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A Curiosidade Matou o Astronauta (Aventura de Space Dragon)

Posted in artigos with tags , , , , on Agosto 21, 2012 by rsemente

Pois é pessoal, venho lhes trazer uma aventura para o mais novo RPG nacional, o Space Dragon.

É uma aventura para personagens de primeiro nível para um cenário que estou construindo.

A Curiosidade Matou o Astronauta (BAIXE AQUI)

Ela foi inspirada no recente grande acontecimento da exploração espacial, o sucesso do pouso da sonda robótica Curiosity.

Há e se vocês não forem jogadores não leiam esse artigo antes de consultar seu mestre e ter certeza que ele não a utilizará!

Espero que gostem.

Por que não escutamos sinais alienígenas?

Posted in artigos, Devaneios with tags , , , , on Junho 26, 2012 by rsemente

Vendo recentemente um post na Skynerd sobre o sinal Wow (esse da imagem) tive a idéia de escrever esse artigo (baseado em algum artigo que já li a muito tempo e em meus conehcimentos de engenharia).

Os céticos quanto a existência de alienígenas (visitando ou não a terra) tem como um dos principais argumentos para a não existência de E.T.s que nós nunca escutamos nenhum sinal deles no espaço. O por que disso nem os crédulos sabem, mas o melhor que podemos fazer é continuar escutando e tentar melhorar cada vez mais nossos sistemas de observação.

Assim como nós temos receios de nos comunicar no espaço, outros povos no espaço também podem ter, e ainda podem existir dezenas de fatores em uma transmissão interestrelar que podem fazer com que o sinal simplesmente chegue aqui como simples ruído (se for assim podemos estar recebendo informação extra terrestre e nem percebemos). Vamos citar quatro:

O primeiro é a distancia, O primeiro deles é a própria diminuição de potência do sinal não polarizado, onde decais em uma taxa do quadrado da distancia, então um sinal a 2 ano luz é quatro vezes mais fraco que um sinal a 1 ano luz, e um sinal a 1 Ano Luz é mais de 1 trilhão mais fraco que um sinal 1 UA (Distancia media entre a terra e o Sol), acredito que não há equipamento que perceba um sinal da terra a distancia da estrela mais próxima. Conseguimos ver as estrelas simplesmente por que sua potencia é enorme, e nem a radiação refletida por um planeta (que é uma luminosidade considerável) foi possível ser vista pelos melhores telescópios da terra (apenas conseguimos ver um efeito de refração, e apenas uma vez e recentemente). Para um sinal chegar até nós ele precisaria estar mirando em nós, uma transmissão coerentem como um laser, e que consiga ainda ultrapassar todo o material interestrelar, ruido e o que mais exista e chegar até nós com potencia suficiente para que percebamos com nossos radio telescópios insipientes.

O Segundo são os métodos de comunicação. Existem sistemas de comunicação que dependendo do equipamento que receba o sinal parecerá simples ruído (técnicas de espalhamento do espectro de frequência). Um sinal em frequências muito mais rápidas do que os dispositivos eletrônicos atuais simplesmente não será percebido por nenhum equipamento. O mesmo pode se dizer com sinais de frequência muito mais lentas, possivelmente usados em sistemas de comunicação para não ser escutado ou ultrapassar alguma dificuldade de comunicação interestrelar.

O Terceiro fator é que sabemos ainda muito pouco sobre o universo. Conhecemos bem apenas cerca de 4% da matéria, outros 23% são a chamada matéria escura, que permite que nossa galaxia seja coesa, e outros 73% são a energia escura que faz com que as galaxias estejam se distanciando. Não sabemos exatamente o que é a matéria escura, mas sabemos que ela está no espaço, preenchendo o vazio com algo que não conseguimos ver (talvez buracos negros quânticos), mas independente do que seja é possível que ela cause interferência em sistemas de comunicação através das estrelas.

O quarto fator é que simplesmente eles não querem, e se eles podem saber que nós existimos, evitar qualquer transmissão deve ser bem trivial.

Eu mesmo acredito que a viagem interestrelar é bem complicada, e mesmo que possível eles chegarem aqui eles simplesmente podem não querer se comunicar com uma espécie inferior que comete as atrocidades que cometemos. talvez eles já tenham chegado, realizado suas experiencias e dado meia volta quando começamos a perceber a desenvolver tecnologias mais elaboradas. Mas o que não é possível negar é que lá fora não exista vida, por que com o que descobrimos cada vez mais é só uma questão de probabilidade.

Entendendo Prometheus (COM SPOILER)

Posted in artigos, Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , , , on Junho 21, 2012 by rsemente

Pois bem, assisti ontem esse grande filme de terror, ambientado em um cenário futurista (2093).

Quem viu o titulo precisa saber o que é Spoiler, eu vou contar detalhes sobre o filme, detalhes que estragarão sua experiência ao assiti-lo. Então se você ainda pretende ver o filme, vá e depois volte para aqui se quiser ver minhas opiniões (de merd..) sobre o filme.

O Prelúdio

Logo no inicio somos apresentados a um alien que fica em planeta e vê sua nave partindo, ele pega um recipiente e bebe um bagulho que o faz derreter, mas não é qualquer derretimento, suas células são destruídas e até seu DNA é destruído e dividido, caindo em uma cachoeira. Um dos detalhes quase imperceptíveis são que os DNA logo logo são transformados em células unicelulares.

Nessa cena, Ridley Scott nos mostra que os humanos foram evoluídos a partir do DNA deste alienígena, que caiu nas águas, gerou os primeiros organismos unicelulares, e estes já possuíam todas (ou quase todas) os cromossomos que nós humanos possuímos. Isso é confirmado quando os cientistas casam o DNA da cabeça com o nosso.

É provável que esta não tenha sido a única incursão dos alienígenas na Terra, e que eles possam ter guiado a evolução até gerar seres humanos ao passar dos milhares de anos (como a extinção dos dinossauros, evolução de uma espécie dominante indesejada). Outro fator que comprova isso são os pictogramas antigos do mapa estelar e dos gigantes apontando para as estrelas, confirmando que os alienígenas visitaram o início de cada civilização humana para que no dia que alcançássemos o espaço pudéssemos encontrar um de seus entrepostos de pesquisa.

