Arquivo de conto

Nova Fase no Blog

Posted in Notícia with tags , , on Abril 19, 2011 by rsemente

Onde a história se passará

Olá pessoal!

Infelizmente estou um pouco mais sumido do que de costume, isso é devido a um grande problema de família, que poderá me tirar do ar por algumas semanas ou meses (espero muito que isso não aconteça). Simplesmente não tenho tempo, e muito menos cabeça pra organizar qualquer coisa sem pensar nesse problema.

Por isso vou começar a publicar um dos projetos que estou trabalhando a um tempo, mas que, devido as descobertas do Telescópio Espacial Kepler, foi adiado para a atualização do projeto de acordo com as novas descobertas e suas implicações (Não é OMNI).

Se trata de um conto/romance, não sei como qual a classificação para o texto, simplesmente não sou da área humanas, e meus conhecimentos de técnicas literárias são puramente amador. É uma história que se passa no século XXII, sobre exploração planetária, fortemente inspirada em Uma Princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs, em 1917, e nas recentes descobertas de exoplanetas.

Então esperem muita ação, e muita ficção científica, o nome é “Os filhos de Gliese” (ou outro nome se tiverem sugestões melhores durante a leitura).

Publicarei a história dividida em pequenas partes semanalmente, só não sei que dia é o mais apropriado (Segunda, Quarta, Sexta?)

Então votem ai qual dia preferem a publicação:

OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte4)

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 28, 2010 by rsemente

… Continuando

Eles também não possuem sexo, se reproduzindo por um processo chamado de “necromitose”, onde após morrer o corpo do individuo se divide em alguns pedaços que se transformaram em uma espécie de larva que se tornará um individuo completo em alguns meses. A variação genérica é possível pois possuem três cadeias de DNA, uma delas nada mais é que um deposito de variados DNAs, obtidos através da alimentação. Quando se divide a larva será compostas de várias células que tentam aleatoriamente absorver esse deposito de DNA, restando apenas aquelas que não sofrerem mutação.

Eles cunharam sua civilização completamente no meio liquido. O planeta natal deles, de nome impronunciável para nós humanos, assim como todas as outras palavras de sua língua, significa uma palavra que ao mesmo tempo tem significado de água, gelo e terra, na verdade é como se a palavra deles para água, gelo e terra seja derivada dessa palavra original para o planeta.

O som original de um Pisci é algo similar ao som de baleias e golfinhos, indo ao espectro subsônico do som, e capaz de ser emitido originalmente apenas pela água. Os Piscis tiveram que se adaptar ao mundo atmosférico, e seus “embaixadores”, se utilizam de conversores de som para pronunciar palavras no meio atmosférico, além de necessitarem de um suplemento alimentar que permite a adaptação do corpo para resistir à atmosfera desidratante.

A seguir: Uma diferente evolução tecnológica

Abro o arquivo de um livro narrado que conta a história da evolução tecnológica dos Piscis, focada na exploração espacial.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 4

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 27, 2010 by rsemente

…Continuando

A solução imediata de Sirius foi correr na direção oposta, enquanto pensava numa forma de vencer aqueles monstros. Sem a lança espira seria difícil ganhar de tantos. Então percebeu na proximidade um confronto ainda existente entre os dois exércitos, onde uma tropa inimiga permanecia firme na luta.

Sirius então partiu em disparada para dentro da turba, esperando que as criaturas se distraíssem com seus inimigos.

Mas antes de chegasse ao grupo uma poderosa mão metálica agarrou sua capa, e parou instantaneamente sua corrida, fazendo-o cair e se elevar ao ar, como se escorregasse em uma poça lama.

Um rorau o agarrara, e sua vida agora estava ameaçada.

A criatura o puxou com força sobrenatural, girando-o no ar como se fosse nada, até finalmente o jogando contra o chão.

– Argh! – gemeu Sirius, que sentiu o impacto no chão mesmo através de sua armadura.

Ainda prostrado, percebeu que agora vários roraus estavam ao seu redor, e começou a temer por sua vida. Mas antes que um massacre começasse sentiu novamente o puxão de sua capa, e quando se deu por si já se encontrava novamente no ar. Parece que o rorau o agarrará tomou gosto pela “brincadeira”, e começava a balançá-lo no ar. Os outros roraus pareciam incomodados, e pulavam raivosamente ameaçando o companheiro mesquinho.

Apesar do rodopiar incessante e do impacto sofrido, Sirius ainda empunhava a Raio Mortal, a bela espada curta que era sua segunda arma. Aproveitando a situação de atrito entre aquelas estúpidas criaturas, Sirius rasgou sua capa com a espada em pleno ar, antes que fosse capturado por outro rorau que inventasse uma brincadeira ainda mais perigosa.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 3

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 20, 2010 by rsemente

Agora sim o icho vai pegar! Com vocês os roraus!

Parte 3

Ainda mais macabros que seus carcereiros, essas robustas criaturas carregavam o trono, mas haviam outros, preparados para atacar ao menor sinal de carne viva.

