Sobre Guerras Dracônicas

Guerras Dracônicas é um novo cenário criado para o sistema D20. O cenário está de portas abertas para aqueles que tiverem a imaginação para desgarrarem das amarras da realidade. Bem vindo à guerra.

Guerras Dracônicas não é um mundo comum de fantasia medieval, inspirado nos cenários mais exóticos de fantasia fantástica, como Planescape e Spelljammer, e em elementos de fantasia clássica, como Senhor dos Anéis, Dragonlance e a Hiperbórea de Conan, de uma forma original criando um mundo fantástico, vasto e surpreendente. Este cenário fez sua estréia de maneira tímida como pano de fundo para o sistema de combate em massa Campos de Guerra, publicado na pela Rede RPG. Alem dessa matéria de apresentação, aventuras, NPCs, raças, criaturas, itens, classes de prestígio, contos e outras matérias trarão aos poucos esse magnífico cenário para o jogador brasileiro.

Um império caído,
Uma guerra iniciada…

O Cenário onde ocorrem as Guerras Dracônicas se passa grande parte no mundo de Heöe, outrora exílio dos temíveis dragões por sua traição aos deuses primordiais há milhões de anos. Heöe serviu de berço para os dragões em sua conquista do cosmo, subjugando centenas de mundos, se tornando o centro de um império, comandado pelo dragão imperador Tar’Angaradon, um verdadeiro deus dragão.

Para isso os dragões criaram os lendários Portais Krestian, que permitem romper a barreira entre os mundos. Ao romper a barreira, uma constelação é focalizada, e uma enorme “janela celeste” é aberta, mostrando o mundo agora interligado, possibilitando através das estrelas observarem outros mundos. Com o tempo os dragões começaram a escravizar raças mais frágeis, mas úteis, como os humanos, e por fim iniciaram a conquista de mundos inteiros, através de exércitos preparados ao longo de milênios. Assim devastaram e conquistaram mundos inteiros, se aliando com raças poderosas o suficiente para não valer o risco e travando guerras intermináveis com outras com mesma sede de dominação.

Há 300 anos, um grupo de seis heróis lendários decidiu acabar com o império, então organizaram poderosas forças de vários mundos, que contavam com as magníficas hostes de eladrins, inexpurgáveis companhias de guerras anãs, poderosos conclaves de guerreiros magos, e os milenares dragões metálicos que não participaram da traição aos primordiais. A guerra foi dura, e a balança das forças no embate permaneceu imóvel durante anos. Então os heróis traçaram o plano definitivo para a vitória, chegando a conclusão que deveriam enfrentar o grande imperador dracônico face a face, pois sabiam que sem ele o império se desmoronaria.

A batalha foi brutal, durando um dia inteiro, até que os heróis começarem a fraquejar. Restando a eles um ultimo esforço desesperador, onde um ritual seria executado com a participação dos heróis, e suas almas seriam usadas como energia para a magia, havendo um grande risco de morrerem ou algo pior tentando destruir Tar’Angaradon.

Os efeitos místicos do ritual foram inesperados: Conseguiram matar o dragão imperador, mas suas almas foram arrancadas do seu corpo e espalhada pelo cosmo em uma agonia eterna. Alem disso cinco luas surgiram misteriosamente na órbita do Mundo.

A morte do imperador fez com que os dragões lutassem uns contra os outros, permitindo que as raças mortais vencessem a guerra, rompendo assim as amarras planares entre as várias centenas de mundos.

O sacrifício dos heróis não fora em vão, seus feitos se tornaram lendas, seus corpos pereceram, mas seus espíritos eram imortais, e mesmo estilhaçados em agonia infinita, foram capazes de sobrepujar a dor com as preces daqueles que inspiraram, conseguindo transcenderam e se tornar verdadeiros deuses, guiando as futuras gerações de heróis que continuaram a grande guerra contra o mal que ainda resta do império e de novos que estavam por vir.

Com o fim do dragão deus veio o fim do império de mil mundos, assim como o fim de muitos e muitos portais Krestian, perdidos nas ruínas da guerra. Restaram apenas cinco portais ativamente conhecidos em Heöe, controlados pelos reinos onde se encontram.

Com o tempo foi descoberto que as cinco luas na verdade eram outros mundos, que foram dominados pelos dragões e agora estavam permanentemente “ligadas” a Heöe. Através da utilização dos portais restantes, a guerra se espalhou para os outros mundos. No fim da primeira grande guerra os mundos celestes possuíam uma importância tão grande quanto os grandes reinos de Heöe.

Os Mundos celestes e Heöe

Os mundos de guerras dracônicas possuem características marcantes em seus povos, raças e ambientes. Cada um deles é observado como uma lua, fazendo com que os habitantes de Heöe adquirissem um desejo especial de visitá-los. Isso gerou um comércio e turismo entre os mundos que mudou a consciência do povo, que antes possuía uma cultura medieval, agora se tornando uma civilização mais sonhadora e imaginativa como na renascença.