O Fim dos Engenheiros

Até ai tudo bem, mas a cerca de 2000 anos atrás os alienígenas observaram uma coisa que não gostaram, e decidiram exterminar a humanidade. Esta coisa possivelmente foi o assassinato brutal de um de seus discípulos humanos (Jesus), e a dominância de um império amoral e belicoso (Roma). Sendo que alguma coisa deu errado, os alienígenas se infectaram com o vírus e acabaram todos mortos, e assim nós conseguimos sobreviver por tempo suficiente para alcançar as estrelas novamente no século XXI.

Um adendo: Gostaria de ver uma série animada sobre essa base de pesquisa dos Engenheiros, sera foda!

O Vírus “Alien”

Provavelmente nanomáquinas tecnorgânicas, este vírus pode ser programado pra diversos fins. O primeiro que vimos foi dividir o DNA de um ser vivo e a partir dele criar novos microorganismos primitivos, e possivelmente auxiliar a evolução destes organismos até a se tornarem humanos.

O Segundo uso é infectar os organismos e transformá-lo em uma maquina assassina com o objetivo de infectar outros indivíduos, sempre seguindo uma forma de infecção através da forma de reprodução do ultimo individuo infectado. Isso foi visto na infecção de vermes no chão da câmera com a cabeça gigante que tentaram parasitar os humanos, e ao conseguir tomaram controle do corpo do biólogo (mesmo estando praticamente morto) e tentou infectar mais indivíduos. Isto foi visto novamente na infecção do cientista Charlie Holloway, que por sua vez se reproduzir por Elizabeth Shaw (protagonista), que por sua vez infectou o engenheiro e se reproduziu dando origem a uma rainha alien (como mostra o infográfico a baixo).

Falando de rainha Alien, esta rainha alien será a responsável por colocar os ovos vistos em Alien o oitavo passageiro.

O Inconseqüente David

Primeiro gostaria de falar como esse personagem é foda, ele é praticamente o andróide de 2001 uma odisséia no espaço, mas com o nome do capitão da nave ao invés de Hall 9000, até sua voz parece monótona como a de Hall 9000, e também se mostra de alguma forma um vilão como em 2001.

O que mais me incomodou no filme foi a urgência em David encontrar uma forma de criar vida alienígena, o que me faz pensar em quem estaria dando ordens para ele de infectar Charlie. Seria o próprio Peter Wayland através dos sonhos, provavelmente dando uma ordem confusa e perigosa, que pôs em risco toda a missão e a própria vida de Wayland.

Os Engenheiros

Os engenheiros foram capazes de criar a espécie humana, mas quem os criou pode ser um mistério até para eles (vide o livro o Guia do mochileiro das galáxias e o restaurante no fim do universo). É fato que eles ficaram desgostosos com sua criação e decidiram exterminá-la, fato provado pelo massacre promovido pelo Engenheiro recém acordado e perceber que nós ainda éramos uma espécie belicosa, e sua perseverança em levantar vôo e destruir a terra, urgência pois provavelmente, mesmo com o abdomem explodido pela Alien rainha, ele  foi capaz de andar novamente até a nave e sentar na cadeira de pilotagem, mas morreu antes de conseguir levantar vôo novamente.

Outra coisa interessante é que provavelmente nem eles possuem a capacidade de comunicação mais rápida que a luz, levando-os a manter uma base próxima dos planetas estudados, 34.5 Anos-luz de distancia da terra, para pesquisar o andamento de suas pesquisas. Isso não justifica por que a humanidade nunca foi destruída nesses 2000 anos, tempo suficiente para a luz percorrer cerca de 5% do raio da via láctea e talvez chegar a outro entreposto dos Engenheiros, o que leva a ser válida a pergunta da Dr. Shaw “Por que eles não terminaram o serviço”. De duas uma, ou eles estão enfrentando algum outro problema (como uma falha dos aliens em escala galáctica) ou viram que a humanidade mudou (e boa parte seguiu os ensinamentos de um de seus aprendizes).

A Tecnologia

A tecnologia desse filme é muito bacana. Hoje em dia conseguimos ler de forma rudimentar os pensamentos de alguém, saber se está sonhando e que tipo de sonho, enviar informações visuais direto para o cérebro e outras coisas. Novas teorias de inteligência artificial nos aproximam de David rapidamente (principalmente se penarmos que o primeiro robô foi criado por volta da década de 60/70). A tecnologia da mesa de cirurgia é completamente viável até hoje em dia, pois médicos já fazem cirurgia a distancia, restando apenas a inteligência artificial para realizar o procedimento autonomamente, mas essa idéias nunca foi apresentada com tanto realismo. A nano-tecnologia já está começando a controlar nano máquinas para lançar medicamentos no ponto que eles são precisos ou destruir um tecido especifico. Tudo isso ganha pelo menos mais um ponto no filme.

Partes desnecessárias

O filme é quase perfeito, mas para mim tem algumas pequenas cenas desnecessárias, vamos a elas:

A primeira que me vem a cabeça é a morte da personagem de Cherlize Teron, de forma bem exagerada e apenas para satisfazer a idéia de morte ao vilão (e no final ela não é nem exatamente uma vilã! E como não mostrou o corpo pode ainda estar viva). A segunda foi a batalha do Alien-Fifield, que ajuda a fornecer apenas mais uma nova forma para o alien.

Conclusão

O filme é quase perfeito, ficando apenas uma atitude ou outra não realista (como quando você se perde evita se locomover para não se perder mais e não ficar rodando em círculos correndo o risco de se cansar e piorar a situação), ou cena gratuita de ação para animar as coisas (como o alien mutantes no traje espacial que vai até a nave para fazer só deus sabe o que).

O enredo é muito bom, e se Ridley Scott já possuía boa parte dessas idéias quando fez Alien o Oitavo passageiro, o filme ganha outro nível, se não pode melhorar ainda mais por não fazer uma história confusa que não explicasse nada e queimasse a franquia para sempre.

Com arrecadação de 225 milhões e custo de 130, e o filme deixando um final com possibilidade de seqüência, mas que não prejudica de maneira nenhum o filme, pois pode ser encarado como um daqueles finais aberto, é provável que a mesma ocorra, mas só espero que ocorra antes de 20 anos!

