RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 2)


Continuando com a resenha do Space Dragon. Mas antes de continuar devo ressaltar que o livro está muito bem editado, já tendo lido metade dele e encontrei pouquíssimos erros, e nenhum influi com o entendimento do texto ou jogo, ou seja, todas as partes do jogo até agora estão corretas.

Outra coisa que ficou faltando comentar na primeira parte foi a arte interna com várias ilustrações internas de grande qualidade e outras retiradas diretas de capas de revistas pulps, geralmente com ótimas artes até para os padrões de hoje.

O quarto capítulo apresenta alguns subatributos dos personagens, apresentando regras exatamente iguais ao Old Dragon, mas com alguns exemplos a mais.

No capitulo cinco somos apresentados aos equipamentos, primeiro ao sistema monetário espacial hiper inflacionado (algo como PO mas sempre com três zeros na frente), em seguida as armas, em sua maioria bem legais, mas algumas parecem que ficou faltando alguma descrição mais detalhada (como funciona exatamente a pistola autodestrutiva, quando ela explode?), e outras fazem pouco sentido (qual a diferença da espada de lâmina para a espada de energia, a não ser por 1 kg?). As armaduras e outros equipamentos no geral são mais intuitivos que as armas, sendo facilmente entendidas.

No capitulo seis são explicadas alguns detalhes sobre aventuras no espaço, como tripulação de nave, tipos de problemas espaciais, viagens á pé (que segundo o próprio livro são raras), e condições e perigos diversos que os personagens podem encontrar, mas como no próprio capitulo diz são só exemplos das infinitas possibilidades. O único problema que vi é a regra de gravidade e carga x peso, que precisa calcular a porcentagem exata sobre carga e peso do equipamento para cada gravidade. Apesar de ser mais realista a maioria das pessoas pode ter dificuldade de calcular isso, e uma regra mais intuitiva com classes de gravidade (gravidade -1, -2, +1 e +2) alterando a tabela de carga e força efetiva do personagem ficaria mais simples e funcional do mesmo jeito (depois vou apresento detalhes dessa regra em um post).

No Sétimo capitulo vemos as regras de combate, que são quase as mesmas do Old Dragon. A primeira mudança é a regra de iniciativa, determinada por quem tem o menor valor para o maior. Assim quem ataca com arma joga o dano para saber sua posição (armas mais pesadas logo serão mais lentas), quem usa poderes e feitos tecnológicos, quão mais complexo mais lento, e para movimento e outras ações menores quanto maior a destreza melhor (10-destreza). As demais situações são bem semelhantes ao Old Dragon, mas sempre com adição de fatores espaciais, como gravidade alterada, efeitos de vácuo e ferimentos e cura para andróides.

6 Respostas to “RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 2)”

  1. Olá!
    Okay, aqui vemos problemas. Antes de tudo, boa resenha. Sinceramente não sou fã da mecânica do D&D old school, incluindo uma pá de rolagens diferentes para cada tipo de situação e sub-atributos específicos para cada situação. O Old Dragon melhorou e muito ao simplificar muita coisa, mas pecou em insistir com algumas rolagens “fora do padrão”, ao meu ver.

    Agora vc está me dizendo que o Space Dragon acrescentou mais formas de rolagem (iniciativa) e um cálculo “complicado” (gravidade)? E as armas… não são letais? Tipo, um rifle de raios causa quanto de dano? 1d10? Bem, eu não sei qual foi o pensamento que tiveram ao fazerem estas escolhas, mas devo dizer que, se for realmente desta forma, eu não fiquei muito satisfeito não.

    Até and Bye…

    • A regra de iniciativa eu achei ate boa, ja a regra de gravidade nao. Quanto a letalidade das armas tem que testar, mas para os niveis baixos elas devem ser bem letais, depois nas maos certas elas sao mortais (os homens do espaco causam dano criticos maiores), mas acho que ficou faltando tipo um exemplo de cena de jogo para mostrar como o dano e pontos de vida podem ser representados.

  2. Prof. Alessandro Says:

    Moçada, pensem comigo: quantas vezes você irá mudar de gravidade em uma única sessão? Tá certo que é um jogo de exploração galática, mas, se em uma mesma tarde os caras mudarem para mais de um planeta, eita aventurinha enrolada, não?
    Assim, o cálculo pode ser complicado, mas será feito poucas vezes.
    Não esqueçam que apesar de não serem tão letais (embora eu considere letais pra caramba…), a “CA” (CP, no Space Dragon) também é mais baixa…

  3. Rafael Beltrame Says:

    E uma espada na cabeça, causa quanto de dano?😉

    Tio Lipe, a mecanica de dano é a mesma. O jogo é pulp, ele nao visa realismo do tipo “Gurps”. O dano da arma segue o mesmo esquema do D&D (vc nao leva 20 flechadas, ou 30 espadadas, ou 15 tiros laser na barriga ate morrer).

    o sistema de dano e combate é essencialmente o mesmo para os sistemas d20, desde 74.

    rsemente, gosto muito das suas resenhas cara, acho q são bem “pé no chão”, parabéns.

    a coisa na gravidade, ao meu ver, nao é complicada: vc calcula uma vez, no planeta q vc esta. ou ainda, nem joga , caso o Mestre queira desconsiderar (sei la, eu sempre joguei meu AD&D sem me preocupar com carga, por exemplo, apenas usando o bom senso).

    abraço a todos

    • Pra mim o sistema é mais do que fácil (sou engenheiro), mas pra outras pessoas pode ser mais problemático.

      É bom que esteja gostando da resenha.

      • Olá!
        Sob estas justificativas, volto atrás com meu comentário sobre o dano. E se a classe especializada torna a arma mais letal, ai acho que fica interessante. CA menor e efeito crítico expandido trazem a tona a noção de que uma arma desta categoria é, de fato, letal e perigosa, independente do cenário ser pulp ou não.

        Sinceramente nunca gostei dos modificadores de iniciativa dos D&D old school, mas há quem goste, assim como essa mudança na regra da Iniciativa. Da minha parte, isso é desnecessário.

        Eu sou engenheiro tb sir, e fui criado a base de GURPS, mas ainda assim sou a favor duma matemáticas mais simples. Não por mim, mas para os jogadores e mestres que não tem o hábito e o saco de pensar em números. Uma regra que deveria acrescentar um charme ao jogo acaba deixando certas pessoas com o pé atrás de usá-la.

        Não estou condenando o produto, pelo contrário, achei ótimo, e olha que eu não sou o maior fã de ficção científica, cultura pulp, e sistemas old school. Só não concordei com certas escolhas, mas aí é manha minha.😄

        Até and Bye…

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