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Sense 8: Especial de Natal (Resenha)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , , , on Dezembro 25, 2016 by rsemente

Sense 8 foi para mim uma das séries mais fodas de 2016. Ficção científica, ação, crítica social, sexo, drama, aventura, música, humor…qual tema da arte cinematográfica ficou de fora? (Talvez apenas terror ou horror).

A espera por uma nova temporada é um processo longo, meses e meses, principalmente no casos dessas séries do Netflix que todos os episódios saem ao mesmo tempo. E o episódio extra de natal foi uma ótima maneira de revivermos e relembrarmos essa experiência.

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2h, o equivalente a dois episódios e mais um pouquinho, sem muito avanço na trama, apenas aquela tirada: o tempo passou entre uma temporada e outra, mas veja mais ou menos como as coisas se passaram.

Não é um episódio perfeito, não trouxe muita coisa de novo a trama, nem avanços significativos na mesma, mas houveram grandes mudanças nas vidas de alguns personagens.

Também percebemos o dedo das irmãs wachowski em algumas cenas que lembram Matrix, e fico pensando “será que veremos alguma batalha com poder total ou um chosen one?”. É difícil imaginar o que a nova temporada trará de novo, exceto talvez o encerramento dos problemas. Alguma outra anomalia pisiquica, desdobramento temporal dá consciência, aparição de mutantes ou tecnologias mentais novas…bom, já estou divagando demais, agora só me resta se acalmar e esperar pela próxima temporada.

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Resenha: A Chegada (Sem Spoilers, Please!)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , on Dezembro 14, 2016 by rsemente

2016 foi um ano singular. Começou ruim e terminou pior. Mas hoje (quando assisti o filme), pelo menos um raio de luz chegou até mim com A Chegada.

Como um filme pode ser tão importante assim dentro de um ano com “terríveis” acontecimentos históricos de enorme importância no Brasil e no Mundo? Esse é o poder que uma arte pode despertar em um ser humano.

Baseado em um conto “A História de Sua Vida”, o escritor abordou no conto teorias cientificas modernas como relatividade e linguística em uma história sobre amor, luto e livre arbítrio que assombra a maioria de nós, usando de pano de fundo o contato com uma raça alienígena.

O filme reproduz esses conceitos, adicionando uma camada sobre politica internacional e como o ser humano é guiado pelo medo em suas ações.

Então como relatividade, politica internacional, linguística, livre arbitrário, politica internacional, contato alienígena e medo podem coexistir em uma obra cinematográfica só? É ai onde acredito residir a genialidade da obra, e a percepção profunda de como tudo isso se encaixa, sem necessariamente ser dito explicitamente no filme, que pode influenciar em quanto o filme pode significar para cada um.

No meu caso muito.

Visualmente o filme é belo, minimalista e sombrio, o que enaltece indelevelmente a mensagem principal do filme.

Para mim entra no topo de filmes de ficção científica como “Contato”, “2001: uma Odisseia no Espaço”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Gattaca” e “A Árvore da Vida”.

Agora é esperar o ano acabar, e desejar que os sonhos para 2017 sejam na verdade previsões…

Resenha Episódio Piloto de Jornada nas Estrelas: A Jaula

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas, TV with tags , , , , on Dezembro 13, 2016 by rsemente

Foi com uma grande surpresa que eu finalmente assisti o primeiro episódio da série audaciosamente responsável por levar mais pessoas à carreira de cientistas e engenheiros que nenhuma outra mídia jamais conseguiu.

A história que me levou a assistir esse episódio apenas agora é longa. Em meados da década de 2000 baixei esse episódio, mas não possui legendas, e nunca cheguei a assistir esse. A uns três anos quando testei a netflix por um mês, pensando na promessa de assistir algumas séries, mas as intempéries da vida não permitiram e a netflix não se manteve. Quando finalmente reassinei a netflix, na expectativa de assistir a série, não a encontrei mais. Cheguei até a reclamar e ligar para a netflix Brasil que me explicou ou que aconteceu (problemas de direitos de distribuição em cada pais).

Então o grande problema da terra ter apenas 24 horas se manteve e não consegui parar para procurar a série e assisti-la…o tempo passou e semana passada recebi a noticia de que a série tinha voltado a netflix!

