Archive for the resenhas Category

Robocop: Um ponto de vista pessoal

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , on Fevereiro 28, 2014 by rsemente
Olá pessoal, gostaria de apresentar uma camada do filme bem sutil que não foi abordada em nenhum lugar que tenha visto. Vou falar de uma experiência pessoal que me fez ver esse filme com outro ponto de vista.
robocop-joel-kinnaman-old-suit
OBS: COM SPOILERS!!!
Tenho um filho de 3 anos, e quando ele tinha 4 meses descobrimos uma doença grave no coração. Felizmente havia uma solução, uma arriscada operação no coração…os sentimentos que me assombraram naquele momento são indescritíveis. Mas, como vocês já devem ter deduzido, felizmente a cirurgia foi um sucesso.
Quando assisti o filme, com a expectativa mais merda possível, a experiência estava sendo “mediana”, mas de leve o Padilha foi construindo a relação do Murphy com a família, mas excepcionalmente com o filho, quando ele não fala com o menino mas fala com a esposa, a rejeição do filho quando vê pela primeira vez “aquela maquina” que se parece com meu filho.
Ainda depois, quando sua esposa tenta falar com ele na saída da delegacia e ele quase a atropela, mas a maquina começa a vasculhar os arquivos sobre aquela mulher e vê o próprio filho e detecta os sentimentos do filho, é o ponto de virada.
Ali meu coração apertou, só de sentir que aquele menino poderia estar sentido o que eu senti quando estive prestes a perder meu filho, essa dor que o Robocop poderia estar sentindo naquele momento, vendo o filho sofrer (de forma ampliada pelos analisador de emoções), foi o momento para ele finalmente sobrepujar a maquina e seus 2% de dopamina e ir investigar a cena da tentativa de homicido contra ele.
Novamente, quando ele analisa as gravações do próprio atentado, e vê que seu filho viu o pai ser carbonizado quase completamente, e ali ele começa sua vingança, é o ponto alto, onde temos a história de um Pai em busca de vingança pelo que fizeram com sua família. E ainda afirmo que essa camada não foi criada de acidentalmente.
E, finalmente, quando no topo do prédio e ele não consegue atirar no Steve Jobs, mas ao ameaçar a sua esposa e filho, ele finalmente consegue vencer a maquina e dar o tiro final.
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O Espadachim de Carvão (Resenha SEM SPOILERS)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Outubro 11, 2013 by rsemente

Uma mistura de Conan e Uma Princesa de Marte seria como resumiria esta obra em forma de referencias. Mas é muito mais que isso.

As obras citadas aqui parecem ter alimentado a alma do autor (diretamente ou indiretamente) de forma profunda, permitindo que Affonso Solano criasse um mundo (#universolano) completamente original, se requerer aos clichês mais comuns vistos na fantasia mediavelóide que geralmente vemos por ai.

Não que a fantasia medievalóide seja ruim (adoro As Crônicas de Gelo e Fogo), mas se não inovar ao nível da grande obra de G.G. Martin, cai na imitação barata.

O personagem principal é para mim uma farta transpiração do ser do próprio autor, que sinto que conhecesse como um grande amigo de alguns anos através do podcast Matando Robôs Gigantes, tanto pelo apreço da mente + corpo, como pelo apreço de obras de fantasia de capa e espada consideradas “baratas”, e pela relação com o tema de “Eram os Deuses Astronautas” (atenção, o trecho grifado apropriadamente pode conter um pequeno Spoiler), relação com drogas e bebidas, e aparência (Sacanagem Hahaha).

A trama da história, com capítulos que intercalam o passado e o presente, também é um grande valorizador do livro, talvez o maior, item essencial que sem o livro se tornaria um pastiche de raças bizarras lutando entre si.

