Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 3)


Finalmente, primeiro post do ano. É pessoal, depois das festas, veio uma viagem de trabalho e por isso apenas hoje pude estar aqui com vocês. Mas tudo está indo muit bem, e espeoro conseguir realizar mais um plano para ser executado em fevereiro.

Feliz 2012 e boa leitura.

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… ANTERIORMENTE

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 3)

Nunca tinha visto nada tão grande e extenso assim. O espaço era enorme, amplo e dava uma sensação de liberdade, mas era como um vazio, sem profundidade e sem calor, no espaço nada era mais acolhedor que o chão da nave, e o horizonte, mesmo gigantesco e opressor, e apenas como uma visão da superfície sólida do planeta já me fez um sentimento de acolhimento, apesar de naquele momento achar que estaria preso em apenas duas dimensões.
Deixei de devaneios, e percebi que tinha conseguido estabilizar em uma rota mais segura para voltar a cair cada vez mais próximo da zona terminal, onde teria certeza de sobreviver ao clima do planeta com o céu iluminado por uma perpetua imutabilidade na posição da estrela e sua luz vermelha.
A atmosfera parecia um pouco mais densa do que a atmosfera simulada no interior da nave Fermi, que imitava a da Terra, isso ajudaria a nave se sustentar melhor. Mesmo assim a velocidade caia perigosamente, o ar mais denso causava ainda mais atrito, e tinha que fazer algo para impedir isso.
O ultimo recurso era ativar um foguete químico, acionado manualmente, ele só queimaria por alguns minutos, mas teria que ser suficiente para adquirir força para voar um pouco mais para não cair diretamente no gelo, causando um impacto com força suficiente para destruição completa da nave.
Esperei um pouco para a nave atingir a velocidade mínima de flutuação e ativei o foguete. Nunca pensei que precisaria ativá-lo, e nunca tinha feito em simulador sob estas circunstancias, apenas em situações padrões como decolagens e aceleração extra. Senti a força dele sendo ativado, empurrando a nave em pelo menos 3Gs.


Mas deu certo, depois da aceleração inicial, a nave agora acelerava mais devagar, e depois continuou mantendo uma velocidade que me permitia baixa-lá até uma altitude segura para o pouso, e mais ainda, até uma zona com temperatura menos petrificante.
Baixei a altitude com bastante calma até alguns poucos quilômetros de altitude, o horizonte mostrava-se cada vez maior, mas o terreno se mostrava cada vez mais acidentado, tinha que pousar antes que se tornasse inadequado para o pouso.
Algumas nuvens também ameaçavam as manobras, caso uma delas estivesse no caminho poderia reduzir perigosamente minha velocidade e derrubar a nave.
Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.

CONTINUA…

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