Assisti o primeiro episódio despretensiosamente, mas fui surpreendido por um roteiro fantástico. Não foi a toa que a série foi aprovada e mantida no ar por três temporadas, apesar de ser sumariamente boicotada pela própria emissora por motivos desconhecidos.

O episódio conta a história de supostos sobreviventes de uma nave espacial cientifica desaparecida a 20 anos, ao qual seu pedido de resgate é detectado pela Enterprise (a nave principal da série). Ao chegar no planeta o Capitão da nave (que ainda não era o famoso Kirk) é atraído por uma armadilha e a verdade é revelada (não vou revelar aqui para não conter mais Spoilers).

O que se segue é uma batalha mental que pode ter inspirado dezenas de obras posteriores, apesar de acreditar que a ideia já tenha sido utilizada anteriormente (obs: não necessariamente devido a esse episódio, mas a outros episódios da série que utilizaram conceitos semelhantes) . “O Homem Que Tinha Tudo (1985)”, “Cidade das Sombras (1998)” e “Matrix (1999)” são alguns exemplos de obras que utilizam alguns conceitos utilizados nesse episódio.

Para ainda fechar com chave de ouro o episódio aborda temas sobre a natureza do espirito livre dos seres humanos, apresenta mulheres capazes de estarem de igual de igual para um homem, e apresenta uma trama cheia de reviravoltas brilhantes. É um episódio que me fez revisitar diversos questionamentos sobre a natureza humana.

Para uma história criada a mais de 50 anos, foi uma grande surpresa, e vale a pena assistir para ter um vislumbre de toda a genialidade do Gene Roddenberry, o eterno pai da série.

RPG: Racismo, Preconceito e Gay.

Posted in artigos, Devaneios with tags , , , , , , , , , , , on Janeiro 8, 2016 by rsemente

Obs: não abordarei todas os tópicos do título, pelo menos não nesse artigo, e serviu por enquanto mais como uma forma de  trocadilho com o nosso Roleplaying Game (RPG).

Antes de continuar a conversa gostaria de que nesse exato momento pensem, e respondam: Eu sou branco ou negro?

Agora pensem se sou heterosexual ou homosexual. Homem ou Mulher.

Depois coloquem nos comentários as respostas que dariam sinceramente.

Esse post não me veio para seguir a onda puramente dos embates e debates que estão ocorrendo sobre preconceitos no geral, seja racial, sexual ou religioso.

O estopim para escreve-lo foi esse vídeo dos Melhores do Mundo:

E vendo as imagens das prateleiras algo dentro de mim estalou (e me fez escrever essa matéria).

Devo revelar agora que meu filho é negro, e agora vocês ainda devem manter a suspensão de dúvida, e não se devem influenciar por isso ao continuarem a pensar nas respostas das perguntas iniciais, afinal existe um mundo de possibilidades onde qualquer um possa ter um filho negro.

Quando vi o vídeo do MdM, lembrei de quando nesse natal de 2015 ele ganhou um boneco do Mace Windu, e se impressionou quando percebeu que o boneco era negro. E também percebi com o passar dos dias que se tornou um dos bonecos prediletos dele.

Voltando um pouco no tempo, durante todo esse ano de 2015, apresentei a série de Star Wars, começando pela trilogia clássica, depois um pouco dos desenhos legos do youtube, mas ainda não apresentei a trilogia prequel nem os desenhos, e só agora recentemente levei ele para ver O Despertar da Força (ou seja, ele não ainda não viu a segunda trilogia).

Mas nada disso fez com que ele não criasse um vinculo com o boneco do Mace Windu.

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Personagens bons por si só (e atores bons é claro), que poderiam ser interpretados por atores brancos sem diminuir seu papel na trama.

A questão do reconhecimento da cor dele, em relação ao mundo que ele vive que é predominantemente “branco”, seja na família, escola, e entretenimento em geral, já o fez questionar a própria cor algumas vezes, isso sem ele ser perguntado diretamente sobre o assunto, o que demonstra de forma inequívoca a polarização do mundo em que vive ser “branco” e de predominantemente de classe média alta.

