Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 4)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 23, 2012 by rsemente

Hoje publicamos mais uma parte desse grande conto a tempo! Sem mais delongas, boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 4)

No inicio nada, apenas a sombra da nuvem na nave, mas logo percebi um impacto no pára-brisa da nave, era água, mas congelada, pequenas pedras de gelo começavam a atingir a fuselagem da Columbiad.
Com os impactos do gelo a velocidade caia vertiginosamente, a altitude idem, não tinha mais nenhuma solução para o problema, e começava a me preparar para um pouso forçado. Tentei ver qualquer local mais plano para o pouso, mas a luminosidade era quase nula.
Levantei o bico da nave, e puxei o trem de pouso manual, a alavanca não respondia aos meus comandos, estava travada por alguma coisa, apliquei toda a força que pude e nada. Era possível que a temperatura baixa da região tenha congelado a parte inferior da nave, impedindo a abertura da porta. A sorte não estava mais do meu lado.
Tentei segurar o máximo a nave, impedindo que a altitude caísse vertiginosamente, e diminuindo a velocidade lentamente, esperava conseguir observar um local apropriado antes da queda definitiva.
O céu se abriu um pouco mais a luz da estrela brilhava em minha frente em uma estranha tonalidade refratada pela atmosfera. Agora podia ver a geografia em mais detalhes, e percebi um enorme plano coberto por estranhas estruturas púrpuras alinhadas todas em uma mesma direção. Seria a vegetação predominante desse planeta?
Mesmo com as estranhas estruturas elas não deveriam ser rígidas a ponto de destruir a nave, talvez até ajudassem no pouso. Preparei, puxei a alavanca do flap e levantei um pouco o bico da nave, isso foi reduzindo a velocidade a medida que se aproximava do solo.
Comecei a sentir varias pacandas consecutivas no casco, deveriam ser o contato com das estruturas mais elevadas, o que indicava que eram menos macias do que pensei. Era a hora do impacto. Prendi os controles e deixei que a nave caísse por si mesma.
“Crash!”
Um grande estrondo se fez, seguido por outros menores, estava no chão, a nave ainda se arrastava tropelosamente, a velocidade ainda era enorme, e tinha que impedir que se destruísse totalmente, tinha que abrir o pára-quedas de freio para reduzir a velocidade. Mas agora será que abriria? Não tinha mais tempo para pensar, puxei a alavanca e torci para funcionar.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 3)

Posted in contos with tags , , on Janeiro 16, 2012 by rsemente

Finalmente, primeiro post do ano. É pessoal, depois das festas, veio uma viagem de trabalho e por isso apenas hoje pude estar aqui com vocês. Mas tudo está indo muit bem, e espeoro conseguir realizar mais um plano para ser executado em fevereiro.

Feliz 2012 e boa leitura.

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… ANTERIORMENTE

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 3)

Nunca tinha visto nada tão grande e extenso assim. O espaço era enorme, amplo e dava uma sensação de liberdade, mas era como um vazio, sem profundidade e sem calor, no espaço nada era mais acolhedor que o chão da nave, e o horizonte, mesmo gigantesco e opressor, e apenas como uma visão da superfície sólida do planeta já me fez um sentimento de acolhimento, apesar de naquele momento achar que estaria preso em apenas duas dimensões.
Deixei de devaneios, e percebi que tinha conseguido estabilizar em uma rota mais segura para voltar a cair cada vez mais próximo da zona terminal, onde teria certeza de sobreviver ao clima do planeta com o céu iluminado por uma perpetua imutabilidade na posição da estrela e sua luz vermelha.
A atmosfera parecia um pouco mais densa do que a atmosfera simulada no interior da nave Fermi, que imitava a da Terra, isso ajudaria a nave se sustentar melhor. Mesmo assim a velocidade caia perigosamente, o ar mais denso causava ainda mais atrito, e tinha que fazer algo para impedir isso.
O ultimo recurso era ativar um foguete químico, acionado manualmente, ele só queimaria por alguns minutos, mas teria que ser suficiente para adquirir força para voar um pouco mais para não cair diretamente no gelo, causando um impacto com força suficiente para destruição completa da nave.
Esperei um pouco para a nave atingir a velocidade mínima de flutuação e ativei o foguete. Nunca pensei que precisaria ativá-lo, e nunca tinha feito em simulador sob estas circunstancias, apenas em situações padrões como decolagens e aceleração extra. Senti a força dele sendo ativado, empurrando a nave em pelo menos 3Gs.


Mas deu certo, depois da aceleração inicial, a nave agora acelerava mais devagar, e depois continuou mantendo uma velocidade que me permitia baixa-lá até uma altitude segura para o pouso, e mais ainda, até uma zona com temperatura menos petrificante.
Baixei a altitude com bastante calma até alguns poucos quilômetros de altitude, o horizonte mostrava-se cada vez maior, mas o terreno se mostrava cada vez mais acidentado, tinha que pousar antes que se tornasse inadequado para o pouso.
Algumas nuvens também ameaçavam as manobras, caso uma delas estivesse no caminho poderia reduzir perigosamente minha velocidade e derrubar a nave.
Mas já era tarde demais, uma grande nuvem estava no meu caminho, mas percebi uma perigosa mancha em baixo da mesma até o chão. Deveria ser alguma precipitação atmosférica, deveria ser uma chuva.
Preferi arriscar e entrar na chuva, do que entrar na nuvem, na verdade não tinha nenhuma idéia de como a nave comportaria, mas tinha que escolher uma das duas.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 2)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 26, 2011 by rsemente

E depois de um grande Natal, nos veremos agora só no proximo ano, então um feliz ano novo a todos e que no proximo ano o Blog volte com força total!!!

