Hoje publicamos mais uma parte desse grande conto a tempo! Sem mais delongas, boa leitura!
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Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.
Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 4)
No inicio nada, apenas a sombra da nuvem na nave, mas logo percebi um impacto no pára-brisa da nave, era água, mas congelada, pequenas pedras de gelo começavam a atingir a fuselagem da Columbiad.
Com os impactos do gelo a velocidade caia vertiginosamente, a altitude idem, não tinha mais nenhuma solução para o problema, e começava a me preparar para um pouso forçado. Tentei ver qualquer local mais plano para o pouso, mas a luminosidade era quase nula.
Levantei o bico da nave, e puxei o trem de pouso manual, a alavanca não respondia aos meus comandos, estava travada por alguma coisa, apliquei toda a força que pude e nada. Era possível que a temperatura baixa da região tenha congelado a parte inferior da nave, impedindo a abertura da porta. A sorte não estava mais do meu lado.
Tentei segurar o máximo a nave, impedindo que a altitude caísse vertiginosamente, e diminuindo a velocidade lentamente, esperava conseguir observar um local apropriado antes da queda definitiva.
O céu se abriu um pouco mais a luz da estrela brilhava em minha frente em uma estranha tonalidade refratada pela atmosfera. Agora podia ver a geografia em mais detalhes, e percebi um enorme plano coberto por estranhas estruturas púrpuras alinhadas todas em uma mesma direção. Seria a vegetação predominante desse planeta?
Mesmo com as estranhas estruturas elas não deveriam ser rígidas a ponto de destruir a nave, talvez até ajudassem no pouso. Preparei, puxei a alavanca do flap e levantei um pouco o bico da nave, isso foi reduzindo a velocidade a medida que se aproximava do solo.
Comecei a sentir varias pacandas consecutivas no casco, deveriam ser o contato com das estruturas mais elevadas, o que indicava que eram menos macias do que pensei. Era a hora do impacto. Prendi os controles e deixei que a nave caísse por si mesma.
“Crash!”
Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.
CONTINUA…



