Também acredito que ele nunca tenha sofrido preconceito diretamente, ou pelo menos não que eu tenha visto (ele estuda na mesma escola com a mesma turma desde 2 anos, e agora está com 5 anos), ele sentiu de alguma forma que o mundo ao seu redor excluí sua etnia, e se sentiu incomodado por isso.

Alguns podem comentar que estamos vendo problema onde não tem, onde o caso não é preconceito, e sim que o personagem não é tão legal e por isso não vendeu. Vejam que as vendas começaram bem antes da estréia do filme, e que segundo os trailers mostrava ele como um Jedi que encarava o Kylo Ren em uma luta de sabres. Vendo por esse aspecto ele deveria ser o protagonista e ter vendido bonecos por causa disso.

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Outros podem tentar justificar que quando o filme foi lançado e essas expectativas não foram atingidas, acabou gerando o encalhe. Mas ele ainda assim é um personagem importante, com um pouco de alivio cômico (que achei desnecessário, pois o leva próximo ao limite do Obligatory black guy, mas o Han Solo também era um pouco assim, certo?), e também tem grande importância para o sucesso da trama, e inclusive conseguindo acertar um golpe no Kylo Ren -STAR WARS OFF TOPIC MODE ON- que aparentemente usa uma boa armadura sith para não cair aos pedaços como acontece com nos outros filmes. Acho que ou isso ou os sabres de luz do próprio Kylo e do Anakin estavam com problema, sendo que este ultimo pode estar com a pilha fraca 😛 -STAR WARS OFF TOPIC MODE “OFF”.

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Felizmente acredito que o mundo, nesse aspecto, está melhorando, e que esse racismo não é consciente (o que pode ser até mais perigoso que o racismo consciente). Hoje temos até mulheres e negros como presidentes de grandes países, mas devemos ficar atentos, e aprender a tolerar o diferente, seja a cor de pele, o sexo, preferencia sexual, religião ou o que for, e mesmo que se sintamos atacados por algum grupo de alguma forma.

Não devemos agir da mesma forma, combatendo preconceito com ódio, por mais que o preconceito seja realmente forte. só devemos levantar o dedo se for para nos defender de ataques que possam prejudicar nossa integridade física, pois a integridade moral deve continuar inabalável independente das palavras e ações, e nos balizar pelas leis para punir quando adequado, mas sem nunca descer a mesma lama que alguns chafurdam.

Outro ponto que sei, e gostaria de deixar claro, é da origem histórica do problema da existência de poucos negros na classe alta/classe média alta, e que apesar das políticas anti-racistas serem relativamente recentes, devemos tentar acelerar esse processo de inclusão social, certo. E também concordo que devemos resolver outros problemas, como a descriminação com pobres, mulheres e outras minorias em geral.

Sobre o “RPG” no RPG, bem vou deixar outras questões sobre isso para uma segunda parte da matéria (como a falta de bonecas da Rey), pois está já está enorme, e até a próxima.

Sim, também não vou revelar agora as respostas da perguntas iniciais, isso pode ficar com vocês em vossas imaginações.

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Linha de bonecos menores e mais articulados. Será que os dois primeiros encalharam?

BLOGOSFERA RPGistica, cadê você?

Posted in artigos with tags , , , , , , , on Janeiro 6, 2016 by rsemente

Pois é nerdaida, voltamos com o blog, e uma das coisas mais legais do hobby era socializar com os outros autores. Veja bem, isso não dá lucro, você gosta de jogar RPG, produz material (tanto se for mestre, quanto jogador), e aquilo vira pilha de papel empoeirados ou dados esquecidos em seu HD já intupido de coisas. Então o que você faz? Pensa em publicar tudo isso na internet para mais alguém aproveitar e fazer amigos. É mais ou menos assim que fiz o blog.

Mas quando voltei, qual foi minha surpresa ao procurar os “grandes blogs de RPG” e ver que eles simplesmente desapareceram!

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Difícil como achar um Hobbit nessa dungeon!

Então fui para a antiga lista de e-mail dos blogs (acho que o pessoal novo não sabe nem o que é lista de e-mail mais, certo?), e também sem postagens, e uma das ultimas era sobre uma matéria de como a blogosfera estava morrendo, mas na época muitos disseram que isso não procedia e tal e o assunto morreu (assim como a lista praticamente).