Chamados de roraus, as criaturas lembravam gorilas metálicos, suas sombras eram grandes e volumosas, seu corpo coberto com armaduras negras, cheias de cravos, correntes e fissuras, deixando transparecer que por debaixo daquela profana armadura viviam seres ainda mais horrendos. Protegidos dos pés a cabeça, essas violentas criaturas lembravam uma versão feita para destruição e para o combate de seus tratadores, que escondidos em capuzes negros deixando transparecer a podridão de seus corpos.


Como esse comandante conseguiu tantos roraus?” – pensou Sirius surpreso, ele não imaginou essa situação, que roraus estariam servindo um comandante tão fraco, e começava a se preparava para o confronto, sacando de suas costas uma espada prateada, leve, rápida e de tamanho médio, chamada de raio mortal.

A única chance que teria era evitar ser atacado por muitas das criaturas ao mesmo tempo, mas antes de terminar de formular uma estratégia os transcorruptores soltaram os roraus, que ainda não perceberam de imediato a liberdade.

Com palavras nefastas de seus captores entraram em um estado de frenesi total, batendo as manoplas pesadas e seus braços massivos contra o peitoral de aço negro, liberando um som estrondante, como o de vários armeiros batendo os martelos ao mesmo tempo.

Os gorilas de ferro então partiram em uma furiosa investida na direção do Leão Branco. Um perturbador tilintar era produzido pelas correntes batendo contra o chão a cada galopar dos roraus, enquanto seus pés e mãos esmagavam os cadáveres espalhados pelo chão, espalhando uma lama escarlate pelo campo de batalha.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 2

Posted in contos with tags , , on Fevereiro 13, 2010 by rsemente

Continuando mais uma parte da história de Sirius.

Parte 2

Diante da cena mortuária, os adeptos em pleno furor de guerra, lutando pela morte dos inimigos e pela própria vida, sentiram o sangue em suas veias congelarem no tempo, e a morte de seu líder transformou o furor da guerra no pavor da morte.

Sirius, filho de Pontus Solus, foi criado para guerra, usando sua armadura branca, com uma moldura em ouro representando a cabeça de um leão, e uma capa vermelha, usava um escudo grande, pronto para defender dos mais poderosos ataques de seus inimigos, caminhava resoluto pelo campo de batalha, em busca de sua majestosa arma, a lança espiral.

Até mesmo os seus aliados temiam o guerreiro, abrindo o caminho para seu campeão e temendo serem julgados pelos atos nefastos cometidos durante a batalha.

Os poucos inimigos que ousavam enfrentá-lo eram detidos facilmente, suas armas resvalavam em seu escudo, e golpes de seus punhos e pés eram acompanhados com o uso de armas tomadas daqueles derrotados em combate. Armas que novamente voltavam ao chão, agora na vertical, fincadas no corpo dos inimigos mais corajosos.

Agora a poucos metros de sua arma, O Leão Branco percebia a guarda pessoal do general, uma dezena de seres encapuzados vestindo mantos negros, e seguravam em suas mãos pútridas, correntes negras que balançavam para cima e para baixo, seguindo o ritmo da respiração dos seres acorrentados por elas.

Os bruxos pútridos encapuzados eram chamados de transcorruptores não eram problema, mas sim suas crias, alvo de todo o suas magias e as verdadeiras armas desses bruxos.

Continua…

World War – Zumbis

Posted in contos with tags , , , on Dezembro 4, 2009 by rsemente

Apenas um diário, era o que a criatura tinha a me oferecer. Não sei por que continuo com essa mania de chamar ele de criatura, agora sei seu nome Gabriel.

Após escrever essas palavras em seu próprio diário, Ana continuou a ler o primeiro diário que Gabriel lhe deu. Um envelhecido diário, com suas primeiras páginas datadas de 1940 Ela devorou aquele amontoado de paginas como se fosse uma aterrorizante e petrificante ficção, para após resumir aquilo que lera no seu próprio diário:

Lendo o diário descobri que  pertenceu a um médico nazista, Dr. Von Nachtiz, ou como ele foi apelidado Dr. Nazi, sua maior descoberta foi encontrar uma bactéria que parecia poder recombinar o DNA de células de qualquer espécies, fato que levou a testar prontamente em animais. Ao começar a guerra evidentemente foi recrutado pelo exercito Alemão, e não demorou para começar testes em campos de concentração. A maioria dos resultados eram pífios, resultando nos mias diversos tipos de mortes para os próprios judeus. Imagino quanto deles sofrerem em suas mãos, e choro.

Os primeiros resultados foram a transformação de suas vitimas em seres deformados e cheios de dor, mas que exatamente por isso podiam resistir a enormes ferimentos antes de finalmente cair. Pelo menos parece que esses primeiros sucessos não foram tão obedientes, e muitos soldados alemães morreram antes de matá-los. Logo foram usados na guerra, soltos em grandes quantidades em campo inimigo. Parece que isso gerava mais distração que vitimas de fato.

Com o tempo suas experiências forma se tornando cada vez mais monstruosas, até que antes do final da guerra, em 1944, algum acidente ocorreu, que o Dr. Nazi fugiu de seu centro de pesquisa (na verdade um campo de concentração), levando sua pesquisa com ele e fugindo exatamente para o Brasil.

Ao que parece o Dr. Nazi conseguiu mesmo reproduzir algo que se parecesse com os Zumbis dos filmes de terror. E por algum motivo as histórias dessas criaturas ficaram esquecidas no passado. Talvez o segredo fosse tanto que o desastre do passado acabou por apagar todos os detalhes sórdidos dessa experiência.

