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Adaptando a Primeira Era da Terra Média (Parte 1)

Posted in adaptações, cenário with tags , , , , , , , , , on Março 14, 2012 by rsemente

Hoje começarei finalmente a apresentar uma série de matérias sobre como adaptar o cenário da Primeira Era da Terra Média para uma campanha de RPG de fantasia medieval qualquer, que por motivo de abreviação falaremos apenas “Primeira Era”.

Inicialmente vamos explicar um pouco a história desse cenário, para depois começarmos a adaptação em si.

Tudo começou quando Iluvatar, o Deus verdadeiro de senhor dos anéis, que criou os outros “Deuses” se cansou de ficar sozinho e criou outros espíritos, para acompanhá-lo no vazio, os maiores foram chamados de Valares, e os menores de Maiares. Com eles Iluvatar começou a reger uma sinfonia, que por um tempo foi perfeita, até que um de seus filhos começou a divergir de sua regência. Começou assim uma espécie de guerra sinfônica, até que no final Iluvatar se sobrepôs, no final alguns espíritos menores seguiram o corruptor, chamado Melkor, o mais poderoso dos Valares, causando novas perturbações, mas que no final Iluvatar sempre consegui retornar aos temas por ele previsto e Melkor foi expulso da companhia de Iluvatar.

No final da sinfonia seus filhos puderam ver imagens de um mundo que foi criado a medida que a melodia era cantada, e como em uma orquestra cada um de seus filhos tinha imprimido um estilo próprio na sinfonia, e o mais especial de tudo era que viram novas criaturas neles, criaturas livres, que cresciam com vontade própria, livre da canção inicial (ou talvez fossem os reflexos da prisão da harmonia que a própria musica deve sofrer para continuar bela)

As imagens apresentadas por Iluvatar eram apenas um reflexo do que estava para acontecer, um mundo foi criado e seus filhos teriam que ir a esse mundo e ajudar a construí-lo, do mesmo jeito que ajudaram a construir a sinfonia, e principalmente preparar terreno para a vida que surgiria nesse mundo.

E assim, foi criado a Terra, seus filhos quando chegaram lá encontraram um mundo amorfo, que eles foram dando forma com o tempo. Inicialmente criaram duas Lâmpadas, uma no sul e uma no norte, suspensas por enormes torres, foi então que Melkor fez seu primeiro ataque, destruindo as lâmpadas e dividindo o mundo em dois. Os Valares então fugiram para o continente ao oeste, Valinor e entraram em guerra contra Melkor, que fugiu para o norte construindo sua primeira fortaleza.

Em Valinor os Valares criaram duas Grandes Arvores com folhas que brilhavam mais que as estrelas para iluminar o mundo, e esperaram pelos elfos.

Antes de surgir os primeiros povos de fato, um dos valares quis adiantar o que viu de relance nas imagens de Iluvatar e criou um povo da terra, foram os anões. O valar logo percebeu que havia errado em alguma coisa, e o próprio Iluvatar veio pela primeira vez ao mundo para puni-lo, mandando ele prender as criaturas na terra até que os primeiros seres vivos surgissem de fato.

Os primeiros povos que surgiram foram os elfos. Eles surgiram em uma região longínqua, no extremo leste da terra media, e tiveram que percorrer um árduo caminho até o extremo oeste, e atravessar o mar para chegar em Valinor.

Nesse percurso, vários elfos se perderam, provavelmente capturados secretamente por Melkor. Acredita-se que eles foram transformados em orcs, versões hediondas e infinitamente mais fracas que um elfo.

Alguns desses elfos ficaram no meio do caminho por vontade própria, se prendendo a beleza das terras que viam, ou até se apaixonando por Maiares. Mas os elfos que chegaram a Valinor viam as grandes arvores, e a luz os abençoou com uma iluminação divina que jamais outro povo conheceria.

Nessa época os valares entraram em guerra novamente contra Melkor e prenderam ele em Valinor por três eras.  Nesse tempo os anões acordaram, assim como os Ents.