E chegamos as raças, para mim a parte mais controversa e ao mesmo tempo fascinante. No livro temos dezenas de raças fantásticas, todas completamente diferentes, e muitas fora do padrão humanóide (Elfos, Anões e Hobbits) que vemos por ai. Isso é fantástico, mas a forma como estas são apresentadas podem causar um pouco de confusão. Não são dadas em muitos casos descrições detalhadas da aparência de cada espécie, o que aparentemente foi feito de forma proposital. Inicialmente são explicadas algumas espécies, mas percebemos que a aparência é bem psicodélica (por assim dizer), e com isso o autor está querendo liberar o leitor a imaginar um mundo completamente diferente de tudo que já vimos e vivemos. Isso é ótimo, mas as vezes sentimos falta de algo mais. E isso trás uma vantagem, o gosto de querermos uma grande continuação, ainda mais épica que o primeiro.

Terminando esta resenha, faço apenas um apelo: Affonso Solano, escreva um dos contos de Tantum e Magano, PORFAVOR!!!!

Finalmente Terminei: A Batalha do Apocalipse (resenha)!

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Junho 28, 2013 by rsemente

Sim Nerds, depois de anos terminei de ler meu Batalha do Apocalipse, ainda da versão Nerdbooks!

OBS: Se ficar com preguiça de ler toda a resenha, leia pelo menos a parte final, que possui alguns recados importantes.

A Justificativa

O porque da demora: livros e mais livros fodásticos na frente. Exemplo: Os cinco livros da trilogia Uma Canção de Gelo e Fogo, Uma Princesa de Marte, diversos romances de Isaac Asimov (como a trilogia da Fundação)… sem contar os intempéries da própria vida, como entrar no doutorado, nascimento de um filho, doenças gravíssimas, mudança de empregos, final de mestrado, doutorado…vejam bem nerds, não tenho medo do volume, li livros alguns livros do George R.R. Martim em cerca de um mês, li os livros do Musashi do Eiji Yoshikawa sem temer, foram só os problemas da vida.

Também ouve a questão de empréstimo, que minha sogra pegou para ler o livro e acabou emprestando para sobrinha, e enquanto isso outros livros foram entrando na frente, quando queria ter lido ele antes, e o piro, não leram ele todo! (acho que nunca mais empresto livro).

Mas finalmente ele entrou na vez depois de terminar de ler a Dança dos Dragões.

Demorei um pouco para lê-lo, cerca de 3 meses, pois nesse meio tempo aconteceu de tudo, até do livro ter passado duas semanas perdido!

Terminando minhas justificativas, vamos a outro fator.

A Calibração

Primeiro tenho que fazer outro parênteses: Fui pego um pouco pelo monstro da expectativa e da comparação incomparável.

Passei metade de 2011, 2012 todo, e inicio de 2013 lendo os cinco romances da saga Uma Canção do gelo e Fogo, livros que estão sendo considerados o melhor dos melhores da atualidade (inclusive gostaria de ver a opinião do Vince Gloto sobre a saga), e logo depois comecei a Batalha.

Também nesse meio tempo, o livro foi lançado por uma editora grande e distribuído nas grandes livrarias do Brasil, se tornando um bestseller, e tendo direito a uma continuação em 2012 e outra lançada agora a pouco.

Então minha expectativa foi as alturas (também, depois de escutar tantos Nerdcasts sobre o assunto), e meus critérios de comparação estavam baseados em livros incomparáveis.

Dito isso quando comecei a ler achei pior do que imaginava, ainda assim um livro interessante que me levou a continuar. Mesmo assim acredito que posso realizar uma analise sensata, removendo da equação esses dois grandes monstros da crítica.

A Resenha

A história do livro para mim é bastante familiar, bebendo de fontes como RPGs In Nomine (e algum outro com castas bem parecidas do livro), e o conceito de planos e tecido da realidade é quase o mesmo do Lobisomem, O Apocalipse, que sou fanático. Sem contar de gostar bastante de filmes com anjos, assistindo filmes como da saga Anjos Rebeldes (que bebeu bonito da trama), e outros não tão bons, como Gabriel.

