Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte Final)


Estamos entrando em uma nova faze do blog, na verdade retornando a um antiga faze do blog. A partir de amanhã haverão diversas surpresase infelizmente por isso (e por muito trabalho, e um pouco de esquiecimento de minha parte) não colocarei hoje o download do capitulo 4 completo, isso deve ficar para a proxima semana, junto com o inicio do capitulo 6. Então aguardem por amanhã.

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte Final)

Felizmente o pára-quedas se abriu, freando a nave repentinamente e a virando de lado e inclinando, aumentando assim o arrasto com o chão, senti uma das azas se partir, mas felizmente a nave tinha parado completamente.
Ainda estava vivo, e a nave não parecia ter se explodido ao impacto, talvez alguns danos estruturais graves, mas espero que não tenha sofrido nenhum irreversível.
Olhei pelo vidro manchado em minha frente, conseguia ver um pouco da paisagem, mas queria ver mais. Levantei da poltrona, senti o peso do traje inerte atrapalhando os movimentos. Retirei-o com bastante esforço, praticamente o desmontando.
Olhei para o ultimo instrumento da nave que funcionava mesmo sem energia, um bio-sensor detector de atmosfera respirável.  O método de funcionamento não era ortodoxo, uma colônia de microorganismos vivos era mantida em uma capsula, com atmosfera terrestre e isolada, após ativada, uma válvula permitia que o gás do exterior entrasse na capsula, e caso a atmosfera não fosse respirável os microorganismos morreriam e mudariam de cor. Será que era outra criação de minha mãe?
Ativei o instrumento, um barulho soou quando o ar entrou na câmera, indicando que a atmosfera não era tão mais pressurizada. Esperei pelo menos uma hora para ter certeza, a cor não mudara. A atmosfera deveria possuir oxigênio em quantidade adequada para um ser humano, e sem nenhum componente tóxico para a vida, poderia sair sem problemas.
Abri a porta manualmente, e respirei pela primeira vez o ar de um planeta na vida, ele era pesado, bem mais pesado que o da nave e mais pesado que nas câmaras de testes barométricas que simulavam atmosfera da terra e de outros ambientes de teste, mesmo assim parecia que a principio iria desmaiar devido a asfixia, então me concentrei em apenas respirar, me acalmando e pensando que apesar de uma pressão atmosférica maior a quantidade de oxigênio deveria ser bem menor que o padrão.
Após quase quinze minutos me acostumando a nova condição dentro da nave, desci e pus os pés no planeta, olhei ao meu redor e vi o rastro de destruição e o estrago feito pela queda. Sentia em minha pele um estranho formigamento, e logo percebi que toda a nave continuava energizada pelo campo magnético pulsante do planeta e eu mesmo estava eletrizado.
Mas estava vivo, em um mundo estranho, mas completamente sozinho, e sem nem um computador para ouvir e conversar

CONTINUA…

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