6° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Acordei bem tarde, quase de meio dia, minha esposa brincava com nosso filho, e estavam preparando a primeira refeição do dia, enquanto dormia decidiram que podiam pular o café da manhã.

Os dias dos reis havia chegado, arvores de natais já estavam apagadas a dias, restava apenas desmontá-las, e apesar de todos parecerem relativamente bem diante do caos, todos sabiam que algo muito grave havia acontecido. Diversas pessoas já haviam morrido em hospitais pela parada de equipamentos que mantinham a vida e falta de outros evitaram que médicos realizassem diversos procedimentos simples de cura e socorro, sem contar o caso de várias pessoas com marca passos que tiveram infartos fulminantes no fatídico dia em que tudo começou.

As duas outras famílias de vizinhos que ainda se encontravam no nosso prédio se reunião nas ruas para conversar e tentar saber o que estava acontecendo. Especulações sobre isso não faltavam. Guerra atômica – seria o Irã ou a coréia do norte os culpados? – ataques zumbis, colisão com meteoro, inversão dos pólos magnéticos da terra, invasão alienígena, uma grande tempestade solar ou simplesmente o fim dos tempos. Ninguém sabia.

Minha opinião era que devíamos esperar por tudo. Como não havia tsunami não teria sido uma colisão com meteoro ou algo parecido. Também não vimos nenhuma aurora boreal, o que poderia descartar uma tempestade solar de altíssima intensidade. Os demais eram bastantes improváveis, apesar de que a inversão dos pólos magnéticos poderiam ser confirmadas com o uso de uma bússola, não seria difícil de conseguir, deveria ter alguma no supermercado saqueado, a final uma bussola não mata fome de ninguém.

Bombas Nucleares PEM eram o que achava mais provável, a anos o mundo vinha sofrendo com uma “guerra fria” de países como Iran e Coréia Norte contra os estados unidos, e possivelmente os mesmos já tivessem armas nucleares. Quem conhece mais sobre o assunto sabe que não é uma tecnologia impossível de ser realizada. Um bom aluno de física nuclear e com um pouco de recurso – talvez apenas alguns milhões – poderia desenvolver uma arma nuclear, bastaria conseguir os elementos radioativos para o feito, quem diria uma nação próxima a Rússia, um verdadeiro sucataria armamentista.

Alheios a essas preocupações, mais quatro pessoas de minha família decidiram retornar para suas casas em outra capital, a quatro hora de viagem, para isso teriam que conseguir um carro para a viagem. Isso seria mais problemático, alguns deles partiram para tentar conseguir qualquer uma forma de viajar.

O dia passou, eu consegui uma bussola, e percebi que ela estava completamente desmagnetizada, o que me deixou ainda mais preocupado. Seria o destino da terra o mesmo de seu irmão mais próximo Marte?

Felizmente em algum lugar devia haver alguém trabalhando para restabelecer a civilização, a questão era tentar ajudar ou apenas sobreviver.

CONTINUA…

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