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Resenha: O Fim da Eternidade

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , , on Maio 7, 2010 by rsemente

Primeira edição

Olá caros leitores, faz pouco mais de uma semana que resenhei um livro de Isaac Asimov, então volto com outro livro, dessa vez um pouco fora da saga fundação, mas que comecei a lê-lo exatamente por causa de fundação.

Isaac Asimov era um gênio, comprovei isso lendo alguns contos e a trilogia inicial Fundação. Mas o que logo ocorreu, principalmente como um fascinado pela possibilidade quase completa de existência de vida extraterrestre, era como ele havia removido toda a possibilidade de vida alienígena da via láctea?

Procurando um pouco mais sobre esse assunto (aliens no universo da Fundação) achei o seguinte.  Ele nunca escreveu muito sobre o assunto por uma critica que ele sofreu no inicio de sua carreira de escritor de contos. Quando colocou aliens como seres mais evoluídos que homens seu editor recusou o conto, dizendo que isso não vendia, então ele se recusou a voltar ao tema sobre alienígenas.

Mas pelo menos algumas vezes ele voltou ao tema.

Apenas um conto de Isaac Asimov falou sobre alienígenas e o Império Galáctico. Era Beco sem saída (Blind Aley), que foi incluso no livro O Futuro Começou (The Early Asimov). Aqui temos um conto onde a humanidade no tempo do Império Galáctico encontrou uma raça alienígena, e a salvou da extinção. Mas após o império criar um ambiente completo e perfeito para aquela raça eles simplesmente deixaram de se reproduzir. O conto então fala dos motivos desse problema e suas soluções.

Mais tarde é claro ele voltou a escrever sobre isso, e sexo – outro tema que ele pouco abordou, em “Despertar dos Deuses”. Mas nesse livro (que ainda não li) não se passa no universo de Fundação.

Então havia apenas uma menção a alienígenas e o império galáctico. Mas por que não havia mais nenhum? A resposta:

O Fim da Eternidade

Edição nacional de 1974

Uma obra fantástica e completa sobre viagens no tempo. Tão fantástica que pretendem fazer um filme baseado nela. Aqui ele abordou rapidamente o tema de alienígenas, e ainda explicava de certa forma a ausência de alienígenas no universo de Fundação. Esse livro, fala praticamente sobre viagem no tempo, e de forma fantástica, com uma mistura de investigação e romance (apenas de leve, não se preocupe).

Uma sociedade de viajantes do tempo, cria a eternidade, um semi-plano fora do tempo, com instalações habitacionais completas e de pesquisas e viagens temporais. Todos os detalhes dessa sociedade, como são treinados os viajantes dos tempos, chamados de Eternos, como eles se subdividem.

Os eternos controlam a realidade através de instalações criadas para cada um dos séculos chaves da realidade, adotando os costumes desse século, se especializando em cada cultura, e alterando cada século como único. Isso é permitido através do conceito de inércia temporal, onde cada mudança altera o tempo até um determinado ponto, depois a mudança é como se não afetasse um tempo muito no futuro.

Edição Nacional mais recente

O interessante é que a humanidade a partir do século 27 (quando foi fundada a Eternidade) conhece da existência das viagens temporais, e as aceitam, acreditando que eles só ajudam no comércio temporal, transferindo mercadorias abundantes em século e escassas em outros (ou até inexistentes).

A eternidade ainda possui uma grande vantagem em relação a humanidade, possuindo todas as invenções “perigosas” para si, e as apagando da realidade.

É claro que tudo isso é muito foda, a forma como o controle de milhares de séculos é realizada, como futuros de milhões de anos são abordados, como o paradoxo é tratado, como as viagens são realizadas, como as realidades são manipuladas, tudo nos mínimos detalhes.

Tudo isso é visto através dos olhos de um Eterno, Adrew Harlan, que se quebra as regras da eternidade e busca uma forma de não ser descoberto. Então temos secretamente dois mistérios. Posso dizer que um eu descobri, mas outro, o mais surpreendente, me pegou de completa surpresa.

Mas estes vocês só tem uma forma de descobrir, que é lendo O Fim da Eternidade.

Adaptação: FUNDAÇÃO RPG (Parte 1)

Posted in adaptações, cenário with tags , , , , , , , , on Abril 30, 2010 by rsemente

Como muitos leram aqui, eu terminei de ler a trilogia inicial de Fundação, por Isaac Asimov, o que me deixou deveras empolgado. Claro que como bom Nerd fui pesquisar mais e achei algumas coisinhas, como outros contos que se passam no mesmo universo e mapas.

