Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 3)


Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Também fui capaz de analisar com mais detalhes os brilhos que captei anteriormente, e parecem estar atrelado a formações montanhosas espalhadas pelo planeta. Isso poderia indicar duas coisas, ou seriam a afloração de algum elemento emissor de luz, ou seriam sinal da existência de vida, tanto uma colônia de organismos bioluminescentes, quanto uma construção alienígena. Para descobrir teria que pousar e analisar pessoalmente., ou mandar uma sonda. É claro que preferiria a primeira opção.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 3)

Outra grande surpresa para mim foi a zona escura, onde se formou um enorme continente de gelo. Essa massa de gelo funcionava como um enorme imã, criando um campo magnético mais forte que o esperado, e gerando pulsos eletromagnéticos em todo o planeta e em sua orbita.

É claro que o meu foco principal seria a nave Drake, e a medida que se aproximava minhas esperanças iam se tornando temor. Não conseguia captar nenhum campo magnético, nenhum sinal de radiação, nenhuma transmissão de dados, nenhuma emissão de calor. Apesar dos pulsos do planeta serem danosos, não deveriam causar efeitos tão danos a ponto de desativar toda a nave.

A aparência externa parecer intacta, era bem diferente de Fermi, possuía em seu centro uma espécie de esfera, que funcionava de forma similar aos anéis de minha nave. Era uma esfera de Bernal.

A esfera deveria confinar um micro eco-sistema inteiro, terra, água, e no centro provavelmente um pequeno Sol artificial, um gerador de fusão cuja saída de energia era praticamente luz em composição similar a luz solar que chega a superfície da Terra. Outros módulos externos eram mais similares a Fermi, enormes propulsores VASIMR, tanques de combustível, sistemas de sensores, escudos de proteção, e modulo de carga e construção, só que proporcionalmente maiores.

Era uma grande nave, e quase tão avançada quanto Fermi. Muitos dos instrumentos na verdade eram quase idênticos a minha nave. A única grande diferença era a não existência dos propulsores de sub-luminais de anti-matéria.

Um detalhe que me chamou a atenção era que todas suas docas estavam vazias, nenhuma nave auxiliar se encontrava atracada a Fermi, e apesar de não possuir os projetos técnicos da nave, eles com certeza deveriam ter pelo menos duas naves, assim como a Fermi possui a Columbiad.

Diante desse fato procurei com atenção pelos casulos de sobrevivência, pequenas naves capazes de suportar vida por alguns dias, mas sem nenhum sistema de propulsão avançado, apenas o suficiente para manobrar e posicionar a nave para uma reentrada segura, coisa que são capazes de fazer com extrema segurança. Não demorou muito e achei onde os casulos deveriam estar, e como imaginei, todos estavam vazios.

Provavelmente toda a tripulação se mudou para o planeta depois de algum desastre na nave, mesmo assim não consegui detectar nenhuma geração de energia na superfície do planeta, algo como uma cidade. Talvez fosse o campo magnético do planeta, ou que simplesmente não tenham conseguido sobreviver.

CONTINUA…

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