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OMNI Atualizando

Posted in artigos, cenário with tags , , , , on Fevereiro 24, 2011 by rsemente


Essa matéria terá bem mais foco o cenário OMNI, e não o que levou ele a desatualização.

Como falei, pretendo aplicar ainda mais os conceitos de singularidade. Para isso devemos primeiro procurar os RPGs que usam esse conceito, para sabermos se estamos criando algo que já existe ou não.


Singularidade nos outros RPGs

O primeiro que gostaria de falar é o GURPS Transhuman Space, que fala principalmente sobre transhumanismo, que é a palavra para a nova espécie de ser humano que surgirá depois do Homo Sapiens. Nesse cenário a humanidade é capaz de alterar os próprios gens, criando assim novas espécies, criando espécies de homens mais inteligentes, mais fortes, mais bonitos, misturando-os com genes animais e assim por diante. Também temos aprimoramentos (Uplifts) de animais, transformando animais irracionais em animais racionais (geralmente golfinhos e chimpazés, mas nada impede outras espécies como um elefante!). O terceiro tema é o processo de informatização da mente (upload ou brains peling), que é o processo de copiar a mente de um individuo para o computador, e transforma-la em uma inteligência virtual, mas que geralmente possui interface com o mundo real ou com um mundo real simulado virtualmente. Como o cenário não é muito tempo no futuro, apenas alguns poucos indiciduos estão vivos com muito mais de 100 anos. Inteligencias Artificiais auto-aprimorantes livres parecem ainda não existir, mas podem ser o foco de uma aventura.

O segundo cenário é o Eclipse Phase, que foca basicamente em eventos de singularidade, e possui tudo que existe no GURPS Transhuman e muito mais. A Queda (The Fall), o grande evento que dizimou a Terra a dez anos a traz, foi supostamente alvo de uma inteligência artificial auto-aprimorante criada para fins bélicos, os T.I.T.A.N.S. Nesse cenário boa parte das pessoas foram informatizada, e um cérebro digitalizado pode ser transmitido para um novo corpo quase instantaneamente no momento da “morte” de seu corpo, sendo este o melhor meio de viagem interplanetária. Aqui a humanidade praticamente já é imortal, e passa por uma transição entre humanidade e super-humanidade. Exemplo, o que o mestre faria com um personagem com dezenas de cópias todas com um mesmo objetivo? Um personagem só poderia pilotar uma nave inteira, ou ser um time completo, vito também que habilidades também estão disponíveis para ser aprendidas virtualmente ao estilo Matrix.

O terceiro cenário que toca no assunto é Dispora. Na verdade depois da humanidade popular toda a galáxia, algo aconteceu com o sistema de portais interestelares do império, que a civilização humana se fragmentou. Agora o resto de civilização existente sobrevive com tecnologia relativamente precária, uma sombra que foi no passado, e em pequenas redes de sistemas interestrelares. Apesar do cenário não se focar nesse evento ele deixa indícios de que alguma singularidade destruiu o império.

OMNI

Como visto, a singularidade é o principal antagonista no RPG Eclipse Phase, mas a própria humanidade esta passando pelo processo de evolução acelerada. Em OMNI podemos considerar que a humanidade já sofreu o processo de aceleração, se tornando uma espécie bem superior que atualmente. Para os humanos do quarto milênio, viajar entre as galáxias é normal, e “se conectar” a equipamentos (não é preciso ligar nada, os equipamentos sentem a presença e necessidades do individuo, reagindo aos seus pensamentos) que sugam energias de sois inteiros é tão normal quanto possuir computadores capazes de rodar os jogos mais novos no mercado.

Em OMNI os principais inimigos são os Exars, uma civilização tão poderosa quanto a dos personagens jogadores mas vinda de uma parte distante do universo, ou de outro universo, onde provavelmente algumas propriedades da matéria eram diferentes. Os inimigos secundários são novas singularidades recém despertas, que podem surgir “no planeta mais perto de você” a qualquer momento e de várias formas.

Cérebros Artificiais engolidores de sois, enxames de nanos robôs espaciais destruidores de planetas, buracos negros artificiais destruidores de galáxias,  Inteligências Artificiais absorvedoras de civilizações (Borgs), Vírus Quanticos de destruição em massa, Viajantes Inter-temporais predatórios … Esses e qualquer outro problema podem servir de pano de fundo para uma aventura inteira ou até para uma campanha.

Possibilidades de jogo

Então o primeiro passo para o mestre seria definir que tipo de problema e que desafios esse problema trará aos jogadores. Os personagens farão parte de uma comissão que investiga o desenvolvimento de singularidades em planetas em desenvolvimento, investigando de maneira aberta (entrando em contato diplomático, provavelmente em casos de civilizações com tecnologia interestelar) ou de maneira secreta (se disfarçando e se envolvendo secretamente com a sociedade em desenvolvimento).

Em todo o caso deve-se descobrir que tecnologias estão sendo desenvolvidas pela civilização. Aqui pode entrar envolvimento direto dos jogadores em definir o problema e os fatores envolvidos (espécies, níveis tecnológicos…), criando assim o cenário parcialmente colaborativo (de forma similar que o Diáspora faz com a criação dos sistemas estrelares pelos jogadores). Em seguida deve-se colocar complicações nas relações dessa civilização. Guerras entre espécies, eugenia, espécie biologia completamente fora de padrão (ex.: nuvens de gases vivas), burocracia exagerada, algum aspecto cultural extremamente exagerado (ex.: todos são cleptomaníacos).

Então diante da criação do cenário e do problema, os jogadores deverão tomar decisões para solucionar o problema, que é claro não pode ser realmente fácil mesmo com as dificuldades expostas. Para complicar mais as coisas o mestre pode criar um segundo fator complicador, maior e secreto (que influencia o problema aparente). Esse fator pode ser até o envolvimento dos Exars, mas deverá servir como trunfo para o mestre deixar os jogadores surpresos e atraídos pelo jogo. Imagine que os jogadores estejam tentando impedir o desenvolvimento de uma nova tecnologia pela espécie, e por traz uma facção de corruptos da própria Organização Inter-Galáctica, da qual fazem parte os personagens jogadores, tenta desenvolver a tecnologia para usar como arma em algum outra trama secreta.

