortei sua corcunda camuflada em formato de folha. Ele se debateu de dor e fugiu.

Um segundo conseguiu me alcançar quase que instantaneamente e pulou em minhas costas e mesmo a resistência de minha roupa construída átomo a átomo não conseguiu resistir, ele rasgou minha roupa com as quatro patas, encravando parcialmente suas garras em seu corpo, mas felizmente a maioria causara arranhões superficiais, apenas um conseguiu cravar um pouco abaixo de minha pele e cortar o músculo, liberando um grande filete de sangue.

CONTINUA…

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Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 5)

Posted in contos with tags , , on Março 6, 2012 by rsemente

Mais uma parte do conto como prometido.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 5)

Parei, tentei escutar alguma coisa, imaginava se aquela criatura teria algum tipo de visão no escuro, e se tivesse o quanto eu estava em apuros. Teria que igualar a apostas, deixar o que quer que fosse no mesmo nível que eu.

Fechei os olhos e ativei um dos bastões químicos, jogando-o automaticamente para a direção em que vinha o barulho.

A cena era grotesca, via um amontoado de carne e ossos retorcidos, em um montículo de dois metros de altura, ali havia ocorrido um banquete bestial, e agora eu deveria estar próximo a me tornar a sobremesa.

Puxei a espada, e olhei ao redor, não via nada, mas a luz iluminando os restos do banquete parecia ter ajudado em alguma coisa, começava a ver vultos ao redor da tocha química, vultos que espreitavam para conhecer “o que era aquilo que brilhava em nossa comida“.

Se tinham força para abater um criatura cujo os restos tinha dois metros, penso que a criatura original poderia ter pelo menos uns quatro metros, e que qualquer coisa, ou grupo de coisas teriam força suficiente para me caçar e abater.

Comecei a recuar, cautelosamente, ainda não ouvia nenhum barulho, a não ser o do chiado do bastão queimando como se ele devorasse o próprio ar, em breve ele ia se apagar, e possivelmente com ele eu iria estar mais próximo de desaparecer.

Estava bem mais distante da cena animalesca, mas sabia que estavam me procurando, pareciam saber que alguém, ou alguma coisa deveria ter acendido aquela luz. Sentia também uma movimentação sorrateira por todas as partes, eram pelo menos três criaturas, desconhecidas.

Bastou um passo em faço para que o som abafado de galopes pesados ecoassem em minha direção. Me virei para correr com toda minha velocidade, e assim que me preparava, uma delas já estava na minha frente. Não conseguia a ver, mas sabia que estava lá. Não se era o cheiro ou algo mais, mas sabia que estava lá, e pelo menos outras duas estavam ao meu encalço.

Puxei em um só movimento minha espada, e com o mesmo movimento de saque, cortei qualquer em minha frente. Senti que tinha acertado algo, e logo depois ouvi o som do baque daquela coisa caindo em duas partes no chão. Agora tinha que fugir.

Corri o Maximo que pude, dando passos cada vez mais largos, utilizando toda minha força, dando passos que pareciam saltos mais altos, até que não corria mais, saltava. Não sei se era o costume de viver em ambientes de baixa gravidade, ou se era simplesmente o treinamento em gravidade aumentada, mas aquilo surgiu para mim como se fosse o movimento natural para mim naquele planeta.

CONTINUA…

Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 4)

Posted in contos with tags , , on Março 5, 2012 by rsemente

É isso meus amigos, pela primeira vez falhei com vocês e não publiquei este conto na semana passada, por isso hoje e manhã haverão partes do conto novas. Os motivos são muitos: Concurso da Secular Games, Inicio do Ano, Fim do ano letivo na faculdade (greve é foda)… mas depois de quase um ano sem problemas acho que posso falhar uma vez, certo?

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 4)

O relevo também ia se tornando mais acidentado, o efeito da água talhava pequenos riachos congelados, que depois iam se tornando rios, e iam escavando o gelo e o chão abaixo dela. Eram rios sinuosos, provavelmente devido a vegetação perpendicular ao movimento da água, que tendia sempre para a parte mais quente do planeta. Isso porque a parte escura parecia ser um pouco mais elevada que a luminosa, devido ao acumulo de gelo ao longo das eras.

