9° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Decidimos acordar o mais cedo possível, para tentar abastecer em algum posto sem as grandes filas que se formavam para conseguir o precioso combustível que só não havia acabado por que a demanda também havia reduzido a menos de um décimo.
Tentaríamos sair cedo também para tentar evitar qualquer movimento nas estradas e viajar sem o sol escaldante do meio dia, pois o carro não possuía ar condicionado que funcionasse, a final todos os circuitos elétricos tinham se fundido.
Mesmo assim quando chegamos ao posto havia uma pequena fila com pelo menos cinco carros, a maioria havia esperado a noite toda para abastecer no outro dia. O abastecimento era lento, usavam uma bomba mecânica para bombear o combustível até um reservatório improvisado na superfície e de lá eram medidos a quantidade de litros em bicos de pato para o abastecimento.
O valor do combustível agora era bem caro, pois apesar da demanda ser relativamente pequena sabia-se que ela iria acabar mais cedo ou mais tarde, ou seja, a oferta logo ia ser próxima a de zero. Pelo menos podíamos pegar combustíveis de carros abandonados no meio do caminho.
Demos nossas ultimas economias e abastecemos o carro, que deveria ser suficiente para 5 pessoas confortavelmente e mias umas quatro na carroceria, além de carregar mantimentos para a viagem.
Decidimos os escolhidos para viagem seriam eu, meus três primos, e duas mulheres, a mulher de meu primo e minha tia. E assim o fizemos, mesmo com protesto de minha esposa. Elas deveriam ficar seguras com os outros visinhos.
Sem pressa retornamos os carros carregamos e saímos em direção a Recife. Pegamos a BR 101 que felizmente estava quase toda duplicada, assim pudemos fazer o percurso sem muita interrupção.
Apenas em um trecho da rodovia duplicada houve problemas, um caminhão havia tombado, deixando apenas uma pequena parte do acostamento livre para passagem de carro, felizmente nenhum veiculo havia batido nele ainda. Mas dois caminhões se encontravam bloqueados e os caminhoneiros tentavam livrar uma parte da pista puxando a carroceria do carro tombado. Eles tentavam arranjar cordas e correntes fortes o suficiente para puxá-lo, haviam também desprendido suas carrocerias para facilitar o trabalho, não pudemos esperar para ajudar e seguimos em frente.
No final chegamos a grande Recife, e como o caos parecia maior aqui do que em natal acampamos em um posto de gasolina nos limites da cidade para nos aventurarmos na selva de pedra quando o sol se posse.

CONTINUA…

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