Secretamente Melkor conspirou sua vingança, fingindo redenção, ele foi solto, corrompeu elfos e se aliou com um grande e maligno espírito, Ungoliant, a ir até valinor e sugar a seiva das duas grandes arvores de luz, o que as matou, e acabou com a possibilidade dos homens terem a mesma iluminação que os elfos tiveram.

Melkor e Ungoliant, destruindo as grandes árvores de luz.

Melkor roubou as Silmarils, as jóias mais perfeitas já feitas, criadas pelo elfo Feanor, que guardavam a luz das arvores, e fugiu com ungoliant para a terra média, se escondendo em sua nova fortaleza Angband.

Feanor furioso decidiu se vingar de Melkor, nomeando ele para sempre de Morgoth. Ele pediu para que todos os elfos se juntassem a ele e fossem combater seu inimigo, um grupo de elfos ao recusar foi massacrado por Feanor e seus aliados, que roubaram seus barcos e chegaram na terra média.

Nessa época, no mesmo momento em que o Sol se pós pela primeira vez, surgiu o segundo povo, os humanos de uma beleza mais bruta que os elfos e muito mais frágeis e mortais, diferentes dos elfos que eram imortais.

Os humanos chegaram e se espalharam pela terra média, eles inicialmente temeram os Valares, mas acabaram acreditando neles e seguindo para Valinor, mas Morgoth entrou em contato com eles e os corrompeu. Apenas um grupo de humanos se manteve fieis aos valares, e mesmos esses nunca conseguiram chegar em Valinor, pois tinham que passar pela região de Beleriand, já transformada em um campo de guerra entre Morgoth e os elfos.

E assim começou o fim da primeira era.

Na próxima matéria começarei pra valer com a adaptação para RPG (então saberão qual o sistema que escolherei para isso), e provavelmente apresentando dicas de criação de personagens, quanto as classes.

Como você começou a jogar RPG?

Posted in artigos, Devaneios with tags , , , , , on Março 8, 2010 by rsemente

Ultimamente ando bem sem inspiração, isso talvez por que ando bem sem tempo de dar a devida atenção no blog e o super mês de artigos deu uma boa esgotada nas idéias (e no fôlego). E pensando na velha pergunta “e agora?” lembrei que nunca tinha respondido as perguntas básicas sobre o RPG que é “O que é RPG?” e “Como você começou a jogar RPG?”. Então aproveito esse momento sem inspiração para responder essas duas perguntas, começando pela segunda:

Como você começou a jogar RPG?

Olá, para quem não me conhece me chamo Rodrigo Soares Semente, e tudo começou mais ou menos em 1993.

Nessa época tinha apenas 10 anos, e estava lendo muito quadrinhos, turma da mônica, disney e trapalhões. Também passava o desenho dos x-men de 1992 (o melhor até hoje), aquele com wolverine, jubileu, gambit, vampira, fera, ciclope, jean grey e tempestade (também tinha o morfo que era “morto” logo no inicio), e influenciado pelo desenho comecei a ler os X-Men.

Até ai o meu mundo nerd era praticamente TV e Quadrinhos, mas um grande feito estava por vir. Nessa época chegou as bancas (ainda lembro em qual loja comprei) uma revista dos trapalhões: “As Aventuras dos Trapalhões – Em busca do Ioiô Sagrado Nº2” com o Didiana Jones (paródia de Indiana Jones) que dizia na capa “Você decide o destino de Didiana Jones”. Comprei e lá explicava que a revista na verdade era um jogo chamado RPG (claro que depois descobri que não era exatamente RPG e sim aventuras solos), joguei e foi o inicio do hobby que mais pratiquei (ou mais quis praticar).

É claro que uma revistinha em quadrinho, com apenas de 52 páginas, não eram suficiente para satisfazer o meu desejo em controlar personagens. Lembrava que havia uma revista “As Aventuras dos Trapalhões – A ilha dos Dinossauros Nº1” mas nunca consegui acha-la para comprar. Nessa época Mário era praticamente a coisa mais moderna nos games, tinha alguns múltiplos caminhos, mas o finais eram praticamente os mesmos, e de fato era apenas ação, nada de decisões chaves como “lutar ou não lutar?”.

