Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 2)


E depois de um grande Natal, nos veremos agora só no proximo ano, então um feliz ano novo a todos e que no proximo ano o Blog volte com força total!!!

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… ANTERIORMENTE

A velocidade subia vertiginosamente, não possuía muitos instrumentos para me guiar, se não alguns giroscópios e acelerômetros mecânicos. Agradeço pelo engenheiro que teve a prudência de mantê-los em uma nave tão moderna.

Fiz ajustes para deixar os ângulos mais certos possíveis na reentrada, dentro do possível. Meu objetivo não era mais manter a nave intacta, mas apenas sobreviver.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 1

Eu comecei a sentir o calor da reentrada, novamente outra sensação que nunca tinha sentido com tanta intensidade. Os controles não queriam obedecer meus comandos, mas consegui controlá-los com pulso forte, esperava que eles pelo menos não se partissem com tanta tensão.

O céu começou a escurecer, estava caindo para o lado da zona escura do planeta, o que me preocupava, pois se não morresse da queda poderia morrer congelado pelo frio. Pelo menos isso poderia me fornecer boas condições atmosféricas e planícies de gelo para um pouso mais suave.

Então comecei a sentir a nave desacelerar, o calor começou a invadir a nave, mas a tendência seria se dissipar na atmosfera, parecia que tinha conseguido passar pela parte mais difícil do pouso.

Tentei ajustar a posição da nave, com os flaps e amortecedores de ar, para que a aerodinâmica de suas asas criasse a sustentação necessária para um pouso mais suave. Não sabia ao certo se a nave se comportaria bem como um planador, mas com a velocidade ainda um pouco alta tinha uma chance.

Aos poucos a nave foi se resfriando, e poderia manobrar com mais cuidado, sem a dilatação dos cabos, e sem medo de algum se partir devido a força e calor da reentrada.

Não podia continuar na rota que estava seguindo, adentrado cada vez mais a zona escura do planeta, e tinha que fazê-lo antes que os próprios controles fossem congelados com o frio que iria afligir toda a estrutura da nave.

Puxei um dos flaps em uma direção mais que o outro, a nave se inclinou levemente, e com esse movimento consegui ver pela primeira vez a parte da superfície do planeta, um horizonte vastamente preenchido por uma faixa iluminada e fantasmagórica, que ia do laranja escuro passando por um vermelho escuro até um hipnotizante púrpura.

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

CONTINUA…

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