Resenha: Dragon Slayer 28


Há algum tempo estou com a Dragon Slayer 28 nas mãos, hoje decidi fazer uma resenha da mesma (outra resenha pode ser vista aqui no PainelInterativo) . Com preço de R$ 14,90 e com 34 folhas (64 páginas internas), em sua maioria coloridas, possui apenas 3 propagandas (de página inteira). O que nos dá um valor de R$ 0,2442 centavos por página (já paguei mais caro por algumas cópias coloridas).

Diante dos fatos básicos (contra fatos não há argumentos) vamos a resenha:

Capa e contra Capa: Uma capa bem bonita, mesmo que a ilustração seja antiga (A semi deusa Victoria em um pin-up ),  ao meu ver representa bem o cenário de tormenta. Na contra capa o velho desenho do aventureiro admirando a cidade de Valkaria (e a estatua gigante) e um índice pratico para consulta do que tem na revista (até mesmo por que a revista é parcialmente numerada), o que ajuda a saber o que tem em cada edição. Mas na indicação da ultima matéria senti a falta da indicação que o quadrinho Batismo de Gelo é um conto sobre a bibliografia não-autorizada de Andila.

Editorial e Sumário: Aqui apenas a comemoração tardia dos 10 anos do cenário, pelo menos acabou a guerra de revistas. No sumário tudo certo (inclusive a indicação de quem é o conto Batismo de Gelo).

Noticias do Bardo: Aqui temos uma retrospectiva do bardo, temos um pouco do que foi o RPG em 2009, do que será o RPG em 2010, de como foi a Dragon Slayer em 2009, e um pouco de como será o Tormenta RPG, o que acho um pouco desnecessário, já que boa parte da revista já é isso :P. o ponto forte aqui é a velha evolução da imagem do Mestre Arsenal, passando por uma espécie de guerreiro inimigo dos changeman, para um poderoso clérigo de costas, até o ultra tecnológico combatente de outro mundo.

Encontros Aleatórios: aqui ainda um pouco da estupida guerra de editores. Mas pelo menos finalizaram.

Calabouço Tranqüilo: O Bruno José sacaneando como um bom esqueleto brasileiro.

Falhas Criticas: Histórias sobre a falta de atenção dos jogadores com o jogo e o cenário, sempre acontece umas dessas hilárias em minha mesa.

Reviews (resenhas): Uma ótima resenha de Kimaera: dois mundos, apresentando o romance de forma intrigante, mas com 470 páginas por R$ 47,00 acho que merecia um 6 no d6. Mouse Guard é resenhado com perfeição por Leonel Caldela, acerto crítico aqui. E finalmente resenha de Agentes da Liberdade, que apesar de parecer um bom livro não creio que tenha sido o mais adequado no momento . Talvez trazer mais opções com o Poder Supremo, ou cenários mais diferenciados como o Warriors & Warlocks e Mecha & Manga fosse uma estratégia melhor.

Sir Holland: só por aparecer o hilário nome Epaminindas já é engraçado 🙂

Toolbox – Ação sem violência: Aqui boas dicas para mestres incrementarem suas aventuras com situações emocionantes que não sejam porradarias, imperdível.

Mestre da masmorra – O Primeiro Desafio: Aqui temos dicas bem interessantes de como desafiar os jogadores, que apesar de dividirem em desafios de jogadores e desafios de personagens parecem (para mim) a mesma coisa. Na verdade todo desafio desafia o jogador, mas nem todo desafio desafia o personagem. Em miúdos há desafios que envolvem a solução através da mente do jogador, e desafios que testam a sorte do jogador (ou o quão bom foi o personagem que o jogador fez) através do uso das características do personagem. No mais só o título não tem muito haver com a matéria.

Tormenta RPG – Preview: A maior parte da revista, apresentando como será o livro Tormenta RPG. Temos um pouco do conto inicial, um resumo de capitulo por capitulo do livro, explicando as mudanças para resolução de alguns problemas da Edição 3.5: O efeito árvore de natal (solução: dar itens mágicos como personagem de dois níveis a baixo), importância das raças em níveis altos (solução: dar mais poder as raças em níveis baixos), múltiplos ataques (solução: tirar múltiplos ataques, e adicionar bônus de dano), níveis vazios (solução: dar mais talentos), e manobras complicadas (solução: simplificação das mesmas).