Isso tudo são pontos positivos para o livro, pontos que me facilitaram a compreensão da história, mas em alguns momentos me deixaram meio enfadado pela repetição, fato que, pelo que falaram, foi corrigido na versão de livraria.

A forma que a história é contada, em flashback e o tempo real (futuro próximo), é ótima, adorei a história da Torre de Babel, apesar que em um pequeno momento foi um pouco enfadonho, e acreditar que a batalha de Ninrod poderia ter sido mais emocionante (foi uma quebra de expectativa dentro do próprio livro).

Em seguida segue todo o ritual de Shamira, a visita o inferno, e de novo o grande flashback da Viagem da China a Roma (o maior se não me engano), que teve pontos altos e baixos. Apesar do desenvolvimento dos personagens talvez requisitar um pouco de detalhamento em momentos calmos da trama, a trama seguiu calma demais, apresentando um estilo bem Tolkien de viagem, apresentando cenários, mas em Tolkien sempre em algum da viagem acontece algo foda, nem que seja só visual sem ter ação, como a aparição dos Olifantes para Frodo e Sam.

Outro flashback importante é a viagem ao inferno, que também foi meio frustrante no momento crítico da ação, e também na parte inicial da floresta. Mas como toda essa parte é bem mais curta que a viagem do oriente ao ocidente fica menos pesado.

Em termos de ação o livro está na medida, apresentando bons combates, mesmo que quase sempre seja apenas com Ablon contra alguém, deixando-os sempre com uma novidade mais da parte do antagonista. As descrições do combate também são muito boas, não fincando atrás de muitos autores consagrados (que agora incluem o Dudu em suas fileiras).

Os personagens são bem legais, apesar de não serem famosas figuras lendárias e sim criadas para o romance, acredito que baseado na técnica utilizada nos romances de Bernard Cornwell, ao qual o autor é fã inquestionável (próximos na lista a serem adquiridos).

Em termos de história da Batalha do Apocalipse em si, sem considerar os flashbacks, tudo que acontece é bem bacana, e são plantadas peças fundamentais na trama desdo início, que repercutem em toda trama, deixando tudo ainda mais legal.

E finalmente chegamos na batalha, tudo é muito foda, bem detalhado, descrição de formações, movimentações de tropas (mais uma vez parece ser baseado no Cornwell), batalhas individuais, ações heroicas, e tudo mais, realmente uma batalha digna do apocalipse, e me fez terminar as 200 paginas finais em menos de uma semana.

A qualidade gráfica também é boa, mesmo com cagaço de meu suor das mãos estragar o livro, ele passou, nesse quesito, quase intacto, sofrendo apenas pela manipulação do leva e traz, e só foi mais danificado pelo empréstimo a contragosto.

Com certeza será um livro que ficará lembrado em minha memória, me inspirando a criar minhas jornadas de heróis, e, principalmente, como lição de vida e de sucesso (veja mais a baixo).

Parabéns Eduardo Spohr e todos que contribuíram para criar essa obra tupiniquim que nada fica a dever aos “superiores estrangeiros”.

Inspiração

Antes mesmo de começar a ler, já conhecia o universo pelos nerdcasts, o que me levou a criar o meu próprio universo que escrevo contos (como o dos desafios literários), e estou escrevendo mais e mais coisas (só sem tempo de formatar e colocar na skynerd).

Também me inspirei para jogar RPGs no estilo, inclusive voltar a desenvolver o OMNI, um RPG baseado nesse universo que estou criando.

Então, se alguém quiser entrear em contato para jogar um RPG, tirar dúvidas sobre os contos, fiquem a vontade (e se o Eduardo Ler isso aqui, também fica o convite do mesmo, e o pedido para ser convidado a jogar o RPG com ele).

RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 3)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , , , , on Agosto 28, 2012 by rsemente

Continuando a resenha (até que em fim), agora apresentarei minhas opiniões sobre os capítulos de feitos e aparatos tecnológicos, poderes mentais e espaçonaves (o que mais esperei).