Algumas formações mais elevadas começavam a surgir no horizonte, não chegavam a ser montanhas, mas colinas ou serras. Parece que a quantidade de elementos mais leves do planeta não contribuiu para a formação de uma grande atividade geológica na superfície.

Imagino o quanto mais raro era encontrar metal no planeta, e por isso mesmo dificultando qualquer criação de tecnologia mai avançada. Isso atiçava ainda mais minha curiosidade sobre o sinal que chegou até a terra, sobre os brilhos de luz que vi no espaço, e também sobre os feixes de raios que pareciam forma uma rede de comunicação entre os vários planetas desse sistema estelar.

Começava a escalar uma das colinas que formavam o que parecia uma serra, o que encontraria do outro lado?

A escalada até foi fácil, mas não foi fácil ver o que havia do outro lado. Uma enorme cratera era formada entre algumas colinas, e os rios desciam por elas até formar um lago. Aqui a vegetação era mais escassa, pois era mais escuro, mas podia ver alguns brilhos ao redor dos rios. Não era o que via que me preocupava, mas o que escutava.

Urros macabros ecoavam pela cratera e entre as colinas, era como se estivessem realizando uma matança naquele local. Não conseguia ver exatamente qual a fonte do barulho, nem se de fato era de um ser vivo ou o puro barulho do vento por entre as fendas formadas pelos rios. Mas tinha que descobrir.

Desci cautelosamente a parte interna da colina, tentando ouvir de que lado o som vinha. Segui do jeito que pude, algumas vezes tropeçava em pequenas vegetações, mas o maior problema eram as grandes vegetações, que aqui na cratera mal iluminada cresciam de forma desordenada, algumas quase que deitadas, tentando capturar o Maximo da pouca luz que passava pelas bordas da cratera.

O barulho aumentava a medida que eu me aproximava, dando cada vez mais a impressão de ser um banquete animalesco, e de repente parou, o que quer que seja deve ter me escutado, e agora eu era a presa.

CONTINUA…

Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 3)

Posted in contos with tags , , on Fevereiro 20, 2012 by rsemente

Hoje é véspera de carnaval, e a conexão da internet é bem baixa, por isso fica ai o conto, mas sem imagens. Até próxima semana.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 3)

Fora isso não parecia haver mais nada na região, e sabia que nunca iria anoitecer ou conseguir apagar a iluminação como se apagava a luz de minhas acomodações na nave Fermi. Depois de tudo que passei, precisava dormir. O melhor canto ainda era o interior da nave, que ainda não estava congelado.

Acordei, realmente estava cansado, pois havia dormido muito, não sei quanto tempo, mas não dormi tão bem, tive sonhos estranhos, sonhos alienígenas, era estranho. Pela primeira vez dormi fora da nave Fermi, pela primeira vez dormi em um planeta.

Sai da nave Columbiad, nada parecia ter mudado, não que isso importasse para mim, mas gostava de saber que se quisesse poderia entrar na sala de simulação e viver um pouco como na terra, passando alguns dias sob um céu azul, e o Sol correndo por ele até se esconder, e depois mostrar as estrelas e no outro dia ver o Sol se por. Quando era criança, minha mãe costumava me levar mais para o simulador, mas depois que ela se foi parei mais de ir, era triste não tê-la por perto. Agora sentia falta dela, e falta de poder voltar no simulador.

A nave Columbiad estava ocupada com grande quantidade de equipamentos de exploração, infelizmente poucos eram analógicos e não precisavam de eletricidade, os únicos que funcionariam no planeta. Peguei binóculos normais, uma corda de alguns metros, ganchos, uma ferramenta multi-propósito, alguns bastões luminescentes de emergência, e a espada de mono filamento, é claro. Agora estava pronto para caminhar e explorar o planeta.

 Se quisesse sobreviver teria que ir para partes mais quentes do planeta, e também descobrir se essas plantas púrpuras eram comestíveis ou davam algum fruto. Antes de partir protegi a nave com o pára-quedas, que também poderia ajudar a camuflagem caso algum alienígena hostil surgisse.

