Arquivo de capitulo-5

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte Final)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 31, 2012 by rsemente

Estamos entrando em uma nova faze do blog, na verdade retornando a um antiga faze do blog. A partir de amanhã haverão diversas surpresase infelizmente por isso (e por muito trabalho, e um pouco de esquiecimento de minha parte) não colocarei hoje o download do capitulo 4 completo, isso deve ficar para a proxima semana, junto com o inicio do capitulo 6. Então aguardem por amanhã.

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte Final)

Felizmente o pára-quedas se abriu, freando a nave repentinamente e a virando de lado e inclinando, aumentando assim o arrasto com o chão, senti uma das azas se partir, mas felizmente a nave tinha parado completamente.
Ainda estava vivo, e a nave não parecia ter se explodido ao impacto, talvez alguns danos estruturais graves, mas espero que não tenha sofrido nenhum irreversível.
Olhei pelo vidro manchado em minha frente, conseguia ver um pouco da paisagem, mas queria ver mais. Levantei da poltrona, senti o peso do traje inerte atrapalhando os movimentos. Retirei-o com bastante esforço, praticamente o desmontando.
Olhei para o ultimo instrumento da nave que funcionava mesmo sem energia, um bio-sensor detector de atmosfera respirável.  O método de funcionamento não era ortodoxo, uma colônia de microorganismos vivos era mantida em uma capsula, com atmosfera terrestre e isolada, após ativada, uma válvula permitia que o gás do exterior entrasse na capsula, e caso a atmosfera não fosse respirável os microorganismos morreriam e mudariam de cor. Será que era outra criação de minha mãe?
Ativei o instrumento, um barulho soou quando o ar entrou na câmera, indicando que a atmosfera não era tão mais pressurizada. Esperei pelo menos uma hora para ter certeza, a cor não mudara. A atmosfera deveria possuir oxigênio em quantidade adequada para um ser humano, e sem nenhum componente tóxico para a vida, poderia sair sem problemas.
Abri a porta manualmente, e respirei pela primeira vez o ar de um planeta na vida, ele era pesado, bem mais pesado que o da nave e mais pesado que nas câmaras de testes barométricas que simulavam atmosfera da terra e de outros ambientes de teste, mesmo assim parecia que a principio iria desmaiar devido a asfixia, então me concentrei em apenas respirar, me acalmando e pensando que apesar de uma pressão atmosférica maior a quantidade de oxigênio deveria ser bem menor que o padrão.
Após quase quinze minutos me acostumando a nova condição dentro da nave, desci e pus os pés no planeta, olhei ao meu redor e vi o rastro de destruição e o estrago feito pela queda. Sentia em minha pele um estranho formigamento, e logo percebi que toda a nave continuava energizada pelo campo magnético pulsante do planeta e eu mesmo estava eletrizado.
Mas estava vivo, em um mundo estranho, mas completamente sozinho, e sem nem um computador para ouvir e conversar

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 4)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 23, 2012 by rsemente

Hoje publicamos mais uma parte desse grande conto a tempo! Sem mais delongas, boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 4)

No inicio nada, apenas a sombra da nuvem na nave, mas logo percebi um impacto no pára-brisa da nave, era água, mas congelada, pequenas pedras de gelo começavam a atingir a fuselagem da Columbiad.
Com os impactos do gelo a velocidade caia vertiginosamente, a altitude idem, não tinha mais nenhuma solução para o problema, e começava a me preparar para um pouso forçado. Tentei ver qualquer local mais plano para o pouso, mas a luminosidade era quase nula.
Levantei o bico da nave, e puxei o trem de pouso manual, a alavanca não respondia aos meus comandos, estava travada por alguma coisa, apliquei toda a força que pude e nada. Era possível que a temperatura baixa da região tenha congelado a parte inferior da nave, impedindo a abertura da porta. A sorte não estava mais do meu lado.
Tentei segurar o máximo a nave, impedindo que a altitude caísse vertiginosamente, e diminuindo a velocidade lentamente, esperava conseguir observar um local apropriado antes da queda definitiva.
O céu se abriu um pouco mais a luz da estrela brilhava em minha frente em uma estranha tonalidade refratada pela atmosfera. Agora podia ver a geografia em mais detalhes, e percebi um enorme plano coberto por estranhas estruturas púrpuras alinhadas todas em uma mesma direção. Seria a vegetação predominante desse planeta?
Mesmo com as estranhas estruturas elas não deveriam ser rígidas a ponto de destruir a nave, talvez até ajudassem no pouso. Preparei, puxei a alavanca do flap e levantei um pouco o bico da nave, isso foi reduzindo a velocidade a medida que se aproximava do solo.
Comecei a sentir varias pacandas consecutivas no casco, deveriam ser o contato com das estruturas mais elevadas, o que indicava que eram menos macias do que pensei. Era a hora do impacto. Prendi os controles e deixei que a nave caísse por si mesma.
“Crash!”
Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 3)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 16, 2012 by rsemente

