Arquivo de conto

Nova Fase no Blog

Posted in Notícia with tags , , on Abril 19, 2011 by rsemente

Onde a história se passará

Olá pessoal!

Infelizmente estou um pouco mais sumido do que de costume, isso é devido a um grande problema de família, que poderá me tirar do ar por algumas semanas ou meses (espero muito que isso não aconteça). Simplesmente não tenho tempo, e muito menos cabeça pra organizar qualquer coisa sem pensar nesse problema.

Por isso vou começar a publicar um dos projetos que estou trabalhando a um tempo, mas que, devido as descobertas do Telescópio Espacial Kepler, foi adiado para a atualização do projeto de acordo com as novas descobertas e suas implicações (Não é OMNI).

Se trata de um conto/romance, não sei como qual a classificação para o texto, simplesmente não sou da área humanas, e meus conhecimentos de técnicas literárias são puramente amador. É uma história que se passa no século XXII, sobre exploração planetária, fortemente inspirada em Uma Princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs, em 1917, e nas recentes descobertas de exoplanetas.

Então esperem muita ação, e muita ficção científica, o nome é “Os filhos de Gliese” (ou outro nome se tiverem sugestões melhores durante a leitura).

Publicarei a história dividida em pequenas partes semanalmente, só não sei que dia é o mais apropriado (Segunda, Quarta, Sexta?)

Então votem ai qual dia preferem a publicação:

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OMNI: Mais estranhos que a ficção (Parte4)

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 28, 2010 by rsemente

… Continuando

Eles também não possuem sexo, se reproduzindo por um processo chamado de “necromitose”, onde após morrer o corpo do individuo se divide em alguns pedaços que se transformaram em uma espécie de larva que se tornará um individuo completo em alguns meses. A variação genérica é possível pois possuem três cadeias de DNA, uma delas nada mais é que um deposito de variados DNAs, obtidos através da alimentação. Quando se divide a larva será compostas de várias células que tentam aleatoriamente absorver esse deposito de DNA, restando apenas aquelas que não sofrerem mutação.

Eles cunharam sua civilização completamente no meio liquido. O planeta natal deles, de nome impronunciável para nós humanos, assim como todas as outras palavras de sua língua, significa uma palavra que ao mesmo tempo tem significado de água, gelo e terra, na verdade é como se a palavra deles para água, gelo e terra seja derivada dessa palavra original para o planeta.

O som original de um Pisci é algo similar ao som de baleias e golfinhos, indo ao espectro subsônico do som, e capaz de ser emitido originalmente apenas pela água. Os Piscis tiveram que se adaptar ao mundo atmosférico, e seus “embaixadores”, se utilizam de conversores de som para pronunciar palavras no meio atmosférico, além de necessitarem de um suplemento alimentar que permite a adaptação do corpo para resistir à atmosfera desidratante.

A seguir: Uma diferente evolução tecnológica

Abro o arquivo de um livro narrado que conta a história da evolução tecnológica dos Piscis, focada na exploração espacial.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 4

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 27, 2010 by rsemente

…Continuando

A solução imediata de Sirius foi correr na direção oposta, enquanto pensava numa forma de vencer aqueles monstros. Sem a lança espira seria difícil ganhar de tantos. Então percebeu na proximidade um confronto ainda existente entre os dois exércitos, onde uma tropa inimiga permanecia firme na luta.

Sirius então partiu em disparada para dentro da turba, esperando que as criaturas se distraíssem com seus inimigos.

Mas antes de chegasse ao grupo uma poderosa mão metálica agarrou sua capa, e parou instantaneamente sua corrida, fazendo-o cair e se elevar ao ar, como se escorregasse em uma poça lama.

Um rorau o agarrara, e sua vida agora estava ameaçada.

A criatura o puxou com força sobrenatural, girando-o no ar como se fosse nada, até finalmente o jogando contra o chão.

– Argh! – gemeu Sirius, que sentiu o impacto no chão mesmo através de sua armadura.

Ainda prostrado, percebeu que agora vários roraus estavam ao seu redor, e começou a temer por sua vida. Mas antes que um massacre começasse sentiu novamente o puxão de sua capa, e quando se deu por si já se encontrava novamente no ar. Parece que o rorau o agarrará tomou gosto pela “brincadeira”, e começava a balançá-lo no ar. Os outros roraus pareciam incomodados, e pulavam raivosamente ameaçando o companheiro mesquinho.