Chuvas de Castamere

Posted in artigos with tags , , , , , on Junho 20, 2012 by rsemente

E quem é você, disse o altivo senhor,
pra que a vênia seja profunda?
Só um gato com um manto diferente,
essa é a verdade fecunda.
Num manto de ouro ou num manto vermelho,
suas garras um leão mantém.
E as minhas são longas e afiadas, senhor,
como o senho as tem também.
E assim falou, e assim conversou,
o senhor de Castamere
Mas agora a chuva chora no seu salão,
e ninguém está lá para a ver.
Sim, agora a chuva chora no seu salão,
e ninguém está lá para a ver.

Esta música celebra a vitória de Tywin Lanister contra uma rebelião que aconteceu quando ele era bem jovem, o senhor de Castamere da casa Rayne (que lembra a palavra em inglês para chuva), se rebelou contra seu fraco pai Titus Lanister, que deixava seus vassalos tripudiarem a família Lanister, evitando pagar empréstimos e não obedecendo seus mandos, e ele não aguentou a desonra e foi ele mesmo, venceu a rebelião e matou todos os membros da família, a extinguindo como exemplo para futuras rebeliões.

Como Seria se os SIMPSONS Envelhecessem

Posted in artigos with tags , , on Junho 14, 2012 by rsemente

SMRB Fase 2: CEN – 002 Sombras no Vale dos Anciões

Posted in artigos, cenário, resenhas with tags , on Maio 10, 2012 by rsemente

Desculpem por demorar a trazer a resenha do próximo cenário, mas é que a vida (e até qualidade) dos cenários parece cair, e atrapalhar até a leitura. Mais ai vai…

CEN – 002 Sombras no Vale dos Anciões

Resumo: Espíritos ancestrais caminham ocultos, conspirando o fim da civilização do Grande Vale. Qualquer um pode ser o inimigo. Até mesmo você…

Este era um dos cenários que achava promissor na primeira fase. Inimigos invisíveis, amigos que podiam ser inimigos, maldição de fantasmas por todo lado. Na minha cabeça seria uma especie de Ravenloft. Mas quando li o texto o cenário diminuiu. A idéia que tinha dos Espiritos Ancestrais não eram exatamente espíritos da natureza, e sim espíritos antigos, de alguma civilização do passado.

Não que esses espíritos da natureza seja o problema, mas acho que quando vi mais uma invasão  de um mago vindo do não sei onde em apenas 30 anos achei meio forçado. 30 Anos não é tempo suficiente para fixar um cenário geo-politico estável, ficou bem estranho tudo isso. Além da falta de detalhes do tipo: como foi a guerra? de onde vieram os povos civilizados? por que eles abandonaram suas terras e chegaram no vale? e como os inimigos derrotados serão problema se boa parte das forças vitoriosas ainda devem existir?… uma história para tudo isso funcionar parece bem difícil de desenvolver e engolir.

Esse também é outro cenário limitado, o que é bom, com apenas quatro reinos. É apresentada detalhes de uma organização politico e teológica superior aos anteriores, o que permite criar uma trama mais facilmente, e a quantidade de regentes no conselho de governo é interessante pois personagens jogadores podem participar deles com o tempo.

O fato dos inimigos estarem prestes a atacar e o governo não ligar parece um pouco fraco, visto que até uma muralha deles foi construída!

A nova raça secreta é interessante, foram apresentados elfos orientais (de novo!?), e ficou faltando um pouco falar de como são esses dragões, são aliados das outras raças mesmos?

Duas novas criaturas foram apresentadas, acho que este cenário e o meu (CEN-088 Grandes Guardiões) fomos os únicos a apresentar novas criaturas.

Mas existe uma grande possibilidade de todas estas fatas serem culpa do espaço limitado, agora resta esperar por uma segunda fase e se passar ver realmente como é o cenário.

As muitas armaduras do Homem de Ferro!

Posted in artigos with tags , , , , , on Maio 9, 2012 by rsemente

Procurando por imagens dos vingadores achei algo bem interessante, que incluive me ajudou a datar as fases dos vingadores. É uma coleção dos vários, mas vários mesmo, modelos de armadura que o homem de ferro já usou. Não sei se são todos mas pelo que vi quase todos.

Apenas as imagens é legal, mas se você quer realmente conhecer mais sobre cada uma (e sabe inglês) veja aqui a história das várias armaduras (a relação com o quadro não é exata, mas é muito próxima). Então, sem mais delongas fiquem com as armaduras:

E um desenho de várias armaduras por um mesmo desenhista:

SMRB Fase 2: CEN 055 – Herbarion – O mundo das Brumas

Posted in artigos with tags , , , on Maio 8, 2012 by rsemente

Agora vamos resenhar um dos cenários mais ousados do concurso. Ele ficou em quinto lugar mas agora é a hora de mostrar como essa idéias promissora será desenrolada.

Ah! não se esqueça de votar aqui.

E veja as outras resenhas aqui.

CEN-055 Herbarion-O mundo das Brumas

Resumo: Herbarion é um mundo onde a civilização cresceu habitando arvores gigantescas, abaixo da qual uma nevoa eterna esconde um mundo inexplorado

Este cenário é um dos mais ousados, pois traz um mundo onde a geografia é totalmente alienígena. No resumo da primeira fase sempre me perguntei, como são essas arvores, como uma civilização se formou nelas? É apenas um reino de um mundo maior ou são vários reinos conectados…

Algumas respostas foram respondidas e outras não.

Primeiro a existência de apenas cinco arvores (e duas inacessíveis) parece limitar muito, era de se esperar uma verdadeira floresta com algumas arvores enormes servindo como  capitais centrais. Ficou ainda mais estranho do que imaginei.

Segundo não foram descritos detalhes de como é a vida nessas arvores. Parece que tudo se passam nos galhos, largos o suficiente para a construção da civilização, mas nesses galhos como é o chão? Tem terra? O que se como? Plantas crescem nos galhos? Essas e muitas perguntas podem ser feitas e ainda não foram respondidas.

Como exemplo do que eu digo, acho que é fácil imaginar uma cidade em uma arvore (todo mundo viu Avatar e o episodio dos ursinhos no desenho caverna do dragão), mas toda uma civilização?

A existência de seres vegetais é legal, mas a aparência deles pouco foi apresentada e a regras deles parece que ficou bastante poderosos e um pouco confusa (eu não entendi a parte de -2 do fogo) . Ainda em relação as raças, não foi apresentado nada de como é a cultura dos povos nesse mundo alienígena. Tudo bem que não é o cenário completo, mas seriam questões básicas que poderiam ser respondidas de forma simplificada como outros cenários estão fazendo.

