Iniciativa Mutantes & Malfeitores: Histórias de Terror


criaturaA Noite implacavél

“Uma jovem “inocente” que ao entrar em um beco é atacada por traficantes, mas quando está sendo atacada uma criatura ataca-os, e por fim a ataca, pois ela na verdade era uma viciada em busca de mais uma dose.

Sempre que andava por aquele quarteirão a noite, cujo uma simples cerca impedia a passagem de pessoas comuns a um grande campo com uma grande caixa d’água, ela sentia um frio na espinha. Mesmo que naquele mesmo quarteirão, na esquina oposta, existisse uma delegacia, Alice sentia medo, pois nunca vira a policia rondar aquelas ruas de candelária, bairro nobre de Natal. Era conhecido que na vizinhança que aquele local era usado por viciados durante as noites, e o cheiro forte daquela “erva natural” era sentido até nas janelas de prédios visinhos.

O bairro em si não era tão seguro, uma reserva de dunas determinava o fim do bairro, mas logo ao lado nascia uma favela, a fonte daqueles marginais que perturbavam a segurança dos moradores locais. A rua chamada de integração era conhecida por ser a mais perigosa, todos os dias pessoas eram vitimas de assaltos ao andarem por ela.

Alice cruzava aquele quarteirão com muita pressa, seguindo até uma pequena praça, mudar o ambiente não diminuía seu temor, pois morcegos voavam de um lado para outro, caçando os pequenos insetos atraídos pela fraca luz dos postes. Apesar disso o que sentia era mais nojo do que medo daquelas criaturas chamadas inconvenientemente de “ratos de asas”, o que de certa forma era um alívio.

Uma gota de suor frio escorria por sua face, a ansiedade que sentia até chegar a seu destino era um sofrimento completo. Uma colega marcou de encontrá-la com uns amigos naquela praça, com quem tinha negócios a acertar, mas Alice estava um pouco adiantada para o encontro. Ela sentiu novamente o vulto de um morcego passar pela praça, apesar de não vê-lo exatamente.

Foi quando observou nas sombras de arvores dois vultos. Não reconhecia direito quem, ou o que eram, mais continuavam onde estavam. Ela não acreditava que fossem marginais, pois ainda tinha uma vã esperança que a policia na proximidade inibisse suas presenças. Ela pensou que podiam ser os amigos de sua colega. E continuou andando na mesma direção.

– Ei gata! Chega mais pra nós bater um papo! – Um dos vultos falou saindo da sombra a arvore. Era um rapaz bem suspeito, fumando um cigarro que pela distancia não reconhecia que tipo era.

Alice parou, se controlou e manteve a calma por um instante, mas por algum capricho foi na direção do misterioso rapaz, respondendo a seu chamado.

– Tem um trocado ai Gata? Nós ta com fome, pode passar um trocado, pra nós compra um sebosão? – O rapaz continuou a chamá-la, mostrando cada vez mais alguma má intenção.

Alice não sabia quais das duas atitudes seriam piores, entregar o que eles peiam ou ignorar o pedido. Ela botou a mão no bolso, procurando algumas moedas de 1 real para que eles não ficassem furiosos com a recusa do pedido.

– Só tenho esses trocados moço! – Ela estendeu a mão com as moedas para o rapaz, quando percebeu finalmente o cheiro forte de baseado. Ela se aproximou do rapaz e lhe entregou os troados, logo em seguida deu dois passos para traz.

– Só isso moça? Toda chique, e só tem isso? Sabe comequié! Agente ta com fome, o buxo ta vazio, você podia pelo menos te dado uns dez conto!

– Tira a bolsa dela “Fumaça”! – Disse o outro vulto que ainda se encontrava debaixo da arvore, revelando o apelido nada sugestivo do colega.

– É isso ai! Passa a bolsa cú doce! Você vem aqui e acha que pode ficar ai, toa chiquetê! – Com essas palavras, o fumaça avançou em busca da bolsa de Alice.

– Calma! Vocês querem mais eu dou! – Ela falou isso enquanto dava mais passos para traz. Já estava amedrontada, além de toda a ansiedade que sentia,.

– Tua acha que agente é doido! Ta tentando fugir? – Fumaça correu até Alice, agarrando seu braço com força e violência.

– Vem cá vadia! Ta tentando fugir é? – Ele a agarrou e a puxou para próximo da sombra da arvore, pegando a bolsa e jogando para seu colega – Vê a bolsa ai “Canela”! Tira mais uns trocado pra nós!

– Por favor moço! Não faz nada comigo! Só vim encontrar com minha colega e uns amigos! – Ela começava a chorar pensando em que roubada tinha entrado, pensando no pior.

