7° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Acordei cedo, na verdade pouco havia dormido, quando a madrugada chegou pensei pela primeira vez em um dos benefícios de não haver energia, poderia ver as estrelas com mais detalhes do que nunca. Nunca fui um astrônomo amador de verdade, apenas gostava de vê-las, observar um possível planeta, as Três Marias ou até ver uma estrela cadente.

Dessa vez vi algo diferente, vi algo rápido, algo que tinha visto apenas uma vez ao olhar para o céu. Era rápido cruzava as outras estrelas devagar ao meu ponto de vista, mas sabia que estava muito rápido, ele piscava aqui e acolá, era um satélite e isso me acendeu um ar novo de esperança, pois aquilo comprovava que havia sido um efeito apenas da terra e não um efeito sobrenatural indicando o fim dos tempos.

Quando acordei lembrei de uma coisa que poderia me ser bem útil, um equipamento que usava para meu hobby secundário, Paintball, possuía um marcador, uma “arma” de ar comprimido capaz de atirar bolinhas de tinta.

Era um equipamento praticamente inofensivo, mesmo que a aparência fosse de um fuzil M16 americano, mas caso as balas pegassem em um rosto desprotegido poderia causar sérios danos, por isso nos jogos sempre usamos mascaras, podemos até esquecer o colete, mas nunca a mascara.

Possuía uma boa quantidade de bolas, um carregador grande, e um grande cilindro praticamente cheio. Com sorte podia evitar algum assalto e espantar ladrões mais fracos. Felizmente devido a restrições no orçamento comprei a versão mais básica, sem nenhuma parte eletrônica, e quando testei, o marcador funcionava intacto. Consegui um casaco e coloquei-o nas costas, pronto para usar em defesa de minha família.

Neste dia, logo cedo, uma grande noticia chegou em nossa casa, uma das primas de minha esposa, que estava no grupo inicial e se separou quando chegamos a cidade, chegou para nos visitar trazendo uma ótima noticia, que tinha sabido por amigos que havia de sair o resultado do vestibular local.

Engraçado, com isso soubemos outras coisas, como havia um grupo de cidadãos que tentava manter a ordem na cidade, organizando abrigos, alimentos e transporte. Assim esse mesmo grupo, contendo vários professores organizou manualmente a lista de aprovados no vestibular, dando uma alegria para aqueles que passaram. Fomos então até a faculdade, um grande campus com muito verde, e lá vimos que a prima de minha esposa havia passado no vestibular de medicina!

Foi uma grande alegria, mesmo que todos tivessem com uma pulga atrás da orelha quanto ao futuro de um curso de medicina. Na escola sempre dizemos que são os alunos e professores que fazem a escola, mas como seria um curso sem eletricidade, computadores e outros equipamentos elétricos que se utilizamos no dia a dia?

Não ligamos no momento como seria o futuro, e realizamos uma boa festa em homenagem a uma pessoa bastante estudiosa e merecedora.

CONTINUA…

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