Capitulo 3 – Um Pequeno Sol (Parte 4)


Hoje o episódio saiu atrasado, mas quem ainda estiver acordado bom proveito!

… ANTERIORMENTE

Mesmo assim, a possibilidade da colocação de casais na missão seria mais aceitável, e permitido assim a geração de pelo menos alguns bebês prontos para ajudar seus pais na exploração e colonização de um novo mundo.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 3: Um Pequeno Sol (Parte 4)

E assim foi feito, seis casais, escolhidos a partir de um longo treinamento de duzentos astronautas, onde aqueles que conseguiram ter afinidade e começaram a se relacionar seriam escolhidos. Pelo menos uma coisa parecia certa nessa missão, ela começaria com o amor entre pessoas, e não pela ganância ou belicosidade do ser humano.

A maior parte da nave eram os geradores, uma grande esfera com raio de uma centena de metros, com espaço suficiente para os nanotubos de grafenos e bromo se acomodarem em ângulos suficientemente rasos para refletir a radiação gama em seu interior, de forma similar a fibra ótica, e conduzi-la para os propulsores.

A segunda maior parte era o grande e icônico painel frontal, um disco espacial, preparado para absorver impactos e gerar um grande campo magnético para proteger a nave de radiação e também de eventuais partículas mais finas. Em alguns pontos do disco se encontravam alguns equipamentos de navegação interestelar importantes, como vários telescópios, e um laser de alta potência, preparado para atingir objetos de tamanhos pequenos e médios próximos a colidir com a nave.

Como a nave só ficaria em forte aceleração de até 1G pelos propulsores VASIMR até atingir cerca de aceleração 1% da velocidade da luz, o que aconteceria em alguns meses. Outros módulos espaciais muito importantes eram os dois habitates com capacidade de geração de gravidade artificial. Eles eram na verdade vários sub módulos, individuais, unidos a formar um anel cilíndrico, e sua capacidade de girar em alta rotação permitia a criação de uma força centrípeta, que um humano no ângulo certo perceberia a força como a gravidade.

Os módulos habitacionais eram preparados para girar de tal forma que unisse a aceleração da própria nave com a rotação para criar a sensação de gravidade adequada. Assim quando a nave desativasse os propulsores VASIMR, os módulos mudariam de ângulo e acelerariam mais rápido para criar a gravidade artificial apenas pela rotação.

Essa era a nave Fermi, que já se encontrava agora em mais de ¾ da erma e solitária viagem, o sol já não era a estrela mais brilhante, a medida com que ia mergulhando na constelação de libra, outras tomaram seu lugar.

Os primeiros anos luz da constelação eram extremamente vazias, quase sem nenhuma estrela, exatamente isso que permitiu a boa visualização de Gliese 581 e a descoberta de seu sistema planetário.

CONTINUA…

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