Me ajudem

Pois bem, acho que por hoje é só. Estamos desenvolvendo cada vez mais e mais o cenário antes de voltar para o sistema, que não deve representar tantos problemas assim, e boa parte já está pronto. Agora gostaria da sugestão de vocês quanto ao rumo que devem seguir o cenário (mais exars e menos singularidade, ou o inverso) e sistema (com cartas mais narrativo ou com dados de seis lados menos narrativos).

OMNI Desatualizado! (parte 1)

Posted in artigos, cenário, Devaneios with tags , , , , , , , on Fevereiro 10, 2011 by rsemente

Há alguns meses suspeitava que meu cenário de RPG, OMNI, provavelmente estivesse completamente desatualizado cientificamente, e hoje confirmei.

No inicio do cenário, por volta de outubro de 2009,  a base de OMNI, um cenário espacial, era abordar não apenas as estrelas próximas de nós, nem as estrelas em nossa galáxia, mas todo o universo. Logo de inicio tive um problema: Quantas espécies com tecnologia avançadas poderiam existir no universo?

A resposta era bem variável.

OMNI  Antes

Frank Drake foi o criador de uma equação que busca quantificar quantas espécies alienígenas civilizadas podem haver na via láctea. Utilizando a sua equação, Equação de Drake, e a alimentando com dados astronômicos e probabilísticos obtêm-se o numero de alienígenas inteligentes que podem estar do nosso lado (se é que 100.000 anos luz pode-se chamar de lado).

Levando em conta dados otimistas chegaríamos a um bom numero, suficiente para justificar um cenário tipo Star Wars ou Star Trek, levando em conta os dados mais pessimistas (ou realistas) chegaríamos a 1 ou menos de uma espécie em nossa galáxia, o que nos tornaria seres realmente especiais.

Para OMNI levei em consideração a pior estimativa, afinal com tantas galáxias no universo seria bem difícil conseguir lidar com bilhões de espécies, e ainda reduzi o número para comportar apenas espécies com capacidade de viagem intergaláctica.

Até o inicio do cenário as estimativas pessimistas eram parcialmente suportadas por três fatores: o Paradoxo de Fermi, a falta de dados, e as tentativas das religiões em manter o homem como um ser especial no universo.

O Paradoxo de Fermi

Enrico Fermi foi um notável físico, conhecido como nada mais nada menos como o Pai da Bomba Nuclear. Em uma conversa com colegas nos meados do século passado sobre UFOs, ele repentinamente perguntou “Onde eles estão?” e começou a fazer uma série de rápidos cálculos estimados, sua especialidade, chegando a conclusão que nós já deveríamos ter sido visitados a muito tempo a traz.

A partir dessa conversa foi postulado o famoso paradoxo que de forma simplificada é: Se deve haver tantas espécies alienígenas no universo, por que não existem evidencias de suas existências?

Sobre a suposta falta de evidencia, talvez seja apenas falta de tecnologia, ou de compreensão de nossa parte em identificá-los (ou talvez eles que não queiram ser identificados).

A Revolução de Kepler

Então chegamos no segundo ponto: Falta de dados. Quando comecei o cenário OMNI havia apenas cerca de três centenas de exo-planetas descobertos, e a grande maioria muito maior que a terra. Apenas 2 planetas tinham possibilidade de estar dentro da zona habitável, região ao redor de uma estrela que um planeta possa suportar água no estado líquido.

Felizmente, para a ciência, esse segundo ponto agora não é desculpa.

O telescópio Kleper foi lançado em 5 de março de 2009, com a missão de identificar novos planetas através de uma técnica que identifica a diminuição de luminosidade que um planeta gera ao passar na frente de sua estrela, por isso só consegue identificar planetas que passem na frente da estrela em relação ao telescópio. Os primeiros resultados da analise dos dados desse satélite começaram a sair esse ano.

Há algumas semanas os cientistas que analisam os dados no telescópio Kleper relataram a descoberta de uma estrela com 6 planetas em seu sistema, todos muitos próximos e alguns de tamanhos similares ao da terra. Quarta feira da semana passada (só que vi hoje), a mesma equipe disse que havia 1.235 candidatos a planetas (mais do que todos os exo-planetas encontrados até hoje) , sendo que 54 podem estar na zona habitável, e destes 5 possuem tamanho similar ao da Terra (até 1,25 vezes ao da terra).

O numero por si só é impressionante, mas fica ainda mais quando analisamos três das limitações do telescópio: Os resultados obtidos são apenas de dados entre maio e setembro de 2009, restando analisar dados até 2011, e os futuros dados que capturará até pelo menos 2012.  O telescópio analisa apenas uma pequena porção de nossa galáxia, consegue detectar estrelas com até 3000 anos luz, e um campo de visão de apenas 1/400 do céu, restando para analise apenas 156.000 estrelas no campo de visão do Kepler. E ele só identifica planetas que estão cruzando o espaço entre a estrela e o telescópio, restando muita vezes mais planetas que provavelmente não cruzam a sua estrela em nosso campo de visão.

Isso levou a seguinte declaração de um dos pesquisadores da missão: “O fato de que encontramos tantos candidatos a planeta em uma fração tão pequena do céu sugere que há incontáveis planetas orbitando estrelas como o nosso Sol em nossa galáxia.”

Infelizmente não possuo tempo para tentar alimentar as Equações de Drake com esses novos dados, mas tudo parece confirmar o “Principio da Mediocridade” .

O Principio da Mediocridade

Esse principio foi desenvolvido ao longo do tempo e, como resultado, culmina no conceito que não há nada de extraordinário na terra ou nos humanos.

No inicio o homem achava que a terra era única e que tudo no céu girava em torno dela. Depois descobrimos que nós que giramos ao redor do sol, e que além disso existem outros planetas em nossa vizinhança (e que até pouco tempo acreditava-se na possibilidade de haver civilizações avançadas). Descobrimos que existem muito mais estrelas do que achávamos que existia, e estas se organizavam em galáxias, e que também não estamos no centro de nossa galáxia. E observando todo o universo observável, também é provável que, se existir um centro no universo, não estejamos no centro dele.