Os aparatos e feitos tecnológicos (Capitulo 8) são tataranetos das magias clericais, mas é um sistema completamente diferente. Como os cientistas em termos de regras é um clérigo, mas em termos de ambientação está mais para um mago, isso faz com que ele seja realmente uma classe completamente nova, e a mudança das regras de “magias” representa isso.

A princípio a regra parece ter ficado muito boa, na verdade é uma lista de equipamentos que o cientista pode criar, onde alguns só o cientista pode usar, outros o cientista e o homem do espaço e alguns por todos. Um aparato é um objeto, não basta criá-lo, mas precisa estar com ele para ativá-lo, e o feito é uma ação que o cientista realiza, faz o efeito ao completá-la (efeito que geralmente é permanente), e pronto.

O maior problema que achei nas regras foi a distinção pouco clara em termos de regra de feitos e aparatos. No texto diz que os feitos são mais demorados e não podem ser interrompidos. No texto também não é reforçado a necessidade do cientista precisa ficar dias, meses ou anos sem fazer mais nada, como se aventurar, criar aparatos etc… Para a regra ficar legal o cientista não poderia fazer apenas outro feito enquanto realiza o feito atual, mas poderia criar um aparato (talvez no dobro do tempo já que precisa ficar dando atenção a seu feito), e pausar para aventuras que demorem mais do que uns dois dias.

Sobre os poderes mentais (Capitulo 9) a regra ficou muito boa, mesmo mantendo o esquema de “mago com progressão geométrica”, e deixando isso mais evidente ao utilizar uma regra de pontos para lançar os poderes, e não de memorizar. É claro que o mentálico tem a grande desvantagem de não afetar muitas das criaturas em um jogo com mais exploração, e muitas das que são afetadas possuem Resistência Mental. No final os poderes também são bem bacanas e equilibrados, nenhum causa muito dano como uma chuva de meteoro, e poucos são apelativos como desejo (exceto morte cerebral que é muito parecido com palavra do poder matar). Ou seja, precisa usar a cabeça do jogador para que o Mentálico seja funcional.

Sobre as regras de naves (capitulo 10) ficou mais simples do que imaginei que seria possível, simples, funcional e provavelmente bem divertida, funcionando praticamente como uma criatura, sendo que os personagens precisam comandá-la para agir. O maior pecado é não ter explicado muito bem como rolar os d1000. O maior problema que achei é o fato do piloto não ajudar no acerto diretamente, um bom Homem do Espaço vai conseguir ativar mais a nave para atacar, mas não alterará o acerto na outra nave. Outra coisa legal é que é muito fácil uma nave atingir um personagem ou criatura, mas o dano não chega a ser enorme, o que permite manter uma tensão de sobreviver a nave e fugir antes que algum inimigo morra com um ataque só.

Pois bem, por hoje é só, próxima parte trarei a sessão do mestre, com suas criaturas e dicas para aventura. Inclusive você pode ver uma aventura que criei aqui (CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A AVENTURA).

Batman: Dark Knight Rises (SEM SPOILER)

Posted in resenhas with tags , , , , , , , on Julho 31, 2012 by rsemente

Esta é mais uma das resenhas do blog, e a primeira matéria depois de um iato de 26 dias, o maior tempo que passei se publicar no Blog.

É claro que um dos filmes nerds mais esperado de todos os tempos não poderia faltar de ser comentado, principalmente se tratando de um filme de super-herói que saiu depois do grande épico que foi os Vingadores.

Apesar disso, pensar em comparações entre O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Vingadores é um pouco idiota, pois é como comparar De Volta para O Futuro com A Máquina do Tempo, ambos são filmes de viagem do tempo, mas o ritmo é diferente, e para quem não entendeu é como duas músicas sobre romance, mas uma é Rock e outra é um MPB!

