8° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Depois da festa decidimos ir visitar a família de minha esposa,do outro lado da cidade, seria uma caminhada de cerca de 4 horas, mas pelo menos lá poderia ser um pouco mais seguro, pois havia um presídio próximo, policias e um batalhão de policia especial, o famoso BOPE.

Dizia-se que as policias haviam controlado aquela região e transformado o pequeno presídio em um quartel general. Ouvia-se dizer que a ordem nesse tempo de caos seria simplesmente matar os bandidos, e em bandos de arruaceiros matar um de seus lideres evitando que se reunissem novamente para cometer crimes.

Mas o maior problema era o abuso de autoridade. Alguns policiais mais corruptos começavam a exigir dos cidadãos alimentos por proteção. Assim logo haveria milícias controlando partes da cidade de forma tirana.

Diante de toda a situação precisávamos de uma coisa, um veiculo.

Eu e um primo, um engenheiro eletricista, fomos até um posto de combustível e descobrimos como os carros funcionavam, principalmente os velhos e veículos a diesel. Os donos descobriram que realizando ligações diretas em seus sistemas de partida diretamente nas velas faziam ligar o motor, era um sistema manual que apesar de incomodo era a única solução.

Na garagem de nosso condomínio havia pelo menos um veiculo a diesel, uma caminhonete, felizmente o visinho estava viajando para o sul, o que nos , mas não precisávamos de chaves. Arrombamos um dos vidros e fizemos a ligação direta e bingo! Funcionou, tínhamos um veículo, ou pelo menos até o vizinho chegar.

Quando chegamos na casa  de minha sogra, com jardins com algumas arvores frutíferas e algumas galinhas sentimos como o campo seria uma boa escolha. Essa idéia martelou um bom tempo em minha cabeça, mas se perdeu em assuntos mais urgentes. Lembramos também de um tio que possuía um carro velho e era segurança, e que provavelmente com algum pequeno concerto elétrico ele funcionaria, então poderíamos barganhar pela posse de uma arma, com certeza ele deveria ter mais de uma.

 Chegamos na casa de seu tio e fizemos um acordo que se fizéssemos funcionar o carro teríamos uma das suas armas. Fizemos a ligação direta, o motor funcionou novamente! Estávamos com sorte, e conseguimos uma arma.

Já era quase noite, e decidimos dormir, e no outro dia resolveríamos outro problema: a gasolina.

CONTINUA…

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