Além do mais, assim como galáxias são comuns no universo, assim como estrelas são comuns no universo, agora confirmamos que planetas são comuns no universo, e que por conseqüência nos levará a conclusão que a vida é comum no universo, e provavelmente a vida inteligente seja comum no universo e em nossa galáxia, e até em nossa vizinhança. Isso tudo sem levar em considerações as evidencias de nossa mediocridade encontradas nos avanços das ciências biológicas.

Sobre o terceiro ponto não discuto aqui, e deixo para vocês a reflexão, mas acredito que o universo, e sua perfeição, é a própria prova da existência de algo superior, e não é o fato de não sermos únicos que não deixará de ser o que somos.

E Agora OMNI?

Essa é uma pergunta que ainda não tenho condições de responder, mas que pode nos levar a várias abordagens no cenário.

Acredito que o Paradoxo de Fermi é respondido por vário fatores: primeiro pela dificuldade em se viajar pelas estrelas. Segundo nossa tecnologia pode ser “primitiva”, incapaz de captar sinais que percorreram o espaço de forma clara. Terceiro nossa incapacidade de compreender estes sinais, pois assim como dificilmente entendemos métodos de comunicação de outras espécies no nosso proprio planeta, quem dirá identificar sinais de transmissão de outras espécies em outros planetas.

Mesmo assim em um mundo fictício onde a viagem mais rápida que a luz exista, não é muito realista que apenas algumas espécies tenham capacidade de viajar mais rápido que a luz. Se levarmos o Principio da Mediocridade em conta, se nós descobríssemos a viagem FTL (Faster Than Light, mais rápido que a luz), por que qualquer uma das outras milhares de espécies inteligentes nos milhares de planetas também não descobririam, se muitas tiveram muito mais tempo que nós para descobri-la.

Isso pode ser respondido com uma palavra: Singularidades.

Já falei um pouco sobre elas aqui, as singularidades são eventos que crescem em magnitude de forma exponencial, crescendo cada vez mais e cada vez mais rápido, até chegar em um ponto que o evento chega ao infinito, culminando em algo completamente diferente do que era anteriormente.

A singularidade da matéria são os buracos negros, a singularidade da computação podem ser as inteligências artificiais auto-aprimoradas, a singularidade da medicina é a imortalidade…cada singularidade ao ser atingida  muda completamente o mundo ao seu redor.

Visto isso, acredita-se que a criação de algumas singularidades, em especial a da computação, pode ser fatal para uma civilização.

Felizmente (ou infelizmente) esse conceito é a base de vários RPGs, em especifico o Eclipse Fase.

Então, para tentar solucionar o problema do cenário, podemos acrescentar como antagonistas as Singularidades no universo.

CONTINUA…

 

 

OMNI Origens

Posted in artigos with tags , , , , , on Outubro 8, 2010 by rsemente

Como falei, eu mudei de certa forma o escopo inicial do projeto. Mas isso foi duplamente bom!

Primeiro, creio que agora tenho “em mãos” um sistema mais inovador e mais divertido, usando regras do poker Texas Holde’n. Segundo a versão 0.1 está pronta!

Sim OMNI está pronto!!!

Para ver o resultado do sistema, basta clicar aqui:

https://docs.google.com/document/pub?id=1cPRCuSkVhoenW1A8wjZ8XQJKUjmN_D6m3cUnPmjLKTQ

Essa versão do jogo que chamei de OMNI Origens, se passa 200 anos antes do OMNI que descrevi anteriormente. Algumas características do cenário do jogo:

  • Tudo se passa na Via Láctea (nossa galáxia), e não no universo todo.
  • Outra redução é o sistema de naves, ele simplesmente não existe nessa versão, isso por que as naves nessa época são fracas em comparação aos celestiais e aos Exars.
  • O nome do inimigo agora é “Exars”, nome que re-batizei a Horda, pois inicialmente só lembrei da Horda do universo de He-Man, mas me lembraram da Horda de WoW e para os jogadores – que são muitos- pegaria muito mal.
  • Temos quatro espécies na Via Láctea, Humanos e Gondreds, e duas novas, Lumens e Aurans. Os detalhes sobre elas ainda estão sendo desenvolvidos, espero ajuda de vocês.

Ficha de personagem:

https://docs.google.com/document/edit?id=1-HtDk2-wCG_QkI8M3uSI2lxRtRARfiyPqyGt2tQr98Q&hl=en

Também estou tentando desenvolver um escudo para o mestre, e um compêndio de ganchos para aventura.

Enquanto isso, leiam (pois o texto é bastante curto), e em breve estarei fazendo um Playtest, e colocarei aqui o resultado da sessão e as alterações do sistema.

 

 

OMNI: Guinada total!

Posted in artigos, regras with tags , , on Setembro 30, 2010 by rsemente

Começei a escrever esse post há algum tempo atrás, mas acho que é ainda válido, principalmente pelos frutos dele.

Depois de uma viagem de seis horas totalmente massante (como eu enjôo não consigo ler nem usar computador), e sem nenhum som tocando inteligivel, o desespero foi tão grande que me arrisquei a ler em movimento o zine Mamute, produzido pela Secular Games (ainda faço uma resenha dele aqui), um zine totalmente radical, “contraventista” e nem um pouco amador (seus autores estão entre autores consagrados de livros de RPG e de blogs).

É claro que pouco tempo depois a luz solar me abandonou e voltei a ficar totalmente entediado. Mas ainda continuei a pensar no zine. Em uma das matérias, na verdade no editorial e uma das matérias, falando sobre o histórico do RPG e o retrocesso para o RPG que foi o sistema D20, e no final chamava as armas os leitores a criarem seu próprio RPG inovador.

Lembrando disso, relembrei de várias discussões da galera da lista de blogs sobre sistemas alternativos (cujo principal representante é, ao meu ver, o Shingo do paragons), como sistemas que usam cartas de baralho, e até sistemas que usam pega varetas (cujo o Phil levou pra frente e criou o sistema para o concurso do .20 e acabou ganhando a parada).

Comecei a ler eu comecei a pensar sobre o sistema de OMNI, e cheguei a uma conclusão de mudança fantastica, por que não usar cartas? E de formas inovadora do que apenas dados de papel!