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… ANTERIORMENTE

A velocidade subia vertiginosamente, não possuía muitos instrumentos para me guiar, se não alguns giroscópios e acelerômetros mecânicos. Agradeço pelo engenheiro que teve a prudência de mantê-los em uma nave tão moderna.

Fiz ajustes para deixar os ângulos mais certos possíveis na reentrada, dentro do possível. Meu objetivo não era mais manter a nave intacta, mas apenas sobreviver.

Os Filhos de Gliese - Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 1

Eu comecei a sentir o calor da reentrada, novamente outra sensação que nunca tinha sentido com tanta intensidade. Os controles não queriam obedecer meus comandos, mas consegui controlá-los com pulso forte, esperava que eles pelo menos não se partissem com tanta tensão.

O céu começou a escurecer, estava caindo para o lado da zona escura do planeta, o que me preocupava, pois se não morresse da queda poderia morrer congelado pelo frio. Pelo menos isso poderia me fornecer boas condições atmosféricas e planícies de gelo para um pouso mais suave.

Então comecei a sentir a nave desacelerar, o calor começou a invadir a nave, mas a tendência seria se dissipar na atmosfera, parecia que tinha conseguido passar pela parte mais difícil do pouso.

Tentei ajustar a posição da nave, com os flaps e amortecedores de ar, para que a aerodinâmica de suas asas criasse a sustentação necessária para um pouso mais suave. Não sabia ao certo se a nave se comportaria bem como um planador, mas com a velocidade ainda um pouco alta tinha uma chance.

Aos poucos a nave foi se resfriando, e poderia manobrar com mais cuidado, sem a dilatação dos cabos, e sem medo de algum se partir devido a força e calor da reentrada.

Não podia continuar na rota que estava seguindo, adentrado cada vez mais a zona escura do planeta, e tinha que fazê-lo antes que os próprios controles fossem congelados com o frio que iria afligir toda a estrutura da nave.

Puxei um dos flaps em uma direção mais que o outro, a nave se inclinou levemente, e com esse movimento consegui ver pela primeira vez a parte da superfície do planeta, um horizonte vastamente preenchido por uma faixa iluminada e fantasmagórica, que ia do laranja escuro passando por um vermelho escuro até um hipnotizante púrpura.

Suas nuvens rápidas faziam minha mente fervilhar, eram como se estivessem vivas, alongadas, formando prismas que espalhava durante seu longo percurso uma miríades de tonalidades no céu e no relevo, onde um pesado oceano fervilhava no distante horizonte.

CONTINUA…

Capitulo 5 – Aterrissagem Forçada (Parte 1)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 19, 2011 by rsemente

Bom dia pacientes e queridos leitores dos pergaminhos dourados, hoje inicia-se mais um capitulo dessa história, e garanto que daqui para frente as coisas vão mudar, quase que como esse fosse o fim do Livro 1.

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Os Filhos de Gliese – Capitulo 5: Aterrissagem Forçada (Parte 1)

“Este é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”

Neil Armstrong, 20 de julho de 1969.

De onde estava pude ver alguns pontos interessantes: A nave Drake ainda tomava boa parte da visão, mas ia diminuindo a cada segundo, o Planeta Gliese 581g estava bem abaixo de mim, mas era tão grande que conseguia ver seu horizonte na parte de baixo da janela. A pequena estrela brilhava em um vermelho forte, e seu brilho ainda me impressionava, muito maior do que qualquer coisa que tinha visto anteriormente, imaginei por breves instantes como seria o Sol, com sua luz dez vezes mais potente.

Podia observar também o distante ponto que era a nave Fermi, minha casa, meu lar, agora estava praticamente inalcançável, e dificilmente a veria novamente. Outros pontos eram perceptíveis, como outros planetas gigantes, que brilhavam de formas magníficas como estrelas.

Concentrei-me para realizar pequenos ajustes na posição da nave para poder pousar em segurança, para que não morresse carbonizado em uma reentrada inadequada, ou esmagado em uma aterrissagem mal sucedida.

Liberei os compartimentos selados dos controles manuais analógicos, prontos para serem puxados. Alguns controlavam através de pequenos diafragmas mecânicos, conseguiam abrir e fechar válvulas de gás que permitem a nave corrigir sua trajetória no espaço, outros controles conseguiam mover diretamente alguns flaps e amortecedores de ar da nave a única medida que possuía para controlar a nave durante a reentrada.

A velocidade subia vertiginosamente, não possuía muitos instrumentos para me guiar, se não alguns giroscópios e acelerômetros mecânicos. Agradeço pelo engenheiro que teve a prudência de mantê-los em uma nave tão moderna.

Fiz ajustes para deixar os ângulos mais certos possíveis na reentrada, dentro do possível. Meu objetivo não era mais manter a nave intacta, mas apenas sobreviver.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte Final)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 12, 2011 by rsemente

Chegamos no final de mais um capitulo!!! E com isso vejam na integra um PDF com todo capitulo 3 (para quem não lê parte por parte essa é a melhor opção). Para quem já leu o capitulo 3 aqui no blog ele foi alterado em vários lugares. Então boa leitura a todos.

