Resenha: Fundação (Livro I)


Ontem acabei de ler o primeiro livro da trilogia Fundação, de Isaac Asimov. Apesar de não poder tirar conclusões completas sobre a obra, é simplesmente fantástico a forma como o autor conduz a trama ao longo do tempo e do espaço.

Ah e só para constar minha vergonha, é meu primeiro livro de Isaac Asimov. Esse inicio se deve a dois fatos, o Nerdcast 186 – Isaac Asimov e seus escravos tchecos, e pouco tempo depois ter encontrado, com meu cunhado, uma de suas edições três em uma, obrigado por emprestar o livro Julian.

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Nesse livro pouco temos de ciência realmente tangível, tudo é muito teórico e fantástico, servindo apenas como uma forma de palco para uma trama inteligente, recheada de soluções pacificas para resolução de conflitos bélicos eminentes.

Apesar de situar feitos em pelo menos 50.000 anos no futuro, estes fatos tornam o livro em uma critica social da humanidade, tanto histórica como atual, mesmo mias de 50 anos depois de sua redação.

Nele é contada a história de como Hari Seldon desenvolveu uma ciência mista de psicologia, probabilidade e história capaz de prever o futuro, apenas estudando o comportamento de uma grande massa de pessoas (na ordem de bilhões). Em uma galáxia completamente povoada unicamente de seres humanos e suas tecnologias atômicas e fantásticas, um império de 10.000 anos está entrando em decadência, e o gênio de Hari Seldon prevendo uma época de barbárie de 30.000 anos, desenvolve um plano para reduzir esse tempo em apenas 1.000 anos.

Para tanto ele funda a Fundação da Enciclopédia Galáctica, uma instituição que aglutinou cientistas de todas as áreas com o único propósito de acumular todo o conhecimento galáxia. E apenas isso eles fazem.

E sem que eles saibam, de forma propositalmente planejada por Hari Seldom, a partir dela, iniciar os planos para reduzir o tempo de barbárie que se seguirá.

O primeiro livro conta uma história através de cerca de dois séculos, onde apresenta a trajetória de grandes homens que tomaram importantes papeis na história prevista por Hari Seldom.

Os únicos contras do livro é a falta de descrição do universo ficcional propriamente dito, a ciência é descrita de forma direta, apenas com os efeitos dos diversos dispositivos e não como os mesmos funcionam.

Isso a primeira vista contribui para a falta de credibilidade cientifica da obra, mas acaba por contribuir para tornar uma obra atemporal, e evitar o desenvolvimento de teorias esdrúxulas sobre itens milhares de milhares de anos no futuro, capazes de feitos realmente fantásticos.

No final esse problema é convertido em vantagem, principalmente se levarmos o livro como uma forma de critica social, onde apesar de todos os avanços tecnológicos, o homem continua possuindo todos os defeitos e capaz de todos os pecados como provado pelos homens de nosso muito mais avançado cientificamente, porem tão cheios de defeitos como todos os homens das eras passadas.

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Em breve voltarei com a resenha do segundo livro da trilogia, “Fundação e Império”, e espero com a volta de meus hábitos literários consiga trazer contos verdadeiramente melhores para vocês leitores.

7 Respostas to “Resenha: Fundação (Livro I)”

  1. Cara como isso foi para no meu e-mail?!

    Achei que só chegava comentários!

    Mas adorei a surpresa e a micro resenha! Esperando a próxima!

  2. raccoonin Says:

    Ótima resenha, ótimo livro e boa leitura com o resto da triologia!
    Seguramente A Fundação está entre os melhores livros de FC que eu já li.
    Acho interessante a analogia da queda do império galático com a queda do império Romano e o longo período de barbárie que a humanidade experimentou a seguir, chamado idade média.
    Grande abraço e parabéns pelos textos do blog, todos muito bem escritos.

    • Que bom que gostou Racconin, seja bem vindo a sempre comentar, sugerir matérias e até publicar se quiser 🙂
      Estamos de portas abertas.

  3. […] Veja também: Resenha: Fundação (Livro I) […]

  4. Sou admirador do trabalho do Asimov, mas ainda não li a trilogia Fundação.
    Sem dúvida nenhuma ele consegue criar mundos e sociedades futuristas convincentes e instigantes.
    Ouvi dizer que Fundação vai virar filme, usando-se o mesmo processo de Avatar (que eu achei um lixo), por Roland Emmerich.
    Até mais.

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