Então resolvi escrever um pouco sobre essa galáxia como um cenário de RPG. Então aqui vai:

FUNDAÇÃO RPG

Fundação é o nome resumido de “Fundação da Enciclopédia Galáctica”, uma organização criada para armazenar todo o conhecimento científico da galáxia.

A Galáxia

Composta por pelo menos 100 bilhões de estrelas, nossa galáxia é formada por 8 braços espirais que se conectam no seu centro, onde se encontra um grande buraco negro.

Em pelo menos 20.000 anos no futuro, a humanidade colonizou toda galáxia, num total de cerca de 25 Milhões de planetas, onde vivem um quintilhão de seres humanos!!!

OBS: Aqui não temos alienígenas, só humanos. A resposta darei mais tarde.

Império Galáctico

Comandando todo essa massa humana está o Império Galáctico, que mantém uma relativa paz em toda a sua extensão de 100.000 Anos-luz. Fundado a 12.000 anos, o Império Galáctico é comandando a partir do planeta próximo ao centro da galáxia chamado Trantor, e sempre de acordo com as mãos de imperadores dos  mais diversos tipos.

Trantor

Planeta sede de toda administração do Império, possui sua superfície de 100.000.000 de quilômetros quadrados é completamente dominada por uma unica cidade. Sua população de 40 bilhões de habitantes possuem praticamente apenas uma função de administrar o restante da galáxia.

Por não possui de terrenos para desenvolvimento agrícola ela depende de 20 mundos agrícolas para suprir as necessidades básicas de sua população. É o orgulho do império, trabalhando como uma grande máquina que servia como um magnífico cérebro de toda a galáxia.

Isto até…

Pisicohistória

Ciência que foi desenvolvida principalmente por Hari Seldon, que transformou o que eram poucos axiomas em uma complexa ciência, que se utiliza de dados estatísticos de uma grande massa de gente (no caso 1 quintilhão de seres humanos) para calcular os passos que a sociedade tomará no futuro. Para um leigo tudo isso parecerá apenas adivinhação, ou premonição. Outra característica importante da ciência é o calculo de o que se precisa fazer para alterar o futuro, calculo esse que levou a criação da Fundação.

Foi através dela que o próprio Hari Seldon previu a ruína do império,  e que essa ruína levaria a uma idade das travas que durariam 30.000 anos! A não ser que uma fundação enciclopédica reunisse todo o conhecimento da galáxia, e guardasse esse conhecimento para que quando o império caísse, acontecimento que seria impossível de ser impedido (a não ser com o uso ordenado de bilhões de pessoas lutando para que isso não ocorresse, o que era impossível de se conseguir) .

Mas para evitar que 30.000 anos de trevas ocorressem, ele computou que seria preciso cerca de algumas centenas de pessoas trabalhando arduamente, e que reduziriam o tempo de decadência de 30.000 para 1.000.

Terminus – 1ª Fundação

Fundada em um planeta localizado na longínqua periferia da galáxia, pobre de recursos, e desabitado, a Enciclopédia Galáctica foi o exílio que os pesquisadores de Hari Seldon, e suas familias, sofreram pelas perigosas e agitadas previsões feitas pelo seu mentor.

Inicialmente foi apenas uma enorme biblioteca, com centenas de pesquisadores cujo unica atividade era escrutinar toda a galáxia em busca do mais diverso tipo de conhecimento. 50 anos após a “Fundação”, a periferia do império, ou melhor da galáxia, já entrava em decadência, e os planetas eram praticamente livres da influencia de Trantor. Diante de ameaças de invasão de Términus por vizinhos, o prefeito civil Salvor Hardin, tomou o poder da fundação e através de atitudes diplomáticas conseguiu reverter o problema. Essa foi a chamada de “Crise Seldon”, pois fora prevista por Seldon – mas a solução não fora dada a seus sucessores,  e foi a primeira de várias outras que viriam.

155 anos após a Fundação, Terminus era um centro de comércio e iluminação científica para cerca de 10% da galáxia, e aqui que nossa campanha começara…

Mapas:

Clique nos mapas para abri-los em tamanho maior em outra aba  ou janela. Hemisfério inferior da galáxia.

Hemisfério Superior da galáxia.

Nova criatura: Dracossauros

Posted in criaturas with tags , , , , , on Fevereiro 14, 2009 by rsemente

São criaturas enormes, medido entre 2,5 a 3 metros de altura, sendo que suas cabeças permanecem a maior parte do tempo abaixadas. Sua cabeça reptiliana, costuma permanecer abaixada, e é estranhamente ameaçadora, vários chifres nascem delas, dois que crescem em sua testa são o inicio para duas cristas gêmeas, com membranas de cores chamativas. Sua pele é coberta por escamas de tonalidade verde, indo do verde escuro em suas patas, até o verde claro, quase branco em suas costas, de onde nascem dois chifres dorsais. Suas patas longas terminam em garras grossas, inúteis para corte, mas pesadas para o esmagamento. Uma cauda grossa e curta sibila em sua traseira.