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- Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte Final)

Parecia que não tinha tempo de fugir, mas desistir sem tentar é apenas desistir, então tive que correr com toda minhas forças e tentar chegar na Columbiad, e talvez consigir fugir da ação desse pulso eletromagnético.

Passei de novo pelas exóticas plantas espaciais, percorri os corredores em micro-gravidade, passei pela entrada da nave e ativei o sistema de proteção contra radiação da Comlumbiad, que é praticamente o desligamento de todos os circuitos, para impedir descargas que causem curto circuito. Ainda tinha um pouco de tempo e com ele soldei a porta que arrombei no casco da Drake, corri para a cabine de pilotagem da Columbiad, e quando sentei, senti a descarga eletromagnética e quando olhei para a janela vi uma miríade de luzes partindo da ionização de poeira espacial pelo campo magnético do planeta.

Os efeitos diretamente em meu corpo foram quase nulos, principalmente por estar dentro da blindagem, mas logo de cara toda a energia da blindagem acabou, junto com a energia do maçarico elétrico para impedir que a nave Drake sofra descompressão, e percebo que alguns sistemas da Comlumbiad foram seriamente afetados, e era provável que ela não conseguisse mais reativar seus sistemas eletrônicos sem reparos adequados.

Nesse momento tive que pilotar a nave usando os sistemas de controle mecânicos, e precisei chegar a Fermi antes que o suprimento de ar acabe. Desci até a passagem da nave, e inicio a desconexão da nave Drake de forma manual, quando desconectei a Columbiad, sinti que algo saiu errado, algum gás se encontrava pressurizado no espaço entre as naves ou algo ainda pior pode ter acontecido, eu posso ter soldado de forma errada, e alguma brecha podia ter lançado um jato de ar na Columbiad.

Em todo o caso a nave foi empurrada e estava em constante e descontrolado movimento. Rezei para que não tivesse sido jogado em direção a Gliese 581g, a ponto de ser capturado pela gravidade do planeta.

Retornei para a cabine para descobrir o pior, estava sim entrando no campo gravitacional do planeta, e com os sistemas desligados não tinha como ativar o motor para fugir da reentrada.

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 10)

Posted in contos with tags , , on Dezembro 5, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

O computador ativa uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tento o comando de voz para ver se está ativado.

- Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 10)

“Ultima leitura realizada em um milhão, e sessenta e sete mil e noventa e sete dias terrestres. Contava com uma tripulação abordo de 231 pessoas abordo, antes do sistema de vida cessar a comunicação”

- Computador repta de novo a quanto tempo está desativado?

“O clock de contagem de desligamento do sistema indica tempo decorrido de um milhão, e sessenta e oito mil, e cinco dias terrestres sem ativação do sistema.”

- Computador, checar por falhas no sistema de contagem de tempo – o tempo era enorme, muito mais tempo do que realmente a nave tinha passado, será que o buraco de minhoca artificial gerou algum tipo de prisão temporal, algo inverso ao efeito de dilatação do tempo, e os prenderam por tanto tempo?

“Falha não detectada”

- Computador, pode ativar o sistema de inteligência artificial Drake?

“Impossível, fonte de energia escassa”

- Quais os últimos reportes de missão após a chegada no destino?

“Missão bem sucedida, destino alcançado. Reiniciando pane geral após passagem na singularidade. Sistema reiniciado com sucesso em 1 hora. Detecção de radiação eletromagnética em 3 horas e 14 minutos após re-inicialização. Segunda pane geral inicializada, sistemas não operantes. Desligamento do sistema de emergência em 2 horas.”

- Computador, qual a fonte da radiação eletromagnética?

“Interação de campo eletromagnética pulsante de alta freqüência e baixo alcance, a cada 4 horas.”

- Computador, quando deverá ocorrer o próximo evento?

“Próximo evento em 17 minutos.”

Nesse momento percebi em que estava me metendo. Como não fui capaz de perceber isso? Será que o campo magnético padrão do planeta realmente conseguiu ofuscar a pequena variação de alta freqüência? O planeta era uma verdadeira bomba eletromagnética e eu não percebi!

- Computador, quanto tempo durará a descarga?

“Descarga durará por tempo indeterminado, dados insuficientes, desligamento do sistema em 30 minutos antes de detectar encerramento dos efeitos eletromagnéticos”

CONTINUA…

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 9)

Posted in contos with tags , , on Novembro 30, 2011 by rsemente

Infelizmente atrasei mais uma vez, mas como tive que viajar na segunda e ontem ainda estava cançado não deu. Desculpem-me e tenham uma boa leitura!

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Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 9)

Quando a abri a resposta foi mais do que impressionante. Uma enorme floresta formada por estranhas plantas crescia de forma desordenada por toda a esfera, crescendo em todas as direções e uma sobre a outra, absorvendo luz da estrela pelas poucas janelas da esfera.

Quanto tempo elas levaram para ocupar toda a área interna da esfera? As plantas deviam formar um ecossistema relativamente sustentável e habitável, se não fosse a extrema diferença de temperatura espacial. Será que elas eram umas das criações de minha mãe?

