Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 6)


Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

– Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

– Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 6)

– Agora sobre você …Você era meu projeto secreto, não tinha intenção de telo assim, de forma tão anômala e no espaço, sozinho e sem uma mãe ou pai. Sinto muito por você, no momento dessa gravação você era apenas um bebê, agora você já deve ser um homem.

– Me perdoe filho, tome muito cuidado com qualquer missão, tente a todo custo voltar a terra, não desgaste sua vida em um mundo inóspito na infinitude do espaço, na solidão completa. Volte a terra e tenha filhos, se encontrar algum sobrevivente, cuidado, o que quer que tenha acontecido conosco pode ter acontecido com eles, eles podem ser perigosos. Em todo caso, resgate quem você puder, coloque-os nas câmeras de criogenia e volte para terra, não é seu dever completar essa missão.

– Cuidado meu filho, saiba que amei você até o ultimo momento, espero que um dia sua vida seja melhor que a que a que você viveu até agora, boa sorte, e que tenhas uma longa vida e prospera.

Antes mesmo dela terminar suas palavras eu já não a via mais, não agüentava, baixei a cabeça, virei, e escutei suas palavras, tentando não chorar, já havia chorado demais, já havia me recuperado, e já tinha voltado a chorar algumas vezes, mas agora não deveriam haver mais lágrimas, o futuro me aguardava.

Mesmo assim, percebi meus olhos molhados, e uma furtiva lágrima escapou, desgrudando de meu olho e flutuando em minha frente, até evaporar completamente.

Não sei quanto tempo havia ficado ali, não sabia quanto tempo a gravação terminara. Abri o portão, e flutuei pelo corredor, até a nave Columbiad, abri a porta de segurança, e entrei nela, escalei até a sala de pilotagem, e sentei, chequei os sistemas de vôo, não podia perder tempo, ela não deveria ser tratada como um lar, mais do que alguns dias e o ar e água dessa nave acabariam e ela se tornaria meu sarcófago.

– Fermi, solicitando desengate da nave Comlumbiad.

– Desengate autorizado.

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

CONTINUA…

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