Outro ponto é o gigantesco mistério das brumas, e a proibição. Na minha cabeça as brumas seriam como um mundo subterrâneo perigosíssimo, onde quase ninguém retorna, e quando mais fundo perigoso, similar aos famosos mundos subterrâneos dos outros cenários. mas proibir a descida culturalmente é quase jogar fora uma grande oportunidade de criar a versão dungeon nesse cenário.

Por fim a novidade que para mim foi a pior coisa do cenário: “F-15 Strike Eagle”. Putz, um cenário completamente diferente, cheio de coisas fantásticas que podem ser exploradas e o cara me vem com um mundo onde o grande mistério é um avião americano na FAb com uma bomba atômica!

Acho que depois dessa não preciso falar mais nada.

Como vocês algumas imagens do que o cenário poderia ter descrito e não o fez:

50 anos de Vingadores!

Posted in artigos, Quadrinhos with tags , , , , , , , on Maio 5, 2012 by rsemente

Antes de tudo: Os Vingadores é um filme foda!!!

Depois de ouvir alguns casts sobre o filme e sobre os vingadores, vi como os heróis estavam uma zona (como nunca deixaram de ser), mas eu parei de ler depois de Ousloght (quando os Vingadores se sacrificaram na revista e no mundo real foram criado os Vingadores da image), mas quando comecei a ler não lembrava, então fui pegar imagens que lembrassem de cada época e cheguei a conclusão que li sagas de mais ou menos 1989 até 1998, isso em datas de publicação americana, no Brasil coloque pelo menos dois anos de atraso e sei de quando a quando leio essa bagaça.

Ótimo, mas o trabalho que tive para pegar imagens dos grupos e lembrar as épocas foi bem exaustivo, mas também bem viciante, querendo me atualizar em como eles estavam atualmente (com o Homem Aranha e o Wolverine, WTF!!!). E para não perder todo esse trabalho vou colocar aqui as fotos dessa minha pesquisa, cujas fontes principais foram a wikipedia, na página que tem quando cada personagem entrou para os vingadores, e o site da Marvel. As images foram tiradas de dezenas de fontes diferentes, mas o direit de todas elas pertencem invariavelmente a Marvel.

1963

1964

1976

1979

1980

1989

1991

1993

1998

2001

2002

2004

2005

Uma época em que muita coisa aconteceu com os novos vingadores , como a entrada de Wolverine e Homem-Aranha.


2006 - 2007

Época da guerra civil, como podem perceber não há o Capitão América, e está cheio de vilões.

2009

2010

Um ano com muitas equipes ao mesmo tempo (seguindo o sucessos dos filmes da Marvel e prevendo o sucesso do futuro vingadores)

Alguém pode me dizer quem é o cara com nuntchaco? (se for o Mestre do Kung Fu nem me fale)

Uma ilustração megaboga com heróis e vilões:

Uma bela ilustração de Alex Ross com alguns dos vingadores mais clássicos:

Os Heróis Mais Poderosos da terra (2010)

O Desenho mais foda dos vingadores jamis feito, uma verdadeira referencia a tudo já feito.

2012

Os Vingadores: Em Joss Whedom nós acreditamos!

Posted in artigos with tags , , , , , , , , on Abril 28, 2012 by rsemente

Resenha SEM Spoilers

O melhor filme de super heróis, o primeiro filme de super-heróis, O filme de ação mais fantástico de todos os tempos, a história mais épica já mais vista no cinema, o filme com mais protagonistas super-poderosos já feito, a melhor e mais sequencia de filmes já executada.

Esses são apenas alguns dos títulos que posso dar para esse filme: Os Vingadores.

Hulk (2003), Homem de ferro (2008), O Incrível Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010), Thor (2011), Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) são os filmes que podem ser considerados como a base para esse grande filme que é Os Vingadores. Um filme que reuniu quatro protagonista de filmes de super-herói, além de mais três coadjuvantes, dois deles elevados quase a protagonistas (Gavião Arqueiro e Viúva Negra).

Essa é uma longa estrada de seis filmes, com erros, mas com grandes acertos, uma jornada de 10 anos que com certeza ficaram marcados na história da industria cinematográfica.

Agora chega de babação e vamos para a resenha.

O Filme

Com uma história que depende fortemente dos filmes do Thor e do Capitão América, ela é bem simples, e de certa forma até rápida, mas cheia de reveses. Os heróis não são introduzidos nem reunidos de forma forçada, e há um motivo para tudo. O plano dos vilões não é realmente genial, mas é bastante eficiente, e a ação dos heróis contra a ameaça é bem ingenua (principalmente considerando que estão sendo patrocinados por uma agencia de espionagem internacional).

Mas não é para ver uma genialidade que procuramos ver o filme. Estamos lá para ver heroísmo, para ver super poderes na grande tela,  para ver materializada as histórias de nossa infância e adolescência dos quadrinhos como se realmente existissem nesse mundo. E nisso o filme é impecável.

Podemos dividir o filme em quatro atos. O Prologo, onde são apresentados os vilões, A Reunião, onde os heróis se reúnem, O Ataque, onde vemos todos os heróis em ação ao mesmo tempo, e A Batalha Final, onde vemos finalmente todos os heróis juntos derrotar o vilão.

O Prologo apesar de ser curto possui bastante ação, diferente de muitos filmes que se arrastam por muito tempo até que algo aconteça de explosivo. Mas não temos os super heróis, só os “Super Normais”. Mas temos super vilões.

Na Reunião temos a ação dos primeiros heróis, primeiro como era de se esperar do primeiro vingador, segundo do grande homem de ferro e por fim do Shakespeariano Thor. Aqui começa também os vários confrontos entre heróis do filme, algo bastante comum entre os crossovers de super-heróis nos quadrinhos (inclusive vemos isso na primeira história dos Vingadores no quadrinho).

No Ataque vemos muita ação, aqui é onde o filme explode, e continua até o fim do filme, non stop. Vemos pela primeira vez o Incrível Hulk, e confesso que por uns 5 segundos tive medo de sua caracterização em CG ter ficado muito ruim, mas logo isso se mostrou errado. O Hulk é um dos mais inovadores personagens de super heróis que acho dos quadrinhos, e esse filme realmente o Hulk brilha como nunca antes brilhou, inclusive ofuscando o Invencível Homem de Ferro.