Felizmente o meu caminho iria cruzar novamente, e em propagandas nas revistas dos X-Men havia um tal RPG chamado “Hero Quest – Você é o Herói!”. Na capa do jogo havia um bárbaro com uma grande espada, e três outros heróis bem ao estilo Golden Axe, contracenando uma cena de ação memorável. Qual criança não ficaria maravilhado com tal pérola dos jogos?

Eu morava na famigerada cidade do sal e da liberdade, em Mossoró/RN, e como era interior nem sempre tudo chegava lá, mas dessa vez o destino foi gentil, e em uma loja de brinquedos, ao lado de War e banco Imobiliário, lá estava “Hero Quest”. É claro que não era fácil ganhar o jogo, ainda não era meu aniversário, mas o dia das crianças estava próximo, e quando esse dia estivesse mais perto já sabia qual era o meu presente.

Finalmente chegou o dia e consegui comprar o jogo, uma caixa grande, e dentro um grande tabuleiro, várias peças estranhas, alguns cartões, e um exército de miniaturas de papel. Junto com eles dois livros, um para os jogadores, e um para o Mestre!

Em pouco tempo li tudo e comecei a mestrar, eu era o Zargon, e meus vizinhos, primos e irmãos se incumbiam dos papeis de Bárbaro, Anão, Mago e Elfo. Fora as primeiras grandes aventuras de dungeons crawler que experimentei e ajudou a consolidar o gosto pelo hobby.

Com o passar dos tempos joguei (apesar de nunca possuir) Dungeons & Dragons, a caixa vermelha com um dragão vermelho na capa. Um amigo tinha um tal GURPS e me emprestou, aprendi a jogar lendo as simples duas paginas, parti para o final do livro jogar a aventura solo com o personagem Dai Blacktorne. Em Recife, onde passava as férias, tive contato mais detalhado com GURPS, aventuras fantásticas e Vampiro a Mascara.

Depois disso meus brinquedos de natal, aniversário e outras festas já não eram mais brinquedos, e sim Livros! Livros de RPG! Entre os quadrinhos uma nova revista era comprada todo mês, a Dragão Brasil, que comprei desdo Nº 3 (por achar que era uma nova revista e a “Dragon” Brasil era outra).

O RPG me ajudava com leituras mais elaboradas, do que aquelas com os quadrinhos, quando criava as fichas de personagens (principalmente GURPS Supers) aprendia matemática (naquela época a disciplina que me dava mais trabalho), aprendi a ter gosto por ficção científica, comecei a assistir Star Trek, me admirava com o poder mental da lógica Vulcana, a qual tentava imitar a risca.

Sete anos depois, com 17 anos, tentei quatro vestibulares de engenharia (três da computação e um de mecatrônica) e um de ciência da computação. Passei na primeira fase dentro das vagas dos quatro de engenharia, no final passei em dois de engenharia da computação.

Hoje sou estou terminando uma Especialização e Mestrado, tento seguir a carreira acadêmica, e ainda jogo RPG (além de tentar criar os próximos).

E Você?

e Você, caro leitor, como começastes a jogar RPG? (Responda nos comentários com texto ou link para o depoimento em seu site)


A História do RPG (Parte 1)

Posted in artigos with tags , , , , , on Abril 10, 2009 by rsemente

Por Steve Darlington

Tradução: Rodrigo Semente

Disponível em http://ptgptb.org/0001/history1.html

A mais completa, mais precisa e apenas ligeiramente tendenciosa exposição da turbulenta existência do hobby, desde as suas origens até aos nossos dias. Divididas em cinco partes.

