Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 7)


Ufa! por pouco não sai a tempo. Boa leitura!

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Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 7)

A sensação era estranha, era como se tivesse finalmente livre, e ainda mais sozinho. Ao mesmo tempo uma sensação de claustrofobia ia crescendo, isso por que sabia que agora não tinha muitos cantos para ir. Estava livre e preso ao mesmo tempo.

Controlei minhas emoções e ativei os sistemas de navegação. Agora definitivamente estava no controle de uma nave, sem nenhuma inteligência artificial controlando 100% de toda a minha vida. Na verdade Columbiad possuía um sistema de navegação inteligente, mas era apenas um escravo do piloto. Eu estava completamente no comando.

Após algumas manobras de orientação, ativei o sistema de propulsão VASIMR, e segui diretamente para a orbita do planeta Gliese 581g, para trajetória de abordagem da grande nave Drake.

 …

 A columbiad navegou perfeitamente os milhares de quilômetros entre Fermi e Drake, poucos em termos espaciais, desacelerando suavemente próximo a nave destino. Agora manobrava com cuidado para fazer uma ancoragem na doca de forma forçada, sem nenhuma ajuda da nave maior.

Nesse momento a palavra certa era calma, esperar para ajustes a cada segundo, corrigir imperfeições, parar e reiniciar a atracagem, levou tempo, mas consegui realizar o procedimento com sucesso.

Agora teria que arrombar a porta de segurança da doca, visto que a mesma não poderia ser aberta pela nave Columbiad. Realizei essa tarefa sem muito problema com lamina de mono filamento de minha espada e minha força combinada com a da armadura.

Do outro lado a atmosfera do interior de Drake parecia ainda em condições respiráveis, mas a temperatura indicada era de vários graus abaixo de zero, o que me congelaria ao contato com aquele ar, mesmo assim poderia utilizar o traje para esquentá-lo e assim poder respirar dentro da armadura em caso de acabar a reserva.

A armadura começou o processo de reposição do CO2 pelo ar da nave. Quando o ar chegou quase engasguei, conseguia respirar, mas tinha um odor sombrio e velho como poeira estelar, ele não era usado a anos, a nave parecia estar desativada a mais de 20 anos.

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

CONTINUA…

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