Sim eu pensei nisso e o fruto está quase pronto. Por enquanto é isso, mas em breve vocês verão muito mais!!!

Há! e não se esqueção de participar da promoção:

Promoção 2 ANOS de Pergaminhos Dourados!!!

OMNI: O Retorno (Versão 0.01)

Posted in cenário, regras with tags , , , on Julho 29, 2010 by rsemente

OMNI voltou.

Há algum tempo apresentei um cenário de ficção científica e fantasia aqui no blog, mas a muito tempo nada falei como andava o projeto. Isso por que estava fazendo o sistema, e as primeiras opções para a criação dos personagens jogadores.

Agora a primeira versão Beta está pronta. Apesar de permitir apenas Guerreiros Celestiais como personagens, alguns das características para Capitães de naves já estão esboçados, e em breve colocaremos detalhes de jogo para as naves.

Por enquanto basta clicar aqui para ver a versão mais recente de

OMNI

Fim do Super Mês de Artigos II!

Posted in eventos, Notícia with tags , , , , , , , on Março 1, 2010 by rsemente

Pois é galera, finalmente terminou o super mês de artigo II, não foi tão super quanto eu esperava, mas pelo menos consegui publicar um post por dia. Foram 28 posts, e os de maior sucesso sem duvida foram os posters motivacionais, que deverão continuar aparecendo por aqui (talvez mensalmente e não semanalmente, mas tentarei fazer quinzenalmente).

No mais ressuscitamos o cenário Guerras Dracônicas e estamos avançando com o cenário OMNI, além de continuarmos com adaptações para Mutantes & Malfeitores, assim como os novos modelos.

Ai vai uma lista com os 28 artigos publicados para quem não pode acompanhar, agora pode escolher os que achar mais interessante pelo título:

OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte4)

Guerras Dracônicas: O Início Parte 4

Posters Motivacionais: Minotauros (protesto)

ThunderCats

OMNI: Super Poderes e Naves Cósmicas

Posters Motivacionais: Halflings

RPGCon 2010!

OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte3)

Guerras Dracônicas: O Início Parte 3

Super Filmes Nerds: 2010 até 2012

A Escala do Universo

Novos Arquétipos:A Criatura e o Mestre

Posters Motivacionais: Elfos

Flash Game Série: Grow

OMNI: O Inicio de um dia na vida (parte 2)

Guerras Dracônicas: O Início Parte 2

Resenha: Dragon Slayer 28

SWAT Kats: The Radical Squadron

Heöe, o mundo dracônico

Posters Motivacionais: Anãs Old School

Iniciativa M&M: Red Mist

OMNI: O Inicio de um dia na vida (Parte 1)

Conto: O Início Parte 1

Novos Arquétipos: Super Piloto

Posters Motivacionais: Gurps respeita os Coveiros

Iniciativa M&M: Big Daddy

Novos Blogs de RPG: Janeiro 2010 (Parte 1)

É isso ai pessoal, infelizmente não foi tão bom, mas com certeza foi bom, várias sementes foram plantadas e gerarão frutos ao longo do tempo.

Se você gostou de alguma coisa em particular e gostaria de ver mais por aqui, basta colocar seu comentário que ele servirá de combustível para mover a maquina de estimulo que me faz escrever.

Valeu e até o próximo ano!

Ops, quis dizer até o próximo ano com os super mês de blogs! Quarta-feira tem os novos blogs de fevereiro!

OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte4)

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 28, 2010 by rsemente

… Continuando

Eles também não possuem sexo, se reproduzindo por um processo chamado de “necromitose”, onde após morrer o corpo do individuo se divide em alguns pedaços que se transformaram em uma espécie de larva que se tornará um individuo completo em alguns meses. A variação genérica é possível pois possuem três cadeias de DNA, uma delas nada mais é que um deposito de variados DNAs, obtidos através da alimentação. Quando se divide a larva será compostas de várias células que tentam aleatoriamente absorver esse deposito de DNA, restando apenas aquelas que não sofrerem mutação.

Eles cunharam sua civilização completamente no meio liquido. O planeta natal deles, de nome impronunciável para nós humanos, assim como todas as outras palavras de sua língua, significa uma palavra que ao mesmo tempo tem significado de água, gelo e terra, na verdade é como se a palavra deles para água, gelo e terra seja derivada dessa palavra original para o planeta.

O som original de um Pisci é algo similar ao som de baleias e golfinhos, indo ao espectro subsônico do som, e capaz de ser emitido originalmente apenas pela água. Os Piscis tiveram que se adaptar ao mundo atmosférico, e seus “embaixadores”, se utilizam de conversores de som para pronunciar palavras no meio atmosférico, além de necessitarem de um suplemento alimentar que permite a adaptação do corpo para resistir à atmosfera desidratante.

A seguir: Uma diferente evolução tecnológica

Abro o arquivo de um livro narrado que conta a história da evolução tecnológica dos Piscis, focada na exploração espacial.

Continua…

OMNI: Super Poderes e Naves Cósmicas

Posted in cenário with tags , , , , on Fevereiro 24, 2010 by rsemente

Dessa vez explicaremos um pouco mais afundo a ciência (fictícia) por traz do cenário OMNI.

A Consciência Cósmica e a Energia OMNI:

Os Guerreiros Cósmicos adquirirem em seu despertar o que é chamado de consciência cósmica. Ela é a ligação e percepção que um guerreiro possui com o universo.

Alguns físicos teóricos acreditam que na existência de uma forma de energia chamada OMNI, que funciona como uma massa continua de energia interligando tudo e a todos. Segundo os teóricos essa energia OMNI não seria divisível, por tanto impossível de se quantizar e ser medida por equipamentos, seria como utilizar um equipamento para medir o volume de um lago estando dentro de um lago de tamanho infinito.

No entanto acredita-se que a concentração dessa energia é maior onde existir maior concentração de energia ou matéria. De alguma forma os Guerreiros Cósmicos parecem conseguir perceber e manipular essa energia, e possivelmente podem concentrá-la e transformá-la em energia e matéria.

Acredita-se que isso deve-se a uma espécie de conexão que todos os seres vivos tem com o universo, e por destino, ou apenas sorte, os Guerreiros Celestiais conseguem se beneficiar dessa conexão. Em especifico a conexão com algum astro.