Gabriel me disse que o enfrentou, derrotando-o, momento em que obteve seu diário em busca de mais informações sobre sua própria origem. Infelizmente esse diário é antigo, e não possui dados do pós-guerra.

Continua…

OMNI: Conto – A princesa dos cabelos coloridos (infantil)

Posted in contos with tags , , , on Novembro 30, 2009 by rsemente

Olá galera, para que hoje não fique sem nenhum post aqui vai um conto que escrevi no final de semana, influenciado pela minha meia irmãzinha, um conto de ficção cientifica infantil!

Boa leitura, e comente dizendo se ficou bom quem sabe contando para seus filhos!

A princesa dos cabelos coloridos

“Era uma vez um planeta chamado Kerendil, reinado pelo Rei Andur e pela Rainha Anlara.

Há anos o povo esperava por descendente do rei e da rainha, quando finalmente tiveram uma noticia que uma bela princesinha tinha nascido.

A princesinha possuía uma característica incomum: Seus cabelos eram verdes!

É claro que aquilo encantou a todos, e assim ela foi chamada de Esmeralda.

Esmeralda cresceu feliz, e seus cabelos verdes encantavam a todos que a achavam uma verdadeira jóia do planeta Kerendil.

Com o tempo as mulheres do planeta, maravilhadas com os cabelos de Esmeralda, pintavam seus cabelos para serem parecidas com a princesa.

Enquanto ia crescendo Esmeralda foi observando cada vez mais pessoas do planeta iam ficando com o cabelo verde como o dela.

Depois das mulheres, foram as garotas adolescentes, com vários tipos de verdes.

Depois das adolescentes foram os garotos adolescentes, com mechas verdes de todos os estilos.

Quando ela completou 15 anos Esmeralda possuía belos e grandes cabelos, que quando soltos chegavam aos seus calcanhares.

Mas metade do planeta possuía algum tipo de cabelo verde, inclusive as crianças, que mesmo não desejando tinham seus cabelos pintados por suas mães, de cabelos também verdes.

Esmeralda então ficou triste de ver que não era mais tão diferente e especial, pois agora todas as mulheres e homens podiam ter cabelos iguais aos seus.

Esmeralda “dos cabelos verdes” então pediu que o capitão real a levasse na bela nave real, de planeta em planeta, para que encontrasse novas cores para pintar seus cabelos.

O primeiro planeta que pararam possuía um grande mar Azul como o céu, ela então começou a colocar seus grandes cabelos naquela água e os tingiu até a raiz de azul.

Mas quando colocou seus cabelos até a raiz um tubarão daquele planeta abocanhou parte do seu cabelo, deixando-o um pouco menores.

Ela então voltou para Kerendil com os seus cabelos azuis, mesmo que agora eles batessem na altura de seus joelhos, fizeram o povo se maravilhar mais uma vez.

Mas não demorou muito para que eles trocassem a cor de seus cabelos de verde para azul.

Mais uma vez triste, Esmeralda “dos cabelos azuis” viajou novamente para um novo planeta, dessa vez encontrou um lago de cor laranja.

Ela colocou os cabelos dela novamente até a raiz, mas sentiu que os cabelos quando tocaram o fundo do lago, uma lama branca e fedorenta colou na ponta de seus cabelos, então ela teve cortá-las, deixando seus cabelos um pouco menores.

Chegando mais uma vez em Kerendil com seus cabelos com cor laranja, o povo achou ainda mais lindos que os azuis, o povo adorou! Mesmo que eles agora batessem na altura de sua cintura.

Mas, mais uma vez, não demorou para que o povo tingissem suas madeixas de laranja.

Esmeralda “dos cabelos laranja” aborrecida, viajou novamente para um novo planeta, onde encontrou um belo rio de cor rosa.

Ela colocou seus cabelos laranja no rio, eles foram lavados até a raiz pela correnteza que era tão forte que pedras afiadas atingiram as pontas de seus cabelos cortando-os, deixando seus cabelos um pouco menores.

Voltando a Kerendil com seus cabelos cor de rosas, que agora chegavam apenas um pouco a baixo do ombro, o povo achou lindo os cabelos cor de rosas da princesa.

Mas em menos de um dia todos já possuíam cabelos da mesma cor!

A princesa Esmeralda “dos cabelos cor de rosa” estava furiosa, e partiu em sua nave real em busca de uma nova cor para os seus cabelos.

Encontraram então um planeta com nuvens de arco-íris, que mudavam entre as cores do arco-íris constante mente.

Ela esperou então que a chuva caísse, para que pudesse tingir seus cabelos com aquela maravilhosa cor, e quando aquilo aconteceu seus cabelos ficaram lindos, brilhando com as cores do arco-íris, mas logo em seguida seus cabelos caíram, pois a chuva era acida e derrubou todo seus cabelos, e por pouco não a ferindo.

Esmeralda “Sem cabelo” mandou que fizessem rapidamente uma grande peruca com cabelos que brilhavam, e então retornou para Kerendil.

Todos acharam seus “novos cabelos” lindos, mas um forte vento soprou levando embora sua peruca, mostrando o que realmente aconteceu com seus cabelos.