É claro que como na música você pode comparar a letra, ver se os versos estão metricamente corretos, variedade de palavras, rimas, comparar a harmonia entre as notas musicais, acordes, variedade… etc. Mas são estilos diferentes, alguns gostam de um outros não, alguns gostam de pop outros gostam de pop, e mesmo quando se gosta dos dois é difícil comparar duas música.

Assim posso começar a resenha de fato.

São 2 horas e 40 minutos de filme, um filme menos escuro que os anteriores, um filme com menos Batman, mas ao mesmo tempo um filme com muito mais super heroísmo.

Aqui diferente do Cavaleiro das Trevas, que usou todas as 2h e 30 minutos, com uma história fechada fantástica, um vilão inesquecível, e uma reviravolta sem igual. Já no ultimo filme senti que houve quase 30 minutos de enrolação (principalmente no início), mesmo a história sendo muito mais épica que a dos filmes anteriores, os vilões extremamente mais perigosos e bem preparados, por se tratar de um filme de Batman, temos pouco dele nesse filme. Isso para mim foi um problema sério.

Mas antes de apontar outros problemas devo enaltecer os pontos fortes do filme.

O primeiro é o elenco. Todos os atores fazem grandes interpretações, de vilões a heróis, e até de pessoas comuns. Michel Kane roubaria todo o filme se pudesse. Cristian Bale continua o mesmo, uma interpretação que não é ótima, mas, mais que o suficiente para o Batman. O ator que faz o Bane realmente se mostra um vilão, mesmo não chegando aos pés do Heath Ledge, o único fator que atrapalhou ele foi o áudio (explico mais a frente). Anne Hateway, a Mulher-Gato, mostrou ser capaz de uma grande anti-heroína, mesmo o personagem sendo pouco sub-aproveitado. Os outros atores e personagens são muito bons, mas falar mais detalhes deles pode estragar o filme.

A história também é muito boa, sendo composta por três grandes arcos do morcego: A mini-série Cavaleiro das Trevas, A saga A Queda do Morcego e a Terra Devastada. A montagem da história é quase perfeita, montando inclusive marcos que permitem a audiência perceber a longa passagem de tempo dentro do filme.

De fato o filme possui outras características boas, como trilha sonora, e os 30 minutos finais serem perfeitos, não apresentando quase nenhum dos defeitos que aparecem no resto do filme.

Em falando de defeito vamos retornar a eles.

O segundo e grande problema do filme para mim foi o combate, que de uma nota de 0 a 10 removeria 1 ponto logo de cara. Vejam bem, eu gosto de artes marciais, eu pratico sempre quando posso, e para mim quase todas as lutas pareceram um telecat. É isso mesmo, um westreler lento, tosco, e repetitivo. Dos poucos combates com o Batman, apenas um é tragável, isso por que tem a mulher gato no meio, que adiciona mais agilidade na ação. Um deles é bem justificável ser lento, mas outro que deveria ser épico é horrível. E é só. Nisso ainda mantenho minha opinião de que o melhor combate “realista” é de Old Boy.

O terceiro grande problema é um conjunto de furos de roteiro, como um personagem está um dia em algum lugar da Ásia e no outro já estar nos EUA (e aparentemente sem nenhum dinheiro), ou esconder um equipamento gigante durante meses em um lugar acessível a qualquer um e voltar está tudo bem… são pequenos furos, erros de continuidade e coincidências pouco críveis. Lamentável, mas muitos parece ser obra da velha e triste edição.

Nesse filme Batman não faz nenhuma investigação (que não seja verificar em cadastros de fichas criminais), NENHUMA, isso é triste para um personagem que é considerado O MAIOR DETETIVE DO MUNDO, ter que depender de novos personagens para resolver todos os mistérios é mais que ridículo, inclusive um que é posto na cara dele mais de uma vez e ele não faz nada para descobrir! Difícil de aceitar (principalmente por que escuto toda semana uma musica do toquinho que apresenta ele como “Eu Sou O Detetive Batman…”).