Uma teoria é baseada que essa conexão com um astro advém do fato que somos formados de matérias que já foram uma estrela, que por sua vez geraram outros copos celestes, como planetas, cometas e outras estrelas. Então as matérias de dois corpos podem ter sido a matéria de apenas um corpo, e estarem conectadas por essa energia, que deve possuir alguma assinatura específica, que indica se a matéria de uma pessoa é a mesma de um planeta ou estrela, formando uma espécie de arvore genealógica, onde irmãos gêmeos são um astro e seu guerreiro cósmico.

As Naves Galácticas:

As naves galácticas são naves espaciais capazes de viajar entre as galáxias. Naves enormes que usam como fonte de energia nano-estrelas, capaz de gerar energia suficiente para um salto intergalácticos independente.

O processo de criação de uma nave galáctica não é simples.

Primeiro enormes estaleiros com tamanhos próximos a de uma lua começam a preparar a montagem do corpo da nave, com peças chegando de várias colônias autônomas espelhados pela galáxia onde a construção ocorrerá. É inviável a utilização de uma nave para carregar peças entre várias galáxias, portanto geralmente elas são obtidas onde a nave será construída, ou, no máximo, transportada em naves galácticas cargueiras até a doca espacial onde haverá a montagem.

Segundo passo e ainda mais difícil é a criação de nano-estrelas. Nano-estrelas são estrelas artificiais criadas a partir de Estrelas de Nêutrons, ou Estrelas Quarks. Primeiros essas estrelas são divididas por um massivo raio de radiação cósmica lançada por um jump gate galáctico*, esse raio divide a estrela em várias partes, então pelo menos uma delas é capturada por uma nave cósmica trator – capaz de criar um forte campo gravitacional que atrairá uma parte da Estrela de Nêutrons para distancia segura das demais partes.

Então um núcleo hiper-atomico** é jogado no interior da estrela, que estabilizará a nano-estrela, impedindo que ela exploda pela repulsão entre os neutros de sua composição, respeitando o princípio de exclusão de Pauli. Assim obtida a nano-estrela, uma estrela com menos de 1 km de raio (um décimo do raio das menores estrelas de nêutrons e pouco menos de 0,087 massa do sol massa), que possui um núcleo hiper-atomico que mantém a estrela estável.

As Naves Cósmicas Tratoras então levam a proto estrela até próximo da doca espacial, onde o corpo da nave deve estar pronto para iniciar o processo de acoplamento da nano-estrela com o corpo da nave, que será alimentada pela doca espacial com energia suficiente para gerar um próprio campo estabilizador, neutralizando maior parte da gravidade e mantendo a nano-estrela coesa. A nano-estrela é então acoplada e os captores de energia da nave começam a energizar seus sistemas com energia da estrela e não mais da doca, até que o ciclo esteja fechado, completando assim a montagem da nave galáctica.

* Jump gate galáctico são portais galácticos, localizados próximos aos centros galácticos, captam energia suficiente para permitir o salto inter galáctico. São capazes também de gerar fortes raios capazes de despedaçar estrelas a muitos anos luz de distancia.

** Núcleo hiper-atômico é um conjunto de moléculas hiper-atômicas (formadas por matéria e anti-matéria), com enorme densidade e estabilidade, permitindo assim balancear a massa de uma nano-estrela.

OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte3)

Posted in contos with tags , on Fevereiro 21, 2010 by rsemente

Mais estranhos que a ficção

Recomeço o estudo de línguas alienígenas, uma espécie de cada vez. Decido fazer uma por dia, hoje decido estudar os Piscis. Eles são as provas vivas que o universo é mais estranho que parece. Devido a evolução, a vida quase sempre busca o caminho mais fácil, isto é, a forma mais eficiente para cada ambiente. Por isso a maiorias das espécies seguem a mesma formula: cabeça, tronco, membros, geralmente apenas quatro. E entre as espécies civilizadas a necessidade de pelo menos dois membros manipuladores é praticamente um pré-requisito. Logo quase todas as espécies que viajam no espaço conosco são humanóides.

Isto é devido ao fato de que a vida civilizada é muito mais fácil ser criada em ambientes atmosféricos, e apesar da vida ser gerada em ambientes líquidos, mais propicio para a realização de reações químicas, a medida que ela consegue sair para um ambiente atmosférico, ela é capaz de ter fácil acesso aos três tipos básicos de estados da matéria: Sólido, líquido e gasoso.

Assim, para que uma espécie consiga modelar o ambiente e gerar tecnologia, ela necessita geralmente de um ambiente menos reativo do que o liquido, mas porem mais maleável, ou seja, os ambientes atmosféricos. Fogo, separação de fluidos, estabilização de sólidos, são processos bem complicados de realizar dentro de um ambiente líquido.

Mas os Piscis são a prova de que nem sempre isso acontece.

Primeiramente lembro da aparecia da espécie, uma espécie de polvo de 1,5 metros a 2 metros. Possuem cinco tentáculos, três usados na locomoção e dois para a manipulação de objetos. Seu corpo e cabeça são um só, possuindo dois grandes olhos periféricos, e quatro saliências com furos que tanto servem para respirar como para se comunicar. Não possuem boca propriamente dita e sim uma manta de onde surgem seus tentáculos que permite agarrar e digerir parcialmente o alimento fora do corpo, isso através da secreção de um muco ácido, que felizmente possui um cheiro cítrico, mesmo que em seu interior esteja acontecendo um processo de decomposição.

Continua…

OMNI: O Inicio de um dia na vida (parte 2)

Posted in contos with tags , on Fevereiro 14, 2010 by rsemente

…continuando

No geral as noticias são as mesmas, nas mais diversas línguas e espécies:

Mapas galácticos apontam os locais de riscos, que apesar de nossa tecnologia avançada são muitos, como risco de uma supernova explodir na proximidade, e possibilidade de ataque da horda.

Os programas mais vistos são de grupos de cientistas pleiteiam o descobrimento de novas espécies de organismos, de novos planetas para fonte de matérias primas.