PARTE I Um pequeno passo para um wargamer …

litle-warsNossos ancestrais

Como todas as boas histórias, que começam com um famoso gênio que estabelece o empurrão inicial. Neste caso, é a incrível visionário, HG Wells. Wells não só foi o avô da ficção científica, ele também foi o avô de jogos de guerra. O que faz dele, se preferir, o bisavô dos Role-Playing Games.

Os Jogos de Guerra existem desde que as guerras aconteceram. A idéia de simular batalhas sem os perigos pessoais pode ser rastreada até a Suméria antiga, mais de quatro mil anos atrás. O Xadrez e Go, dois dos mais antigos jogos do mundo, surgiram a partir de jogos de guerra. Os Jogos de Guerra contemporâneos originaram-se na Prússia, na virada do século 19. O jogo, Kriegspiel (Jogo de Guerra), introduziu a idéia de organizar marcadores sobre uma “mesa de areia”, e utilizando um dado para determinar quaisquer elementos aleatórios na batalha. Após a Guerra Franco-Prussiana, os ingleses criaram suas próprias versões, e eles começaram a ser usados com sabedoria pelas forças armadss para treinar em tática e prever os resultados militares.

Foi Wells, porém, que primeiro abriu os jogos para os amadores. Em 1915, ele publicou um conjunto de regras amadoras de jogos de guerras em um livro intitulado Little Wars, agora visto como a bíblia dos “Jogadores de Wargames” bíblia. Wells foi também o primeiro a sugerir que as miniatura devessem ser usadas para representar respectivas forças, para adicionar sabor, e um sentido de participação no jogo. Embora o livro fosse popular, Wargames realmente não decolaram, até que, em 1953, Charles Roberts lançou o primeiro jogo de guerra de “tabuleiro” disponível comercialmente. Apesar de ter sido um começo devagar, Roberts finalmente criou a companhia de jogos Avalon-Hill, atualmente uma das maiores companhia de jogos do mundo.

Curiosidades: muitas das informações deste artigo vieram da soberba exame sociológico do RPG de Gary Fine, intitulada “Shared Fantasy”.

senhor-do-aneisDa faísca para o fogo

De fato, na década de 60 e 70, Os Jogos de Guerra se beneficiaram do auge de popularidade que ainda tem que ser retomado. Parece que todos aqueles jovens que não estavam usando LSD e ouvindo Bob Dylan estava jogando um bocado de Wargames dos infernos. Logo, já não era um jogo, era uma indústria. Uma enorme, bem estabelecido e bem definido Fanclub, com as suas próprias congregações, publicações e jargão foi evoluindo, tal como o foi para os fãs de ficção científica no mesmo período. No final dos anos sessenta, houve uma forte e estável sub-cultura para os wargamers, um ambiente de apoio que estava a começando a fomentar muita criatividade e experiencias entre os seus membros. Foi exatamente este tipo de exploração, que foi o combustível para o fogo do Role-Playing. Mas ainda era necessária uma faísca. Uma faísca que foi: O Senhor dos Anéis.

Lançado na íntegra nos Estados Unidos em 1966, ele chegou para mudar o mundo literário, e também o mundo de milhões de americanos adolescentes de classe média. E já que noventa por cento dos jogadores de Wargames eram adolescentes do sexo masculino de classe média, é preciso apenas um pouco de imaginação para ver o que aconteceria em seguida. Os jogadores já não desejavam recriar a batalha de Gettysburg, mas a batalha do Abismo de Helm. As guerras napoleônicas foram abandonadas em favor da Guerra do Anel, Goblins e orcs substituíram a infantaria e cavalaria. As pessoas queriam saber quanto de dano um Balrog poderia fazer, e qual a distancia de um feitiço de relâmpago.

Parecia apenas uma questão tempo antes do primeiro jogo ambientado no mundo do Tolkien desde que Senhor dos Anéis foi publicado. Houve, contudo, um ligeiro impedimento para isto, que foi o fato de que havia muito poucos Wargames bons que lidavam com a era medieval bem o suficiente para permitir que coisas como magia e dragões pudessem ser introduzidas. E no caminho do destino cruzou dois homens: Ernest (Gary) Gygax e David Arneson.

