29° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Fiquei observando de longe aquela grande festa sombria, uma festa onde apesar de haverem certos limites no geral se você observasse melhor veria que algo estava errado e algumas pessoas exageravam no que poderia se a primeira e ultima festas de suas vidas.

No centro daquele aglomerado humano uma grande fogueira, quase como uma torre inteira de madeira queimava perigosamente, com partes dele caindo a medida que o fogo consumia a madeira, lançando ao ar fagulhas de cinzas incandescentes que zuniam em espirais para todos os lados.

Meu objetivo ali era simples, achar meu grupo e sair daquele lugar. Não me importa como haviam chegado lá, apenas como tira-los. Era evidente que havia um grupo dominante, um grupo que mantinham todos sob seus controles. Portavam armas a amostras, bebiam de forma desgarrada mais do que aqueles tempos permitiam, e pareciam de certa forma a obrigar que todos estivessem ali.

Disfarcei-me na multidão, foi bem fácil, na verdade era uma festa bem estranha, com muita gente fazendo nada ou quase nada, apenas alguns grupos conversando aqui e ali, outros grupos cercando e escondido atividades nada convencionais.

Depois de muito andar consegui encontrar minha família, estavam isolados, conversando com um ar meio de pessimismo. Quando cheguei me receberam bem, seus ânimos se alegraram, e contaram o que tinha acontecido.

Todos foram obrigados a se reunir, e deixar a disposição da cidade qualquer recurso extras que possuíssem, como os próprios carros. O grupo dizia que tinha conseguido pacificar os foragidos do presídio, e que se preparariam para uma nova faze do plano de restabelecimento da civilização. O que eu via era apenas um controle medieval.

Armei um rápido plano. Todos se juntaram em um local pré estabelecido, eu e meu primo iríamos pegar nosso carro de volta. Chegamos ao grande e desorganizado estacionamento, procuramos bastante até um “guarda” nos abordar, saquei minha arma e meu primo o desarmou e o sufocou até desmaiar. Pegamos sua arma e procuramos nosso carro, felizmente achamos e ele não estava preso por nenhum outro carro. Fugimos na calada da noite, temendo pelo grupo de usurpadores que começava a dominar a cidade.

Quando amanheceu mandei toda minha família para outra cidade, e que ficaria para identificar o que realmente devíamos temer. Eles deveriam retornar no terceiro dia, se eu não fosse até eles. Depois que eles foram embora retornei ao local da festa e encontrei a cena mais bizarra de toda minha vida.

Vários corpos se encontravam espalhados em uma disposição circular, exatamente onde a noite cobria o brilho da fogueira. Era uma verdadeira matança, e provavelmente aconteceu depois de nossa saída. Os corpos estavam estranhamente mutilados, com ferimentos negros com pouco sangue e com cortes quase perfeitos. O que quer que fosse não parecia ser desse mundo. O choque daquela imagem foi enorme e passei o resto do dia escondido.

CONTINUA…

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