Em comerciais para contato das naves de batalha galácticas mais próximas, assim como a imagem dos principais membros da tripulação. Muitos os acham as pessoas mais importantes do universo. E de fato são.

Infelizmente a escolha de se tornar um desses não existe, apenas alguns sortudos desenvolvem os dons para ser um guerreiro cósmico. Para ser um capitão é o contrario.

Entre trilhões de seres vivos, apenas alguns são selecionados devido a experiência em batalhas para liderar uma dessas naves. Como a maioria, eu não decidi jogar com a sorte e me tornar um membro da tripulação. A mortalidade em uma nave galáctica é maior que qualquer outra atividade do universo.

Paro de devanear nos queridinhos do universo e retorno para meu trabalho.

Fim do capitulo

Em seguida: Mais estranhos que a ficção

Começo a estudar as línguas de cada espécie, decido fazer uma por dia, hoje decido estudar os Piscis. Eles são as provas vivas que o universo é mais estranho que parece…

OMNI: O Inicio de um dia na vida (Parte 1)

Posted in contos with tags , on Fevereiro 7, 2010 by rsemente

O inicio de mais um conto, dessa vez de ficção científica. Espero que gostem.

O Inicio de um dia na vida

Aqui estou eu novamente, no inicio da minha vida.

Acordo lentamente da minha cama. Uma cama grande e acolchoada, estou coberto por um lençol quase desnecessário, a não ser para estimular a pele com uma sensação de segurança, ele se adapta as reações do meu corpo, ele sente o meu conforto.

Levanto da cama, o quarto está confortável, sempre está. O chão está com um frio agradável, e o ar perfeito, ele controla a temperatura ideal. O que não se ajusta a nossos desejos hoje em dia?

Tudo está certo, o que me parece errado. O quarto praticamente se transforma em uma sala, a cama se recosta, e a mesa serve para todos os meus trabalhos e muito mais. Espaço não é problema. Espaço nunca é o problema.

Decido qual é a refeição entre as pré-preparadas, descongelar, fritar, cozinhar são atividades que nunca realizei, sei que ela são feitas, que os alimentos mantidos em perfeito estado de conservação, são descongelados, pré-cozidos, misturados e finalizados de cozinhar. Tudo na mesma quantidade de sempre. O que não é automático nos dias de hoje?

Abro a janela, a treliça metálica se retrai, deixando o vidro receber toda a carga de radiação que o espaço possui, se ajustando para permitir a passagem apenas da parte que podemos apreciar em segurança. Enquanto como, vejo passando rapidamente de forma anômala as incontáveis estrelas e galáxias, infinitos pontos onde cada um deveria representar pelo menos uma civilização, e hoje apenas algumas existem. Pergunto-me o porquê disso.

Devo iniciar o meu trabalho, não faço por que preciso, ou por que sou importante, mas por que é culturalmente recomendável e sugerido ter uma atividade funcional. O vidro se transforma em monitor, listo todos os principais canais de comunicação de cada espécie da União Universal. Uma miríade de sinais de todos os tipos, sons e imagens, radiações, que originalmente estão fora do espectro visível para mim, são re-mapeadas para minha visão, e até ondulações táteis podem ser provadas.

Googlewave, RPG, o Universo e Tudo Mais!

Posted in campanha, Notícia, promoção with tags , , , , , on Dezembro 14, 2009 by rsemente

É isso ai galera, o Googlewave chegou, e para quem não sabe é uma espécie de e-mail e mensager juntos, que grava toda a mensagem, permite ver a escrita de um texto em tempo real, ver o histórico da conversa, alterar mensagens anteriores, criar listas, adicionar utilitários (imagens, mapas, dados…).

Em termos de Texto ele é um aplicativo completo, e, se duvidar, possui alguma ferramenta para áudio e vídeo, completando com sucesso a gama de ferramentas para atividades sociais.

Mas surge a duvida: Para quem já usa e-mail, e outro mensager por que complicaria a vida com mais uma ferramenta?

A resposta é pra nada.

A não ser que você precise de ferramentas ainda mais poderosas, para executar alguma atividade em grupo pela internet que necessite de maior coordenação e uso de ferramentas auxiliares. E uma dessas atividades é o RPG.

Exceto por mapas dinâmicos, como no Fantasy Ground, tudo pode ser feito no GoogleWave. Usando planilhas do Google Docs, podemos apresentar as fichas dos personagens jogadores. Usando bots de dados rolamos os mais diversos tipos de dados e tipos de rolamentos (sucesso por dado individual, somatório…).

Diante dessas opções eu decidi iniciar uma campanha de OMNI nessa plataforma, para prelúdio a qualquer momento, e inicio do jogo em si em 2010 9ainda bem que faltam menos de um mês para isso 🙂 ). Então usando a mais moderna ferramenta poderemos jogar o cenário de ficção científica mais aloprado que existe.

Agora você deve estar se perguntando: Como faço pra ter um desses e jogar OMNI?

A resposta é peça um aqui!*

Eu Rodrigo Semente, do Pergaminhos Dourados, estou distribuindo convites do GoogleWave. Não sei como será a demanda para obtenção desses convites, mas caso a demanda for alta os leitores mais assíduos terão prioridade, ou seja comentários.

Então entre nessa onda e jogue OMNI.

EXTRA: Para quem já tem GoogleWave e quer jogar a campanha basta adicionar o meu wave: rssemente@googlewave.com

*Com um comentário, deixando o e-mail no campo de e-mail, não no corpo do comentário.

OMNI: Conto – A princesa dos cabelos coloridos (infantil)

Posted in contos with tags , , , on Novembro 30, 2009 by rsemente

Olá galera, para que hoje não fique sem nenhum post aqui vai um conto que escrevi no final de semana, influenciado pela minha meia irmãzinha, um conto de ficção cientifica infantil!

Boa leitura, e comente dizendo se ficou bom quem sabe contando para seus filhos!

A princesa dos cabelos coloridos

“Era uma vez um planeta chamado Kerendil, reinado pelo Rei Andur e pela Rainha Anlara.

Há anos o povo esperava por descendente do rei e da rainha, quando finalmente tiveram uma noticia que uma bela princesinha tinha nascido.

A princesinha possuía uma característica incomum: Seus cabelos eram verdes!

