Capitulo 6 – Um Novo Planeta (Parte 3)


Hoje é véspera de carnaval, e a conexão da internet é bem baixa, por isso fica ai o conto, mas sem imagens. Até próxima semana.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 6: Um Novo Planeta (Parte 3)

Fora isso não parecia haver mais nada na região, e sabia que nunca iria anoitecer ou conseguir apagar a iluminação como se apagava a luz de minhas acomodações na nave Fermi. Depois de tudo que passei, precisava dormir. O melhor canto ainda era o interior da nave, que ainda não estava congelado.

Acordei, realmente estava cansado, pois havia dormido muito, não sei quanto tempo, mas não dormi tão bem, tive sonhos estranhos, sonhos alienígenas, era estranho. Pela primeira vez dormi fora da nave Fermi, pela primeira vez dormi em um planeta.

Sai da nave Columbiad, nada parecia ter mudado, não que isso importasse para mim, mas gostava de saber que se quisesse poderia entrar na sala de simulação e viver um pouco como na terra, passando alguns dias sob um céu azul, e o Sol correndo por ele até se esconder, e depois mostrar as estrelas e no outro dia ver o Sol se por. Quando era criança, minha mãe costumava me levar mais para o simulador, mas depois que ela se foi parei mais de ir, era triste não tê-la por perto. Agora sentia falta dela, e falta de poder voltar no simulador.

A nave Columbiad estava ocupada com grande quantidade de equipamentos de exploração, infelizmente poucos eram analógicos e não precisavam de eletricidade, os únicos que funcionariam no planeta. Peguei binóculos normais, uma corda de alguns metros, ganchos, uma ferramenta multi-propósito, alguns bastões luminescentes de emergência, e a espada de mono filamento, é claro. Agora estava pronto para caminhar e explorar o planeta.

 Se quisesse sobreviver teria que ir para partes mais quentes do planeta, e também descobrir se essas plantas púrpuras eram comestíveis ou davam algum fruto. Antes de partir protegi a nave com o pára-quedas, que também poderia ajudar a camuflagem caso algum alienígena hostil surgisse.

Foi assim que comecei minha jornada.

Caminhei por horas, a medida que seguia para a parte mais quente do planeta, as chuvas iam aumentando, esperava apenas que não acontecesse outra geada. Mas pelo menos a água parecia ser potável, não arriscaria antes da água de meu cantil acabar.

CONTINUA…

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