Apesar do rodopiar incessante e do impacto sofrido, Sirius ainda empunhava a Raio Mortal, a bela espada curta que era sua segunda arma. Aproveitando a situação de atrito entre aquelas estúpidas criaturas, Sirius rasgou sua capa com a espada em pleno ar, antes que fosse capturado por outro rorau que inventasse uma brincadeira ainda mais perigosa.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 3

Posted in contos with tags , , , on Fevereiro 20, 2010 by rsemente

Agora sim o icho vai pegar! Com vocês os roraus!

Parte 3

Ainda mais macabros que seus carcereiros, essas robustas criaturas carregavam o trono, mas haviam outros, preparados para atacar ao menor sinal de carne viva.

Chamados de roraus, as criaturas lembravam gorilas metálicos, suas sombras eram grandes e volumosas, seu corpo coberto com armaduras negras, cheias de cravos, correntes e fissuras, deixando transparecer que por debaixo daquela profana armadura viviam seres ainda mais horrendos. Protegidos dos pés a cabeça, essas violentas criaturas lembravam uma versão feita para destruição e para o combate de seus tratadores, que escondidos em capuzes negros deixando transparecer a podridão de seus corpos.


Como esse comandante conseguiu tantos roraus?” – pensou Sirius surpreso, ele não imaginou essa situação, que roraus estariam servindo um comandante tão fraco, e começava a se preparava para o confronto, sacando de suas costas uma espada prateada, leve, rápida e de tamanho médio, chamada de raio mortal.

A única chance que teria era evitar ser atacado por muitas das criaturas ao mesmo tempo, mas antes de terminar de formular uma estratégia os transcorruptores soltaram os roraus, que ainda não perceberam de imediato a liberdade.

Com palavras nefastas de seus captores entraram em um estado de frenesi total, batendo as manoplas pesadas e seus braços massivos contra o peitoral de aço negro, liberando um som estrondante, como o de vários armeiros batendo os martelos ao mesmo tempo.

Os gorilas de ferro então partiram em uma furiosa investida na direção do Leão Branco. Um perturbador tilintar era produzido pelas correntes batendo contra o chão a cada galopar dos roraus, enquanto seus pés e mãos esmagavam os cadáveres espalhados pelo chão, espalhando uma lama escarlate pelo campo de batalha.

Continua…

Guerras Dracônicas: O Início Parte 2

Posted in contos with tags , , on Fevereiro 13, 2010 by rsemente

Continuando mais uma parte da história de Sirius.

Parte 2

Diante da cena mortuária, os adeptos em pleno furor de guerra, lutando pela morte dos inimigos e pela própria vida, sentiram o sangue em suas veias congelarem no tempo, e a morte de seu líder transformou o furor da guerra no pavor da morte.

Sirius, filho de Pontus Solus, foi criado para guerra, usando sua armadura branca, com uma moldura em ouro representando a cabeça de um leão, e uma capa vermelha, usava um escudo grande, pronto para defender dos mais poderosos ataques de seus inimigos, caminhava resoluto pelo campo de batalha, em busca de sua majestosa arma, a lança espiral.

Até mesmo os seus aliados temiam o guerreiro, abrindo o caminho para seu campeão e temendo serem julgados pelos atos nefastos cometidos durante a batalha.

Os poucos inimigos que ousavam enfrentá-lo eram detidos facilmente, suas armas resvalavam em seu escudo, e golpes de seus punhos e pés eram acompanhados com o uso de armas tomadas daqueles derrotados em combate. Armas que novamente voltavam ao chão, agora na vertical, fincadas no corpo dos inimigos mais corajosos.

Agora a poucos metros de sua arma, O Leão Branco percebia a guarda pessoal do general, uma dezena de seres encapuzados vestindo mantos negros, e seguravam em suas mãos pútridas, correntes negras que balançavam para cima e para baixo, seguindo o ritmo da respiração dos seres acorrentados por elas.

Os bruxos pútridos encapuzados eram chamados de transcorruptores não eram problema, mas sim suas crias, alvo de todo o suas magias e as verdadeiras armas desses bruxos.

Continua…

World War – Zumbis

Posted in contos with tags , , , on Dezembro 4, 2009 by rsemente

Apenas um diário, era o que a criatura tinha a me oferecer. Não sei por que continuo com essa mania de chamar ele de criatura, agora sei seu nome Gabriel.