É claro que aquilo encantou a todos, e assim ela foi chamada de Esmeralda.

Esmeralda cresceu feliz, e seus cabelos verdes encantavam a todos que a achavam uma verdadeira jóia do planeta Kerendil.

Com o tempo as mulheres do planeta, maravilhadas com os cabelos de Esmeralda, pintavam seus cabelos para serem parecidas com a princesa.

Enquanto ia crescendo Esmeralda foi observando cada vez mais pessoas do planeta iam ficando com o cabelo verde como o dela.

Depois das mulheres, foram as garotas adolescentes, com vários tipos de verdes.

Depois das adolescentes foram os garotos adolescentes, com mechas verdes de todos os estilos.

Quando ela completou 15 anos Esmeralda possuía belos e grandes cabelos, que quando soltos chegavam aos seus calcanhares.

Mas metade do planeta possuía algum tipo de cabelo verde, inclusive as crianças, que mesmo não desejando tinham seus cabelos pintados por suas mães, de cabelos também verdes.

Esmeralda então ficou triste de ver que não era mais tão diferente e especial, pois agora todas as mulheres e homens podiam ter cabelos iguais aos seus.

Esmeralda “dos cabelos verdes” então pediu que o capitão real a levasse na bela nave real, de planeta em planeta, para que encontrasse novas cores para pintar seus cabelos.

O primeiro planeta que pararam possuía um grande mar Azul como o céu, ela então começou a colocar seus grandes cabelos naquela água e os tingiu até a raiz de azul.

Mas quando colocou seus cabelos até a raiz um tubarão daquele planeta abocanhou parte do seu cabelo, deixando-o um pouco menores.

Ela então voltou para Kerendil com os seus cabelos azuis, mesmo que agora eles batessem na altura de seus joelhos, fizeram o povo se maravilhar mais uma vez.

Mas não demorou muito para que eles trocassem a cor de seus cabelos de verde para azul.

Mais uma vez triste, Esmeralda “dos cabelos azuis” viajou novamente para um novo planeta, dessa vez encontrou um lago de cor laranja.

Ela colocou os cabelos dela novamente até a raiz, mas sentiu que os cabelos quando tocaram o fundo do lago, uma lama branca e fedorenta colou na ponta de seus cabelos, então ela teve cortá-las, deixando seus cabelos um pouco menores.

Chegando mais uma vez em Kerendil com seus cabelos com cor laranja, o povo achou ainda mais lindos que os azuis, o povo adorou! Mesmo que eles agora batessem na altura de sua cintura.

Mas, mais uma vez, não demorou para que o povo tingissem suas madeixas de laranja.

Esmeralda “dos cabelos laranja” aborrecida, viajou novamente para um novo planeta, onde encontrou um belo rio de cor rosa.

Ela colocou seus cabelos laranja no rio, eles foram lavados até a raiz pela correnteza que era tão forte que pedras afiadas atingiram as pontas de seus cabelos cortando-os, deixando seus cabelos um pouco menores.

Voltando a Kerendil com seus cabelos cor de rosas, que agora chegavam apenas um pouco a baixo do ombro, o povo achou lindo os cabelos cor de rosas da princesa.

Mas em menos de um dia todos já possuíam cabelos da mesma cor!

A princesa Esmeralda “dos cabelos cor de rosa” estava furiosa, e partiu em sua nave real em busca de uma nova cor para os seus cabelos.

Encontraram então um planeta com nuvens de arco-íris, que mudavam entre as cores do arco-íris constante mente.

Ela esperou então que a chuva caísse, para que pudesse tingir seus cabelos com aquela maravilhosa cor, e quando aquilo aconteceu seus cabelos ficaram lindos, brilhando com as cores do arco-íris, mas logo em seguida seus cabelos caíram, pois a chuva era acida e derrubou todo seus cabelos, e por pouco não a ferindo.

Esmeralda “Sem cabelo” mandou que fizessem rapidamente uma grande peruca com cabelos que brilhavam, e então retornou para Kerendil.

Todos acharam seus “novos cabelos” lindos, mas um forte vento soprou levando embora sua peruca, mostrando o que realmente aconteceu com seus cabelos.

A vergonha de estar careca foi tão grande que ela começou a chorar sem parar, e se trancou em seu quarto.

Todo povo, em compaixão, cortaram seus cabelos, ficando tristes pelo sofrimento da princesa.

O Rei Andur mandou que escondessem todos os espelhos do palácio, para que Esmeralda nunca mais se visse no espelho.

Todos os dias a Rainha Anlara batia na porta do quarto de Esmeralda, pedindo que a filha se acalmasse, e entregando suas refeições.

Mas ela continuava a chorar, e por 100 dias e sem noites chorou sem parar.

Mas então quando suas lagrimas secaram ela pode perceber que seus cabelos haviam crescido novamente, e quando procurou um espelho não achou, correndo até uma fonte de água espelhada, e quando viu novamente seus cabelos estavam verdes novamente.

O povo ainda careca então ficou maravilhado e envergonhado ao mesmo tempo, e ao olharem com cuidado viram os cabelos de cada um cresceram novamente, relembrando o quanto os cabelos de cada um eram naturalmente bonitos, independente de serem iguais a alguém importante como a princesa.

A partir desse dia ninguém em Kendril nunca mais desejou ser igual à outra pessoa novamente, seja o cabelo, seja as roupas, seja o corpo, percebendo que cada um era único e maravilhoso de seu próprio modo.”

Observação, todos os elementos desse conto podem ser usados no cenário OMNI.

Omni – Introdução – Parte final

Posted in cenário, contos with tags , , , , , , , on Novembro 11, 2009 by rsemente

Conto I – Parte final

“A guerreira observou o céu, feixes de raios podiam ser percebidos mesmo do outro lado da fumaça preta encobrindo as estrelas, e mesmo a milhares de quilômetros, uma influência eletromagnética ionizava a atmosfera, causando raios aparentemente sobrenaturais. A guerra ainda ocorria muito acima da atmosfera, e ela começou então a se preparar para partir, limpando o sangue de suas mãos com um pano qualquer e caminhando calmamente em direção a ultima pirâmide restante.