É sob a luz dos dois Sois de Heöe, Nesil, uma grande estrela amarela, e Solune, uma distante estrela azul, que aventureiros, comerciantes, nobres e exércitos viajam através dos portais Krestians, para tornar real o sonho de tocar aquilo que observam no céu todos os dias, e viver aventuras que outros viajantes contam sobre as maravilhas dos cinco mundos celestes, cada um com suas peculiaridades e raças exóticas.

O maior mundo celestial é Tagos, com uma superfície esmagadora imprópria para longos períodos de permanência, mas em contra partida possuí incríveis ilhas flutuantes onde se estabeleceu a grande variedade de formas de vida e suas civilizações, característica que atiça a imaginação de todos os povos. Apesar de beleza espetacular os maiores interesses nele são assuntos militares com os Terhanios, raça insetóide que teve grande participação na primeira grande guerra;

Ecatos, o mais estranho dos mundos celestes, onde os dias são extremamente longos e todas as noites são eclipses com Heöe. Possui uma face sombria que nunca é banhada por Nesil, o sol principal, e esconde segredos inimagináveis. É nesse mundo de luz e trevas que vivem os estranhos Sibiam, raça de seres simbiônticos que se fundem corpo e mente de seu hospedeiro, e dificilmente abandonam essa parceria;

No mundo vulcânico de Zammis, a imortalidade dos Heron é mantida pelas câmeras divinas dos templos Kilian, alimentados pelos enormes vulcões que expelem labaredas colossais de puro fogo elemental espalhados por todo o mundo, mas apenas os indivíduos de maior prestígio dessa raça podem renascer após a morte em novos corpos, segredo cobiçado por todos que ouvem falar sobre essa lenda;

Em intermináveis guerras entre suas diversas linhagens, os réptilianos Vanishs, fortificam as centenas de ilhas que formam o mundo celeste de Vanishar. Isolados por pelos mares que formam Daemor, o oceano sombrio, o povo desse mundo fortifica as suas preciosas ilhas combatendo uns aos outros e as abomináveis criaturas das profundezas de Daemor;

Nas forjas de Ecaron, um mundo rochoso, pode-se escutar o tilintar incessante de martelos e bigornas de dentro de incríveis fortalezas construídas sob minas onde o metal chamado de “Aço Titânico” pode ser extraído. Os Gondreds são os senhores desse mundo, raça de humanóides grandes e robustos de feições mais próximas de uma rocha do que um humano, e forjam suas pesadas armas contra hordas de bestas selvagens que os ameaçam dês de antes de sua civilização.

É nesses cinco mundos e em Heöe que aventuras em busca dos segredos de um império em ruínas acontecem, batalhas por segredos antigos são travadas, formando um palco de guerras intermináveis, onde lords dragões buscam recriar o império, e os povos lutam uns contra o outro, pelo poder e riquezas. Enquanto as forças aliadas permanecem em guarda contra o mal ainda restante.

Viagens entre os Mundos

Apesar do desejo de viajar entre os mundos, a passagem entre os portais não é simples, e exige meios de garantir a segurança e integridade dos viajantes. Existem diversos meios de resolver o problema, mas nenhum é barato e simples. A utilização de magias é um dos mais usados, mas limitados pelo poder dos magos e feiticeiros a disposição. A utilização de criaturas fantásticas, capazes de voar é o método mais procurado, e dependendo das criaturas podem levar entre meia dúzia de pessoas até centenas de viajantes.

No inicio da guerra dracônica a necessidade de combater os dragões no céu de Heöe gerou diversas maneiras de transportes aéreos. Quando o furor das primeiras batalhas acabou, e certa estabilidade foi conseguida, a utilização desses transportes serviu para manter a paz e principalmente para viajar entre os mundos, permitindo um bom aceso para os mais abastados viajarem em segurança oferecida pelos mais corajosos.

Entre as formas mais utilizadas para se viajar entre os mundos está a utilização dos enigmáticos e poderosos Titanides. Eles são seres parecidos com baleias de aspectos bizarros e com tamanhos variados, aparentemente de baixa inteligência. Eles carregam plataformas similares a barcos, os tornado adequado para transportes de passageiros e até utilização em batalhas como navios de guerra. Alguns relatos dizem que eles são muito mais sábios do que aparentam ser. A aquisição de tais seres não é simples, tornando sua visão sempre inesquecível.

 

Uma resposta para “Sobre Guerras Dracônicas”

  1. [...] de magos, caídos pó algum dos problemas que eu disse lá em baixo; um império dracônico, como no meu cenário – mesmo não sendo medieval; Um mundo tecnológico, como o mundo de Thundar, o Bárbaro!; e assim por diante. Diante desse [...]

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