Na Batalha Final todos os heróis começam a trabalhar juntos em uma das maiores cenas de ação do cinema jamais vista, durando mais de 30 minutos de ação consecutiva. Nova York é atacada pelos vilões e eles finalmente se reúnem para defender a cidade e o mundo. Não há mais palavras que eu possa indicar o quão grandiosa essa grande cena é sem dar Spoilers, mas tudo que se gostaria de ver está lá. Também é nela que tive a unica grande decepção do filme que foi a previsão de algumas coisas que aconteceriam devido a cenas dos trilers.

Agora falemos de cada um dos heróis.

O Incrível Hulk

A grande surpresa do filme. Um personagem que sofreu com um primeiro filme cheio de erros (mas que não foi feito pela Marvel independentemente), com um segundo filme divertido (e que me deu esperança para um filme do Capitão América e dos vingadores devido a cena de luta no Parque) mas sem grande impacto, e ainda por sofre uma terceira mudança de ator. Ele demora a chegar no filme, mas quando chega vemos realmente a materialização do Gigante Esmeralda em toda sua fúria e poder. Realmente o que vemos é incrível, e pelo que todos que eu ouvi na saída do filme foi o herói que mais impressionou (minha esposa e uma colega adoraram!).

O Invencível Homem de Ferro

Em time que se está ganhando não se meche. Essa é uma das leis imutáveis do universo e que a Marvel respeitou com muito esmero. Humor, ação, tecnologia, interpretação, fanfarronice, bebedeira… tudo isso está presente no Homem de Ferro. Além disso eles me surpreenderam novamente com as novas bugigangas de Tony Stark, coisa em que não esperava em um filme dos Vingadores.

O Poderoso Thor

Chega de romance sem sal, e vamos para a porrada. Esse foi o acerto do filme em relação a esse personagem. Ele fala pouco e bate muito. Participa em quase todas as cenas de ação, e apesar de ser apresentado em algumas cenas como o mais poderoso ele foi deixado um pouco apagado (assim como nos quadrinhos) para não ofuscar o restante do grupo. Apenas por isso ele não foi perfeito em sua participação, podendo ter uma cena a mais como o centro da atenção.

O Capitão America

Também uma boa surpresa, um personagem sempre deslocado nas telas, o banderoso aqui serviu como realmente ele deve servir, como a inspiração. As suas cenas de luta realmente ficaram fodas e várias vezes ele é o centro dos holofotes. Além disso eles apresentaram com grande maestria umas das grandes habilidades do personagem, a liderança.

A Viúva Negra

O herói que achei mais fraco do filme, isso mais por uma interpretação insossa da atriz, que nem de longe conseguiu passar o ar de mistério e charme que a personagem sempre trouxe nos quadrinhos. Suas cenas de ação ficaram muito boa, inclusive uma delas achei ótima, apresentando como suas habilidades podem fazer uma diferença em um time de titãs.

O Gavião Arqueiro

Outra grande surpresa do filme. Ele apareceu rapidamente no filme do Thor, e nunca disparou uma flecha nas telas, mas quando fez aqui mostrou o que realmente é um arqueiro épico. Ele não sai como Legolas surfando em escadas ou se balançando quase como o homem aranha, ele é um arqueiro Sniper e essa habilidade se mostrou surpreendente em telas e bastante útil no super grupo.

Conclusão

 O filme merece nota 9.8. Os únicos problemas que vi foram a Viúva Negra, a cena relevante do Triler, e dois pequenos grotesco de erros física (mas isso é mais babaquice minha do que um grane problema). Outra coisa que pode desagradar os fãs que ainda leem os quadrinhos é um dos vilões, que como nunca tinha visto estranhei um pouco. Outras coisas que tornaram o filme foda foi o gasto zero em romance, uma carga dramática ideal, as piadas bem boladas (não só pelo Robert Downey, mas por vários outros), um vilão realmente convincente, e não tentar ser um filme cabeça (apesar de ter pontos inteligentes).

Então que venha os Vingadores 2! Avante Vingadores!

O Que é RPG?

Posted in artigos with tags , , , on Abril 9, 2012 by rsemente

Esta semana comentou no blog uma nova jogadora de RPG, que me perguntou como fazer uma ficha de RPG sem antes me dizer qual jogo havia comprado e estava esperando para receber-lo. assim percebi que não há nada no blog que explique um pouquinho sobre o que realmente é o RPG, ou para diferenciar dos outros tipos de jogos com o mesmo titulo, o RPG de Mesa (ou até RPG tradicional).

RPG é uma sigla que veio do inglês que significa Role Playing game, e que em uma tradução amplamente aceita significa Jogo de Interpretação de Papéis, ou um jogo que se interpreta papeis de personagens como os papeis de personagens de um filme, mas com a grande diferença que o “filme” se passa boa parte na imaginação dos jogadores (como em um livro ou história contada ao redor de uma fogueira) e não á um roteiro fixo, a história é criada pelos jogadores a medida que o jogo avança, e a unica limitação são as regras, fichas de personagens, e geralmente um fator de aleatoriedade para decidir as situações dentro do jogo de maior importância (como se um tiro pega ou não).

Primeiro RPG não é um jogo só, RPG é um estilo de jogo, assim como jogos de tabuleiro, jogos de carta, jogos de vídeo game. Então existem RPGs que são tão diferentes de si como é um banco imobiliário diferente do war, que é diferente de um colonizadores de catan. Então no mercado nacional temos dezenas de jogos, e no internacional milhares. Alguns dos mais famosos são: D&D (Dungeons and Dragons), Storyteller/Storytelling, GURPS, 3D&T… cada um tem uma regra diferente e geralmente um cenário ou vários diferentes.

Agora explicarei alguns termos e elementos mais comuns encontrados nos RPGs. Depois disso deverá dá pra compreender bem melhor um RPGista conversando.

Então o que é Sistema de Regra

Sistema de regra é o conjunto de leis que o jogo deve seguir, ela define se o jogo usará dados comuns (de seis lados), dados diferentes (até 20 lados ou mais), cartas, dominós, zerinho ou um, pedras, pegas varetas, ou nada. Define como será criado o personagem, e quantas características o mesmo possui. define quando deverá rolar os dados (ou descer uma carta, jogar um zerinho ou um…), como os personagens morrem.