Finalmente, primeiro post do ano. É pessoal, depois das festas, veio uma viagem de trabalho e por isso apenas hoje pude estar aqui com vocês. Mas tudo está indo muit bem, e espeoro conseguir realizar mais um plano para ser executado em fevereiro.

Feliz 2012 e boa leitura.

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 3)

Nunca tinha visto nada tão grande e extenso assim. O espaço era enorme, amplo e dava uma sensação de liberdade, mas era como um vazio, sem profundidade e sem calor, no espaço nada era mais acolhedor que o chão da nave, e o horizonte, mesmo gigantesco e opressor, e apenas como uma visão da superfície sólida do planeta já me fez um sentimento de acolhimento, apesar de naquele momento achar que estaria preso em apenas duas dimensões.
Deixei de devaneios, e percebi que tinha conseguido estabilizar em uma rota mais segura para voltar a cair cada vez mais próximo da zona terminal, onde teria certeza de sobreviver ao clima do planeta com o céu iluminado por uma perpetua imutabilidade na posição da estrela e sua luz vermelha.
A atmosfera parecia um pouco mais densa do que a atmosfera simulada no interior da nave Fermi, que imitava a da Terra, isso ajudaria a nave se sustentar melhor. Mesmo assim a velocidade caia perigosamente, o ar mais denso causava ainda mais atrito, e tinha que fazer algo para impedir isso.
O ultimo recurso era ativar um foguete químico, acionado manualmente, ele só queimaria por alguns minutos, mas teria que ser suficiente para adquirir força para voar um pouco mais para não cair diretamente no gelo, causando um impacto com força suficiente para destruição completa da nave.
Esperei um pouco para a nave atingir a velocidade mínima de flutuação e ativei o foguete. Nunca pensei que precisaria ativá-lo, e nunca tinha feito em simulador sob estas circunstancias, apenas em situações padrões como decolagens e aceleração extra. Senti a força dele sendo ativado, empurrando a nave em pelo menos 3Gs.


Mas deu certo, depois da aceleração inicial, a nave agora acelerava mais devagar, e depois continuou mantendo uma velocidade que me permitia baixa-lá até uma altitude segura para o pouso, e mais ainda, até uma zona com temperatura menos petrificante.
Baixei a altitude com bastante calma até alguns poucos quilômetros de altitude, o horizonte mostrava-se cada vez maior, mas o terreno se mostrava cada vez mais acidentado, tinha que pousar antes que se tornasse inadequado para o pouso.
Algumas nuvens também ameaçavam as manobras, caso uma delas estivesse no caminho poderia reduzir perigosamente minha velocidade e derrubar a nave.
Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 2)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 26, 2011 by rsemente

E depois de um grande Natal, nos veremos agora só no proximo ano, então um feliz ano novo a todos e que no proximo ano o Blog volte com força total!!!

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

A velocidade subia vertiginosamente, não possuía muitos instrumentos para me guiar, se não alguns giroscópios e acelerômetros mecânicos. Agradeço pelo engenheiro que teve a prudência de mantê-los em uma nave tão moderna.