Curiosidades: A primeira edição do D&D, tal como muitos jogos que se seguiram, contavam com hobbits. Contudo, advogados de Tolkien logo ameaçaram ações de copyright, levando ao nascimento dos “halfling”.

tsrA Lendária Parceria

Em uma pequena cidade em Wisconsin chamado Lake Geneva, Gygax, Jeff Perren e amigos criaram um Wargame que tinha modelos precisos da maioria dos aspectos de uma batalha medieval. Era chamado Chainmail, e foi publicado pela nova empresa de Gygax, Tactical Studies Rules. Foi uma versão posterior, mais amplamente distribuída, que se tornou o primeiro Wargame a incluir regras para gigantes, trolls, dragões e magias. Este jogo é encarado como o predecessor imediato de Dungeons e Dragons, e, na verdade, existem muitas semelhanças nas regras e estilos.

Curiosidades: TSR foi nomeada baseada em um clube de jogo local: A Associação de Estudos Táticos do lago Genebra (Lake Geneva Tactical Studies Association).

No entanto, As sementes do role-playing foram plantadas muito mais cedo. Na época em que o Chainmail foi escrito, Gygax foi membro de um grupo de entusiastas de guerras medievais intitulada Castles and Crusades Society. Um colega, Arneson, já começara a experimentar algumas idéias de role-playing. Como ele mesmo falou:

Curiosidades: Arneson dá crédito a si mesmo par ter incluído “magia” nos Wargames – aparentemente após assistir um episódio de Star Trek, Dave deu para seu druida um Phaser, e enviou seus opositores forçando-os ao reino do alem! Isto se tornou naturalmente a magia relâmpago.

Eu tenho que dar muito crédito [pela a idéia] para outro jogador local, Dave Wesley. Ele foi o primeiro a introduzir o role-playing … o primeiro jogo que aparece em minha cabeça são uns poucos jogos medievais, um período muito chato para dos Wargames. Ele tinha um sistema de regras bobo e depois do nosso segundo jogo, estávamos entediados. Para apimentar um pouco, Dave, que organizou e arbitrou [o Wargame], deu a cada uma pequena meta pessoal na batalha.

Isto foi em 1968. Embora bruto, foi o primeiro passo em direção ao role-playing. Arneson continua:

Bem, aquilo deixou todos nos pensando “aquilo não foi bom ” e fizemos alguns outros jogos com várias pessoas. “Vamos ter uma grande campanha medieval com meia dúzia de pessoas diferentes, jogando com um pequenos poderes e com cinquenta ou sessenta homens, e então você é o rei ou a cavaleiro, ou o que quizer.” E isso foi evoluindo. O que nos levou ao role-playing.

No início dos anos setenta, a criatividade Arneson encontrou a fantasia de Gygax e os dois homens começaram a unir suas idéias. Em 1970 ou 1971 (Arneson nunca teve certeza da data), Arneson pegou o sistema do Chainmail e jogou o que foi o primeiro verdadeiro RPG que existiu.

Todos os amigos tinham vindo para uma noite tradicional de Batalhas Napoleônicas, e viram a mesa coberta com um enorme castelo em cima dela. [Eles] imaginaram como aquilo tinha chegado nas planícies da Polônia, ou qualquer lugar que estávamos jogando, e eles logo descobriram que eles estavam descendo em direção a profunda, fria, úmida, e escura masmorra(dungeon).

black-moorEste jogo se tornou mais tarde de Blackmoor dungeon campaign (Masmorra de campanha Blackmoor). Gygax rapidamente seguiu o exemplo com uma aventura que viria a ser a Campanha de Greyhawk. Ao longo dos próximos anos, os dois jogaram e testaram regras que acabaria por se tornar o jogo Dungeons & Dragons, o primeiro role-playing game do mundo vendido comercialmente. Como Wargames, teve um inicio fraco, mas um hobby totalmente novo nasceu.