Felizmente um mapa de toda a esfera indicava para onde deveria seguir para encontrar a central de comando. Comecei a abrir caminho por entre a exótica vegetação, que quase tornavam impossível a passagem até meu objetivo, se não fosse a armadura demoraria horas para chegar em algum canto.

Arranquei vinhas por vinhas da teia de planta formada entre as passagens, rasgando suas raízes de superfícies enferrujadas pela ação do vegetal. Parecia haver, não décadas, mas séculos de deterioração aqui, sob a ação dessas plantas.

Minhas esperanças eram de alguém ter sobrevivido com essa vegetação, mas não encontro nenhum sinal de ocupação

Finalmente, com a ajuda de minha espada de mono filamento, cheguei ao prédio de controle central. Um prédio situado na base de uma das colunas radias da esfera, que sustentam em seu topo, o centro da esfera, um gerador de fusão que iluminava toda a esfera.

O prédio se encontrava bem conservado, o ambiente fechado impedira o crescimento das plantas em seu interior. Avançei sem problemas, e chegando na sala de controle.

Aquele ambiente parecia intocável, cadeiras vazias, telas de computadores sem nenhum arranhão, o projetor holográfico no centro estava desligado, mas imagino que poderia ligar se tivesse alguma fonte de energia.

Tentei acessar algum dos sistemas, conectando a força na armadura no computador principal.

- Eureca! – gritei entusiasmado com o que aconteceu, o sistema começou a se reiniciar, não imaginei que a sala toda fosse estar intacta, ela toda era como uma grande caixa preta.

“Sistema de emergência reativado”

O computador ativou uma mensagem de segurança, percebendo sua desconexão com o resto da nave. Tentei usar o comando de voz para ver se está ativado.

- Computador, qual a ultima leitura de vida abordo?

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Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 8)

Posted in contos with tags , , on Novembro 24, 2011 by rsemente

Antes de qualquer coisa: Desculpem-me! dessa vez o atrazo foi bem grande, mas isso se deve a dois fatores: aqui em natal foi feriado na segunda feira e voltei a dar aulas na quarta, então fiquei sobrecarregado. Mas como sempre o velho ditado diz: antes tarde do que nuca, aqui vai mais uma parte desse conto de ficção cinetífica.

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… ANTERIORMENTE

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 8

Com as luzes do meu traje prossegui, seguindo em direção a esfera habitacional, se algo estava vivo seria lá, e também lá deveria possuir uma estação de controle onde poderia retirar minhas dúvidas.

Antes de chegar no centro da nave todas as portas se encontravam fechadas, não parecia haver nenhum mantimento abordo, computadores não ligavam. Analisei alguns circuitos para tentar acessar algum dado, capacitores estavam estourados, e circuitos de acoplamento magnéticos queimados. A única pista que teria seria em algum computador completamente selado contra radiação, a caixa preta da nave.

No percurso encontrei uma sala que me chamou a atenção, era a sala de Criogenia. Será que alguém poderia ainda estar congelado aqui? Será que ainda estariam em conservação? A final a temperatura e o uso de nano tecnologia poderiam mantê-los em um estado criogênico por décadas, séculos ou até milênios.

A utilização dessas câmeras provavelmente seria uma forma de manter alguém vivo caso a viagem demorasse mais tempo do que o esperado. Talvez fosse para manter algum tipo de animal, da terra, ou capturado pela missão.

Quando entrei na sala, vi vários contêineres de criogenia, não chegam a ser centenas, mas algumas dezenas. Aproximei-me para ver o que encerra dentro de cada um, e para minha surpresa eram humanos. Provavelmente não era a tripulação original, afinal na sala tem muito menos homens que a tripulação.

Parece que o sistema os armazenou bem, não era possível identificar os sinais vitais, mas a sala permanecia em uma temperatura baixa o suficiente para mantê-los “vivos”, e pela aparência as nano-máquinas ainda faziam seu trabalho de manutenção e armazenamento de informação. Provavelmente a natureza molecular das mesmas não foi afetada pelos pulsos eletromagnéticos.

Infelizmente não possuía recursos no momento para descongelar nenhum dos homens, e possivelmente o computador de controle de descongelamento esteja queimado. Na volta poderia levar um dos corpos e descongelá-lo, pois a Fermi tinha os recursos necessários.

Continuei minha investigação, agora só faltava mais uma porta para chegar no centro da nave. O que poderia ter atrás dela?

CONTINUA…

Thundercats 2011 Episódio 9

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , on Novembro 17, 2011 by rsemente

Esse episódio foi bem legal, e nele que vemos pela primeira vez a equipe clássica com seus equipamentos (exceto por duas coisinhas), e finalmente um dos personagens secundários mais legais, principalmente para as crianças: Os Berbils.

Nessa versão os Berbils são quase iguais ao original, com a diferença que agora possuem formas mais variadas (gordos, magros, achatados…) e podem fazer uma coisa bem legal.

A trama de seu surgimento é levemente diferente da original, mas os inimigos que eles enfrentam na serie original estão lá rapidamente, servindo apenas para alimentar levemente a nostalgia, um dos grandes acertos desse desenho.

A partir daqui para quem não quiser ter alguns leves espólios pode deixar de lado e vá assistir os gatos trovões agora!!!

