O Espadachim de Carvão (Resenha SEM SPOILERS)


Uma mistura de Conan e Uma Princesa de Marte seria como resumiria esta obra em forma de referencias. Mas é muito mais que isso.

As obras citadas aqui parecem ter alimentado a alma do autor (diretamente ou indiretamente) de forma profunda, permitindo que Affonso Solano criasse um mundo (#universolano) completamente original, se requerer aos clichês mais comuns vistos na fantasia mediavelóide que geralmente vemos por ai.

Não que a fantasia medievalóide seja ruim (adoro As Crônicas de Gelo e Fogo), mas se não inovar ao nível da grande obra de G.G. Martin, cai na imitação barata.

O personagem principal é para mim uma farta transpiração do ser do próprio autor, que sinto que conhecesse como um grande amigo de alguns anos através do podcast Matando Robôs Gigantes, tanto pelo apreço da mente + corpo, como pelo apreço de obras de fantasia de capa e espada consideradas “baratas”, e pela relação com o tema de “Eram os Deuses Astronautas” (atenção, o trecho grifado apropriadamente pode conter um pequeno Spoiler), relação com drogas e bebidas, e aparência (Sacanagem Hahaha).

A trama da história, com capítulos que intercalam o passado e o presente, também é um grande valorizador do livro, talvez o maior, item essencial que sem o livro se tornaria um pastiche de raças bizarras lutando entre si.

E chegamos as raças, para mim a parte mais controversa e ao mesmo tempo fascinante. No livro temos dezenas de raças fantásticas, todas completamente diferentes, e muitas fora do padrão humanóide (Elfos, Anões e Hobbits) que vemos por ai. Isso é fantástico, mas a forma como estas são apresentadas podem causar um pouco de confusão. Não são dadas em muitos casos descrições detalhadas da aparência de cada espécie, o que aparentemente foi feito de forma proposital. Inicialmente são explicadas algumas espécies, mas percebemos que a aparência é bem psicodélica (por assim dizer), e com isso o autor está querendo liberar o leitor a imaginar um mundo completamente diferente de tudo que já vimos e vivemos. Isso é ótimo, mas as vezes sentimos falta de algo mais. E isso trás uma vantagem, o gosto de querermos uma grande continuação, ainda mais épica que o primeiro.

Terminando esta resenha, faço apenas um apelo: Affonso Solano, escreva um dos contos de Tantum e Magano, PORFAVOR!!!!

Uma resposta to “O Espadachim de Carvão (Resenha SEM SPOILERS)”

  1. Obrigado pela resenha, mestre – adorei a abertura citando duas das (acertadíssimas) referências – o “Princesa de Marte, inclusive, não é todo leitor que nota.🙂

    Depois, se tiver tempo, coloque esse texto lá no skoob.com.br, conhece? Ou no Submarino.🙂

    Grande abraço e obrigado!

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