OMNI Atualizando



Essa matéria terá bem mais foco o cenário OMNI, e não o que levou ele a desatualização.

Como falei, pretendo aplicar ainda mais os conceitos de singularidade. Para isso devemos primeiro procurar os RPGs que usam esse conceito, para sabermos se estamos criando algo que já existe ou não.


Singularidade nos outros RPGs

O primeiro que gostaria de falar é o GURPS Transhuman Space, que fala principalmente sobre transhumanismo, que é a palavra para a nova espécie de ser humano que surgirá depois do Homo Sapiens. Nesse cenário a humanidade é capaz de alterar os próprios gens, criando assim novas espécies, criando espécies de homens mais inteligentes, mais fortes, mais bonitos, misturando-os com genes animais e assim por diante. Também temos aprimoramentos (Uplifts) de animais, transformando animais irracionais em animais racionais (geralmente golfinhos e chimpazés, mas nada impede outras espécies como um elefante!). O terceiro tema é o processo de informatização da mente (upload ou brains peling), que é o processo de copiar a mente de um individuo para o computador, e transforma-la em uma inteligência virtual, mas que geralmente possui interface com o mundo real ou com um mundo real simulado virtualmente. Como o cenário não é muito tempo no futuro, apenas alguns poucos indiciduos estão vivos com muito mais de 100 anos. Inteligencias Artificiais auto-aprimorantes livres parecem ainda não existir, mas podem ser o foco de uma aventura.

O segundo cenário é o Eclipse Phase, que foca basicamente em eventos de singularidade, e possui tudo que existe no GURPS Transhuman e muito mais. A Queda (The Fall), o grande evento que dizimou a Terra a dez anos a traz, foi supostamente alvo de uma inteligência artificial auto-aprimorante criada para fins bélicos, os T.I.T.A.N.S. Nesse cenário boa parte das pessoas foram informatizada, e um cérebro digitalizado pode ser transmitido para um novo corpo quase instantaneamente no momento da “morte” de seu corpo, sendo este o melhor meio de viagem interplanetária. Aqui a humanidade praticamente já é imortal, e passa por uma transição entre humanidade e super-humanidade. Exemplo, o que o mestre faria com um personagem com dezenas de cópias todas com um mesmo objetivo? Um personagem só poderia pilotar uma nave inteira, ou ser um time completo, vito também que habilidades também estão disponíveis para ser aprendidas virtualmente ao estilo Matrix.

O terceiro cenário que toca no assunto é Dispora. Na verdade depois da humanidade popular toda a galáxia, algo aconteceu com o sistema de portais interestelares do império, que a civilização humana se fragmentou. Agora o resto de civilização existente sobrevive com tecnologia relativamente precária, uma sombra que foi no passado, e em pequenas redes de sistemas interestrelares. Apesar do cenário não se focar nesse evento ele deixa indícios de que alguma singularidade destruiu o império.

OMNI

Como visto, a singularidade é o principal antagonista no RPG Eclipse Phase, mas a própria humanidade esta passando pelo processo de evolução acelerada. Em OMNI podemos considerar que a humanidade já sofreu o processo de aceleração, se tornando uma espécie bem superior que atualmente. Para os humanos do quarto milênio, viajar entre as galáxias é normal, e “se conectar” a equipamentos (não é preciso ligar nada, os equipamentos sentem a presença e necessidades do individuo, reagindo aos seus pensamentos) que sugam energias de sois inteiros é tão normal quanto possuir computadores capazes de rodar os jogos mais novos no mercado.

Em OMNI os principais inimigos são os Exars, uma civilização tão poderosa quanto a dos personagens jogadores mas vinda de uma parte distante do universo, ou de outro universo, onde provavelmente algumas propriedades da matéria eram diferentes. Os inimigos secundários são novas singularidades recém despertas, que podem surgir “no planeta mais perto de você” a qualquer momento e de várias formas.

Cérebros Artificiais engolidores de sois, enxames de nanos robôs espaciais destruidores de planetas, buracos negros artificiais destruidores de galáxias,  Inteligências Artificiais absorvedoras de civilizações (Borgs), Vírus Quanticos de destruição em massa, Viajantes Inter-temporais predatórios … Esses e qualquer outro problema podem servir de pano de fundo para uma aventura inteira ou até para uma campanha.

Possibilidades de jogo

Então o primeiro passo para o mestre seria definir que tipo de problema e que desafios esse problema trará aos jogadores. Os personagens farão parte de uma comissão que investiga o desenvolvimento de singularidades em planetas em desenvolvimento, investigando de maneira aberta (entrando em contato diplomático, provavelmente em casos de civilizações com tecnologia interestelar) ou de maneira secreta (se disfarçando e se envolvendo secretamente com a sociedade em desenvolvimento).

Em todo o caso deve-se descobrir que tecnologias estão sendo desenvolvidas pela civilização. Aqui pode entrar envolvimento direto dos jogadores em definir o problema e os fatores envolvidos (espécies, níveis tecnológicos…), criando assim o cenário parcialmente colaborativo (de forma similar que o Diáspora faz com a criação dos sistemas estrelares pelos jogadores). Em seguida deve-se colocar complicações nas relações dessa civilização. Guerras entre espécies, eugenia, espécie biologia completamente fora de padrão (ex.: nuvens de gases vivas), burocracia exagerada, algum aspecto cultural extremamente exagerado (ex.: todos são cleptomaníacos).

Então diante da criação do cenário e do problema, os jogadores deverão tomar decisões para solucionar o problema, que é claro não pode ser realmente fácil mesmo com as dificuldades expostas. Para complicar mais as coisas o mestre pode criar um segundo fator complicador, maior e secreto (que influencia o problema aparente). Esse fator pode ser até o envolvimento dos Exars, mas deverá servir como trunfo para o mestre deixar os jogadores surpresos e atraídos pelo jogo. Imagine que os jogadores estejam tentando impedir o desenvolvimento de uma nova tecnologia pela espécie, e por traz uma facção de corruptos da própria Organização Inter-Galáctica, da qual fazem parte os personagens jogadores, tenta desenvolver a tecnologia para usar como arma em algum outra trama secreta.

Me ajudem

Pois bem, acho que por hoje é só. Estamos desenvolvendo cada vez mais e mais o cenário antes de voltar para o sistema, que não deve representar tantos problemas assim, e boa parte já está pronto. Agora gostaria da sugestão de vocês quanto ao rumo que devem seguir o cenário (mais exars e menos singularidade, ou o inverso) e sistema (com cartas mais narrativo ou com dados de seis lados menos narrativos).

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2 Respostas to “OMNI Atualizando”

  1. A onda hoje em dia é ser narrativo, e acho que com tantas variáveis seria um bom passo.

    Sobre o cenário em si que tal começar por um pequeno lugar padrão e depois ir expandindo? Gostei mais das singularidades, pelo menos em um primeiro movimento de apresentação do cenário.

  2. Luiz Alexandre Says:

    Ufa! quanta coisa em, você ta por dentro mesmo, quando comecei a jogar RPG o mais entusiasmante que tinhamos era o desenho “caverna do dragão”, naquela época tinhamos jogos de tabuleiro, como “first quest” e “hero quest”, então o sistema “storytelling” – acho que era esse mesmo, o nome – PUTZ, ficamos loucos com a ideia de não mais termos os tabuleiros e miniaturas – que acho muito legal mas era caro – e agora todos esses sistemas, que nunca pensei em ver é tudo muito legal. Sempre gostei de Ficção científica, adorava jogar GURPS, pelas possibilidades, e possíveis adaptações. valeu mesmo pelo post. muito bom.

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