34° Dia


…NO DIA ANTERIOR

Parti o mais cedo possível, enfrentado a escuridão parcial que o amanhecer me provia. O fusquinha era meu companheiro, junto com uma arma escondida estrategicamente nas costas, perto do rim, presa com esparadrapo, mas com aquele cuidado para o esparadrapo não bloquear o dedo do gatinho e dois galões de gasolina no banco de trás.

No banco de passageiro se encontrava o marcador de paintball, minha “arma” principal, uma arma de advertência, que me daria tempo para fugir em alguma necessidade, assim como os alimentos que poderia precisar.

Nesse momento já havíamos criado várias estratégias para aquecer até uma água, como improvisar uma chaleira próxima ao motor do carro para ferver-la. Bem não chegava a ferver muito bem, mas junto com a água do radiador podia colocar algo em banho maria, como água para cozinhar.

Felizmente as melhores expectativas foram mantidas, a estrada se mostrou relativamente livre, com os poucos acidentes bloqueando uma facha e nenhum bloqueando as duas. Assim como previsto em quatro horas e meia cheguei ao meu destino.

Infelizmente não podia falar a mesma coisa da cidade. Colunas de fumaça negra se erguiam pelo vale circular onde jazia morta a outrora cidade do sal e do sol. A região do oeste do estado antes mesmo do caos era considerada bastante violenta, e os sinais indicavam quem ali ampliaram seu comando.

 Decidi não entrar na cidade com o carro, e escondi o carro em uma matagal qualquer, onde ninguém procuraria, e para o caso de alguém encontrar desconectei algumas das fiações impedindo que ele voltasse a funcionar facilmente.

O próximo passo que segui foi me disfarçar completamente, me sujando para parecer o mais maltrapilho possível evitando que alguém achasse que eu teria alguma coisa de valor.

Também escolhi a rota mais distante da cidade para seguir a pé, o que me custou mais três horas de caminhada no calor causticante da cidade. No caminhou decidi verificar uma coisa adicional: o que é que tinha acontecido com a maior empresa do Brasil?

A empresa parecia morta, mas de perto percebia-se que seus portões estavam trancados e bem vigiados. Tentei conversar com os guardas mais detalhes, dizendo que era de uma cidade distante, mas não obtive muitas respostas, provavelmente por causa de meu disfarce.

Chegando no meu objetivo encontrei quem procurava, meu Pai. Ele era um agrônomo formado, e por mais que a muito tempo não plantasse nada, pois trabalhava com problemas agrários envolvendo petróleo,  sua memória era boa e provavelmente possuía um bom conhecimento de como e do que plantar o que precisássemos da forma antiga.

O resto do dia foi de muito descanso e conversa, que infelizmente pouco esclareceu sobre a situação ao qual todos encontrávamos.

 

CONTINUA…

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