Após escrever essas palavras em seu próprio diário, Ana continuou a ler o primeiro diário que Gabriel lhe deu. Um envelhecido diário, com suas primeiras páginas datadas de 1940 Ela devorou aquele amontoado de paginas como se fosse uma aterrorizante e petrificante ficção, para após resumir aquilo que lera no seu próprio diário:

Lendo o diário descobri que  pertenceu a um médico nazista, Dr. Von Nachtiz, ou como ele foi apelidado Dr. Nazi, sua maior descoberta foi encontrar uma bactéria que parecia poder recombinar o DNA de células de qualquer espécies, fato que levou a testar prontamente em animais. Ao começar a guerra evidentemente foi recrutado pelo exercito Alemão, e não demorou para começar testes em campos de concentração. A maioria dos resultados eram pífios, resultando nos mias diversos tipos de mortes para os próprios judeus. Imagino quanto deles sofrerem em suas mãos, e choro.

Os primeiros resultados foram a transformação de suas vitimas em seres deformados e cheios de dor, mas que exatamente por isso podiam resistir a enormes ferimentos antes de finalmente cair. Pelo menos parece que esses primeiros sucessos não foram tão obedientes, e muitos soldados alemães morreram antes de matá-los. Logo foram usados na guerra, soltos em grandes quantidades em campo inimigo. Parece que isso gerava mais distração que vitimas de fato.

Com o tempo suas experiências forma se tornando cada vez mais monstruosas, até que antes do final da guerra, em 1944, algum acidente ocorreu, que o Dr. Nazi fugiu de seu centro de pesquisa (na verdade um campo de concentração), levando sua pesquisa com ele e fugindo exatamente para o Brasil.

Ao que parece o Dr. Nazi conseguiu mesmo reproduzir algo que se parecesse com os Zumbis dos filmes de terror. E por algum motivo as histórias dessas criaturas ficaram esquecidas no passado. Talvez o segredo fosse tanto que o desastre do passado acabou por apagar todos os detalhes sórdidos dessa experiência.

Gabriel me disse que o enfrentou, derrotando-o, momento em que obteve seu diário em busca de mais informações sobre sua própria origem. Infelizmente esse diário é antigo, e não possui dados do pós-guerra.

Continua…

OMNI: Conto – A princesa dos cabelos coloridos (infantil)

Posted in contos with tags , , , on Novembro 30, 2009 by rsemente

Olá galera, para que hoje não fique sem nenhum post aqui vai um conto que escrevi no final de semana, influenciado pela minha meia irmãzinha, um conto de ficção cientifica infantil!

Boa leitura, e comente dizendo se ficou bom quem sabe contando para seus filhos!

A princesa dos cabelos coloridos

“Era uma vez um planeta chamado Kerendil, reinado pelo Rei Andur e pela Rainha Anlara.

Há anos o povo esperava por descendente do rei e da rainha, quando finalmente tiveram uma noticia que uma bela princesinha tinha nascido.

A princesinha possuía uma característica incomum: Seus cabelos eram verdes!

É claro que aquilo encantou a todos, e assim ela foi chamada de Esmeralda.

Esmeralda cresceu feliz, e seus cabelos verdes encantavam a todos que a achavam uma verdadeira jóia do planeta Kerendil.

Com o tempo as mulheres do planeta, maravilhadas com os cabelos de Esmeralda, pintavam seus cabelos para serem parecidas com a princesa.

Enquanto ia crescendo Esmeralda foi observando cada vez mais pessoas do planeta iam ficando com o cabelo verde como o dela.

Depois das mulheres, foram as garotas adolescentes, com vários tipos de verdes.

Depois das adolescentes foram os garotos adolescentes, com mechas verdes de todos os estilos.

Quando ela completou 15 anos Esmeralda possuía belos e grandes cabelos, que quando soltos chegavam aos seus calcanhares.

Mas metade do planeta possuía algum tipo de cabelo verde, inclusive as crianças, que mesmo não desejando tinham seus cabelos pintados por suas mães, de cabelos também verdes.

Esmeralda então ficou triste de ver que não era mais tão diferente e especial, pois agora todas as mulheres e homens podiam ter cabelos iguais aos seus.