Curiosidades: Evidentemente, o RPG não foi chamado de role-playing naquele momento. A primeira edição de D&D foi chamada “Fantasia Medieval Wargame, jogada com papel, lápis e Miniaturas“, nem mais, nem menos.

Uma última homenagem a Dave Arneson

Como todas as grandes parcerias, Gygax e Arneson não ficaram sem diferenças criativas. Menos de um ano após a D&D foi lançado, estas diferenças atingiram o limiar, e Arneson partiu. A TSR, com o novo parceiro de Gygax, Brian Blume, continuou a trabalhar, mas sem pagar os royalties que Arneson ainda tinha direito legalmente devido a sua parte como proprietário. Em 1979, Arneson levou este assunto para o tribunal e, após uma longa batalha, que foi ganha pela TSR. A tragédia é que, hoje, é Gygax aclamado e elogiado como o único e grande pai do RPG, enquanto Arneson foi esquecido por todos e pela indústria. Espero que esta história tenha, de alguma maneira, servido para corrigir esta injustiça.

NOTAS DO TRADUTOR: Está e a 101ª matéria do blog, e como nunca falei nada sobre o que é RPG ou sua origem, aqui estamos reparando esse erro. Esta série de artigos que estou traduzindo é uma homenagem aos criadores do RPG. Descansem em paz Gary e Dave.

Em memória de:

Dave Arneson (01/10/1947 – 07/04/2009)

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Gary Gygax (27/07/1938 – 04/03/2008)

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TV: “Dragões: Uma Fantasia que se Torna Realidade”

Posted in Cinema, TV, e Vídeos with tags , , , , , , , , on Fevereiro 3, 2009 by rsemente

O Ultimo Dragão, conhecido também como Dragões: A Fantasia se Torna Real nos Estados Unidos e Brasil, ou Mundo dos Dragões em outros países, é um documentário de 2004 feito pelo Animal Planet que mostra a descoberta de um corpo preservado pelo gelo de um dragão real!

O brilhante Dr. Tanner finalmente descobriu a origem do mito mais extraordinário que já existiu: O Dragão!

Nesse documentário, todas as teorias e descobertas do Dr. Tanner são apresentadas em animações computadorizadas 3D, em situações, que segundo ele, podem ter realmente acontecido. Nessa viagem através da pré-história até a história medieval vemos a evolução da criatura mais fantástica já descoberta, que inspirou o RPG mais jogado do mundo, o Dungeons & Dragons.

Você pode assistir o documentário completo e em português ai em baixo:

Animal Planet – Dragões (Parte1de5):

Animal Planet – Dragões (Parte2de5):

Animal Planet – Dragões (Parte3de5):

Animal Planet – Dragões (Parte4de5):

Animal Planet – Dragões (Parte5de5):

Antes de terminar preciso dizer que não fui completamente sincero na declaração acima, pois não é um documentário real e sim uma ficção feita como se fosse um documentário real. Claro que é muito legal, e em alguns momentos faz parecer que é uma obra real, e se você não souber disso pode chegar a acreditar que alguém encontrou um dragão de fato, mas essa é a graça do programa.

Pretendo apresentar esses dragões para D&D em futuras matérias, aguarde!

Veja também:

Dragões e mais Dragões

Anões: Gelo, Pedra, Fogo e Aço!

Posted in raças with tags , , , , , , on Outubro 27, 2008 by rsemente

Após uma semana sem nenhuma matéria apresentamos os vários clãs de anões e suas subespécies, assim como a história das raça comum mais poderosa de D&D.

Anões Glaciais e Um Verme do gelo domado

Os anões surgiram do Sangue de Ymir, o gigante primordial. Assim como Uranos, o primordial cósmico, ele foi morto por seu descendentes. Seu cadáver logo entrou em decomposição e nele vermes gigantes nasceram e começaram a comer sua carne. De dentro de seus ossos, criaturas fortes e selvagens nasceram, os anões, e travaram uma guerra selvagem contra os vermes aos quais eles venceram.