SPOILERS

Os grandes pontos desse episódio (fora a primeira aparição dos Berbils), e o combate com o Thundertank e a nova habilidade de rolamento dos Berbils.

O Thundertank agora finalmente foi concertado pelos Berbils e mostra grande poder em combate contra um grande caminhão escravista. Ele também mostra uma nova habilidade, suas garras podem ser lançadas a longas distancias para ataque e agarrar (não lembro disso na série original, só que elas se estendiam um pouco).

Quanto aos berbils agora eles são mestres da mecânica intuitiva (se eles faziam parte dos escravos de Mumm-ra ou são do terceiro mundo não fica claro). Também possuem habilidade de rolar, que os tornam rápidos como um veiculo, mas como ainda continuam pacifistas convictos eles acabam sendo imprestáveis em combate (mas nada que não possa ser modificado para usar em RPG :) ).

Agora só mais um detalhe é o felino branco e gigante deve ser o Snowmeaow (é assim?) o tigre do Homem das Neves, espero vê-lo em um futuro próximo, ele já era legal naquela época, imagine com um visual renovado e mais radical!

Thundercats 2011 Episódio 8

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , on Novembro 16, 2011 by rsemente

O Duelista e O Andarilho é um episódio filer, termo usado lá na gringa para descrever aqueles episódios para encher lingüiça, mas que nem por isso é um episódio ruim. Antes de continuar tenho que dizer que não tem muitos spoilers nessa resenha, até mesmo por ser um filler.

 na verdade é um episódio que homenageia um clássico desenho que homenageia vários grandes filmes japoneses e histórias da própria cultura japonesa. Por isso vamos começar a história com um pouco de cultura popular. E até uma leve referencia a WoW (eu acho).

A primeira grande homenagem é Usagi Yogimbu, um quadrinho japonês que nunca virou animação pra valer (até onde eu saiba), a não ser em uma grande participação no desenho das tartarugas ninjas da década passada. Praticamente é a história de um espadachim guarda costas do Japão feudal, com a única e grande diferença que todos os habitantes são seres antropomórficos, bem ao estilo Kung-fu Panda, fonte que o novo Thundercats vem bebendo com força, e principalmente este episódio.

O Duelista

Nesse episódio começamos a ver na prática o despertar do lado cientista de Tigra, já apontado levemente em episódios anteriores, mas que dessa vez fica bem evidente, apensar de não obter sucesso em sua ciência.

E então pulamos para Lion-O que continua sendo a estrela principal do desenho. Ele está em busca de novos mantimentos, e para isso encontra uma cidade com uma muralha feita de armas!

Lá ele encontra um andarilho, ou no inglês drifter, que lá tem um sentido de errante, ou um objeto que fica a mercê da água ou do vento, ou uma pessoa que vaga sem rumo pelo mundo.

 Após ajudar o andarilho e receber um conselho em troca, ele entra na cidade e após uma pequena tarefa ele consegue o que quer, mas por arrogância ele aceita um desafio e caso perdesse daria a espada justiceira, e novamente por arrogância ele perde a espada.

Então o andarilho forja uma espada para ele (e mais um flashback), e agora com mais humildade e escutando o conselho do andarilho ele consegue derrotar seu oponente.

Praticamente nesse episódio é bem interessante para quem gosta dessas histórias de samurais, cheias de viajantes, tipos esquisitos e duelo de espada. A lição de moral é bem legal, fala sobre arrogância, super confiança e não subestimar os inimigos.

No final é um grande episódio, mas com pouca relevância para a história, talvez possamos ver em um futuro episódios alguns desses personagens interessantes que foram apresentados.

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 7)

Posted in contos with tags , , on Novembro 14, 2011 by rsemente

Ufa! por pouco não sai a tempo. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 7)

A sensação era estranha, era como se tivesse finalmente livre, e ainda mais sozinho. Ao mesmo tempo uma sensação de claustrofobia ia crescendo, isso por que sabia que agora não tinha muitos cantos para ir. Estava livre e preso ao mesmo tempo.

Controlei minhas emoções e ativei os sistemas de navegação. Agora definitivamente estava no controle de uma nave, sem nenhuma inteligência artificial controlando 100% de toda a minha vida. Na verdade Columbiad possuía um sistema de navegação inteligente, mas era apenas um escravo do piloto. Eu estava completamente no comando.

Após algumas manobras de orientação, ativei o sistema de propulsão VASIMR, e segui diretamente para a orbita do planeta Gliese 581g, para trajetória de abordagem da grande nave Drake.

 …

 A columbiad navegou perfeitamente os milhares de quilômetros entre Fermi e Drake, poucos em termos espaciais, desacelerando suavemente próximo a nave destino. Agora manobrava com cuidado para fazer uma ancoragem na doca de forma forçada, sem nenhuma ajuda da nave maior.

Nesse momento a palavra certa era calma, esperar para ajustes a cada segundo, corrigir imperfeições, parar e reiniciar a atracagem, levou tempo, mas consegui realizar o procedimento com sucesso.

Agora teria que arrombar a porta de segurança da doca, visto que a mesma não poderia ser aberta pela nave Columbiad. Realizei essa tarefa sem muito problema com lamina de mono filamento de minha espada e minha força combinada com a da armadura.