Esmeralda “dos cabelos verdes” então pediu que o capitão real a levasse na bela nave real, de planeta em planeta, para que encontrasse novas cores para pintar seus cabelos.

O primeiro planeta que pararam possuía um grande mar Azul como o céu, ela então começou a colocar seus grandes cabelos naquela água e os tingiu até a raiz de azul.

Mas quando colocou seus cabelos até a raiz um tubarão daquele planeta abocanhou parte do seu cabelo, deixando-o um pouco menores.

Ela então voltou para Kerendil com os seus cabelos azuis, mesmo que agora eles batessem na altura de seus joelhos, fizeram o povo se maravilhar mais uma vez.

Mas não demorou muito para que eles trocassem a cor de seus cabelos de verde para azul.

Mais uma vez triste, Esmeralda “dos cabelos azuis” viajou novamente para um novo planeta, dessa vez encontrou um lago de cor laranja.

Ela colocou os cabelos dela novamente até a raiz, mas sentiu que os cabelos quando tocaram o fundo do lago, uma lama branca e fedorenta colou na ponta de seus cabelos, então ela teve cortá-las, deixando seus cabelos um pouco menores.

Chegando mais uma vez em Kerendil com seus cabelos com cor laranja, o povo achou ainda mais lindos que os azuis, o povo adorou! Mesmo que eles agora batessem na altura de sua cintura.

Mas, mais uma vez, não demorou para que o povo tingissem suas madeixas de laranja.

Esmeralda “dos cabelos laranja” aborrecida, viajou novamente para um novo planeta, onde encontrou um belo rio de cor rosa.

Ela colocou seus cabelos laranja no rio, eles foram lavados até a raiz pela correnteza que era tão forte que pedras afiadas atingiram as pontas de seus cabelos cortando-os, deixando seus cabelos um pouco menores.

Voltando a Kerendil com seus cabelos cor de rosas, que agora chegavam apenas um pouco a baixo do ombro, o povo achou lindo os cabelos cor de rosas da princesa.

Mas em menos de um dia todos já possuíam cabelos da mesma cor!

A princesa Esmeralda “dos cabelos cor de rosa” estava furiosa, e partiu em sua nave real em busca de uma nova cor para os seus cabelos.

Encontraram então um planeta com nuvens de arco-íris, que mudavam entre as cores do arco-íris constante mente.

Ela esperou então que a chuva caísse, para que pudesse tingir seus cabelos com aquela maravilhosa cor, e quando aquilo aconteceu seus cabelos ficaram lindos, brilhando com as cores do arco-íris, mas logo em seguida seus cabelos caíram, pois a chuva era acida e derrubou todo seus cabelos, e por pouco não a ferindo.

Esmeralda “Sem cabelo” mandou que fizessem rapidamente uma grande peruca com cabelos que brilhavam, e então retornou para Kerendil.

Todos acharam seus “novos cabelos” lindos, mas um forte vento soprou levando embora sua peruca, mostrando o que realmente aconteceu com seus cabelos.

A vergonha de estar careca foi tão grande que ela começou a chorar sem parar, e se trancou em seu quarto.

Todo povo, em compaixão, cortaram seus cabelos, ficando tristes pelo sofrimento da princesa.

O Rei Andur mandou que escondessem todos os espelhos do palácio, para que Esmeralda nunca mais se visse no espelho.

Todos os dias a Rainha Anlara batia na porta do quarto de Esmeralda, pedindo que a filha se acalmasse, e entregando suas refeições.

Mas ela continuava a chorar, e por 100 dias e sem noites chorou sem parar.

Mas então quando suas lagrimas secaram ela pode perceber que seus cabelos haviam crescido novamente, e quando procurou um espelho não achou, correndo até uma fonte de água espelhada, e quando viu novamente seus cabelos estavam verdes novamente.

O povo ainda careca então ficou maravilhado e envergonhado ao mesmo tempo, e ao olharem com cuidado viram os cabelos de cada um cresceram novamente, relembrando o quanto os cabelos de cada um eram naturalmente bonitos, independente de serem iguais a alguém importante como a princesa.

A partir desse dia ninguém em Kendril nunca mais desejou ser igual à outra pessoa novamente, seja o cabelo, seja as roupas, seja o corpo, percebendo que cada um era único e maravilhoso de seu próprio modo.”

Observação, todos os elementos desse conto podem ser usados no cenário OMNI.