Em seguida o resumo das classes que estarão inclusas no livro, com as novas classes que incluem samurai e swashbuckler, desnecessários ao meu ver, muito melhor o pistoleiro ou algo ligado aos minotauros. Depois um pouco das regras nível de personagem (nada muito de diferente).

Temos agora um gosto de como realmente será o novo jogo, com a descrição completa do Bárbaro, Bardo, Feiticeiro, Paladino e Ranger. temos o resumo e explicação das raças que estarão no livro e de algumas que não estarão, descrição de como será a regra de perícias, e um enorme tabela de talentos, totalmente desnecessária, já que não temos nem o resumo do que o talento faz, apenas seu nome e pré-requezitos.

Ficou faltando a descrição de pelo menos uma classe (eu sei que posso encontrar no .20, mas os leitores da Dragon Slayer não), e talvez a descrição de uma das partes do mundo como estará no livro.

1 Desafio do Desenho: os três ganhadores do concurso, com o tema caçadores de dragões, muito bons, mas apresentaram apenas 1 caçador de dragão :P.

Gazeta do Reinado: Aqui mais uma parte do fim da invasão táurica, dessa vez o correspondente tentando chegar em Valkaria, apenas… bom, é bom ler pra não estragar a surpresa :P.

Chefe de Fase – Os cavaleiros lagartos: Aqui temos uma história interessante e um inimigo implacável (e apelão), infelizmente faltou um pouco de variação entre o chefe deles os demais cavaleiros (eu dou a dica de +2 no acerto dano e testes para o líder).

Tormenta 10 Top 10: Aqui temos um tipico Top Top, com a indicação em 10 áreas diferentes. Aqui a única reclamação é a falta de descrição para alguns dos escolhidos (metade nos dois primeiros e 2 em cada um dos restantes dos tópicos).

Fundo do baú – In Nomine: Aqui um RPG diferente, baseado no In Nomine que eu conhecia, é uma versão mais leve da Steve Jackson games, me deu vontade de conferir.

Quadrinho – Batismo de Gelo: Uma ótima arte, uma ótima história, pecou apenas um pouco no combate, mas ainda ficou ótimo, a conclusão um pouco fria, mas aguardo a continuação para dar uma nota final.

Comentários Finais

A revista está boa, mas poderia ser melhor, gastou-se muito espaço com várias classes e lista de talento inútil, e faltou pelo menos uma raça! Além da redundância do tema Tormenta RPG.

Aqui deixo a dica de que a Gazeta deveria estar mais para o inicio do que para o meio da revista.

E se alguns dos editores lerem esse humilde blog fica registrado a pergunta: Aquela bebê de cabelos ruivos em uma Tormenta (ou era Dragão Brasil) que atingiu um clérigo hobgoblin era Victory? Ela é a flecha de fogo?

5 Respostas to “Resenha: Dragon Slayer 28”

  1. Não creio que vamos ver Warriors & Warlock jamais vai sair em terras tupiniquins, justamente proque a editora que produz Tormenta no Brasil é a mesma que produz Mutantes & Malfeitores.

    • Tem bastante lógica valberto. vai ser dificil, mas nós fâs podemos ajudar um pouco nesse aspecto, como o tema medieval da iniciativa 🙂

  2. Uma pena isso, Valberto! Agora que você mencionou, faz sentido mesmo.

    Gilson

  3. boa resenha, mas eu achei legal saber dos Agentes, mas acho que o de magia seria melhor para aparecer na revista.

    Realmente seria uma pena se a Jambo n’ao publicasse o livro, mas eu acho que devia sim publicar o livro, ‘e s’o esperar o tormenta RPG se firmar assim não teria muito risto dele perder fans, bem que na parte financeira ela s’o ganha, bastar escolher com qual…

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