Do outro lado a atmosfera do interior de Drake parecia ainda em condições respiráveis, mas a temperatura indicada era de vários graus abaixo de zero, o que me congelaria ao contato com aquele ar, mesmo assim poderia utilizar o traje para esquentá-lo e assim poder respirar dentro da armadura em caso de acabar a reserva.

A armadura começou o processo de reposição do CO2 pelo ar da nave. Quando o ar chegou quase engasguei, conseguia respirar, mas tinha um odor sombrio e velho como poeira estelar, ele não era usado a anos, a nave parecia estar desativada a mais de 20 anos.

Os corredores estavam escuros, não consegui ver nenhum sinal de vida, e sentia na pele que ali realmente não parecia haver nada vivo. Será que alguma das criações de minha mãe poderia estar viva, mesmo com o ar congelado? Meus sentidos diziam que não, mas sabia que não podia descartar nenhuma possibilidade. Conectei a energia do traje com a iluminação do corredor e acendi, o que vi era uma claustrofobico e bagunçado corredor.

CONTINUA…

Thundercats 2011 Episódio 7

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags , on Novembro 8, 2011 by rsemente

Agora sim temos um episódio onde o flashbacks foram usados de forma magistral. É um episódio com bastante ação, que adiciona novos elementos a mitologia, de forma bem bacana e feita para suprir a falta que todos os grande plots da saga inicial foram resolvidos nos primeiros 6 episódios.

Antes de continuar temos que falar que essa resenha daqui pra frente é um grande SPOILER, e que só posso dizer o que já foi dito, com a adição de mais uma série de novas e grandes novidades, e vários easter eags que relembra vários desenhos dos anos 80. Ou seja, um ótimo, imperdível e importantíssimo episódio.

DAQUI PARA FRENTE COMEÇA OS SPOILERS!!!!

O inicio desse episódio apresenta os Thundercats descansando na Torre dos Presságios da batalha no episódio anterior, e Lion-O tentando desvendar o segredo do Livro dos Presságios, e ao descobrir ele começa uma viagem espiritual dentro do livro.

Isto acontece logo nos primeiros minutos, e faz com que este episódio seja praticamente um grande flashback, visto através dos olhos de Lion-O que interage com as memórias gravadas no livro dos presságios.

Ele encarna então o rei Leo, o primeiro grande Rei dos Thundercats, e deve reviver o que ele passou, e tomar as decisões certas se não o Livro dos Presságios o considerará indigno de ser o novo líder dos Thundercats e de ajudar-lo futuramete.

Logo de cara voltamos para para a cena do Flashback do episódio anterior, em uma grande nave mãe piramidal de Mumm-Ra, mas de um outro ponto de vista, confirmando que o “Leão” do episódio anterior era um ancestral de Lion-O, e na verdade o grande Rei Leo.

Inicialmente Lion-O se deixa levar pela situação, se passando por um leal servo de Mumm-Ra, vemos que um de seus generais é uma figura conhecida dos jovens nerds dos anos 80 (o que deixa a deixa para uma fusão dos Thundercats com outra grande série no futuro).

Leo então parte para organizar o exército de “Animais” de Mumm-Ra, composto por diversas raças antropomórficas, como os Lagartos, Chacais (mostrando a força e hora dos mesmos, diferente do comportamento covarde do Chacal da série antiga, um possível gancho com uma das sagas dos quadrinhos dos Thundercats da década passada), Macacos, Tyger Sharks (outra homenagem a outro desenho dos anos 80), abutres, e até elefantes.

Os animais então começam uma rebelião, e depois de aplacá-las, Lion-O prende os lideres da rebelião, um lagartão e um chacal, que logo se apresentam como amigos de Leo e revolucionários contra o despotismo de Mumm-Ra, agora ele sabe o que deve fazer.

Os revolucionários então apresentam a Leo/Lion-O a Espada Justiceira que acaba de ser forjada por thunderianos que lembram o Pantro e alguns outros Thundercats. Leo/Lion-O então recepciona a chegada da jóia de poder trazida após a conquista e após recebê-la coloca o cubo na Espada Justiceira e se torna o Olho de Thundera.

Leo/Lion-O então encontra Mumm-Ra e começa uma luta contra ele, que diz não haver chance, pois Mumm-Ra possui mais três jóias de poder!!! Mesmo assim Lion-O não arrega, e com um disparo da espada justiceira ele arranca outra jóia de poder de Mumm-Ra.

Mumm-Ra então avisa que Leo não tem chance, pois ele sabe como usar as jóias, e as usa para criar uma armadura negra gigante (que me lembrou muito uma espécie de vingador gigante). Depois de apanhar um pouco Lion-O percebe que também pode usar as outras jóias de Poder na garra, e assim o faz, criando uma armadura em formato de leão.

A luta continua no exterior da nave, e após voltar para nave Lion-O consegue remover as outras duas jóias e as encrava na garra, Mumm-Ra volta para sua forma decadente, e antes de ser preso ele amaldiçoa os Thundercats e entra em seu sarcófago (o que prova como é ridículo ele se tornar um tank, visto que ele se encontrava no interior de uma nave espacial, então deveria se transformar em uma nave).

A nave de Mumm-Ra cai no terceiro mundo, e Lion-O acorda, agora com a convicção de como derrotar Mumm-Ra: Pegar as outras jóias e unir as outras espécies.