Antes de conseguir chegar a sua nave, uma luz começou a envolver-la e toda a vila, se tornando cada vez mais intensa, formando um campo branco, exceto pelas áreas ocupadas por ela e as pirâmides, eles pareciam sugar a estranha luz para si.

A invasora então olhou para traz, buscando a fonte de tal energia, apenas para ser cegada pela imagem de relance do jovem colono em prantos com um corpo nos braços, para finalmente ser desintegrada instantaneamente. Ele emanava uma poderosa luz, como se ele próprio fosse uma estrela.

A luz então cessou completamente, o jovem então observou surpreso toda a destruição causada por ele. Mas o perigo ainda não tinha acabado. Da ultima pirâmide restante construtos vermelhos voltavam a sair, e vinha rapidamente em direção dele.

Antes que conseguissem atacá-lo, raios atingiram os construtos, um a um. Alrius estava levitando, e com seu poder, destruindo os inimigos restantes. Ele pousou lentamente ao lado do rapaz. Concentrou-se um pouco e disparou um raio para o céu, abrindo uma janela entre a fumaça negra, possibilitando a visualização da batalha cósmica.

apocalypse1Duas enormes naves como luas se digladiavam, a de Alrius, uma Nave Galáctica, capaz de singrar o espaço entre as galáxias, energizada pelo poder de uma estrela, e a nave invasora, uma devoradora de sóis, uma ferramenta de uma misteriosa, poderosa e antiga espécie alienígena, com o único propósito aparente de destruir todo o universo. Então Alrius disse:

– Venha! A guerra ainda não acabou – Segurou a mão do colono, e em um globo de luz cortou o céu em um raio ascendente, para auxiliar na luta a milhares de quilômetros acima da atmosfera do planeta onde a sangrenta batalha ocorreu.”

J.A.N – IA da Nave Galáctica “Ouroborus”

Inicialmente gostaria de agradecer a todos os leitores que agüentaram esperar até o fim desse pequeno conto, e espero que não tenham se decepcionado, e que possivelmente continuarei com o mesmo.

Chegamos ao fim de nosso material de introdução do cenário, e falaremos um pouco mais sobre a programação futura do projeto. Em primeiro lugar estou terminando o sistema de regras, um sistema simples que usa dados de 6 faces e bem similar ao storyteller (e com menos dados). Como já falei, iniciei continuações para esse conto, e ainda possuo uma idéia de um conto ainda maior (posso dividir em vários pequenos contos ou ir lançando como um romance).

Finalmente irei abrir espaço para contribuição plena dos leitores, aceitando contos, e iniciando uma história que será construída de forma colaborativa. Ainda não determinei os detalhes dessa empreitada, mas aceito sugestões. Para dar  terem noção do que é isso vi um exemplo no RPGS e parece que o Google writer permite algo assim. Imagino se dá também para incluir algo de RPG em uma empreitada desse tipo.

Aguardo sugestões, reclamações, duvidas e contribuições.

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Omni – Introdução – Parte 5

Posted in cenário, contos with tags , , , , , on Novembro 9, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 5

“Os defensores partiam para as duas ultimas pirâmides, cada um a seu modo, como deuses implacáveis e onipotentes. De uma das construções, um casal de jovens colonos saiu para observar seus salvadores em ação, confiando plenamente nos guerreiros e esquecendo o medo que os assolavam a momentos atrás.

O alienígena conjurava novamente um poderso raio, enquanto Caran lutava para romper o escudo da ultima nave. Repentinamente o escudo que Caran lutava desapareceu, e de uma das reentrâncias da pirâmide um raio de energia negra foi disparado, atingindo o alienígena de cabelos azuis.

– Alrius, não!!!! – Caran gritou desesperadamente ao ver seu colega de inúmeras batalhas sendo atingido inesperadamente.

– Nunca dê as costas para um inimigo – Essas palavras foram feitas por uma voz feminina, uma nova inimiga surgira traiçoeiramente, e com aquelas palavras enunciava o erro do guerreiro. Então o peito de Caran se rompeu em uma explosão vermelha, e ele caiu lentamente, escorregando pelo braço de uma bela mulher, só não tão bela, pois sua face possuía reentrâncias negras, por onde energia púrpura percorria de instantes em instantes, da mesma forma que sua armadura negra e púrpura.

– Traidora! Vocês venderam sua alma, mas perderam suas vidas, isso será o fim de vocês! – Caran caiu, mesmo em seu ultimo suspiro demonstrar que diante da morte certa a derrota não era uma opção.

O casal de colonos observava a cena aterrorizado, e em um piscar de olhos a bela guerreira surgiu na frente deles.

– Apreciando o show garotos? – Com essas palavras a guerreira perfurou com as mão a região entre os olhos da jovem colona, fazendo a parte de traz do crânio explodir.

hordaaA mancha de sangue espirrou no rosto do rapaz paralisado, imaginando que aquilo não pudesse acontecer.

– Você! Fale alguma coisa, grite! – Com a outra mão ela o agarrou pelo, levantando-o com a mesma facilidade de uma criança levantando um boneco de pano, enquanto o sangue do rosto do jovem escorria pelo braço dela.

– Chato! – Com total desprezo a mulher o arremessou brutalmente contra uma parede.”

O verdadeiro inimigo

O maior poder da Horda é na verdade outros guerreiros celestiais. Tomados pela arrogância e poder, caso sejam capturados são transformados em lacaios sem vontade da horda. Há relatos que até o corpo de Guerreiros mortos podem ser capturados e retornados a vida como aberrações.

Esses guerreiros corrompidos apresentam marcas de energias nefastas percorrendo seus corpos, com diversas cores, como vermelho, púrpura e preto.

Esses Guerreiros são um dos grandes desafios para os personagens jogadores, tão, ou mais, poderosos que eles, esses guerreiros mantêm o mesmo poder de suas vidas anterior, mas com um poder significativamente maior, além de contar com táticas traiçoeiras e mortais, não demonstrando nenhuma piedade pela vida.

O grande mistério é descobrir que fatores contribuem para a corrupção desses guerreiros. Muitos acreditam que a quantidade de poder que um guerreiro celestial possui é o fator crucial.

“Nenhum mortal deveria ter tanto poder”.

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