Utilizados largamente no império dracônico como montaria, nativos de própria Heöe, sua aparência reptiliana e enorme os fazem parecer grandes predadores, mas na verdade são herbívoros extremamente resistentes. São mais lentos que os cavalos, e mais calmos que bois, mas quando irritados mais ferozes que leões.

Mesmo sendo mais lentos que outras montarias, outras características os fazem serem bastante apreciados. Sua força proporcional ao tamanho lhes confere capacidades de cargas enormes, mesmo não aceitando muito bem carroças presas a eles. Também possuem uma capacidade extraordinária de se manter acordado durante sete dias e sete noites, andando sem parar, percorrendo distancias mais longas que os cavalos no mesmo.

Aliado a seus caminhar suave, os viajantes conseguem dormir neles enquanto a viagem ocorre, seja em suas costas ou pendurados em redes em sua barriga (ou os dois ao mesmo tempo). Alem dessas duas características importantes, o intervalo de consumo de água e comida são mais longos, precisando parar para comer apenas 1 hora por dia. Para montá-los só é preciso de selas, pois seus dois chifres dorsais permitem o apoio dos pés do cavaleiro.

Eles literalmente moveram o império draconico.

Infelizmente não são criaturas fáceis de lidar em guerras. Quando ameaçadas, costumam correr ao invés de atacar, pois seu tamanho e resistência garantiriam supremacia nos campos de batalha. Poucas companhias conseguiram treiná-las para guerra, fazendo-as atacar e ficar no combate.

Estatísticas

Tipo / Tamanho: Animal Grande

DV: 5d8+25 (47)

iniciativa: +0

deslocamento: 40 ft. (8 quadrados)

Classe de armadura: 13 (-1 tamanho, +4 armadura natural), toque 9, surpresa 13

ataque: corpo a corpo +7 pancada (1d6 + 7)

ataque total: corpo a corpo +7 pancada (1d6 + 7)

espaço/alcance: 10 ft./5 ft.

ataques especiais: atropelar 1d6+7

qualidade especiais: incansável, covarde

resistências: Fort +9, Ref +4, Will +1

habilidades: for 20 des 10 cons 20 int 2 sab 13 car 6

perícias: escalar +9, saltar +7

talentos: corrida, tolerância

Ambiente: desertos

Organização: rebanho (12-60) ou domesticado

Nível de desafio: 2

Progressão: 6-7 HD (grande)

Nível de ajuste:

.

Atropelar (Ex)

Testes de reflexos CD 17 para levar metade do dano. O teste de reflexos é baseado na força.

Nova Arma: Sarissa, a lança que fez um império

Posted in Equipamento with tags , , , , , , on Fevereiro 9, 2009 by rsemente
Pezhetairos (Companhia a pé) com sarissa.

Pezhetairos (Companhia a pé) com a sarissa.

 

Esta é a primeira de muitas máterias que trarão armas, criaturas, itens magicos, regras, tropas, etc, para D&D 3.5. Muitas serão matérial generico para qualquer jogo, e outros especificos, com regras e ambientação, para o cenário Guerras Dracônicas, mas que com minimo de exforço pode ser usado em qualquer mesa de D&D 3.5.

 

Arma Exótica

Arma corpo a corpo de duas mãos

Nome: Sarissa

Preço: 15 po

Dano (médio): 1d8    Dano (grande): 2d6

Decisivo: x3

Incremento de distância:

Peso: 5 kg

Tipo: Perfurante

Especial: Arma de Aste, alcance (3)

Essa lança muito grande, possui de 3 a 7 metros de comprimento, uma ponta curta e afiada com formato de folha, e na outra extremidade um calço de bronze, usado para segurar investidas inimigas. Sarissas possuem alcance de 4,5 metros (3 quadrados), com uma ação padrão pode ser ajustada para até 3 metros (2 quadrados) de alcance. Um inimigo que se aproxime mais que isso não pode ser atacado pela sarissa.

Essa lança é formada por duas metades unidas com um anel de metal, facilitando assim o transporte das mesmas. Para separá-las leva uma ação de rodada completa, permitindo usar a arma como uma lança longa normal.