Os anões conseguiram então domar os vermes gigantes, e os utilizaram para diversas atividades, como escavar túneis, guerra e alimentação. Com o passar do tempo quando os anões foram para a superfície, eles tiveram que abandonar parcialmente esse costume, visto que o trabalho em pedra e a guerra se tornou uma arte, e era indigno usar criaturas bestiais como os vermes para realizar suas construções.

Mesmo assim até hoje tribos de anões usam vermes gigantes para tarefas mais rudes, como para escavar túneis, e até para batalhas, sendo um de seus esportes prediletos.

Em seu sangue, os anões possuem o poder dos primordiais. Os dragões quando descobriram isso, e invejosos como são, então os escravizaram, trazendo-os para Heöe, tentando roubar esse poder, sem sucesso.

Dos poucos milhares de anões trazidos para Heöe, eles se tornaram muitos, mais do que os dragões conseguiam controlar, pois as profundas cavernas dos anões eram perigosas armadilhas para os dragões. E se tornaram muitos, mais do que sua sociedade conseguirá agüentar, se dividindo assim em vários clãs.

Então hoje existem várias famílias de anões, a maioria benignos, mas outros malignos: Os mais bem sucedidos foram os Anões das Montanhas, que apesar de estarem divididos em várias cordilheiras são considerados como uma só família. No norte, Anões Glaciais ajudaram aos homens de Ardel a construírem suas grandes fontes termais a mando dos dragões brancos, e nas profundezas os Anões Sombrios não deixaram de seguir os dragões púrpuras. O grande Herói anão gerou uma descendência completa, formando o clã anão de Turimir, ou Anões Turimirianos. Os logos anos de guerra deixaram os salões das montanhas Gunbard, com uma maioria de infantes e viúvas, que então tomaram para si toda a atividade da guerra, gerando o clã das Anões Leões.

Em Heöe existem atualmente pelo menos cinco clãs diferentes de anões, são eles:

Anões das montanhas: Estes anões são os mais comuns, apaixonados pela guerra e pelos trabalhos em metais e pedra. Eles esculpiram e constroem grandes fortalezas nas montanhas, cada vez mais profundamente para enterrar seus descendentes, aos quais rezam como deuses.

Anões da montanha se preparando para guerra

Anões glaciais: Ainda mantém o milenar costume de domar vermes gigantes, principalmente os vermes do gelo. Vivendo por conta própria esses anões podem negociar ou atacar qualquer um seja mortal seja dragão.

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Um anão descendente de Turimir

Anões Turimirianos: A lenda conta que um dos “mal” do grande Turimir era a luxuria, e por onde passava uma anão era tomada como esposa. Mesmo em vida Turimir chegou a lutar ao lado de algum de seus filhos, e em morte vários ainda estariam para nascer. Essa grande descendência gerou um novo clã, o clã de Turimyr, anões fanfarrões e brigões, os melhores naquilo que fazem.

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Um Anão Leão e sua Anã Leoa

Anões Leões: Esse clã possui em sua maioria mulheres, os anões machos dessa família tiveram que ser preservados e tomaram para sim diversas esposas, assim se formaram família com um macho dominante e várias esposas e filhos. Os costumes desse clã mudaram radicalmente, onde antes os anãos guerreavam agora eram as anãs, sobrando para o anões a tarefa de duelar e preservar seu harém e descendentes. Por isso até hoje são chamados por Anões Leões.

Anões Sombrios

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Anões das Profundesas (duergar): Estes anões aceitaram plenamente a escravidão dos dragões, principalmente com os dragões púrpuras, e se corromperam totalmente a escuridão, tornando sua pele escura e adepto das profundezas. Todos os outros anões os vêem com desprezo, e ficaram de lado oposto nas guerras dracônicas.

