Capitulo 2 – O Filho das Estrelas (Parte 8)


Devido a alguns problemas noturnos não consegui publicar a nova parte do conto, mas aqui vai a parte final deste capitulo…

… ANTERIORMENTE

Diferentemente das outras vezes, minha mãe, ou o programa dela deu as costas, e virtualmente andou se afastando de mim, até gradualmente desaparecer, e finalmente os monitores desligarem.

– Mãe! Você é a única companhia que tenho, não vá! – Agarrei-me ao monitor e passei um longo período pensando, sem chorar, pois sabia que de nada adiantaria, como nunca adiantou.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 2: O Filho das Estrelas (Parte 8 )

Após dias de deprimido, sem vontade de viver, comecei a repassar várias das aparições de minha mãe, lembrando momentos que tive com ela, os únicos que me lembro de verdade, pois antes, só me recordo seu amor, de seu abraço e depois de sua partida.

 Depois que a dor da solidão foi passando, fui retornando minhas atividades, e me concentrei principalmente no estudo da genética.

Durante esses seis anos descobri várias coisas sobre mim, sobre como consigo sobreviver e viver normalmente em grades gravidade, duvidas que surgiram logo nos meus estudos da história da exploração espacial e biologia. Meu próprio genoma havia sido alterado por minha mãe, eu era o filho dela, duas vezes, havia sido projetado por suas mente, e pelo seu corpo.

O DNA foi alterado para criar um novo humano: meus ossos eram mais densos, fortalecidos por compostos adicionais criados para não se degenerar em gravidades mais baixas. O sangue também possui vários compostos adicionais que me permitem manter a solubilidade do nitrogênio de forma homogênea, sem causar formação de bolhas de nitrogênios no sangue.  Meu sistema circulatório se adaptava automaticamente as altas pressões atmosféricas, contraindo com a ajuda de novas proteínas mais flexíveis e ao mesmo tempo mais fortes no tecido muscular. Essas mesmas proteínas me permitiam desenvolver força adicional para deslocamento apropriado em gravidades ampliadas, sem que houvesse hipertrofia muscular. Por esses motivos eu ainda continuava a aparecer um homem atlético, e não um monstro deformado por grandes gravidades.

No momento que compreendi a maior parte do que eu era, finalmente me senti sozinho, tristemente sozinho, como se não fosse parte da humanidade, pois sabia que pelo menos em algum lugar das estrelas haviam humanos iguais a mim, e que em breve poderia retornar e não me sentir sozinho, mas agora pairava a duvida: será que algum dia seria aceito pela humanidade?

Me sentei do chão do quarto, abraçando minhas pernas, e de cabeça refiz todos os cálculos de quanto tempo ainda faltariam para chegar ao meu destino.

CONTINUA…

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