Informações Adicionais (Não relevantes para Jogo):

(Traduzido da Wikipedia)

A sarissa ou sarisa era uma lança (pique) longa 4 a 7 metros usado na Grécia antiga e no período helenístico. Foi introduzida por Felipe II da Macedônia e usado na tradicional formação de falange grega como substituto ao Doru (Lança usada pelos hoplitas), que era consideravelmente mais curta. A falange de Felipe II da Macedônia foi conhecida como Falange Macedônia. A sarissa, feita de uma dura e resiliente madeira de cornizo.

Era muito pesada para lanças, pesando cerca de 5 Kg. Tinha uma cabeça curta de ferro em formato de folha e um pé de bronze que permitia ser ancorado no chão para parar cargas feitas por soldados inimigos. O pé de bronze também servia para balancear a lança, tornando mais fácil para o soldado carregá-la. Seu grande comprimento, acima de 5,5 m, tinha duas partes que eram unidas por um tubo de bronze central, foi uma vantagem contra hoplitas e outros soldados usando armas curtas, por que eles tinham que passar pelas sarissas para combater os Falanges. Entretanto, fora da sua formação de falange a sarissa teria sido quase inútil como arma e um entrave na marcha.

Falange Macedonica
Falange Macedônica

 

O treinamento complicado (Por isso uma arma exótica) permitia que a falange usasse a sarissa em uníssono, girando-os verticalmente, e depois baixando-os na horizontal. O ataque uniforme das sarissas assustou as tribos Ilírias sobre a qual o jovem Alexander teve suas primeiras vitórias.

A apertada formação de falange criava uma “Parede de lanças”, e os piques eram suficientemente longos para que cinco fileiras completas de piques na frente dos soldados da primeira linha de combate – mesmo que o inimigo passasse pela primeira linha, havia mais quatro para pará-lo. As fileiras traseiras mantinham suas lanças inclinadas para cima, que servia com o propósito adicional de defletir flechas. A falange Macedônia tinha quase completa invulnerabilidade frontal, exceto contra outra falange do mesmo tipo; Geralmente a única maneira de derrotá-la era quebrando sua formação ou flanqueando-a.

A invenção da sarissa é creditada a Felipe II, pai de Alexandre o grande. Felipe forçou seus homens feridos e desmoralizados a usar seus formidáveis piques com duas mãos. A nova tática foi implacável, e no fim do reinado de Felipe o antes frágil reino da Macedônia controlava toda a Grécia e Trácia.

Seu filho, Alexandre, usou a nova tática através da Ásia, conquistando o Egito, Pérsia e o norte da Índia, vitorioso por todo o caminho. As falanges portadoras de sarissa foram vitais em cada batalha, incluindo a batalha de Gaugamela onde a carruagem de foices do rei Persa foi completamente destruída pela falange, auxiliada pela uso combinado da cavalaria e de lançadores de dardos. Alexandre gradualmente reduziu a importância da falange, e da sarissa, a medida que ele modificava seu uso combinado de exércitos, e incorporou armas e tropas Asiáticas.

Coparação de alcance
Comparação de alcance

 

A sarissa, entretanto, mantivesse na espinha dorsal de todo subseqüente exercito Helênico, e especialmente do exercito Diádoco. A Batalha de Ráfia entre os Seleucidas e Ptolomeu IV pode representar o pináculo da tática sarissa, onde apenas uma carga de elefantes pareceu ser capaz de vencer a falange opositora. O Reinos Sucessores do império Macedônico tentaram expandir alem do desenho de Alexandre, criando piques mais longos que 6,5 m, mas todos estas idéias foram eventualmente abandonadas em favor da sarissa Alexandrina testada em batalha. Batalhas frequentemente acabavam estagnadas no que Oliver Cromwell mais tarde descreveu como “um terrível negocio de empurrar piques”.

Subsequentemente, a falta de treinamento e excesso de confiança na Falange ao invés do uso combinado de exércitos (maiores contribuições de Felipe e Alexandre) levaram na derrota final da Macedônia pelos Romanos na Batalha de Pydna. Parte da razão pela rápida deterioração da habilidade com a sarissa foi que, depois de Alexandre, generais cessaram a proteção da Falange com cavalarias e tropas levemente armadas, e as falanges eram destruídas facilmente pelos ataques pelos flancos. A sarissa foi gradualmente substituída pelas variações do gládio como arma preferida.

OFF: Eu acho a sarissa uma lança fenomenal, pois foi ela que permitiu a construção de um dos maiores impérios que já existiu. Infelizmente a arma não faz a guerra e sim os homens que as impunham, e a medida que os homens se tornaram despreparados e arrogantes a arma não foi suficiente para se obter a vitória. Futuramente trarei talentos e tropas para essa arma.