Depois mandei um e-mail para dois amigos aqui da região, o Fernando Fenrir e o Franciolli, antigos autores de blogs, o e-mail segue a seguir 😛

Olá Pessoal,

 Eu estou voltando com meu blog, mas quando fui procurar outros blogs para acompanhar e tal acabei encontrando um grande vazio, exceto pelo rpgista.com.br e uns dois novos (depois da época que parei de blogar) não encontrei quase nada.

 Onde o pessoal está discutindo RPG pela internet?

Existe algum hype de RPG acontecendo no momento?

Quais as grandes editoras?

 Se puderem me ajudar a redescobrir o hobby na internet que parece ter mudado muito desde que parei de surfar o dado virtual…

Então tirando minhas próprias conclusões, e lembrando da rápida evolução que ocorre com o mundo virtual,  as pessoas simplesmente acessam outros tipos de conteúdo (vlogs no youtube, posts do facebook, grupos do whatzup), o que fez com que não houvesse renovação dos autores (é natural autores se cansarem disso e partirem para outra).

Assim a BLOGOSFERA RPGistica hoje é mais um “TAGLINE RPGistica”, onde o que antes era de nicho, hoje é ainda menor.

Outro fator que ainda estou estudando é um encolhimento do Hobby como um todo. Cadê as publicações, Hypes das novas edições de D&D, brigas entre edições e editoras concorrentes, novos cenários…se souberem me avisem que estou procurando mais conteúdo para consumir.

Continuando a dar minha opinião fecal, hoje temos outros mercados de nicho crescendo ainda mais, como o de Board Games. Inclusive a forma como as pessoas gastam suas horas vagas sozinhas mudou, é facebook, vlogs incríveis, whatzup, jogos de celular, infinitas séries…tudo isso deixa pouco espaço para aquele hobby trabalhoso onde a simples tarefa de marcar um jogo consiste em: Esperar que grande parte dos jogadores esteja disponível no dia e horário, que todos se locomovam para um mesmo espaço, façam/atualizem fichas de personagens, para então começar o jogo (cansei até de escrever), seja muito mais complexa do que as outras atividades mais rápidas e tão divertidas quanto.

Mas para fechar de forma mais otimista essa matéria terá uma segunda parte, com minha peneira dos links dos blogs da barra lateral, e ver quantos sobraram nesses tempos escuros para os jogos de interpretação de papel nacional.

OBS: Se você leu até aqui comente o que achou da matéria, e o que acha sobre o assunto, e até a próxima.

OBS2: A imagem que coloquei vi pela primeira vez lá nos Cavaleiros das Noites Insones.

Commalinus Iron Wood

Posted in artigos, personagens with tags , , , , , , , , , , , on Dezembro 30, 2015 by rsemente

Personagem para GURPS 4E Velho Oeste

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Este é um personagem pelo qual tenho grande apreço, foi meu primeiro personagem pra uma campanha de RPG após mais de dois anos sem jogar nada. O personagem foi criado tendo apenas alguns detalhes sobre a campanha, como seria GURPS 4E, 150 pontos (40 de desvantagens e -5 peculiaridades), e ambientada em 1867, chamada depois de The Last Frontier.

A Ficha inicial pode ser encontrada logo abaixo – acho (a ficha mais antiga que encontrei tinha 163 pontos, então removi alguns para dar 153). Fiz uma boa história (que se encontra mais abaixo), por isso ganhei mais 3 pontos.

O personagem foi fortemente baseado no Jonah Hex da DC, com as maiores diferenças que vestia preto (:P). Inclusive possuía a mesma aparência, mas se fosse recriar hoje, seria um pouco diferente, com a desfiguração de todo o maxilar inferior e não de metade do rosto (ilustrei isso na imagem a cima).

O mais legal desse personagem é que ao longo do jogo ele foi se moldando em algo completamente diferente do personagem do quadrinho (não tão diferente), até pela diferença da campanha que mostrarei em futuros artigos sobre a mesma. Isso fez com que eu começasse a escrever as aventuras sobre o ponto de vista dele em formato de pequenos contos (como se escritas pelo próprio personagem), o que gerou uns 10 contos, que postarei em matérias futuras.