Outro grande problema é que em nenhum momento vemos um sangue, nenhum ferimento mais sério visível, uma queixa de dor após uma luta, nada, o Batman parece que está mais resistente que nos filmes anteriores, creio que deva ser alguma coisa da produtora para manter baixa a faixa etária do filme, me incomodou um pouco mas é um dos menores problemas.

 Agora acho que vou ficando por aqui, o filme é bom, talvez do nível do primeiro, ou um pouco melhor na história pela grandiosidade, nenhuma reviravolta marcante como no segundo filme, equipamento novo bacana, e um final surpreendente. Isso me faz dar uma nota final 8,5 de 10, de um filme com potencia de tirar uma nota 12 e ficar na história como ficou Batman: O Cavaleiro das Trevas.

Entendendo Prometheus (COM SPOILER)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , on Junho 21, 2012 by rsemente

Pois bem, assisti ontem esse grande filme de terror, ambientado em um cenário futurista (2093).

Quem viu o titulo precisa saber o que é Spoiler, eu vou contar detalhes sobre o filme, detalhes que estragarão sua experiência ao assiti-lo. Então se você ainda pretende ver o filme, vá e depois volte para aqui se quiser ver minhas opiniões (de merd..) sobre o filme.

O Prelúdio

Logo no inicio somos apresentados a um alien que fica em planeta e vê sua nave partindo, ele pega um recipiente e bebe um bagulho que o faz derreter, mas não é qualquer derretimento, suas células são destruídas e até seu DNA é destruído e dividido, caindo em uma cachoeira. Um dos detalhes quase imperceptíveis são que os DNA logo logo são transformados em células unicelulares.

Nessa cena, Ridley Scott nos mostra que os humanos foram evoluídos a partir do DNA deste alienígena, que caiu nas águas, gerou os primeiros organismos unicelulares, e estes já possuíam todas (ou quase todas) os cromossomos que nós humanos possuímos. Isso é confirmado quando os cientistas casam o DNA da cabeça com o nosso.

É provável que esta não tenha sido a única incursão dos alienígenas na Terra, e que eles possam ter guiado a evolução até gerar seres humanos ao passar dos milhares de anos (como a extinção dos dinossauros, evolução de uma espécie dominante indesejada). Outro fator que comprova isso são os pictogramas antigos do mapa estelar e dos gigantes apontando para as estrelas, confirmando que os alienígenas visitaram o início de cada civilização humana para que no dia que alcançássemos o espaço pudéssemos encontrar um de seus entrepostos de pesquisa.

O Fim dos Engenheiros

Até ai tudo bem, mas a cerca de 2000 anos atrás os alienígenas observaram uma coisa que não gostaram, e decidiram exterminar a humanidade. Esta coisa possivelmente foi o assassinato brutal de um de seus discípulos humanos (Jesus), e a dominância de um império amoral e belicoso (Roma). Sendo que alguma coisa deu errado, os alienígenas se infectaram com o vírus e acabaram todos mortos, e assim nós conseguimos sobreviver por tempo suficiente para alcançar as estrelas novamente no século XXI.

Um adendo: Gostaria de ver uma série animada sobre essa base de pesquisa dos Engenheiros, sera foda!

O Vírus “Alien”

Provavelmente nanomáquinas tecnorgânicas, este vírus pode ser programado pra diversos fins. O primeiro que vimos foi dividir o DNA de um ser vivo e a partir dele criar novos microorganismos primitivos, e possivelmente auxiliar a evolução destes organismos até a se tornarem humanos.

