Nova Arma: Sarissa, a lança que fez um império


Pezhetairos (Companhia a pé) com sarissa.

Pezhetairos (Companhia a pé) com a sarissa.

 

Esta é a primeira de muitas máterias que trarão armas, criaturas, itens magicos, regras, tropas, etc, para D&D 3.5. Muitas serão matérial generico para qualquer jogo, e outros especificos, com regras e ambientação, para o cenário Guerras Dracônicas, mas que com minimo de exforço pode ser usado em qualquer mesa de D&D 3.5.

 

Arma Exótica

Arma corpo a corpo de duas mãos

Nome: Sarissa

Preço: 15 po

Dano (médio): 1d8    Dano (grande): 2d6

Decisivo: x3

Incremento de distância:

Peso: 5 kg

Tipo: Perfurante

Especial: Arma de Aste, alcance (3)

Essa lança muito grande, possui de 3 a 7 metros de comprimento, uma ponta curta e afiada com formato de folha, e na outra extremidade um calço de bronze, usado para segurar investidas inimigas. Sarissas possuem alcance de 4,5 metros (3 quadrados), com uma ação padrão pode ser ajustada para até 3 metros (2 quadrados) de alcance. Um inimigo que se aproxime mais que isso não pode ser atacado pela sarissa.

Essa lança é formada por duas metades unidas com um anel de metal, facilitando assim o transporte das mesmas. Para separá-las leva uma ação de rodada completa, permitindo usar a arma como uma lança longa normal.

Informações Adicionais (Não relevantes para Jogo):

(Traduzido da Wikipedia)

A sarissa ou sarisa era uma lança (pique) longa 4 a 7 metros usado na Grécia antiga e no período helenístico. Foi introduzida por Felipe II da Macedônia e usado na tradicional formação de falange grega como substituto ao Doru (Lança usada pelos hoplitas), que era consideravelmente mais curta. A falange de Felipe II da Macedônia foi conhecida como Falange Macedônia. A sarissa, feita de uma dura e resiliente madeira de cornizo.

Era muito pesada para lanças, pesando cerca de 5 Kg. Tinha uma cabeça curta de ferro em formato de folha e um pé de bronze que permitia ser ancorado no chão para parar cargas feitas por soldados inimigos. O pé de bronze também servia para balancear a lança, tornando mais fácil para o soldado carregá-la. Seu grande comprimento, acima de 5,5 m, tinha duas partes que eram unidas por um tubo de bronze central, foi uma vantagem contra hoplitas e outros soldados usando armas curtas, por que eles tinham que passar pelas sarissas para combater os Falanges. Entretanto, fora da sua formação de falange a sarissa teria sido quase inútil como arma e um entrave na marcha.

Falange Macedonica
Falange Macedônica

 

O treinamento complicado (Por isso uma arma exótica) permitia que a falange usasse a sarissa em uníssono, girando-os verticalmente, e depois baixando-os na horizontal. O ataque uniforme das sarissas assustou as tribos Ilírias sobre a qual o jovem Alexander teve suas primeiras vitórias.

A apertada formação de falange criava uma “Parede de lanças”, e os piques eram suficientemente longos para que cinco fileiras completas de piques na frente dos soldados da primeira linha de combate – mesmo que o inimigo passasse pela primeira linha, havia mais quatro para pará-lo. As fileiras traseiras mantinham suas lanças inclinadas para cima, que servia com o propósito adicional de defletir flechas. A falange Macedônia tinha quase completa invulnerabilidade frontal, exceto contra outra falange do mesmo tipo; Geralmente a única maneira de derrotá-la era quebrando sua formação ou flanqueando-a.

A invenção da sarissa é creditada a Felipe II, pai de Alexandre o grande. Felipe forçou seus homens feridos e desmoralizados a usar seus formidáveis piques com duas mãos. A nova tática foi implacável, e no fim do reinado de Felipe o antes frágil reino da Macedônia controlava toda a Grécia e Trácia.