Como viram é outro episódio sensacional. Com muita ação (as batalhas entre Leo e Mumm-Ra são fantásticas), muitas homenagens, e muita explicação, assim como a introdução de dois novos grandes plots.

Agora podemos ter um vislumbre de como Panthro escapou e conseguiu o ThunderTank (era na verdade uma tank do exército de Mumm-Ra), e remove o efeito “super-inventor” da maioria dos veículos thunderianos da série antiga.

Quanto as transformações elas são ao mesmo tempo legal e estúpidas, parece mais uma coisa pra vender bonecos, mas deixa uma sensação de nostalgia dos desenhos antigos como Tokusatsu, He-Man e outros.

Com isso o desenho agora está quase no mesmo rumo que o desenho da série antiga, e apresenta um rumo completamente novo do desenho, fazendo uma espécie de continuação da série antiga. Plots completamente inovadores, e não apenas uma recontagem dos mesmos plots da série antiga.

Agora sim estou completamente fisgado pela série, e agora apenas um episódio por semana parece pouco, e espero que seu sucesso crie novas séries spin-offs de outros desenhos antigos (como s Silver Hawks), sendo que dessa vez com uma qualidade similar a esta (principalmente nos roteiros), e não como foi as outras séries de menor qualidade da mesma produtora.

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 6)

Posted in contos with tags , , on Novembro 7, 2011 by rsemente

Chegando na reta final do dia, mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

DOWNLOAD CAPITULO 1
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… ANTERIORMENTE

- Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

- Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 6)

- Agora sobre você …Você era meu projeto secreto, não tinha intenção de telo assim, de forma tão anômala e no espaço, sozinho e sem uma mãe ou pai. Sinto muito por você, no momento dessa gravação você era apenas um bebê, agora você já deve ser um homem.

- Me perdoe filho, tome muito cuidado com qualquer missão, tente a todo custo voltar a terra, não desgaste sua vida em um mundo inóspito na infinitude do espaço, na solidão completa. Volte a terra e tenha filhos, se encontrar algum sobrevivente, cuidado, o que quer que tenha acontecido conosco pode ter acontecido com eles, eles podem ser perigosos. Em todo caso, resgate quem você puder, coloque-os nas câmeras de criogenia e volte para terra, não é seu dever completar essa missão.

- Cuidado meu filho, saiba que amei você até o ultimo momento, espero que um dia sua vida seja melhor que a que a que você viveu até agora, boa sorte, e que tenhas uma longa vida e prospera.

Antes mesmo dela terminar suas palavras eu já não a via mais, não agüentava, baixei a cabeça, virei, e escutei suas palavras, tentando não chorar, já havia chorado demais, já havia me recuperado, e já tinha voltado a chorar algumas vezes, mas agora não deveriam haver mais lágrimas, o futuro me aguardava.

Mesmo assim, percebi meus olhos molhados, e uma furtiva lágrima escapou, desgrudando de meu olho e flutuando em minha frente, até evaporar completamente.

Não sei quanto tempo havia ficado ali, não sabia quanto tempo a gravação terminara. Abri o portão, e flutuei pelo corredor, até a nave Columbiad, abri a porta de segurança, e entrei nela, escalei até a sala de pilotagem, e sentei, chequei os sistemas de vôo, não podia perder tempo, ela não deveria ser tratada como um lar, mais do que alguns dias e o ar e água dessa nave acabariam e ela se tornaria meu sarcófago.

- Fermi, solicitando desengate da nave Comlumbiad.

- Desengate autorizado.

Com um clique de botão separei a nave comlumbiad da grande nave que tinha sido meu lar desde sempre. Era a primeira vez que nada material me ligava a Fermi, já realizei algumas missões extra-veiculares de reparo e treinamento, mas nunca completamente livre, sem nenhum tubo ou cabo de segurança.

CONTINUA…

Thundercats 2011 Episódio 6

Posted in Cinema, TV, e Vídeos, resenhas with tags on Novembro 1, 2011 by rsemente

Voltamos aqui com mais uma resenha de mais um episódio do remake dos Thundercats, a “Jornada para a Torre dos Presságios”. Fazendo uma retrospectiva das qualidades e defeitos da série e dos episódios temos:

História da mitologia completamente nova, mas com velhos elementos (Espada justiceira, livro dos presságios, Mumm-Ra…).

Temas e roteiros mais adultos, com causa e conseqüência menos óbvia, e implicações mais sérias nos comportamentos dos personagens.

Design moderno mas com elementos do antigo.

Os dois primeiros episódios tivemos a história da queda de Thundera, que agora é um reino já no terceiro mundo, e não um planeta. No terceiro episódio vemos uma aventura bem leve em um mar de areia e um navio aéreo de piratas peixes caçando um monstro titânico, que pouco relaciona com história dos episódios anteriores. No quarto episódio tivemos um belo conto de um pequeno povo planta, que lembra um pouco o filme “O estranho caso de Bejamin Buton”, e no final a chegada do Thunderiano mais caceteiro de todos (Quer saber, leia a resenha passada aqui). Tivemos o quinto episódio que foi uma busca por Thundrilium, e cheio de vilões inúteis, e muito mais Flashbacks chatíssimos, e para mim o pior episódio até agora. E agora o sexto.