O Segundo uso é infectar os organismos e transformá-lo em uma maquina assassina com o objetivo de infectar outros indivíduos, sempre seguindo uma forma de infecção através da forma de reprodução do ultimo individuo infectado. Isso foi visto na infecção de vermes no chão da câmera com a cabeça gigante que tentaram parasitar os humanos, e ao conseguir tomaram controle do corpo do biólogo (mesmo estando praticamente morto) e tentou infectar mais indivíduos. Isto foi visto novamente na infecção do cientista Charlie Holloway, que por sua vez se reproduzir por Elizabeth Shaw (protagonista), que por sua vez infectou o engenheiro e se reproduziu dando origem a uma rainha alien (como mostra o infográfico a baixo).

Falando de rainha Alien, esta rainha alien será a responsável por colocar os ovos vistos em Alien o oitavo passageiro.

O Inconseqüente David

Primeiro gostaria de falar como esse personagem é foda, ele é praticamente o andróide de 2001 uma odisséia no espaço, mas com o nome do capitão da nave ao invés de Hall 9000, até sua voz parece monótona como a de Hall 9000, e também se mostra de alguma forma um vilão como em 2001.

O que mais me incomodou no filme foi a urgência em David encontrar uma forma de criar vida alienígena, o que me faz pensar em quem estaria dando ordens para ele de infectar Charlie. Seria o próprio Peter Wayland através dos sonhos, provavelmente dando uma ordem confusa e perigosa, que pôs em risco toda a missão e a própria vida de Wayland.

Os Engenheiros

Os engenheiros foram capazes de criar a espécie humana, mas quem os criou pode ser um mistério até para eles (vide o livro o Guia do mochileiro das galáxias e o restaurante no fim do universo). É fato que eles ficaram desgostosos com sua criação e decidiram exterminá-la, fato provado pelo massacre promovido pelo Engenheiro recém acordado e perceber que nós ainda éramos uma espécie belicosa, e sua perseverança em levantar vôo e destruir a terra, urgência pois provavelmente, mesmo com o abdomem explodido pela Alien rainha, ele  foi capaz de andar novamente até a nave e sentar na cadeira de pilotagem, mas morreu antes de conseguir levantar vôo novamente.

Outra coisa interessante é que provavelmente nem eles possuem a capacidade de comunicação mais rápida que a luz, levando-os a manter uma base próxima dos planetas estudados, 34.5 Anos-luz de distancia da terra, para pesquisar o andamento de suas pesquisas. Isso não justifica por que a humanidade nunca foi destruída nesses 2000 anos, tempo suficiente para a luz percorrer cerca de 5% do raio da via láctea e talvez chegar a outro entreposto dos Engenheiros, o que leva a ser válida a pergunta da Dr. Shaw “Por que eles não terminaram o serviço”. De duas uma, ou eles estão enfrentando algum outro problema (como uma falha dos aliens em escala galáctica) ou viram que a humanidade mudou (e boa parte seguiu os ensinamentos de um de seus aprendizes).

A Tecnologia

A tecnologia desse filme é muito bacana. Hoje em dia conseguimos ler de forma rudimentar os pensamentos de alguém, saber se está sonhando e que tipo de sonho, enviar informações visuais direto para o cérebro e outras coisas. Novas teorias de inteligência artificial nos aproximam de David rapidamente (principalmente se penarmos que o primeiro robô foi criado por volta da década de 60/70). A tecnologia da mesa de cirurgia é completamente viável até hoje em dia, pois médicos já fazem cirurgia a distancia, restando apenas a inteligência artificial para realizar o procedimento autonomamente, mas essa idéias nunca foi apresentada com tanto realismo. A nano-tecnologia já está começando a controlar nano máquinas para lançar medicamentos no ponto que eles são precisos ou destruir um tecido especifico. Tudo isso ganha pelo menos mais um ponto no filme.

Partes desnecessárias

O filme é quase perfeito, mas para mim tem algumas pequenas cenas desnecessárias, vamos a elas:

A primeira que me vem a cabeça é a morte da personagem de Cherlize Teron, de forma bem exagerada e apenas para satisfazer a idéia de morte ao vilão (e no final ela não é nem exatamente uma vilã! E como não mostrou o corpo pode ainda estar viva). A segunda foi a batalha do Alien-Fifield, que ajuda a fornecer apenas mais uma nova forma para o alien.