Como analogia podemos explicar que o sistema de regra é como as regras do baralho, o Poker tem um sistema de regra e o Truco outro (sem contar as variações de regras de cada um, que poderiam ser consideradas outros sistemas de regras diferentes, mais semelhantes).

Os sistemas de regras geralmente definem regras orientando o jogador a realizar determinados tipos de ações com os personagens, combate, exploração, negociação, viagens… e por isso cada jogo tem um sistema de regra diferente, pois se p jogo é sobre combate é melhor usar um sistema que defina mais combate do que negociação. Isso também é influenciado pelo cenário.

E O que é cenário?

O cenário é o mundo do jogo. Em detetive (o jogo de tabuleiro) o cenário é aquela mansão e seus cômodos, assim como aquele estilo de personagens, em war é o mundo todo que está em guerra (na primeira ou segunda guerra mundial). Assim cada RPG é jogado em um cenário, um local fictício (que só existem no papel e na cabeça dos jogadores) onde se passará a aventura.

O cenário pode ser uma cidade, um reino/país, um mundo, que possui magia ou não, o mundo real ou um mundo fictício, num mundo moderno, futurista ou antigo. Nesse aspecto é como um filme, cada filme se passa em uma determinada época, local, e situação. Isso vai depender do jogo escolhido ou os jogadores podem criar seu próprio cenário, que geralmente é criado pelo mestre.

E O que é Mestre?

Ele é conhecido como Mestre do Jogo, Jogador Narrador,ou vários outros termos dependendo do jogo, mas todos são um só. Eles fazem o papel de Juiz do jogo, e trabalham de certa forma como um diretor de um filme, trabalhando para que o jogo seja agradavel para todos os jogadores e apresentando o cenário para os jogadores. Ele geralmente deve saber relativamente bem as regras, e preparar com antecedência antes do jogo começar, criando a aventura.

Alguns jogos não possuem a figura do mestre, outros possuem a figura do mestre com menos poder, no jogos de RPG chaamdos de Narrativa Compartilhada, onde os jogadores podem descrever coisas não prevista pelo narrador e nem sempre estão limitados a ações de um personagem só (apesar de poder ter um personagem principal ele pode definir ações de personagens secundários).

E O que são Personagens?

São os papeis dos Jogadores. Em um paralelo com os Games e os Jogos de Tabuleiros, é qual personagem se escolhe ou se cria em um jogo de computador, ou qual personagem o jogador escolheu num jogo tipo detetive. Eles podem ser personagens Jogadores, ou seja que são controlados por um jogador, ou personagens não-jogadores os NPCs (Non Player Character, ou também chamados de personagens do Mestre).

Os personagens são geralmente definidos por uma ficha de personagem, que diz o que o personagem sabe fazer, se é forte ou fraco, rápido, inteligente, se sabe lutar ou soltar magias, se é feio ou bonito, quais problemas ou poderes… isso geralmente é definido por uma série de característica e valores (números) definidas em cada uma.

34° Dia

Posted in artigos on Março 5, 2012 by rsemente

…NO DIA ANTERIOR

Parti o mais cedo possível, enfrentado a escuridão parcial que o amanhecer me provia. O fusquinha era meu companheiro, junto com uma arma escondida estrategicamente nas costas, perto do rim, presa com esparadrapo, mas com aquele cuidado para o esparadrapo não bloquear o dedo do gatinho e dois galões de gasolina no banco de trás.

No banco de passageiro se encontrava o marcador de paintball, minha “arma” principal, uma arma de advertência, que me daria tempo para fugir em alguma necessidade, assim como os alimentos que poderia precisar.

Nesse momento já havíamos criado várias estratégias para aquecer até uma água, como improvisar uma chaleira próxima ao motor do carro para ferver-la. Bem não chegava a ferver muito bem, mas junto com a água do radiador podia colocar algo em banho maria, como água para cozinhar.

Felizmente as melhores expectativas foram mantidas, a estrada se mostrou relativamente livre, com os poucos acidentes bloqueando uma facha e nenhum bloqueando as duas. Assim como previsto em quatro horas e meia cheguei ao meu destino.

Infelizmente não podia falar a mesma coisa da cidade. Colunas de fumaça negra se erguiam pelo vale circular onde jazia morta a outrora cidade do sal e do sol. A região do oeste do estado antes mesmo do caos era considerada bastante violenta, e os sinais indicavam quem ali ampliaram seu comando.

 Decidi não entrar na cidade com o carro, e escondi o carro em uma matagal qualquer, onde ninguém procuraria, e para o caso de alguém encontrar desconectei algumas das fiações impedindo que ele voltasse a funcionar facilmente.

O próximo passo que segui foi me disfarçar completamente, me sujando para parecer o mais maltrapilho possível evitando que alguém achasse que eu teria alguma coisa de valor.

Também escolhi a rota mais distante da cidade para seguir a pé, o que me custou mais três horas de caminhada no calor causticante da cidade. No caminhou decidi verificar uma coisa adicional: o que é que tinha acontecido com a maior empresa do Brasil?

A empresa parecia morta, mas de perto percebia-se que seus portões estavam trancados e bem vigiados. Tentei conversar com os guardas mais detalhes, dizendo que era de uma cidade distante, mas não obtive muitas respostas, provavelmente por causa de meu disfarce.

Chegando no meu objetivo encontrei quem procurava, meu Pai. Ele era um agrônomo formado, e por mais que a muito tempo não plantasse nada, pois trabalhava com problemas agrários envolvendo petróleo,  sua memória era boa e provavelmente possuía um bom conhecimento de como e do que plantar o que precisássemos da forma antiga.

O resto do dia foi de muito descanso e conversa, que infelizmente pouco esclareceu sobre a situação ao qual todos encontrávamos.

 

CONTINUA…

Resenha: Uma Princesa de Marte

Posted in artigos with tags , , , , , , on Março 3, 2012 by rsemente

Hoje vou falar de um dos livros mais antigos que já li, mais antigos que eles são os livros de Julio Verne. Este livro é um clássico da ficção fantástica, não tanto pela tecnologia, pois apresentava conceitos bastantes rudimentares, mas pela descrição em detalhes de um mundo completamente novo, sendo um dos primeiros livros a pertencer ao sub-gênero de romance planetário.