A vergonha de estar careca foi tão grande que ela começou a chorar sem parar, e se trancou em seu quarto.

Todo povo, em compaixão, cortaram seus cabelos, ficando tristes pelo sofrimento da princesa.

O Rei Andur mandou que escondessem todos os espelhos do palácio, para que Esmeralda nunca mais se visse no espelho.

Todos os dias a Rainha Anlara batia na porta do quarto de Esmeralda, pedindo que a filha se acalmasse, e entregando suas refeições.

Mas ela continuava a chorar, e por 100 dias e sem noites chorou sem parar.

Mas então quando suas lagrimas secaram ela pode perceber que seus cabelos haviam crescido novamente, e quando procurou um espelho não achou, correndo até uma fonte de água espelhada, e quando viu novamente seus cabelos estavam verdes novamente.

O povo ainda careca então ficou maravilhado e envergonhado ao mesmo tempo, e ao olharem com cuidado viram os cabelos de cada um cresceram novamente, relembrando o quanto os cabelos de cada um eram naturalmente bonitos, independente de serem iguais a alguém importante como a princesa.

A partir desse dia ninguém em Kendril nunca mais desejou ser igual à outra pessoa novamente, seja o cabelo, seja as roupas, seja o corpo, percebendo que cada um era único e maravilhoso de seu próprio modo.”

Observação, todos os elementos desse conto podem ser usados no cenário OMNI.

Omni – Introdução – Parte final

Posted in cenário, contos with tags , , , , , , , on Novembro 11, 2009 by rsemente

Conto I – Parte final

“A guerreira observou o céu, feixes de raios podiam ser percebidos mesmo do outro lado da fumaça preta encobrindo as estrelas, e mesmo a milhares de quilômetros, uma influência eletromagnética ionizava a atmosfera, causando raios aparentemente sobrenaturais. A guerra ainda ocorria muito acima da atmosfera, e ela começou então a se preparar para partir, limpando o sangue de suas mãos com um pano qualquer e caminhando calmamente em direção a ultima pirâmide restante.

Antes de conseguir chegar a sua nave, uma luz começou a envolver-la e toda a vila, se tornando cada vez mais intensa, formando um campo branco, exceto pelas áreas ocupadas por ela e as pirâmides, eles pareciam sugar a estranha luz para si.

A invasora então olhou para traz, buscando a fonte de tal energia, apenas para ser cegada pela imagem de relance do jovem colono em prantos com um corpo nos braços, para finalmente ser desintegrada instantaneamente. Ele emanava uma poderosa luz, como se ele próprio fosse uma estrela.

A luz então cessou completamente, o jovem então observou surpreso toda a destruição causada por ele. Mas o perigo ainda não tinha acabado. Da ultima pirâmide restante construtos vermelhos voltavam a sair, e vinha rapidamente em direção dele.

Antes que conseguissem atacá-lo, raios atingiram os construtos, um a um. Alrius estava levitando, e com seu poder, destruindo os inimigos restantes. Ele pousou lentamente ao lado do rapaz. Concentrou-se um pouco e disparou um raio para o céu, abrindo uma janela entre a fumaça negra, possibilitando a visualização da batalha cósmica.

apocalypse1Duas enormes naves como luas se digladiavam, a de Alrius, uma Nave Galáctica, capaz de singrar o espaço entre as galáxias, energizada pelo poder de uma estrela, e a nave invasora, uma devoradora de sóis, uma ferramenta de uma misteriosa, poderosa e antiga espécie alienígena, com o único propósito aparente de destruir todo o universo. Então Alrius disse:

– Venha! A guerra ainda não acabou – Segurou a mão do colono, e em um globo de luz cortou o céu em um raio ascendente, para auxiliar na luta a milhares de quilômetros acima da atmosfera do planeta onde a sangrenta batalha ocorreu.”

J.A.N – IA da Nave Galáctica “Ouroborus”

Inicialmente gostaria de agradecer a todos os leitores que agüentaram esperar até o fim desse pequeno conto, e espero que não tenham se decepcionado, e que possivelmente continuarei com o mesmo.

Chegamos ao fim de nosso material de introdução do cenário, e falaremos um pouco mais sobre a programação futura do projeto. Em primeiro lugar estou terminando o sistema de regras, um sistema simples que usa dados de 6 faces e bem similar ao storyteller (e com menos dados). Como já falei, iniciei continuações para esse conto, e ainda possuo uma idéia de um conto ainda maior (posso dividir em vários pequenos contos ou ir lançando como um romance).

Finalmente irei abrir espaço para contribuição plena dos leitores, aceitando contos, e iniciando uma história que será construída de forma colaborativa. Ainda não determinei os detalhes dessa empreitada, mas aceito sugestões. Para dar  terem noção do que é isso vi um exemplo no RPGS e parece que o Google writer permite algo assim. Imagino se dá também para incluir algo de RPG em uma empreitada desse tipo.

Aguardo sugestões, reclamações, duvidas e contribuições.

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Omni – Introdução – Parte 5

Posted in cenário, contos with tags , , , , , on Novembro 9, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 5

“Os defensores partiam para as duas ultimas pirâmides, cada um a seu modo, como deuses implacáveis e onipotentes. De uma das construções, um casal de jovens colonos saiu para observar seus salvadores em ação, confiando plenamente nos guerreiros e esquecendo o medo que os assolavam a momentos atrás.

