Eclipse Phase (Resenha)


Em 2002 foi lançado o RPG de ficção Científica Hard mais foda até então, GURPS Transhuman Space. Um cenário que se passava 100 anos no futuro, em uma humanidade que começava a se desenvolver de formas inimagináveis, alcançando a maestria na genética, nanotecnologia, e computação.

Mas em 2009 isso mudou, foi lançado um novo RPG, Eclipse Phase, um RPG que muito bem pode ser definido como uma continuação de GURPS Transhuman Space, apesar de não ser para GURPS!

Eclipse Phase se passa em um mundo cerca de 120 até 150 anos no futuro. Até uns 20 anos atrás a humanidade era bem similar ao mundo descrito no GURPS Transhuman Space, até que tudo mudou. Uma rede de defesa e contra ataque dos Estados Unidos baseada na utilização de uma inteligência artificial com capacidade de se auto aprimorar entrou em atividade, chamada de T.I.T.A.N algo aconteceu e ela se tornou auto suficiente, e pouco tempo de pois a queda começou (The Fall). Os T.I.T.A.Ns se descontrolaram e começaram uma guerra contra a humanidade. Os bilhões de humanos no planeta Terra foram quase que completamente dizimados, boa parte deles fugiu para o espaço (já colonizado parcialmente). Até que eles simplesmente pararam, abandonaram o sistema solar misteriosamente, deixando para traz um planeta terra devastado e povoado com maquinas de guerra ainda perigosas.

Assim, a Terra deixou de ser o principal lar da humanidade, o sistema solar foi quase que completamente colonizado, do onipresente Sol até o distante Eris.  a capacidade de uploading (gravar todas as informações de um cérebro humano e transportá-la para um software) da mente humana em tempo real garantiu uma certa imortalidade para a mesma. Inteligência artificiais estão em toda a parte, mas agora restringidas e observadas para impedir que ocorra uma outra queda. Fizemos contato com uma raça alienígena, The Factors, mas suas verdadeiras intenções e origens ainda são um mistério. Descobrimos estranhos portais (Pandora gates) por onde os T.I.T.A.N.s posam ter partidos, e com eles começamos a explorar outras estrelas. Na nossa urgência de repopular a humanidade criamos uma geração de humanos em laboratórios, com aprendizagem virtuais e crescimento acelerados, o resultado foi uma geração perdida (the Lost) com problemas psíquicos gravíssimos. Diversos grupos defendem seus próprios interesses, contra e pós transhumanismo, IAs, Robôs, Panhumanismos, Animais amplificados, em uma nova variedade de preconceitos e lutas por direitos iguais. Organizações secretas lutam tanto para o bem da coletividade quanto apenas para o seus próprios benefícios criando uma guerra secreta em busca de tecnologias alienígenas. E no meio de tudo isso, uma terra devastada, infestada de maquinas de guerra sencientes, e isolada, nada entra e nada sai, um cerco isolacionista criado pelo medo do retorno dos T.I.T.A.N.s.

No meio de tudo isso uma organização secreta e descentralizada luta pelo bem geral da humanidade, The Firewall, buscando qualquer indicio de risco para a humanidade, interno ou externo. Os personagens jogadores são agentes dessa organização, lutando em uma guerra secreta contra inimigos quase-divinos em um mundo escuro e sombrio.

Como prova de como Eclipse Phase é bom ele recebeu várias premiações no Ennies Awards 2010, uma medalha de ouro por melhor escrita, um prata por produto do ano e melhor capa, perdendo apenas para Pathinder e Gold bestiary Pathifinder, respectivamente.

Ele traz um sistema próprio, que infelizmente não olhei ainda em detalhes, mas parece dar conta do recado sem problemas, deixando abstrações dos detalhes de como funcionam as tecnologias e outras dificuldades, como viagem espacial e ações em ambientes virtuais.

Eclipse Phase tmabém já possui seu primeiro suplemento, Sunward, contando em detalhe sobre a vida no sistema solar interno (Sol, Mercurio, Venus, Terra e Marte), e o segundo, Gatecrashing, ainda sem data prevista, fala sobre os mundos exteriores depois dos portais de pandora.

Por enquanto isso é só, mas espero em algum momento jogar ou mestrar esse jogo para dar uma resenha pratica sobre o mesmo. Por enquanto ele é uma obra de arte da ficção científica. Imperdível!

3 Respostas to “Eclipse Phase (Resenha)”

  1. Legal, já tinha lido por ai, mas não sabia da Guerra! Seria legal fazer uma comparação desse sistema com o o do GURPS…

    Bem, a retropunk, prometeu ele vamos ver quando sai.

  2. […] Felizmente (ou infelizmente) esse conceito é a base de vários RPGs, em especifico o Eclipse Fase. […]

  3. […] que um dos RPGs com melhor historia original que consigo me lembrar no momento é o Eclipse Phase. Como já falei aqui, é um jogo de ficção científica onde a ciência avançou a níveis exponencial, até culminar […]

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