Fiz ajustes para deixar os ângulos mais certos possíveis na reentrada, dentro do possível. Meu objetivo não era mais manter a nave intacta, mas apenas sobreviver.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 1

Eu comecei a sentir o calor da reentrada, novamente outra sensação que nunca tinha sentido com tanta intensidade. Os controles não queriam obedecer meus comandos, mas consegui controlá-los com pulso forte, esperava que eles pelo menos não se partissem com tanta tensão.

O céu começou a escurecer, estava caindo para o lado da zona escura do planeta, o que me preocupava, pois se não morresse da queda poderia morrer congelado pelo frio. Pelo menos isso poderia me fornecer boas condições atmosféricas e planícies de gelo para um pouso mais suave.

Então comecei a sentir a nave desacelerar, o calor começou a invadir a nave, mas a tendência seria se dissipar na atmosfera, parecia que tinha conseguido passar pela parte mais difícil do pouso.

Tentei ajustar a posição da nave, com os flaps e amortecedores de ar, para que a aerodinâmica de suas asas criasse a sustentação necessária para um pouso mais suave. Não sabia ao certo se a nave se comportaria bem como um planador, mas com a velocidade ainda um pouco alta tinha uma chance.

Aos poucos a nave foi se resfriando, e poderia manobrar com mais cuidado, sem a dilatação dos cabos, e sem medo de algum se partir devido a força e calor da reentrada.

Não podia continuar na rota que estava seguindo, adentrado cada vez mais a zona escura do planeta, e tinha que fazê-lo antes que os próprios controles fossem congelados com o frio que iria afligir toda a estrutura da nave.

Puxei um dos flaps em uma direção mais que o outro, a nave se inclinou levemente, e com esse movimento consegui ver pela primeira vez a parte da superfície do planeta, um horizonte vastamente preenchido por uma faixa iluminada e fantasmagórica, que ia do laranja escuro passando por um vermelho escuro até um hipnotizante púrpura.

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 1)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 19, 2011 by rsemente

Bom dia pacientes e queridos leitores dos pergaminhos dourados, hoje inicia-se mais um capitulo dessa história, e garanto que daqui para frente as coisas vão mudar, quase que como esse fosse o fim do Livro 1.

DOWNLOAD CAPITULO 1
DOWNLOAD CAPITULO 2
DOWNLOAD CAPITULO 3

… ANTERIORMENTE

Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 1)

“Este é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”

Neil Armstrong, 20 de julho de 1969.

De onde estava pude ver alguns pontos interessantes: A nave Drake ainda tomava boa parte da visão, mas ia diminuindo a cada segundo, o Planeta Gliese 581g estava bem abaixo de mim, mas era tão grande que conseguia ver seu horizonte na parte de baixo da janela. A pequena estrela brilhava em um vermelho forte, e seu brilho ainda me impressionava, muito maior do que qualquer coisa que tinha visto anteriormente, imaginei por breves instantes como seria o Sol, com sua luz dez vezes mais potente.

Podia observar também o distante ponto que era a nave Fermi, minha casa, meu lar, agora estava praticamente inalcançável, e dificilmente a veria novamente. Outros pontos eram perceptíveis, como outros planetas gigantes, que brilhavam de formas magníficas como estrelas.

Concentrei-me para realizar pequenos ajustes na posição da nave para poder pousar em segurança, para que não morresse carbonizado em uma reentrada inadequada, ou esmagado em uma aterrissagem mal sucedida.

Liberei os compartimentos selados dos controles manuais analógicos, prontos para serem puxados. Alguns controlavam através de pequenos diafragmas mecânicos, conseguiam abrir e fechar válvulas de gás que permitem a nave corrigir sua trajetória no espaço, outros controles conseguiam mover diretamente alguns flaps e amortecedores de ar da nave a única medida que possuía para controlar a nave durante a reentrada.

A velocidade subia vertiginosamente, não possuía muitos instrumentos para me guiar, se não alguns giroscópios e acelerômetros mecânicos. Agradeço pelo engenheiro que teve a prudência de mantê-los em uma nave tão moderna.

Fiz ajustes para deixar os ângulos mais certos possíveis na reentrada, dentro do possível. Meu objetivo não era mais manter a nave intacta, mas apenas sobreviver.

CONTINUA…

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 255 outros seguidores