Conclusão

O filme é quase perfeito, ficando apenas uma atitude ou outra não realista (como quando você se perde evita se locomover para não se perder mais e não ficar rodando em círculos correndo o risco de se cansar e piorar a situação), ou cena gratuita de ação para animar as coisas (como o alien mutantes no traje espacial que vai até a nave para fazer só deus sabe o que).

O enredo é muito bom, e se Ridley Scott já possuía boa parte dessas idéias quando fez Alien o Oitavo passageiro, o filme ganha outro nível, se não pode melhorar ainda mais por não fazer uma história confusa que não explicasse nada e queimasse a franquia para sempre.

Com arrecadação de 225 milhões e custo de 130, e o filme deixando um final com possibilidade de seqüência, mas que não prejudica de maneira nenhum o filme, pois pode ser encarado como um daqueles finais aberto, é provável que a mesma ocorra, mas só espero que ocorra antes de 20 anos!

RESENHA DO SPACE DRAGON (Parte 2)

Posted in resenhas with tags , , , , on Junho 16, 2012 by rsemente

Continuando com a resenha do Space Dragon. Mas antes de continuar devo ressaltar que o livro está muito bem editado, já tendo lido metade dele e encontrei pouquíssimos erros, e nenhum influi com o entendimento do texto ou jogo, ou seja, todas as partes do jogo até agora estão corretas.

Outra coisa que ficou faltando comentar na primeira parte foi a arte interna com várias ilustrações internas de grande qualidade e outras retiradas diretas de capas de revistas pulps, geralmente com ótimas artes até para os padrões de hoje.

O quarto capítulo apresenta alguns subatributos dos personagens, apresentando regras exatamente iguais ao Old Dragon, mas com alguns exemplos a mais.

No capitulo cinco somos apresentados aos equipamentos, primeiro ao sistema monetário espacial hiper inflacionado (algo como PO mas sempre com três zeros na frente), em seguida as armas, em sua maioria bem legais, mas algumas parecem que ficou faltando alguma descrição mais detalhada (como funciona exatamente a pistola autodestrutiva, quando ela explode?), e outras fazem pouco sentido (qual a diferença da espada de lâmina para a espada de energia, a não ser por 1 kg?). As armaduras e outros equipamentos no geral são mais intuitivos que as armas, sendo facilmente entendidas.

No capitulo seis são explicadas alguns detalhes sobre aventuras no espaço, como tripulação de nave, tipos de problemas espaciais, viagens á pé (que segundo o próprio livro são raras), e condições e perigos diversos que os personagens podem encontrar, mas como no próprio capitulo diz são só exemplos das infinitas possibilidades. O único problema que vi é a regra de gravidade e carga x peso, que precisa calcular a porcentagem exata sobre carga e peso do equipamento para cada gravidade. Apesar de ser mais realista a maioria das pessoas pode ter dificuldade de calcular isso, e uma regra mais intuitiva com classes de gravidade (gravidade -1, -2, +1 e +2) alterando a tabela de carga e força efetiva do personagem ficaria mais simples e funcional do mesmo jeito (depois vou apresento detalhes dessa regra em um post).

No Sétimo capitulo vemos as regras de combate, que são quase as mesmas do Old Dragon. A primeira mudança é a regra de iniciativa, determinada por quem tem o menor valor para o maior. Assim quem ataca com arma joga o dano para saber sua posição (armas mais pesadas logo serão mais lentas), quem usa poderes e feitos tecnológicos, quão mais complexo mais lento, e para movimento e outras ações menores quanto maior a destreza melhor (10-destreza). As demais situações são bem semelhantes ao Old Dragon, mas sempre com adição de fatores espaciais, como gravidade alterada, efeitos de vácuo e ferimentos e cura para andróides.

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