O alienígena conjurava novamente um poderso raio, enquanto Caran lutava para romper o escudo da ultima nave. Repentinamente o escudo que Caran lutava desapareceu, e de uma das reentrâncias da pirâmide um raio de energia negra foi disparado, atingindo o alienígena de cabelos azuis.

– Alrius, não!!!! – Caran gritou desesperadamente ao ver seu colega de inúmeras batalhas sendo atingido inesperadamente.

– Nunca dê as costas para um inimigo – Essas palavras foram feitas por uma voz feminina, uma nova inimiga surgira traiçoeiramente, e com aquelas palavras enunciava o erro do guerreiro. Então o peito de Caran se rompeu em uma explosão vermelha, e ele caiu lentamente, escorregando pelo braço de uma bela mulher, só não tão bela, pois sua face possuía reentrâncias negras, por onde energia púrpura percorria de instantes em instantes, da mesma forma que sua armadura negra e púrpura.

– Traidora! Vocês venderam sua alma, mas perderam suas vidas, isso será o fim de vocês! – Caran caiu, mesmo em seu ultimo suspiro demonstrar que diante da morte certa a derrota não era uma opção.

O casal de colonos observava a cena aterrorizado, e em um piscar de olhos a bela guerreira surgiu na frente deles.

– Apreciando o show garotos? – Com essas palavras a guerreira perfurou com as mão a região entre os olhos da jovem colona, fazendo a parte de traz do crânio explodir.

hordaaA mancha de sangue espirrou no rosto do rapaz paralisado, imaginando que aquilo não pudesse acontecer.

– Você! Fale alguma coisa, grite! – Com a outra mão ela o agarrou pelo, levantando-o com a mesma facilidade de uma criança levantando um boneco de pano, enquanto o sangue do rosto do jovem escorria pelo braço dela.

– Chato! – Com total desprezo a mulher o arremessou brutalmente contra uma parede.”

O verdadeiro inimigo

O maior poder da Horda é na verdade outros guerreiros celestiais. Tomados pela arrogância e poder, caso sejam capturados são transformados em lacaios sem vontade da horda. Há relatos que até o corpo de Guerreiros mortos podem ser capturados e retornados a vida como aberrações.

Esses guerreiros corrompidos apresentam marcas de energias nefastas percorrendo seus corpos, com diversas cores, como vermelho, púrpura e preto.

Esses Guerreiros são um dos grandes desafios para os personagens jogadores, tão, ou mais, poderosos que eles, esses guerreiros mantêm o mesmo poder de suas vidas anterior, mas com um poder significativamente maior, além de contar com táticas traiçoeiras e mortais, não demonstrando nenhuma piedade pela vida.

O grande mistério é descobrir que fatores contribuem para a corrupção desses guerreiros. Muitos acreditam que a quantidade de poder que um guerreiro celestial possui é o fator crucial.

“Nenhum mortal deveria ter tanto poder”.

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Iniciativa GURPS: A Criatura

Posted in contos, personagens with tags , , , , , on Novembro 2, 2009 by rsemente

iniciativa_gurpsEsse é um post da INICIATIVA GURPS! Esses posts são sempre conjuntos, temáticos e periódicos. Assim, de 15 em 15 dias, você pode conferir a visão de vários autores sobre um mesmo assunto.

O tema desta edição da INICIATIVA GURPS é SUPERS!

Conto: Ferida

(conto anterior aqui, não perca)

“Ana pensava se tudo daria certo. O nervosismo a fazia tremer, um encontro aparentemente simples, mas caso algum problema surgisse ela acreditava que estaria preparada.

Encontrar Alice em uma praça de candelária, e apresentá-la aos seus dois novos colegas suspeitos. Depois tudo seria mais fácil.

Mas antes de chegar ao local algo chamou sua atenção, uma sombra negra pairava pelo céu, parecia extremamente grande para ser qualquer pássaro pelo céu. Ela se esforçou para ver melhor e percebeu a verdade: Era Alice, sendo levada por uma criatura de trevas.

Ana sem saber o que fazer, age por instinto, puxando uma pistola de sua bolsa, e atirando na criatura.

Pouco depois o corpo de Alice cai em sua frente. Ela percebe seus últimos suspiros. Alice agora estava inerte.

Ainda voando pela noite, a criatura se arrastava, e pequenas gotas da criatura caiam como uma pequena garoa.

Ana inda não sabia o que fazer, mas por instinto correu para seu carro, estacionado a poucos metros dali, e tentaria seguir a criatura.

Ana desceu a rua principal, Avenida Prudente de morais, passando em frente da delegacia, e não parou por que simplesmente a chamariam de louca. E continuou em seu prolongamento, uma rua de seis vias cruzando dunas que formam um dos santuários da cidade.

Ela não tinha perdido o rastro da criatura mas algo lhe dizia para continuar.

Sua intuição estava certa, a criatura era rápida, mas ela conseguiu percebê-la pousando no mais novo monumento da cidade, um prédio delgado de doze andares, cujo seu topo largo possui formato de um olho, onde se encontra o memorial da cidade e servindo também de mirante. Mais uma vez projetado por Oscar Niemayer.