Em 1911 Edgar Rice Burroughs, mais conhecido por ser o criador de Tarzan, começou a escrever uma história fantástica baseada nas idéias cientificas da época que diziam que marte possuía canais e que seria uma terra morta. Como precisava de dinheiro ele começou a escrever a história e antes de completar enviou parte do texto para uma revista e depois de algumas edições foi publicada em 1912 com o titulo de Under the Moons of Mars. Apenas em 1914 que o romance em série foi cogitado para ser publicado como um livro, sendo lançado pela primeira vez em 1917.

Uma Princesa de Marte conta a história do Capitão John Carter, um herói da guerra civil americana que misteriosamente é materializado em Marte. Lá ele encontra estranhas criaturas de pele verde, três metros de altura, quatro braços, olhos grandes e presas, os marcianos verdes, e os impressionam com um salto de vários metros de altura (conseguido por causa de seu corpo adaptado para a gravidade terrestre, se mostrando muito mais capaz na gravidade marciana). Com isso ele começa sua jornada pela sobrevivência em Barsoom, como os marcianos chamam Marte, lutando sempre guiado por sua honra, nobreza e cavalheirismo.

Em termos de tecnologia o livro é bastante raso (por isso geralmente não é colocado como ficção científica), colocando apenas alguns equipamentos fantásticos com princípios físicos baseados em raios (talvez por na época se comum as coisas fantásticas dos vários raios descobertos, como raio-x, raio gama, entre outros). Assim há raios de várias cores, alguns sendo capazes de anti-gravidade, outros de cura e assim por diante.

Mas é sobre a fauna e flora marciana assim como as sociedades de marcianos que o livro encanta. Apesar de ser um planeta morto, as poucas espécies que lá existem são bem descritas e com visuais bem interessantes e fantásticos, algo bem inovador. As sociedades apresentadas, os marcianos verdes e vermelhos, são muito bem trabalhados, mostrando suas culturas, costumes, religião e divisões de tribos/cidades-estados.

Outro ponto que torna o livro atrativo para todas as idades é a ação. Se não fosse pela ambientação o livro seria um ótimo conto de capa e espada, ao estilo três mosqueteiros. Com muitas lutas de espada, muito mais do que as lutas com armas, fugas e perseguições, e os mais diversos planos ousados no maior estilo piratas do caribe esse conto seria um prato cheio para hollywood se não fosse a complexidade de criar os cenários e espécies marcianas.

Livros e mais Livros

Uma das coisas mais importantes desse livro é ser o primeiro livro de uma grande série de onze (11!) livros que se passam nesse mesmo cenário (um dos livros foi escrito pelo seu filho), alguns deles contando novamente com John Carter, outros contando a história de seus descendentes, e outros com um novo protagonista terrestre. Essa série de livros é chamada de Serie Barsoom, e Burroughs escreveu muitas outras séries no mesmo estilo, em especial a série sobre Vênus.

O livro em inglês já se encontra em domínio publico no site do projeto Gutenberg (BAIXE AQUI), mas foi lançado plea primeira vez no Brasil em 2010, pela editora Aleph, que prometeu sua continuação The Gods of Mars, Os deuses de Marte, para fevereiro de 2012, mas como o ano só começou agora quem sabe não será lançado em abril?

Filme

Em 2009 um filme com nome Princess of Mars foi lançado, mas não me arrisquei a assistir, principalmente por que os marcianos verdes são homens vestidos fantasias toscas e apenas com dois braços. Mas felizmente nossa tecnologia chegou no ponto que uma adaptação cinematográfica do romance se tornou viável, e os estudos Disney iram lançar agora em março de 2012 o filme John Carter, com megabogas trailer e efeitos especiais de ultima geração. Veja dois Trailers fantástico dessa adaptação que promete gerar uma grande nova franquia nos cinemas.

RPG

Não sei se existe algum RPG oficial do cenário de Barsoon (e pensando bem também nunca ouvi falar nenhum de Tarzan ou Pelucidar), mas o blog GURPS Nation Publicou recentemente uma série de matérias adaptando o cenário para GURPS. Entre e confira:

Barsoom

Bestiário de Barsooom

Concurso Secular Games: Rally Mortal

Posted in artigos with tags , , , , , , , , on Março 1, 2012 by rsemente

Durante o carnaval recebi a noticia novamente do concurso da Secular Games, um concurso que no ano passado teve como ganhador o Onírica e o Abismo infinito, ambos serão publicados, o primeiro pela Secular e o segundo pela Retropunk.

Esse ano as regras são um pouco diferente: o tempo é o mesmo (duas semanas), sem limitação de páginas (antes eram 25 páginas) e com a limitação que deve seguir quatro temas de uma lista com oito temas, o que ajuda a validar o concurso como um concurso de trabalhos originais no período estipulado (não adianta pegar aquele RPG escrito no passado e mandar para o concurso).

Esse ano vou participar com o Rally Mortal. Não sei se conseguirei terminar a tempo, mas aqui vão os detalhes que imaginei para o jogo.

Rally Mortal: Temas

Os temas que escolhi foram: Esporte, Tribo, Navegação e Jornada, sendo que este ultimo está se mesclando muito com o tema labirinto, depois me decido qual colocar no produto final. Os que escolhi inicialmente eram Jornada, Tribo, Navegação e Ciência, e o nome seria Jornada Interplanetária mas achei que ia parecer um jogo bem chato.

Com os temas criei o conceito de um mundo apocalíptico onde a sociedade ruiu e voltou ao estágio tribal, os sobreviventes moram em pequenas comunidades que sempre estavam em guerra por recurso. Para evitar que se destruíssem foi criado um esporte com o objetivo de manter o povo “ocupado” e uma forma de distribuir e encontrar novos recursos sem a necessidade de uma guerra completa, quem lutaria nela seriam apenas alguns campeões mais fortes, foi criado então o Rally Mortal, um esporte sangrento onde grandes veículos de combate percorrem vastos territórios pela glória da vitória.

Sobre o que é Rally Mortal?

O jogo é sobre corrida e combate entre veículos, e sobre descrever aquelas cenas bombásticas de filmes em que o veiculo salta uma rampa e cai na frente do oponente (e coisas do tipo), isso tudo em um cenário com gangues, zumbis, mutantes e alienígenas (não os verdinhos, mais os como de aliens storms – jogo do Mega Drive – e alien-o oitavo passageiro).