Elfos

Posted in raças with tags , , , , on Setembro 16, 2008 by rsemente

Após ver dois filmes fantásticos esse domingo, “Em busca da terra do nunca” (Finding Neverland) e Hellboy II: O exército dourado, tive uma epifania e consegui encaixar de forma legal e condizente os Elfos no cenário.No primeiro filme, conta a historia sobre uma família imortal, e o segundo é melhor assistir, pois é um ótimo filme sobre o filho do anjo caído e elfos.

Então aqui vai os Elfos de Guerras Dracônicas:

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Elfos Celebrenfel e uma águia gigante

Há muito tempo atrás, uma jovem raça de hominídeos, mais frágeis que os nossos ancestrais e mais despertos que nós mesmos, alcançou a Arvore da Vida, e aos pés dessa arvore encontraram uma fonte, a fonte da vida, a fonte da vida eterna. E dessa fonte eles beberam e então se tornam imortais.

Mas essa imortalidade teve um custo: com o passar do tempo, apesar de não morrerem, o mundo ao seu redor se afastara cada vez do mundo real, até esse mundo sumir, sumir da existência e levando os elfos juntos. Então assim os elfos sumiram da realidade mortal e apareceram no seu novo mundo, o mundo feérico, conhecido pelos nórdicos de Alfheim.

Travaram diversas guerras entre raças invasoras e criaturas perversas, tentaram recriar seu reio no mundo real, mas sempre após algumas décadas eram apagados da realidade. As vezes elfos retornavam para seu mundo natal, gerando diversas lendas, mas sempre tiveram que retornar a seu novo mundo, aos pés de Igdrasil, guardando eternamente a árvore da vida.

https://i1.wp.com/www.wizards.com/dnd/images/MM35_gallery/MM35_PG101.jpg

Elfos Tindorin

Até que um dia, a própria Igdrazil estava ameaçada, assim como todo a criação, os dragões estavam cada vez mais perto de atacar Igdrasill, então o Sacerdote élfico Telveri se aliou ao grupo de heróis que acabou se sacrificando para derrotar o imperador dragão.

Com seus exércitos imortais os elfos então se juntaram a grande guerra que se iniciava. Clãs inteiros de Elfos foram até Heöe para derrubar o império e honrar o sacrifício de seu nobre herói. Os Celebrenfel (Asas Prateadas), montados em suas aliadas águias gigantes, os Tindorin (Flechas Noturnas), apaixonados pelas estrelas, Os Cristalen (Espadas Verdes), nobres elfos guerreiros, e por fim o lendário clã sombrio, lembrado apenas pelos mais sábios e de existência duvidosa até entre eles,  foram os principais clãs a migrarem para Heöe. Misteriosamente o tempo ainda não os tragou de volta para seus reinos feéricos, e então fundaram três cortes élficas em Heöe, cada corte representando um dos clãs, com um ancião elfo como rei.

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Elfos Cristalen

Apesar das três famílias de elfos, alguns deles existiam em Heöe antes da queda do império, pois os membros da raça imortal costuma viajar e apreciar a beleza dos mundos onde Igdrasil toca. Algumas pequenas famílias vivem em lugares ermos, e outras espalhadas pelo mundo.

Elfos Celebrenfel: Amantes das alturas. Eternos aliados das águias gigantes, esses elfos foram uma importante força durante as primeiras guerras dracônicas. A maioria deles se tornam paladinos, ávidos para combater o mal onde quer que esteja.

Elfos Tindorin: Guardiões da gigante Floresta Duinath, em Fortemar, esses elfos lutam constantemente contra forças da corrupção que emana das montanhas Negras, e contra alguns povos bárbaros que insistem em destruir a floresta. Amantes das estrelas e peritos com arcos, esses elfos são combatentes da escuridão contra a escuridão.

Elfos Cristalen: Poderosos elfos, adeptos de antigas artes da guerra, seus exércitos de formidáveis guerreiros, que segundo a lenda “quando juntos brilham como o sol, cegando os inimigos”. Exímios artistas, são amantes de todas as artes, inclusive a forjaria e do combate.

Em futuros artigos abordaremos mais detalhadamente cada família individualmente.