Um lugar bem apropriado, Ana pensou, afinal nem ela nem ninguém conhecido já tinham visitado o local.

O monumento faz parte de um parque, que fica aberto a noite, ela entrou, estacionou o carro, e depois foi para o monumento. Apesar de fechado ela não pensou duas vezes, arrombou a porta, e começou a subir a escadaria.

Ela foi sorrateira próxima ao topo, tentando esconder o barulho de seus passos. Mas quando chegou ao salão principal, não consegui perceber nada, apenas a vista com centenas de luzes da cidade.

Mas logo ela conseguiu ouvir um gemido, e virando para a direção que achava de onde tinha escutado o barulho encontrou o que procurava.

Em um canto do salão, acuado, algo tentava se esconder, estava de costas, se contorcendo, como se o espaço que ela pudesse ocupar fosse menor que uma criança.

Ana se aproximou, até chegar próxima o bastante para perceber um pouco dos traços daquele ser. Era um homem, ou algo que se parecia com um, pelos cobriam quase todo seu corpo, cobria-se com algo que parecia couro, mas eram na verdade asas membranosas, e duas pontudas orelhas transpareciam pela corcunda contorcida.

criaturaEla usava apenas uma calça rasgada, como um mendigo, o que causou certa pena por parte dela da criatura. Mas logo pode ver que estava vermelha, encharcada com sangue que saia lentamente por um buraco nas costas.

Ana se aproximou mais, e pronunciou suas primeiras palavras para a criatura:

– Calma, não quero lhe fazer mal!

De repente a criatura se vira, mostrando a face de um homem bestial, contorcida de dor, e desmaia.”

Continua…

A criatura

A criatura é um homem morcego, de origem misteriosa que ronda os céus noturnos de Natal. Não se sabe o por que, mas caça criminosos, matando-os.

A criatura (500 pontos)

Atributos (400)
ST 20 (100)
DX 16 (120)
IQ 12 (40)

HT 14 (140)

Vantagens (106)

Audição aguçada (4) 8

Vôo (asas) 30

Braços extras (Pés prensils, sem manipuladores finos, pé) 12

Pelo 1

Sentido de radar (sonar) 20

Reflexos em combate 15

Garras (dano de chute e socos perfurante ou cortante) 8

Resistência a dano (rd 4) 20

Desvantagens (-62)

Estigma social (monstro) -15

Intolerância: criminosos -1

Aparência Hediondo -16

Gula -10

Honestidade -10

Mau Humor -10

Peculiaridades (-4)

Adora cachorro quente -1

Gosta de ler histórias do Batman -1

Odeia carros com som alto e carros de som -1

Dano: GDP: 2d-1 — BAL: 3d+2
Carga Básica:
40 kg
Velocidade Básica: 7,5

Deslocamento base: 7

Esquiva: 11

Aparar: 12

RD: 4

Pericias (49)

Acrobacia aérea 16 (4)

Vôo 15 (4)

Disfarce  11 (1)

Briga  16 (2)

Intimidação 14 (8)

Conhecimento do terreno (natal) 13 (2)

Salto 17 (2)

Naturalista  13 (8)

Observação 14 (8)

Furtividade 16 (2)

Sobrevivência  14 (8)

Poderes (11)

Atordoar sônico: affliction 1 (testa HT para não ficar surdo; Atordoamento +10%,) [11]

1/2D 10, Max 100, Acc 3, RoF 1, Shots N/A, and Recoil 1

Outros Posts da Iniciativa GURPS, tema Supers:

Gurps Brasil:
PERSONAGEM DA SEMANA: Wolverine
ADAPTAÇÃO: Mundo Marvel Parte I
ADAPTAÇÃO: Mundo Marvel parte 2
DICA DE GM: Ser ou não ser um herói

Nerun`s Heavens:
Nanometal: revisitando antigas idéias

Rpgista:
Super grupos!

GURPS Nation:
Eu tenho a força!

Omni – Introdução – Parte 4

Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 19, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 4

“O ser era um homem, aparentando pouco mais de 20 anos, trajando uma armadura incandescente, que aos poucos se resfriava, perdendo o brilho anterior.

No céu da colônia raios e explosões podiam ser avistados singrando o cosmo, uma guerra implacável também ocorria muito acima da fumaça e destruição causada pelos invasores.

Outra porta então se abriu do veiculo esférico, de seu interior um ser humanóide, alto e esguio, de cabelos longos e azuis, de beleza impar, se ergueu. Trajava uma armadura similar ao do guerreiro, mas de forma simplificada e aparentemente mais frágil. A criatura falou com uma voz potente e limpa:

– Quantas são Caran?

O homem então gritou:

– Faltam ainda mais quatro! – apontando para a direção das demais pirâmides.

O Alienígena parou por um instante e então levantando seus braços. Ele começou a brilhar e então uma coluna de luz surgiu, dele até os céus. Em um movimento rápido os seus braços desceram, e com eles a coluna de luz desabou como um raio divino, despedaçando a mais distante das pirâmides.

Os construtos vermelhos, percebendo a presença dos dois atacantes, começavam a correm em suas direções.

