Capitulo 3 – Um Pequeno Sol (Parte 7)


Eitá, atrasado mais uma vez! Mas antes tarde do que nunca certo? (espero ao ter dito isso antes aqui :P)

… ANTERIORMENTE

Infelizmente não passo perto o suficiente para os sensores conseguirem obter qualquer dado diretamente da superfície dos planetas, assim não detecto nenhum sinal de vida, e também não identifico nenhum sinais que poderia indicar a presença de vida através de suas atmosferas, como a alteração de sua composição por organismo biológico, similar a que fizemos com a terra com o aumento de CO2.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 3: Um Pequeno Sol (Parte 7)

Fermi começa as manobras de aproximação, virando seus propulsores VASIMR 180° e os ativando novamente, que apesar de não servirem para deslocar a nave em velocidade maiores que 10% da luz, eles possuem muito mais impulso que o propulsor de velocidade sub-liuminal, e por isso permitem a desaceleração mais eficiente, e poupando a preciosa anti-matéria.

Nesse momento senti pela primeira vez o efeito similar a uma gravidade que não obtida pela rotação dos habitates. A principio achei que ficaria enjoado, pois estava bastante acostumado a rotação, mas felizmente não aconteceu como eu imaginava, apesar de minha mãe sempre ter dito que o habitate era grande o bastante para não sentirmos qualquer sensação de giro.

Essa fase da viagem representaria um grande perigo devido cegueira parcial dos sensores da nave. O jato de íon que o propulsor VASIMR cria é lançado a frente da nave a velocidades maiores que a atual da FERMI, mas ao serem absorvidas por matéria interestelar esta ioniza criando uma bela “chuva” espacial, uma das mais belas criações da humanidade. Essa chuva é perigosa não só por sua radiação, que deverá ser absorvida pelo escudo protetor da nave, mas por ofuscar o espaço a nossa frente, impedindo detectar objetos que deveriam ser desviados ou destruídos.

Mas devido a outro fator esse risco é potencialmente maior: A medida que a nave se aproximaria do sistema estrelar Gliese 581, grupos de detritos cada vez maiores, similares a nuvem de Oort e ao cinturão de Kuiper, aumentariam o risco de colisões com micro e macro meteoritos. Para evitá-los só contaria com o sistema de navegação automático de Fermi, sensores pouco confiáveis e a sorte.

Mesmo assim os sensores de navegação agora apontavam diretamente para o sistema Gliese 581, tentando obtendo a maior quantidade possível de informação, e disponibilizando-a para mim. Pelo menos o tamanho e intensidade dos astros do sistema cada vez maior deveriam ser capazes de serem observados.

Também pude ver finalmente a luz da estrela, era diferente de tudo que vira antes, inicialmente parecia uma elipse pontual no espaço, agora parecia uma pequena bola luminosa flutuando e dominando toda a escuridão espacial, e os traços que acreditava serem os brilhos das estrelas no espaço, eram na verdade era a luminosidade das estrelas esticadas no espaço. Pela primeira vez na vida observava a galáxia e o universo como eles realmente eram, e não como um borrão de elipses esticadas e em constante movimento.

CONTINUA…

Uma resposta to “Capitulo 3 – Um Pequeno Sol (Parte 7)”

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