46° Dia


… NO DIA ANTERIOR

Após o dia anterior, horrível e quase perdido, não faltava muito para que chegássemos no nosso objetivo, mas ainda assim tínhamos que parar mais uma vez e dormir.

Restavam apenas algumas horas para que o dia surgisse, e apesar de estar com alguns hematomas nada que não pudesse suportar e que sarasse mais cedo ou mais tarde, nenhum osso havia sido danificado e nenhum órgão vital havia sido contundido, assim conseguiria dormir.

Mas durante a madrugada algo aconteceu, fui acordado pela minha esposa, o caos havi se instaurado, não sei o que havia acontecido.

Pelo menos dois carros estranhos haviam se juntado ao acampamento enquanto dormia, e tiros pareciam ser dados contra pessoas, temi pela minha família, mas parecia que todos estavam bem e próximos.

Não havia tempo para explicação, peguei minha arma e sai, mas de repente os tiros pararam.

Acendi o velho lampião e procurei pelo que estava acontecendo, alguns homens, inclusive de meu grupo se encontravam armados e ofegantes, comprovando o terror da guerra que havia acontecido. Um cheiro podre era levado pelo vento, e corpos jaziam pela região, recém abatidos por balas, mas bastou uma analise mais detalhada para ver que alguns possuíam sérias mutilações não realizadas por balas, e outros apresentavam estagio de decomposição avançado.

Continuei procurando para ver se todos estavam bem, e encontrei algo bem estranho. Um homem, ou uma criatura, parecia se resfestelejar em alguma coisa, como se carne crua houvesse sido espalhada pelo chão. A coisa não parecia ligar para mim, e por um momento achei que era um homem, até que percebi que ela a carne eram as entranhas de um ser humano.

Mirei a arma para o assassino e indaguei o que era que estava acontecendo, e aquilo me olhou. Pela primeira vez observava os olhos de um dos grandes males daquele mundo, e não devo medir palavras para dizer o que aquilo era: Um Zumbi.

Aquilo olhou para mim, com a boca ensangüentada, e se levantou, por instinto atirei, e não parou, atirei novamente agora na cabeça e o corpo caiu no chão. Gritos e choros preencheram o ambiente, todos haviam visto um pouco daquela cena iluminada pelo lampião.

Nenhuma palavra foi dita pelo resto da madrugada, queimamos os corpos pela manhã, e agradecemos pelo grupo que tinha chegado ter ao mesmo tento parecer ter trazido o mal ter ajudado a abatê-los, e com isso nenhum de nosso grupo foi morto.

O resto da viagem foi normal, e provavelmente o pior havia passado, chegamos na cidade a noite, e nos restou apenas a noite e esperar pelo outro dia.

CONTINUA…

Uma resposta to “46° Dia”

  1. […] 47° Dia … NO DIA ANTERIOR […]

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