Antes de começar tenho que dizer que não há como continuar sem Spoilers, o episódio é totalmente significativo para história do inicio ao fim. As únicas coisas que posso dizer é que parece com uma boa sessão de RPG, com cada personagem fazendo alguma coisa para o sucesso da missão, e finalmente temos todos os personagens jutos em ação.

DAQUI PARA FRENTE COMEÇA OS SPOILERS!!!!

Esse episódio começa com uma cena bem engraçada, meio estilo Personagem de RPG com atitude meio em OFF, com Lion-O tentando usar a Visão Além do Alcance repetidas vezes sem sucesso (re-testes e mais re-testes, estou de olhos em vocês).

Depois vemos Mumm-Ra e a explicação para uma das coisas que ele falou no segundo episódio, isso com mais um Flashback (mas dessa vez muito mais legal e cheio de easter eags). Primeiro mostra que os Thunderianos eram no passado longínquo servos de Mumm-Ra, e este  possuía alta tecnologia, tanto que os Thunderianos possuíam uma frota de naves espaciais e invadiram um planeta alienígena para obter uma jóia de poder, que no fim descobrimos que é o Olho de Thundera. Então pasmem o Olho de Thundera, nem de Thundera é nessa versão.

Fim do Flashback, vemos que os Thundercats chegam no locam onde provavelmente está o Livro dos Presságios, mas não alcançarão ele sem antes passar por vários desafios. Nesses desafios lembram muito uma dungeon clássica, com armadilhas seguidas de armadilhas e o chefão no final.

Depois de cada um utilizar uma habilidade para passar nos desafios eles chegam no local do livro, e ao mesmo tempo Mumm-Ra, que veio deslocando maior parte do caminho com um sarcófago tank (muito tosco ao meu ver). Começa então a batalha para chegar ao livro, sendo que de cara ele já começa a detonar dois dos Thundercats. Na escalada ele luta com mais uma (finamente vemos Tigra fazendo alguma coisa realmente útil). Finalmente eles chegam na parte do livro e começa uma emocionante batalha, e de uma forma bem heróica eles conseguem expulsar Mumm-ra do local, e eles conseguem o Livro dos Presságios.

Então vemos que este episódio foi foda, cheio de ação, com cada personagem tendo seu momento, um vilão realmente difícil de enfrentar, e um grande avanço na história.

Um episódio imperdível, que paga a divida deixada pelo péssimo episódio anterior, e o saldo que sobra marca com chave de ouro essa nova série, que está mais que honrando muito bem a série antiga.

Capitulo 4 – Um Pequeno Sol (Parte 5)

Posted in contos with tags , , , , on Outubro 31, 2011 by rsemente

Sem mais delongas mais uma parte desse conto de ficção científica. Boa leitura!

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… ANTERIORMENTE

Em condições normais de funcionamento ela (Columbiad) pode até servir de veiculo de lançamento ao espaço, se utilizando de capacidade de vôo, e um sistema de pós-empuxo nuclear capaz de fugir da gravidade de um planeta com massa de até 10 vezes ao da terra. Se quisesse não ter a mesma sina que Drake e sua tripulação, essas características seriam indispensáveis.

Os Filhos de Gliese – Capitulo 4: Uma Nave Abandonada (Parte 5)

 Vesti o traje robótico e me dirigi calmamente para a doca de Fermi. Aqui já não havia gravidade artificial, pois seria bastante problemática o engate e lançamento de naves em uma área em constante rotação.

Lá estava o portão 2, logo atrás estaria o corredor de acesso para a cabine de controle da pequena nave columbiad.

- Filho!

- Mãe!? – Me surpreendi com a voz, seria a primeira vez que ouvi sua voz em anos, achei que nunca mais a ouviria, que ela já tinha me ensinado tudo.

- Filho, chegastes ao meu objetivo, agora posso falar novamente com você, Isto não é uma simples simulação, mas sim uma gravação, por isso não faça mais perguntas pois Fermi não poderá simular nenhuma resposta.

- Mas mã…

- Como falei, chegar nesse sistema solar era meu objetivo, e do resto da tripulação. Seu nascimento não foi planejado, e muito menos a morte de toda a tripulação original – Sem quase dar nenhuma pausa ela me interrompeu, continuando a falar e falar sem dar chances para minha despedida, mesmo que saiba que ela não escutaria.

- Minha missão primaria era simplesmente ser médica da tripulação, tanto a nível físico e celular, quanto genético. Principalmente por isso era uma especialista em genética espacial, criando diversos organismos para viver no espaço e em outros planetas do sistema solar. Inclusive muitas de minhas criações e alunos estavam na nave Drake,  quando ela foi perdida e soube que haveria outra missão eu mesma quis ir, tive medo que algumas de minhas criações pudesse ter sido a culpada pela falha da missão, mesmo que todos os estudos indicassem que não era minha culpa.

- A verdadeira culpa era provavelmente de algum efeito relativista, provavelmente a falta de um portal estabilizador em tão longa distancia poderia de certa forma tornar o buraco de minhoca perigoso.

- Buraco de minhoca?! – fiquei impressionado com essa possibilidade, mas não tive muito tempo de ponderar naquele momento, ela continuou.

- Mesmo assim queriam se arriscar a investigar o sinal, e ainda mais se a nave Drake tinha conseguido chegar em seu destino.

CONTINUA…

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