Resenha: O Fim da Eternidade


Primeira edição

Olá caros leitores, faz pouco mais de uma semana que resenhei um livro de Isaac Asimov, então volto com outro livro, dessa vez um pouco fora da saga fundação, mas que comecei a lê-lo exatamente por causa de fundação.

Isaac Asimov era um gênio, comprovei isso lendo alguns contos e a trilogia inicial Fundação. Mas o que logo ocorreu, principalmente como um fascinado pela possibilidade quase completa de existência de vida extraterrestre, era como ele havia removido toda a possibilidade de vida alienígena da via láctea?

Procurando um pouco mais sobre esse assunto (aliens no universo da Fundação) achei o seguinte.  Ele nunca escreveu muito sobre o assunto por uma critica que ele sofreu no inicio de sua carreira de escritor de contos. Quando colocou aliens como seres mais evoluídos que homens seu editor recusou o conto, dizendo que isso não vendia, então ele se recusou a voltar ao tema sobre alienígenas.

Mas pelo menos algumas vezes ele voltou ao tema.

Apenas um conto de Isaac Asimov falou sobre alienígenas e o Império Galáctico. Era Beco sem saída (Blind Aley), que foi incluso no livro O Futuro Começou (The Early Asimov). Aqui temos um conto onde a humanidade no tempo do Império Galáctico encontrou uma raça alienígena, e a salvou da extinção. Mas após o império criar um ambiente completo e perfeito para aquela raça eles simplesmente deixaram de se reproduzir. O conto então fala dos motivos desse problema e suas soluções.

Mais tarde é claro ele voltou a escrever sobre isso, e sexo – outro tema que ele pouco abordou, em “Despertar dos Deuses”. Mas nesse livro (que ainda não li) não se passa no universo de Fundação.

Então havia apenas uma menção a alienígenas e o império galáctico. Mas por que não havia mais nenhum? A resposta:

O Fim da Eternidade

Edição nacional de 1974

Uma obra fantástica e completa sobre viagens no tempo. Tão fantástica que pretendem fazer um filme baseado nela. Aqui ele abordou rapidamente o tema de alienígenas, e ainda explicava de certa forma a ausência de alienígenas no universo de Fundação. Esse livro, fala praticamente sobre viagem no tempo, e de forma fantástica, com uma mistura de investigação e romance (apenas de leve, não se preocupe).

Uma sociedade de viajantes do tempo, cria a eternidade, um semi-plano fora do tempo, com instalações habitacionais completas e de pesquisas e viagens temporais. Todos os detalhes dessa sociedade, como são treinados os viajantes dos tempos, chamados de Eternos, como eles se subdividem.

Os eternos controlam a realidade através de instalações criadas para cada um dos séculos chaves da realidade, adotando os costumes desse século, se especializando em cada cultura, e alterando cada século como único. Isso é permitido através do conceito de inércia temporal, onde cada mudança altera o tempo até um determinado ponto, depois a mudança é como se não afetasse um tempo muito no futuro.

Edição Nacional mais recente

O interessante é que a humanidade a partir do século 27 (quando foi fundada a Eternidade) conhece da existência das viagens temporais, e as aceitam, acreditando que eles só ajudam no comércio temporal, transferindo mercadorias abundantes em século e escassas em outros (ou até inexistentes).

A eternidade ainda possui uma grande vantagem em relação a humanidade, possuindo todas as invenções “perigosas” para si, e as apagando da realidade.

É claro que tudo isso é muito foda, a forma como o controle de milhares de séculos é realizada, como futuros de milhões de anos são abordados, como o paradoxo é tratado, como as viagens são realizadas, como as realidades são manipuladas, tudo nos mínimos detalhes.

Tudo isso é visto através dos olhos de um Eterno, Adrew Harlan, que se quebra as regras da eternidade e busca uma forma de não ser descoberto. Então temos secretamente dois mistérios. Posso dizer que um eu descobri, mas outro, o mais surpreendente, me pegou de completa surpresa.

Mas estes vocês só tem uma forma de descobrir, que é lendo O Fim da Eternidade.

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4 Respostas to “Resenha: O Fim da Eternidade”

  1. Salve!
    Meu amigo, se você gostou de Asimov lhe recomendo mais um autor brilhante de FC.
    Eu tinha um livro esquisito “encalhado” há meses na minha loja chamado Orador dos Mortos. A história de FC se passava em um planeta chamado Lusitânia, colonizado por descendentes de brasileiros e com alienígenas chamados de “pequeninos”. Enfim, não tinha botado muita fé na coisa…
    Um belo dia, num momento de ócio na Raccoon comecei a folhear o livro e não parei mais. Simplesmente genial.
    Enfim, recomendo Orson Scott Card e a série Ender, O Jogo do Exterminador e Orador dos Mortos. Acho que a Devir relançou a série toda.
    Abraço!

    Hélio

  2. Roberto Says:

    Calma ae Rodrigo, to com preguiça de ler agora e ainda falta metade o livro de Crash e Hobbit para ler antes de eu selecionar uma nova leitura =\. Mas já vou encomendar a trilogia da fundação para eu apreciar ehhehe.

  3. Arquimaago Says:

    Vamos ver se colo minhas leituras em ordem para ler mais… (isso me pareceu uma doideira)

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