Foi assim que comecei minha jornada.

Caminhei por horas, a medida que seguia para a parte mais quente do planeta, as chuvas iam aumentando, esperava apenas que não acontecesse outra geada. Mas pelo menos a água parecia ser potável, não arriscaria antes da água de meu cantil acabar.

CONTINUA…

Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 2)

Posted in contos with tags , , on Fevereiro 13, 2012 by rsemente

Hoje consegui enviar mais uma parte a tempo, mas estou com bastante dificuldade em colocar novas imagens.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 2)

Estava frio, agora que minha armadura era um peso morto, eu estava com uma simples roupa de tripulação da nave Fermi, isolante térmica e capaz de sustentar uma pequena atmosfera isolada, mas bastante flexível e confortável, nada de mais.

Prestei atenção pela primeira vez no ar, era pesado, tinha que fazer mais força para respirar a quantidade que estava acostumado, mas não sentia que precisava, algo me dizia que possuía mais oxigênio que o normal, e que mesmo a menor quantidade de ar faria suprir todas minhas necessidades.

A gravidade também era um pouco maior, quase nada maior, no final apenas isso não me faria cansar nem um pouco, visto que tinha treinado para suportar gravidades bem maiores, até três vezes maior que a da terra. Um humano normal aqui poderia ter mais dificuldades, não poderia carregar muito peso, seria como se levasse consigo uma carga equivalente a dez por cento de seu peso continuamente.

O céu estava coberto por nuvens, que adensavam a medida que se aproximavam de onde estava, a zona congelada do planeta. Na verdade estava na borda dessa zona, em uma parte que um humano agasalhado poderia sobreviver algumas horas antes de necessitar de abrigo e aquecimento.

O local era uma planície com uma espécie de vegetal púrpura, com nervuras negras comprovavam que era algo biológico. Toquei o solo para sentir sua composição, e após cavar uma leve camada de neve e gelo, parecia com a mesma terra utilizada no jardim da nave Fermi, sendo que um pouco mais fina e clara.

As plantas púrpuras tinham formato de folhas, com a espessura tão fina quanto um dedo mindinho, sendo que saiam diretamente do chão, não tinham caule, e eram enormes para uma folha. Aqui a maioria tinha tamanho pequeno de mais ou menos um metro, mas avistava outras maiores, sendo que em bem menor quantidade.

Apesar de sua frágil aparência alienígena, sua estrutura era ainda mais alienígena, apresentando uma superfície queratinosa com resistência quase sobrenatural para uma planta tão fina, pois era capaz de fazer uma boa força, dobrando-as em grandes arcos e só depois de começar a torcê-los pude começar a quebrar-las.

A vegetação era disposta em um estranho formato, com todas as plantas viradas com a superfície em direção a estrela, e nenhuma ficava completamente a sombra da outra, formando um espaçamento completamente alienígena, não parecia em nada a vegetação da terra que conhecia em fotos ou no jardim da nave Fermi.

CONTINUA…

Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 1)

Posted in contos with tags , , on Fevereiro 7, 2012 by rsemente

Com um dia de atraso sai o início do novo capitulo dessa saga. Infelizmente não dará para colocar uma imagem agora, mas depois coloco. Aproveitem e vejam também o PDF do capitulo 4.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 1)

“Assim como na terra, quase tudo que está lá fora irá tentar te matar, por isso estejam preparados para matarem eles antes que eles matem vocês, e não hesitem nem um segundo, pois eles não hesitarão!”

Coronel Xin Tsu, no Guia da Exploração Espacial da NUN.

A nave estava seriamente danificada, o bico encurvado para baixo, utilizado principalmente para sobreviver a reentrada, agora estava completamente arruinado, mas não era extremamente necessário para uma decolagem. Uma das azas havia se partido, mas ainda se encontrava enganchada na nave. Analisei um pouco mais para identificar qualquer vazamento de He-3 e H-2, felizmente nenhum havia vazado.