Seu filho, Alexandre, usou a nova tática através da Ásia, conquistando o Egito, Pérsia e o norte da Índia, vitorioso por todo o caminho. As falanges portadoras de sarissa foram vitais em cada batalha, incluindo a batalha de Gaugamela onde a carruagem de foices do rei Persa foi completamente destruída pela falange, auxiliada pela uso combinado da cavalaria e de lançadores de dardos. Alexandre gradualmente reduziu a importância da falange, e da sarissa, a medida que ele modificava seu uso combinado de exércitos, e incorporou armas e tropas Asiáticas.

Coparação de alcance
Comparação de alcance

 

A sarissa, entretanto, mantivesse na espinha dorsal de todo subseqüente exercito Helênico, e especialmente do exercito Diádoco. A Batalha de Ráfia entre os Seleucidas e Ptolomeu IV pode representar o pináculo da tática sarissa, onde apenas uma carga de elefantes pareceu ser capaz de vencer a falange opositora. O Reinos Sucessores do império Macedônico tentaram expandir alem do desenho de Alexandre, criando piques mais longos que 6,5 m, mas todos estas idéias foram eventualmente abandonadas em favor da sarissa Alexandrina testada em batalha. Batalhas frequentemente acabavam estagnadas no que Oliver Cromwell mais tarde descreveu como “um terrível negocio de empurrar piques”.

Subsequentemente, a falta de treinamento e excesso de confiança na Falange ao invés do uso combinado de exércitos (maiores contribuições de Felipe e Alexandre) levaram na derrota final da Macedônia pelos Romanos na Batalha de Pydna. Parte da razão pela rápida deterioração da habilidade com a sarissa foi que, depois de Alexandre, generais cessaram a proteção da Falange com cavalarias e tropas levemente armadas, e as falanges eram destruídas facilmente pelos ataques pelos flancos. A sarissa foi gradualmente substituída pelas variações do gládio como arma preferida.

OFF: Eu acho a sarissa uma lança fenomenal, pois foi ela que permitiu a construção de um dos maiores impérios que já existiu. Infelizmente a arma não faz a guerra e sim os homens que as impunham, e a medida que os homens se tornaram despreparados e arrogantes a arma não foi suficiente para se obter a vitória. Futuramente trarei talentos e tropas para essa arma.

8 Respostas to “Nova Arma: Sarissa, a lança que fez um império”

  1. Cara,

    perfeito esse post. Jogo RPG amuito tempo e gosto de elementos históricos e técnicas utilizadas para ambientar nossas campanhas. Parabéns pelo blog.

    Eli

  2. Eu adoro o jogo Rome Total War. Nesse jogo, q é uma boa simulação das antigas batalhas, tem unidades q utilizam essas lanças grandes. Se vc souber posicionar essas unidades, vc constrói uma parede que conduz o inimigo para onde vc quer. é uma formação de defesa muito forte.
    Mas vc tem q tomar cuidado com a retaguarda e os flancos, que são o ponto fraco.
    Para derrotar essas unidades, eu primeiro alvejava com ataques à distância e depois procurava mandar a infantaria bater de frente e a cavalaria flanquear ou atacar pela retaguarda se possível.

  3. […] Nova arma: Sarissa, a lança que fez um império […]

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  5. […] Nova Arma: Sarissa, a lança que fez um império […]

  6. […] para serem poderosas e legais. Já apresentamos diversos exemplos nesse humilde blog, como da simples e enorme sarissa, as exóticas Bat’leth, Lirpa e Ahn-woon de Star Trek, até a sofisticada espada […]

  7. muito bom cara ta de parabéns.
    boa a imagem da falange.
    bom o post do piqueiro ou sarissa.

    • Obrigado, é uma pena que o D&D 4E não dê tanta liberdade para a criação de armas como na 3E, mas espero tentar adaptar essas armas e outras para outro sistea (talvez OD ou GURPS).

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