40° Dia


… NO DIA ANTERIOR

A preparação foi rápida e a viagem deveria ser mais rápida ainda. O território que íamos já passamos uma vez, conhecíamos os perigos e um pouco as cidades pelas quais passaríamos.

O trajeto era simples, pegar a BR 101 e descer até a cidade, onde deveríamos encontrar as pessoas que foram assistir “o jogo”. Alguns deviam ter acontecido em natal, mas este não, seria especial, um jogo meio que celebração.

Parti sozinho com o fusquinha, o carro que seria menos prejudicial ser perdido. Acordei o mais cedo possível, antes do sol nascer,  e parti antes que os outros acordassem.

Assim cheguei rapidamente, em cerca de duas horas na cidade.

A primeira vista parecia não havia nada demais, mas logo que adentrei mais na cidade detectei o problema: A cidade estava côo se fosse em guerra, dividida em dois grupos, cada um torcendo para um time, e agora brigavam fora do campo.

Uma zona de disputa foi formada entre a rodovia que cortava a cidade, e os dois grupos se escondiam depois de se digladiarem com paus, pedras, facas, armas e até veículos, formando um sutil campo de batalha em comparação com as ruínas da civilização da energia.

Claro que não era toda a cidade que participava disso, mas a presença de uma centena de fanáticos de cada lado era o suficiente para parar uma cidade pequena e colocá-la em estado de guerra.

Não demorou muito fui abordado por um dos grupos, o maior, e me abordaram com uma pedrada no pára-brisa, que trincou perigosamente. Assim parei o carro e esperei por eles se aproximassem sem reagir para não ser atacado novamente.

Expliquei toda a situação aqueles homens que decidiram me liberar em troca do carro, como não tinha opção aceitei e me “juntei” a seu grupo. Felizmente eles não quiseram minha mochila, nem me revistaram por armas, se não teria perdido algo mais difícil ainda de achar.

No lado deles acabei encontrando dois casais de colegas, que logo me contaram da situação com detalhes.

Resolvi então dar esperança a eles. Primeiro espalhei o protocolo para tentar que aquela comunidade se salva-se. Depois procuramos por um novo carro abandonado, para que pudéssemos tentar o reparo e fugir para a capital.

Felizmente a procura foi curta e encontramos um pequeno caminhão antigo!

Comecei a reparar na mesma hora e quando completei embarcamos e voltamos o mais rápido possível para a cidade, quebrando todos os seus “bloqueios” pelo caminho. Ninguém nos seguiu, e sai do problema tão rápido quanto entrei, chegando a capital antes que a noite caísse, e adormecendo com a certeza que no fundo no fundo o mundo ainda continuava o mesmo.

CONTINUA…

Uma resposta to “40° Dia”

  1. […] 41° Dia … NO DIA ANTERIOR […]

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