Alice então começou a se debater, arranhando o braço do Fumaça com suas unhas, se desvencilhando do marginal entorpecido, apenas para se capturada mais uma vez.

– Socorro!!! – Alice gritou, finalmente parecendo se desvencilhar da paralisia do medo.

– Canela! Vem aqui me ajudar! A vadia começou a gritar! – Ele tapou sua boca e a puxou para baixo da arvora, procurando seu amigo, apenas para encontrar uma poça de sangue onde antes ele estava.

– Canela! Cadê você! – O violento ladrão agora se tornava mais uma vítima do medo, se deparando com o terror do desconhecido e da morte.

Nesse momento Alice começou a se debater mais ainda, Sendo agarrada pelo pescoço com o braço de Fumaça, que paralisado, tapava a sua boca com mais força ainda, sufocando-a.

A face do marginal começou a se encharcar com gotas de sangue, o que o fez olhar imediatamente para cima, vendo o seu amigo ensangüentado de cabeça para baixo, pendurado pelos pés por algo negro como a noite, uma criatura nefasta, com garras membranosas que escorriam sangues ainda fresco de canela.

– Você é o próximo! – a criatura falou com uma voz áspera e apagada, que fez enegrecer o sangue de Alice e de seu captor.

A criatura então pulou em direção de sua nova presa, abrindo os braços que se mostraram longos e fortes como gritos de horrores. Com um giro ela desceu com suas patas que antes a seguravam, garras enormes partiram o braço de Fumaça fora.

– Arrgggg!!!! – Gritou fumaça, desmaiando logo em seguida.

O corpo dele caiu para traz, libertando Alice, suja de sangue do seu ex-captor. Ela caiu sentada, ainda paralisada de medo. A criatura então se debruçou como um volumoso saco preto sob o corpo do drogado, encobrindo os movimentos que ela fazia no momento.

A criatura então jogou alguma coisa na direção de Alice, apesar de estar vermelha não era nenhuma parte do corpo de Fumaça, e sim um saco, com vários sacos pequenos em seu interior, contendo dentro deles um fatídico pó branco.

– Era isso que você queria? – Perguntou de forma raivosa a criatura.

Alice arregalou os olhos, por um momento sem entender o que estava acontecendo, mas como um lampejo tudo fazia sentido, aqueles seriam os amigos que sua colega apresentaria, aos quais negociariam mais doses para seu vicio.

Antes que Alice pudesse pensar em pegar o saco tingido de vermelho para aplacar as sensações de ansiedade que a perturbavam, a criatura se levantou, e se voltando para ela, agarro-a pelos ombros, e fantasticamente alçou vôo na noite vermelha, apenas para aguar o gramado da praça com sangue adulterado da terceira vitima da noite.”

A criatura – NP 10 (150 pp)

Uma criatura meio morcego meio homem, voa pelos céus em buscas de vitimas. Chamada de monstro, na verdade os monstros são as pessoas que ele caça.

Habilidades: For 22, Des 26, Con 22, Int 12, Sab 14, Car 10

Pericias: Intimidação 10 (+12), Notar 10 (+11), Sobrevivência 8 (+10), Furtividade 10 (+11), Acrobacia 8, Equilíbrio 8, Procurar 10, Escutar 12

Feitos: Ataque poderoso, combate aéreo (+1 ataque e defesa), Iniciativa aprimorada, agarrar aprimorado, Move-By Action

Poderes: Vôo 3 (Drawbacks: Asas) [5], Golpe 4 (poderosos) [8], Super sentido (sonar)[4], Confusão  (audição) 5 [5], proteção 4 [4]

Combate: Ataque 10 (Dano Garras 10); Defesa 10, Iniciativa +13

Salvamentos: Resistência 10, Fortitude 11, Reflexos 15, Vontade 7

Matemática: Habilidades 46 + Pericias 17 (68 graduações) + Talentos 5 + Poderes 26 + Combate 40 + Salvamentos 16 = 150

A criatura é um personagem sombrio, nascido com a forma monstruosa de um homem morcego, ela tenta sobreviver ao mundo. Devido a algum problema no passado ela combate o crime, matando os criminosos sem piedade.

Esperem mais contos sobre a criatura no próximo post dos pergaminhos dourados.

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4 Respostas to “Iniciativa Mutantes & Malfeitores: Histórias de Terror”

  1. Já está no Índice Geral!!!

  2. […] Pergaminhos Dourados Bem vindo às Guerras Dracônicas! « Iniciativa Mutantes & Malfeitores: Histórias de Terror […]

  3. Caramba!!! Muito bom!!! To pulando aqui!!!

  4. […] Esse conto é continuação dos contos nos seguintes posts: Iniciativa GURPS: A Criatura Iniciativa Mutantes & Malfeitores: Histórias de Terror […]

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