Obs: Esse personagem tem um pequeno “easter egg”, se alguém descobrir e comentar eu revelo.

Ficha em PDF de Commalinus Iron Wood em 1987

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História

1840 – Nasce no Kansas.

1855 – Começa o Kansas sangrento. Foge da fazenda de seu pai no Kansas.

1855 – Entra para o grupo de abolicionistas de John Brow.

1856 – Batalha de Osawatomie.

1859 – Consegue fugir após a derrota de John Brown.

1860 – Se alista ao exército da união.

1861 – Começa guerra civil

1864 – Rosto desfigurado. Fica em recuperação até o fim da guerra.

1865 – Fim da guerra civil. Matou sua esposa e amante.

1867 – Dias atuais. Compra do Alaska.

Em 1840 nasce Commalinus, filho de um fazendeiro escravista. Ainda quando jovem foi pego na cama com uma escrava eu foi chicoteada pelo seu pai, e vendida logo em seguida. Quando a guerra do Kansas Sangrento começa, inicialmente com pequenas escaramuças com pequenas baixas, ele não concorda com a escravidão e liberta escravos de seu pai, fugindo com eles.

Assim, em 1855, ele entra para o grupo de antiescravistas de John Brown, chegando a participar em 1856 da batalha de Osawatomie. Em 1859 ele participa do ataque de Harpers Ferry e consegue fugir após a derrota do grupo e prisão de John Brow, levando com ele as armas que até hoje carrega.

Em 1860 ele retorna para o Kansas após a morte do pai, herda sua fazenda e no final do ano se casa com uma moça local. Commalinus não se adaptou bem a vida da fazenda, e quando as movimentações de recrutamento durante as tensões pré-guerra civil começaram, ele entra para o exercito da união deixando sua esposa a cuidar de sua fazenda.

Durante a guerra ele galgou pouco a pouco os níveis hierárquicos do exercito da união, mas como teve uma criação mais próxima ao sul, sempre manteve um código de honra na batalha, isso o levou em 1864 a um trágico desfecho de sua carreira militar.

Quase ao final da guerra, quando seu oficial mandou a ordem para que seu pelotão utilizasse uma gatling contra solados inimigos que haviam se rendido, ele tentou impedir o massacre, o que fez o oficial grudar seu rosto na gatling enquanto massacrava os derrotados como punição, queimando e desfigurando seu rosto.

Em sua longa recuperação, e com metade de um hediondo rosto, ele foi dispensado, e retornou para casa em 1865, apenas para descobrir que sua esposa estava com outro. Durante a raiva ele foi matar o traidor, sua esposa tentou protegê-lo e morreu junto, os dois com um único tiro de sua colt dragon.

Foi preso e durante o julgamento foi parcialmente inocentado, mas não em sem indenizar a família das vitimas com o dinheiro da venda de sua fazenda. Mas o pior dano foi sua alma, que agora, assim como seu rosto, havia morrido pela metade.

Resenha de Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força

Posted in artigos, Cinema, resenhas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on Dezembro 17, 2015 by rsemente

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(Sem Spoiler)

Depois de uma jornada intensa de muito trabalho, estudo, dedicação, provas, disciplina, noites mal dormidas, ida a academia, emagrecimento, pausa na academia, voltar a engordar, trabalho novo, greve, viagens internacionais, viagens intermunicipais mais longas que viagens internacionais,  doenças misteriosas quase incuráveis, e um final de anos dos horrores, estou de volta com chave de cocô ouro.

Depois de uma semana com viagens com mais de 1400 km de viagens de carro, de ônibus, de dia e de noite, e compreendendo quatro estados do nordeste, cheguei algumas horas antes desse dia definitivos para os fãs da maior franquia dos cinemas de todos os tempos.

A expectativa estava alta, tinha parado de assistir os trailers, SpotTVs, Teasers e a porra toda que lançaram nos últimos meses pra não estragar ainda mais a experiência, pois começava a achar que já estava decifrando quase toda a trama.

E finalmente as estrelas brilharam na tela, e letras amarelas e inclinadas começaram a voar pela tela de cinema.

