Desafio RPG – Dia 30


E finalmente chegamos ao fim do Desafio RPG (Mais sobre o desafio RPG aqui). Acho que foi um ótimo desafio, e consegui termina-lo graças a dois dias que peguei para escrever alguns posts adiantados, então durante um certo tempo tive uma margem de erro. nos dia que falhei foi simplesmente por não ter uma foto para mostrar do jogo que estava jogando no momento, e depois estava me preparando para minha defesa de mestrado (e antes que perguntem agora sou mestre, ou quase, estou terminando as correções para poder receber o diploma).

No geral agora vocês sabem mais um pouco sobre outros RPGs, e um pouco sobre meus gostos RPGisticos. No desafio gostei bastante a parte inicial, sobre os personagens passados, campanhas, etc. Mas depois quando começou a perguntar sobre  quais melhores jogos e tal sempre fiquei indeciso sobre alguns e outros se sobrepuseram. Acho que se for repetir isso próximo ano vou juntar com uma galera e elaborar perguntas mais difíceis e interessantes (como: qual o RPG que você gostaria de fazer, qual RPG você gostaria de ver pronto, Qual post seu que você acha melhor…).

Agora sem mais saibam qual o grand finale…

Dia 30 – Meu RPG favorito de todos os tempos

Meu RPG favoritos de todos os tempos é D&D 3 Edição!

Vou enumerar os motivos:

Arte: Apesar de não ser o RPG mais belo a arte dele serve ao propósito, ilustrar o jogo, ajudar aos jogadores imaginar novos personagens, e ajudar ao mestre e jogadores a imaginar as cenas do RPG. Sua arte é bela, divertida e realista ao mesmo tempo, algo entre a arte das HQs e fantasia medieval mais realista (tipo várias ilustrações de Tolkien e Conan).

Regras: A sua mecânica é uma evolução de mais de 20 anos de um RPG, uma evolução não algo completamente novo como D&D 4 Edição. Adicionou a mecânica dos talentos, melhorou a das perícias e adicionou as classes de prestígio, Além de criar uma regra de compatibilidade entre criaturas e personagens jogadores (agora se o mestre permitir você poderia ser um cachorro guerreiro!).

Cenários: Todos os seus cenários foram muito bem abordados, agora também com muitas opções para jogadores ao invés de uma quase exclusividade de opções para mestres. Permitiu o surgimento de Eberron, que não conheço mas é defendido por muitos como um cenário foda. Outros cenários tiveram um grande quantidade de suplementos, como Forgotten Realms e Dragonlance. Infelizmente alguns ótimos cenários foram quase que sumariamente esquecidos como Planescape e Ravenloft.

Suplementos: Aqui foi um grande acerto em conjunto com um grande erro. vários suplementos trouxeram uma visão nova para o jogo, como formas de campanhas diferentes, focos em determinados tipos de personagens, ou simples opções para mestres e jogadores. o problema aqui é a falta de um sistema de restrição na criação de cada um. Em um suplemento existia itens que concediam várias expulsões para o clérigo, em outro que o clérigo poderia converter expulsões em talentos metamágicos e voilá: Super clérigos para o alto e avante! Essa mistura de regras entre vários suplementos criou um jogo muito competitivo e desequilibrado, o que deixaram muitos mestres frustrados.

E por fim a cereja do bolo:

A licença OGL: Para quem não sabe, essa licença permitia que qualquer um produzisse e vendesse material totalmente ou parcialmente compatível com as regras de D&D, também permitia alterar algumas regras e até lançar RPGs completos com regras parecidas. Ela aqueceu todo o mercado de RPG, e muitos do que vemos hoje em dia surgiu pela permissão dessa licença. Novas empresas cresceram se baseando em produtos OGL. Velhas empresas adaptaram produtos para o OGL. E algumas fizeram melhor do que a própria Wizard of The Coast.

No Brasil a licença também foi um sucesso, até surgiram algumas novas empresas para produzir material para seus jogos, mas não existiu nenhum produto realmente forte que tenha conquistado o mercado, a não ser traduções de cenários americanos. É claro que muita gente não gostou, e muitos tiveram que forçar seus cenários para o sistema, gerando verdadeiros frankeinsteins, mas no geral o saldo foi positivo. Até hoje meu grupo joga D&D 3E, e a Paizo está tendo um bom sucesso com sua versão, o Pathfinder.

Até esse blog surgiu lançando material para D&D 3E!

Então por tudo isso considero D&D 3E o meu RPG favorito.

 

 

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