Sim, é simplista e meio besteirol, não é um jogo dramático sobre tragédia, medo ou crescimento. É um jogo sobre carros e caminhões sucateados e armados até os dentes, percorrendo um cenário selvagem e aleatório e combatendo outros veículos igualmente mortais. Mas apesar do nome do jogo conter a palavra “mortal” não é um jogo que leve geralmente a morte, é um jogo onde cada jogador controla um Capitão, e este é o líder de uma grande equipe, e estes sim morrem a toda hora :) .

Como Rally Mortal Faz isso?

Primeiro temos uma ficha bem básica do capitão com sete características (ou menos, ainda estou desenvolvendo :P ). A partir dela o jogador cria seu veiculo, tendo em mente já o piloto e como ele usaria o veiculo, e não o contrário.

Os veículos possuem seis características, mas algumas são apenas para a montagem, no jogo são usadas apenas quatro (4). A partir disso, em conjunto com duas características do capitão temos a base para um jogo de corrida, e não um RPG sobre matar o outro. É claro que desenvolvi um pouco as regras para ações fora das pistas, usando três dos atributos do capitão, mas nada bem elaborado.

E como ele faz a corrida propriamente dita? Com dominós!

Assim criamos uma espécie de cenário aleatório com desafios, distancias e dificuldades, e a medida que as peças do dominó (que inicialmente estão organizadas para baixo) vão se virando os personagens vão descobrindo o trajeto da corrida, na pratica quase um Labirinto. Na maioria dos casos são usados dados de 6 faces para decidir os desafios, mas os jogadores também possuirão dominós para controlar o jogo, e não só como cenário. Assim outro ponto interessante foi a inclusão de uma regra para dar importância ao tema Navegação, com essa regra o jogador pode alterar a pista como se ele soubesse atalhos e locais secretos durante a corrida.

Como seu jogo recompensa isso?

O jogo só anda se os jogadores descreverem o que vão fazer, então o mestre decide o que o jogador irá rolar de dados. E a ferramenta mais poderosa do jogo só é “recarregada” com descrições fodásticas da cena. Um simples “Eu atiro nele” vai fazer o personagem nunca ganhar novamente os peças de navegação (inicialmente só uma), mas se descrever “Eu mando meu co-piloto segurar o volante, coloco a velha pedra no acelerador, saio pela janela, pego a escopeta e atiro nos zumbis que estão subindo no carro” valerá muito mais e merece recompensar o jogador com um ponto de navegação (uma peça de dominó para usar em jogo). Inclusive o uso do ponto de navegação é necessário descrever o “atalho”, mesmo que esse nunca ganhe pontos de navegação, mas pode decidir se o oponente também se aproveitará ou não do atalho.

Mas apesar de estimular a descrição não quero que estimule a matança entre os jogadores (mas sim a destruição dos veículos e tripulação), penalizando o jogador que realmente decidir matar o outro (ele será mal visto pelos outros participantes e poderá ser morto “justamente” pelos competidores).

No momento estou escrevendo as regras em detalhes, mas devo concluir até domingo quando mandarei para a Secular, também pretendo criar um play test nesta sexta ou sábado (atrapalhar mais uma vez a campanha do grupo :) ). É claro que não dará para desenvolver tudo perfeitamente, mas espero estar com um jogo de RPG inovador, divertido e que eu comece uma campanha leve com os jogadores.

Referencias

“Nada se cria tudo se copia”, a partir dessa máxima peguei o estilo do jogo de vários cantos. A primeira inspiração é claro MAD MAX. Principalmente o segundo filme:

O Jogo Zombie Driver (Nunca joguei, mas os vídeos são bem legais):

A ideia de usar dominó no RPG não é minha, o Phil do dados limpos já iniciou um RPG com eles: Usando Dominó como uma ferramenta para contar histórias de RPG, e outros RPGs gringos parecem usar.

Reporte de sessão: GURPS 4E sessão 0 – Conhecendo o jogo

Posted in artigos with tags , on Outubro 19, 2011 by rsemente

No início do mês, dia 3/10/2010 (que aqui foi feriado), rolou o jogo meu primeiro jogo de GURPS 4e. Após todos fazerem a ficha (sem muito problema, a não ser um pequeno susto com o custo médio um pouco mais elevado), jogamos, o que foi apelidado de “Stars Without Lasers”.

O jogo rolou sem problemas, apenas um leve “falha” de design, pois a armadura que permiti que os personagens usarem agüentava o golpe de uma arma bem pesada sem medo! Tenho que rever toda a lista de armas e armaduras para os próximos jogos e principlamente para uma campanha.

Outra mudança que atrapalhou e incomodou os jogadores foi a regra de múltiplos tiros. Agora ficou bem mais simples: Se a arma tiver um RoF maior que 1 significa que pode disparar mais de um tiro por ataque. Para ver se os tiros pegaram basta ver o recuo da arma, quanto menor melhor. Se o recuo for 2 significa que se você atirar e tiver uma margem de acerto de 2 acertou mais um tiro, e por 4 mais 2, por 6 – 3 tiros, e assim por diante.

Ou seja, a margem determina quantos tiros acertaram, dividindo pelo recuo para achar a quantidade e limitado pela cadencia da arma.

A história resumida do jogo foi:

Em 1979, os personagens eram soldados da Otan do futuro (novas nações unidas, ou NONU segundo um dos jogadores, hehehe), e tinham que invadir uma nave pirata que atacava uma mina de asteróides. Chegando na nave por uma abordagem por traz (ui), eles invadem o corredor principal de serviço e encontram um robo segurança. A luta continua sem nenhum dos lados causar muito dano até que um dos personagens começa a atirar nos sensores da maquina, que após perder seus dois “olhos” se desativa sem ter para onde atirar.
Chegando na cabine principal eles encontram o pirata espacial, que avisa que estão lutando por uma causa perdida, e que ele mesmo foi contratado pela NONU (essa pegou) para realizar os ataques. Após mostrar as provas desse acordo ele diz ter contato com alguém com interesse nos soldados, o Dr. Bjorn. A comunicação se inicia e Dr. Bjorn oferece um trabalho para os soldados (que provavelmente serão eliminados para que nenhuma informação vaze), eles negam e tentam matar o capitão da nave, que desaparece (era um holograma que falava com os personagens). A sessão acaba.

Espero continuar com a campanha no final de novembro/dezembro, e se der continuar on-line também (aguardem).

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