Os propulsores principais de decolagem e vôo atmosférico e propulsor nuclear de pós-empuxo, os dois geradores, onde no primeiro é realizada a fusão D-He3, que alimenta a fusão He3-He3 no segundo gerador, estavam praticamente intactos, a nave realmente foi bem construída para resistir a pousos forçados sem danificar a estrutura de seus sistemas mais sensíveis. Teria ainda que reconstruir todo o trem de pouso e o sistema de controle de vôo atmosférico, e com certeza voar em um traje para me protegesse dos perigos do vácuo caso quisesse retornar ao espaço, sem contar os componentes elétricos que talvez tenham sido queimados pelos campos eletromagnéticos do planeta.

Teria ainda que contornar os efeitos do maldito campo magnético da nave, e esse parecia o principal problema, pois o curto período de tempo entre um e outro impediria qualquer reparo e decolagem sejam feitos antes de que a próxima anomalia aconteça.

 Estava tenso, precisava relaxar, esquecer sobre o problema da nave e de como sair do planeta, e sim comemorar que estava vivo, e que poderia haver sobreviventes da nave Drake no planeta, probabilidade bem mais agradável do que passar mais 20 anos viajando para um planeta onde não tenho lugar. Quem sabe outra missão esteja a caminho nesse exato momento, e eles consigam evitar os problemas que as duas naves tiveram.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte Final)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 31, 2012 by rsemente

Estamos entrando em uma nova faze do blog, na verdade retornando a um antiga faze do blog. A partir de amanhã haverão diversas surpresase infelizmente por isso (e por muito trabalho, e um pouco de esquiecimento de minha parte) não colocarei hoje o download do capitulo 4 completo, isso deve ficar para a proxima semana, junto com o inicio do capitulo 6. Então aguardem por amanhã.

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Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte Final)

Felizmente o pára-quedas se abriu, freando a nave repentinamente e a virando de lado e inclinando, aumentando assim o arrasto com o chão, senti uma das azas se partir, mas felizmente a nave tinha parado completamente.
Ainda estava vivo, e a nave não parecia ter se explodido ao impacto, talvez alguns danos estruturais graves, mas espero que não tenha sofrido nenhum irreversível.
Olhei pelo vidro manchado em minha frente, conseguia ver um pouco da paisagem, mas queria ver mais. Levantei da poltrona, senti o peso do traje inerte atrapalhando os movimentos. Retirei-o com bastante esforço, praticamente o desmontando.
Olhei para o ultimo instrumento da nave que funcionava mesmo sem energia, um bio-sensor detector de atmosfera respirável.  O método de funcionamento não era ortodoxo, uma colônia de microorganismos vivos era mantida em uma capsula, com atmosfera terrestre e isolada, após ativada, uma válvula permitia que o gás do exterior entrasse na capsula, e caso a atmosfera não fosse respirável os microorganismos morreriam e mudariam de cor. Será que era outra criação de minha mãe?
Ativei o instrumento, um barulho soou quando o ar entrou na câmera, indicando que a atmosfera não era tão mais pressurizada. Esperei pelo menos uma hora para ter certeza, a cor não mudara. A atmosfera deveria possuir oxigênio em quantidade adequada para um ser humano, e sem nenhum componente tóxico para a vida, poderia sair sem problemas.
Abri a porta manualmente, e respirei pela primeira vez o ar de um planeta na vida, ele era pesado, bem mais pesado que o da nave e mais pesado que nas câmaras de testes barométricas que simulavam atmosfera da terra e de outros ambientes de teste, mesmo assim parecia que a principio iria desmaiar devido a asfixia, então me concentrei em apenas respirar, me acalmando e pensando que apesar de uma pressão atmosférica maior a quantidade de oxigênio deveria ser bem menor que o padrão.
Após quase quinze minutos me acostumando a nova condição dentro da nave, desci e pus os pés no planeta, olhei ao meu redor e vi o rastro de destruição e o estrago feito pela queda. Sentia em minha pele um estranho formigamento, e logo percebi que toda a nave continuava energizada pelo campo magnético pulsante do planeta e eu mesmo estava eletrizado.
Mas estava vivo, em um mundo estranho, mas completamente sozinho, e sem nem um computador para ouvir e conversar

CONTINUA…