– Aaaaahhhhhh! – Gritou Caran, e com um enorme salto alcançou a nave invasora mais próxima, atingindo e escorregando o escudo de energia púrpura, e com golpe de suas mãos limpas conseguiu abrir um grande talho no escudo entrando velozmente em seu interior. Da pirâmide ainda saiam mais construtos, e ele sem hesitar atacava constantemente, lançando-os para todos os lados com apenas um golpe. A luta continuou até Caran entrar no interior da nave, causando explosões internas consecutivas até o topo da mesma, abrindo um rombo em sua ponta por onde surgiu Caran.

3ddd0b8a777b0d417940ee4c4cf178e5Enquanto isso o alienígena de cabelos longos começou a flutuar, e calmamente partiu em direção a outra pirâmide, atingindo com raios pulverizantes os construtos que tentavam alcançá-lo. Sem perder tempo, ele atingiu definitivamente com um raio a estrutura, se dividindo em duas, e explodindo logo em seguida.”

As estrelas do cenário

Os Guerreiros Celestiais (nome provisório) são estrelas do cenário, membros de várias raças alienígenas que através de uma misteriosa conexão com os astros são capazes de feitos quase divinos.

Eles são divididos em 5 ordens distintas, cada uma definida pelo tipo de astro que tem afinidade, concedendo poderes variados e alguns exclusivos a cada uma das ordens. As ordens são: Estrelares (estrelas), Planetários (planetas), Visionários (cometas), Temporais (Buracos Negros), Novas (Super novas).

Apesar de muito poderosos ainda são mortais e de poder finito, acreditasse que são tão poderosos como Naves Galácticas. A interação deles com as Naves Galácticas também é importante, permitindo ajuda em combate mútua.

Obs: Eles são evidentemente inspirados em outros tipos de personagens, como Cavaleiros do Zodíaco e Guerreiros Z de Dragon Ball, ou até os Lanterna Verdes, mas acredito que isso não seja um problema, e sim um atrativo.

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Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 14, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 3

“Os construtos vermelhos então começaram a atacar os robôs de segurança, rasgando o metal de sua blindagem, desmontando-os pedaço por pedaço. Os enormes robôs tentavam resistir, atacando os invasores com golpes e raios, conseguindo atingir um ou outro, que, ao serem danificados parcialmente, entravam em frenesis suicidas, causando auto-explosões, destruindo ainda mais os robôs de segurança. O massacre cibernético continuava até os robôs de segurança fossem todos desativados, um a um.

red robotsMais alguns minutos se passaram, a baixando pouco a pouco a temperatura do planeta, os invasores não agiam apenas nas colônias, uma nave de proporções colossais sugava a energia da própria estrela como um buraco negro.

Para quem olhava para o espaço, nesse dia uma nova estrela surgiu no céu negro da colônia, antes que qualquer invasor iniciasse a coleta sistemática de cada um dos colonos. Uma Nave Galáctica se encontrava no ponto certo, e em prontidão, preparada para a defesa e ataque contra a inexorável horda do Armageddon.

As ilógicas preces dos colonos foram atendidas.

Uma estrela cadente em chamas cortou o céu, descendo direto em uma das naves invasoras, dividindo-a em três novas colunas despedaçadas. Uma nevoa de destruição e guerra foi levantada, se acumulando no interior do escudo púrpuro da pirâmide ainda ativo.

De repente a névoa começou a se dissipar por impactos que ocorriam dentro da redoma energética. Os impactos consecutivos desvaneciam cada vez mais a nevoa. Um construto vermelho foi jogado em frangalhos para longe da batalha, explodindo ainda no ar e enfraqueceu o escudo, fazendo o falhar aos poucos. A cada falha um pouco da nevoa era liberada, até ser possível observar seu interior.

podNo centro da cratera formada pela queda do segundo objeto, a pirâmide agora jazia dividida em três destroços distintos, um ainda elevado como uma torre inclinada, e se encontrava uma cápsula esférica com uma de suas portas aberta, e no topo do destroço ainda em pé se encontrava um ser irradiando calor, como um anjo feito de estrelas.”

Qual a esperança de Omni?

Apesar da tecnologia avançada, o universo de Omni é limitado, e a força destruidora da Horda é quase imbatível. Apenas duas coisas são capazes de lutar de forma efetiva contra ela.

A primeira são as Naves Galácticas são alimentadas por um núcleo em fusão, quase como uma pequena estrela, a energia gerada por essa estrela é absorvida e dividida entre as várias partes da nave, como Escudos, Canhões primários, Canhões secundários e Propulsão. As figuras mais importantes das naves galácticas são o Capitão, responsável por toda a nave, e os Artilheiros, guerreiros treinados de forma exaustiva para controlar os canhões principais de uma nave.

Na próxima parte apresentaremos a segunda coisas capazes de enfrentar a Horda.

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Posted in cenário, contos with tags , , , , on Outubro 9, 2009 by rsemente

Conto I – Parte 2

“Essa síndrome só conseguia ser superada por dois sentimentos no universo: A sensação de que mesmo insignificante você podia fazer a diferença em todo ele, e a própria vida, com sua vontade de viver e todos os seus sentimentos, em especial o amor.

Assim a colônia continuava a crescer e prosperar.