Depois de mais de duas horas de película a sensação de alivio foi a predominante, alivio porque não estragaram a franquia, é definitivamente um bom filme, alivio porque agora espero um futuro anda mais brilhante que este filme, que pecou em diversos aspectos em relação a trilogia clássica, mas também a superou em outros aspectos, mas além de tudo superou ainda mais em relação a trilogia prequel.

Ele poderia ter arriscado mais em alguns pontos, mas não é possível dizer que ele não arriscou nada. Ele arriscou muito com algumas de suas escolhas, e nunca saberemos como poderia ter sido, pois agora o Episódio VII é o que assisti nessa madrugada do dia 17 de dezembro de 2015.

E o episódio VII é um ótimo filme, é Star Wars, do inicio ao fim,  e é apenas o início de uma nova trilogia que agora sim poderá arriscar muito mais do que arriscou.

E se for para dar uma nota seria 8 de 10.

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(A partir daqui Com Spoilers!!!)

Gostaria de que o titulo desse post fosse “Resenha de Star Wars Episódio VII: A esperança do contra ataque de um novo império”, pois é praticamente um reboot do Star Wars original com Star Wars Episódio V: O Império Contra ataca.

Tudo está lá: Um segredo escondido no Droid, que cai em um planeta deserto, e é encontrado por um zé ninguém, que se mete em uma encrenca contra o governo maligno e forma um grupo improvável, que fogem para o espaço e que tem que entrar na base inimiga destruidora de mundos e sair de lá, para finalmente poder destruí-la e salvar a galáxia, não sem antes um dos membros morrer no processo.

No meio de tudo isso  o drama familiar, entre pai e filho, contra o bem e o mal, é a cola especial que torna o filme um bom filme, digno de um dos épico da sétima arte.

Mas o diretor foi um mestre, distorcendo alguns conceitos de forma surpreendente, e criando novos ícones que durarão por mais várias décadas.

No meio a isso, um mundo surpreendente, batalhas épicas jamais vistas antes no cinema, seres fantásticos, todos apresentados em uma amalgama quase perfeita entre efeitos práticos e computacionais dão a credibilidade a um universo que adoraríamos que fosse verdade.

Infelizmente a história não é perfeita, os quinze primeiros minutos parecem que voltaríamos para a “nova trilogia”, com um grave agravante de transformar o herói negro em um simples alivio cômico (sim, ainda é um alívio cômico, mas não apenas isso), mas depois de passado o susto, vemos um grande vilão surgir, apenas para ser desconstruído até se tornar uma frágil sombra do que já foi o maior vilão de todos, diminuído pela apresentação de uma nova ameaça introduzida de forma gratuita, e representada pelo pior efeito especial de todo o filme. Snoke Sucks!

Um grande ponto que acredito diminuir o filme foi o fim da base Star Killer, que causa dois grande problemas: criar três filmes com basicamente o mesmo fim e transformar novamente os vilões em incompetentes plenos. Você pode retrucar que tudo não passa de ser o desejo da força, que após um grande mal (como a destruição de Alderan e  de uns quatro planetas da republica – entre eles Coruscant) a força age quase que instantaneamente para que ele não ocorra novamente. Mas ninguém nos filmes jamais falou algo do tipo e isso seria só especulação.

Acredito que fora essas duas grandes falhas, criação de um novo imperador super mal feito, e criação e destruição de uma nova estrela da morte, o filme segue de forma espetacular, com cenas fantásticas, tanto de lutas de sabre, tiroteios e naves, quanto nas fugas, torturas, reencontros e diálogos dramáticos. Todas superiores aos seis filmes anteriores.

O ponto mais extraordinário do filme é a força, representada em toda sua essência pela Rey, que mesmo sem treinamento algum consegue vencer um jedi corrompido pelo lado sombrio, tanto quanto mentalmente quanto em um duelo de sabres. Nesse filme vemos realmente o poder na força como em nenhum outro anteriormente, não na forma de super telecinese, mas na forma de como a calma e meditação conseguem sobrepujar ódio e medo, sendo um grande acréscimo na filosofia que fundamenta toda a série.

Não vou mais me prolongar, mas todas as pontas soltas que foram criadas e deixadas em abertas podem ser muito bem trabalhadas nos próximos filmes, e com o sucesso permitir muito mais liberdade ao J.J. Abrahms.

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