Kalymba Forever – Sessão 01


“As pessoas já se reunião animosamente na clareira da vila arbórea de Konguhala, em sua maioria Obonianos e duas famílias de Yumbos se reuniam em círculo com uma velha orangotango no centro falando palavras de ordem. Apesar do conselhos de guerreiros liderar o local, os anciãos sempre foram respeitados como conselheiros, principalmente a Vovó, como todos chamavam a orangotango anciã.

– Já faz mais de uma semana e eles não voltaram! – a Vovó parava para recuperar o ar e voltava a gritar – nenhum de vocês é corajoso o suficiente para se arriscar novamente?

Ela falava do fato de que um grupo de quatro heróis saíram para descobrir o que tinha acontecido com os caçadores que haviam saído para savana e não retornaram.

A vila Konguhala ficava próxima às margens do rio Telele, que cortava de leste a oeste a planície de Kakhulu, e do outro lado se encontrava com um de seus afluentes, o menor rio que levava a vila Shimo. Escondidos em uma das poucas selvas densas da planície, o povo pacífico e devoto de Sosi da vila Konguhala tinha medo de que estivessem enfrentando algum perigo maior, que pudesse ameaçar a própria aldeia. Os caçadores eram responsáveis por trazer carne farta e saborosa para aqueles que não eram exclusivamente vegetarianos, assim como o mel, uma iguaria apreciada por todos e que permitia a fabricação de um saboroso licor.

Foi quando três figuras peculiares se apresentaram para ajudar…”

A vila de obonianos de Konguhala

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Assim começou nossa campanha de Kalymba, que batizei de Kalymba Forever, que contou com:

Abulê, um bufauros devoto de Xangô, que carregava uma grande espada cortal.

Mafoo, um lêmure caçador, de pelagem preta e branca e devoto de Sosi.

Agama, um pequeno dooshura azul e verde cheio das manhas e devoto de Odua.

Os três se prontificaram a averiguar a situação, e devido a sua presteza foram fornecidos dois cavalos para eles.

Quando estavam saindo, um pequeno Yumbu chamado Yonu queria participar da missão, mas o grupo não aceitou, e quando novamente todos estavam prestes a sair um velho humano, o único da vila, apareceu.

Era Kotango, um velho devoto de Oduã que se aposentou naquela pequena vila para descansar dos seus últimos dias de aventura. Ele disse que havia recebido uma mensagem dos orixás e que aquela devia ser sua última missão. Mas para isso ele cobrou algo em troca, uma parte de dez do que conseguissem deveria ser oferecida a Oduã caso ele não voltasse.

Os jovens aventureiros aceitam que ele vá com o grupo, mas novamente na saída percebem uma coisa se movendo na sacola de um dos cavalos, era novamente Ionu. Após muita conversa eles decidem que se a vovó permitisse ele poderia ir. O animadíssimo Yumbo voou como o vento e pouco tempo depois retornou dizendo que ela havia permitido.

O grupo composto pelos cinco seguiram para o norte em direção a savana, e a alcançaram próximo ao meio-dia. 

No meio da savana presenciaram um bando de três leoas caçando um babuíno. Sem saber se era um oboniano desperto ou não decidiram ajudar. O babuíno solitário foram encurralado em uma árvore não muito alta, enquanto as leoas o cercavam.

Agama e Mafoo se aproximaram sorrateiramente, deixando os dois prontos para um disparo de arco com vantagem. Agama atirou (acertou ou não?), mas o destino sorriu para Mafoo, a vegetação alta pareceu se abrir entre ele e as leoas, e puxando duas flechas disparou uma com tanta precisão que uma delas caiu ali mesmo, ferindo a outra. As duas sobreviventes fugiram do oponente que acabara de matar sua irmã.

Livre do perigo, o babuíno desceu da árvore e fugiu na direção oposta às leoas e aos aventureiros.

Após carregar a leoa como caça no cavalo seguiram então mais algumas horas, e já no final da tarde avistaram uma fumaça no horizonte. Eles decidiram mandar Ionu verificar o que estava acontecendo, e cortando o vento o pequeno yumbo retornou avisando que tinha um grande buraco e algo queimava na borda.

Os aventureiros seguiram em frente, mandando Ionu se esconder, e encontraram o fosso, um buraco com uns vinte metros de largura e uns seis de profundidade, cheio de cadáveres no fundo. O cheiro de podre nauseava os mais fracos. Em uma das bordas uma fogueira queimava levantado a fumaça escura e na frente dela um montículo pedras parecia ter sido erguido. 

Analisando a cena descobriram dois tipos de pegadas. A primeira era de um grande animal, mais pesado que um elefante, que havia seguido em direção a savana. A segundo era evidentemente bem recente e seguia para sul, em direção a floresta e a vila, onde algo parecia se arrastar e outra três pegadas seguiam o que se arrastavam.

Os aventureiros decidiram seguir as pegadas mais recentes, o forte Abulê levava Agama e o ágil Mafoo seguia na frente sem problemas, atrás vinha Kotango. Cerca de quinze minutos depois avistaram uma cena inusitada.

Um pequeno abatwá evidentemente muito ferido e de três braços arrastava três pessoas, eram os heróis desaparecidos. E  atrás deles seguiam três criaturas humanoides, lembravam oboniano caçadores, mas estavam em um estado de putrefação. Eram Nzumbis.

Os aventureiros atacaram sem hesitação, a proximidade deles atraiu as criaturas. Enquanto Agama e Mafoo atiravam flechas que atingiam em cheio os Nzumbis. Mafoo novamente acertou uma criatura que logo caiu, fazendo outra criatura tropeçar. Abulê partiu para cima da única criatura de lança que estava em pé, desferido um poderoso golpe com sua espada que derrubou sem problemas. O Nzumbi restante se levantou e atacou Abulê com a lança o atingindo não muito gravemente, apenas para a última flecha disparada por Mafoo aceitasse a cabeça da criatura.

Enquanto isso, Kotango correu para os heróis, tocando o corpo dos três caídos. Uma luz envolveu seus corpos, como se saísse do velho aventureiro para os heróis, e um por um os ferimentos mortais dos heróis foram  desfeitos e eles se despertavam da morte que em Aiyê nem sempre é definitiva.

Mas no final Kotango caiu no chão sem vida. Ele havia cumprido a última missão dada a ele por Oduã…

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