Inesperadamente os sensores de segurança ativaram alertando toda a colônia, em menos de 1 minuto a escuridão tomou conta de todo aquele sistema estrelar. As labaredas de fogo vieram logo em seguida. Uma mensagem, um pedido de ajuda, já havia sido transmitida automaticamente, a expectativa de sobrevivência dependia apenas da existência de uma Nave Galáctica estar em prontidão no sistema de salto espacial certo, e então elas poderiam chegar antes da destruição completa.

estrelas cadentesCinco pirâmides negras, lembrando esguios obeliscos com reentrâncias desconexas caíram da atmosfera, incendiando o céu. A onda de destruição do impacto foi barrada pelos escudos individuais das construções, mas os aleatórios pontos de impacto na colônia foram pulverizados. Todos que se encontravam nas estruturas atingidas sumiram como pó, restando deles apenas suas criações em sua existência, em dados espalhados pelo universo, ou nos genes de possíveis descendentes.

Enormes robôs de segurança se levantaram de pontos escondidos da vila, e caminharam em direção das torres, na esperança de conseguirem barrar por tempo suficiente os invasores. Seus pesados passos estremeciam toda a região, mas ao chegarem às pirâmides um escudo de energia púrpura bloqueava qualquer impacto realizado por eles. De seus peitorais, canhões de energia foram montados automaticamente e começaram a castigar o escudo das estruturas negras.

Já se passavam alguns minutos, e a esperança dos colonos era cada vez maior.

As pirâmides então começaram a emitir barulhos bizarros, tão fortes que penetravam as construções locais e podiam ser ouvida por todos, fazendo o medo percorrer os nervos daqueles mortais. Na base delas abriram-se portas e de seu interior seres artificiais vermelhos, de aparência medonha, começavam a sair.”

Quais os desafios de OMNI?

Neste novo cenário o maior inimigo é chamada apenas de “A Horda”, uma legião de poderosas naves de combates, cuja tripulação é composta por aqueles que dominam, os corrompendo e modificando. Possuem tecnologia de viagem mais rápida que a luz, mas completamente diferente da tecnologia de portais estrelares usados pela humanidade e outras espécies conhecidas no universo. Essa tecnologia permite viajar com relativa velocidade em uma galáxia, mas com demora significativa entre galáxias, fator decisivo para sobrevivência da humanidade.

Além desse inimigo universal em Omni, existem outros problemas, como piratas espaciais e ditaduras escravocratas, e outros problemas menos palpáveis, como intolerância entre espécies, e  a insignificância do homem perante o universo.

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Posted in cenário, contos with tags , , , on Outubro 7, 2009 by rsemente

OMNIConto I – Parte 1

“A pequena vila colonial era totalmente independente, algumas poucas dezenas de famílias viviam em paz. Os colonos geralmente chegavam muitos jovens, fascinados pela beleza da paisagem de seus futuros lares, imagens tais transmitidas em comercias por todas as galáxias unidas, sempre interligadas com algum interesse cientifico ou para extração de recurso natural raro ou abundante no sistema estrelar da colônia.

Uma vez instalados, a população local, as fábricas e vilas coloniais, eram 100% automatizadas, e estavam em relativo isolamento e paz. Cada colono tratava de seus interesses pessoais. Arte, jogos, culinária, ciência, viagens, filosofia e prazer. Mais cedo ou mais tarde os jovens tendiam a formar uma família, não necessariamente uma família baseada na paixão ou sexo, mas podem ser baseadas na amizade, ou apenas em interesses em comum, como ciência, e mesmo quando a paixão era a regra, nem sempre os frutos dessa união são desejáveis ou possíveis.

gwanggyo-city-centre-by-mvrdv-2mvrdv-gwanggyo-power-centrMas com o tempo a colônia começava a crescer, era um organismo social vivo, desenvolvendo ciência e cultura, produzindo tecnologia e matéria prima, com cada um vivendo suas vidas. Pouco mais de 1000 famílias, dedicadas apenas a viver.

E sobreviver.

Apesar da necessidade do trabalho não existir plenamente, a sobrevivência exigia uma eterna prontidão. Qualquer grande problema nas instalações coloniais ou nas fábricas autônomas poderia levar ao completo isolamento, ou a completa disfunção de toda a colônia. Apesar disso, esses eram apenas os únicos problemas que eles poderiam controlar por si próprios.

A insignificância de perante o universo era sentida por cada um. Bilhões de estrelas se espalhavam nas galáxias, centenas de milhares de anos luz de área preenchida com incontáveis estrelas. Entre cada galáxia, mais milhões de anos luz, formando uma malha infinita de galáxias, não bilhões de trilhões de galáxias, mas infinitas. A mente mortal não pode compreender o tamanho do infinito sem perceber sua infinita insignificância.”

O que é Omni?

Omni é um cenário de ficção cientifica, a exatos 1000 anos no futuro, onde a humanidade já passou por pelo menos duas “Idades” ou “Eras” diferentes, A Era Espacial, onde colonizamos o sistema solar, A Era Interestrelar, Onde viajamos pela via lactea encontrando outras especies alienigenas, e estariamos em uma terceira era Era Intergalactica, onde conseguimos viajar entre as galaxias.

Ficamos por aqui, e a cada parte falaremos um pouco mais do cenário, e do sistema que estou criando para comporta-lo.

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